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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

08
Abr19

Tudo ao molho e fé em Deus - Um Domingo qualquer


Pedro Azevedo

Depois de uma semana negra para a arbitragem portuguesa, o Domingo começou com uma exibição do "VAR tudo" na Feira, uma daquelas situações em que metáfora e realidade se confundem. Em boa verdade (ou será VARdade?), todo o futebol português é uma feira. Senão vejamos: temos os elásticos, que puxam para cima, a barraca dos tirinhos (entre concorrentes), o carrossel das transferências, os carrinhos de choque do pobre do Ristovski, os espelhos que aumentam a dimensão dos craques (na Comunicação Social), as "canções pimba" do senhor Piscarreta, tudo isto enquadrado pelas roullotes das febras e dos couratos, petiscos diversos e cerveja a rodos, que o que é preciso é vender a bola aos pacóvios como uma festa...  

 

Se no Sábado, no Dragão, muitas dúvidas ficaram sobre o lance que permitiu ao Porto adiantar-se no marcador, ontem, em Santa Maria da Feira, houve três lances polémicos decididos sempre contra a equipa da casa. O primeiro, resultou na anulação daquilo que seria o 2-0 para o Feirense. O segundo, permitiu ao Benfica empatar a partida. Finalmente, o terceiro evitou que o Feirense voltasse a empatar o jogo. Enfim, um Domingo como outro qualquer, mas com o adepto anónimo, o "Al Patinho", como figurante, e um "actor" canastrão - penso, logo "un pasito mas" caio Pizzi - como protagonista de um filme Série B. 

 

Após o episódio Catão/Boaventura e a narrativa que vi montar à volta da expulsão de Ristovski, a minha vontade de continuar a ser um idiota útil a alimentar a feira do futebol português esmoreceu. Confúcio dizia que se um problema tivesse solução, então dever-nos-iamos concentrar nessa solução, mas se não tivesse solução, então deveríamos deixar de nos preocupar. Nesse sentido, se o peso dos actuais protagonistas esmaga a nossa leveza de espírito e já não há relativização de situações que nos garanta a tranquilidade, então o melhor é afastarmo-nos.

 

Nesse estado de espírito, ontem não fui a Alvalade. Ainda assim, não resisti a acompanhar na televisão. E se tranquilidade era o que procurava, o jogo deu-me uma noite muito descansada. Tudo começou quando o Felipe das Consoantes deu desenvolvimento a um rápido contra-ataque e abriu na esquerda para o Wendel, este lançou na frente no Acuña, que com um pequeno toque deu no Phellype, que chegou à bola após uma impressionante cavalgada e mostrou um PH ácido de mais para Leo Jardim, o homónimo do nosso antigo grande treinador que defende a baliza vilacondense. Inaugurado o marcador, o Sporting viria ainda a dilatar a vantagem na primeira parte, quando um Messias em crise de fé abalroou o Phellype, o qual acabara de cabecear uma bola endereçada por Bruno Fernandes. Chamado a converter a penalidade, Bruno marcou-a de forma irrepreensível, o que lhe permitiu igualar o record europeu de golos de um médio neste século, registo obtido por Frank Lampard na temporada de 2009/10, ao serviço de um Chelsea treinado pelo italiano Carlo Ancelotti.

 

A segunda parte teve menos motivos de interesse. O Rio Ave rendeu-se cedo e ao Sporting interessava fazer alguma gestão de esforço e poupança de jogadores, razão pela qual Acuña (pequeno toque) e Mathieu sairam mais cedo, acompanhando assim Borja, o qual havia sido substituido (por Jovane) ao intervalo devido a lesão num joelho. Com estas prioridades na cabeça, Keizer acabou por voltar a não dar oportunidade a Geraldes ou Pedro Marques, colocando Gaspar e André Pinto. Antes, Wendel apontara o golo da noite, respondendo a uma solicitação de Bruno Fernandes com um remate colocado de fora da área. Com os jogadores não substituidos a descansarem no campo, o Sporting foi controlando tranquilamente o jogo, perante uns vilacondenses que só criaram suspense por Tarantino, perdão Tarantini, num lance em que Renan conseguiu puxar a fita atrás e evitar males maiores.   

 

E assim terminou uma noite tão, tão tranquila que os nossos nem cartões viram. Um jogo que mais parecia um amigável, onde até a falta de intensidade de Gudelj ficou disfarçada pelo baixo ritmo dos restantes.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Wendel. Destaque ainda para Bruno Fernandes (alternativa para o melhor em campo) , Luíz Phellype, Mathieu e Acuña.  

wendel rio ave.jpg

P.S. Os meus sentimentos à familia e amigos do nosso ex-jogador Luis Páez. O paraguaio faleceu ontem, aos 29 anos, num acidente de viação. Um dia triste também para toda a nação sportinguista, a mostrar-nos que há coisas para serem levadas bem mais a sério que o futebol. 

 

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