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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

13
Jul19

Tudo ao molho e fé em Deus - Super Max


Pedro Azevedo

O Sporting visitou a cidade de St Gallen, famosa por uma Abadia erigida (Século VIII) em memória de São Gall (ou Gallus) - discípulo irlandês de São Columbano em missão de pregação da palavra de Deus naquela zona nos séculos VI e VII depois de Cristo - onde certamente os leões terão tido uma boa oportunidade de pedir perdão pelo equipamento utilizado hoje, em especial o calção verde-chocante.

 

A penitência veio sob a forma de um jogo contra a equipa local que milita no 1º escalão do futebol suiço. E a verdade é que durante a primeira parte a equipa mostrou-se à altura da redenção. Alinhando de início com 6 titulares do encontro anterior (Renan, Neto, Mathieu, Wendel, Bruno Fernandes e Raphinha), o jogo não poderia ter começado melhor para os leões, que logo aos 2 minutos inauguraram o marcador. O autor do golo foi uma vez mais Bruno Fernandes, de recarga após um primeiro remate de Raphinha defendido pelo guardião helvético. Uma vez mais, maiato e brasileiro envolvidos num golo, eles que já haviam sido preponderantes contra o Rapperswil. Assinale-se que durante este período o Sporting mostrou boa dinâmica e trocas de bola com intenção, com destaque para as subidas constantes do lateral Abdu Conté, perdendo várias oportunidades de dilatar o marcador, desde um remate de Bruno Fernandes brilhantemente defendido pelo guardião helvético até uma perdida incrível de Ilori quando se encontrava praticamente encostado ao poste. O 2º golo acabaria pois por aparecer com naturalidade, com Wendel a disparar um míssil à entrada da área após um excelente passe de 30 metros de Bruno. Só que um erro de principiante de Eduardo na cabeça da área iria permitir aos suiços regressar ao jogo antes do intervalo. Deste primeiro tempo, menções honrosas para Bruno Fernandes ("who else"?), Neto, Mathieu, Conté, Wendel e Raphinha. Em sentido contrário, Camacho voltou a não deslumbrar, o mesmo se passando com Eduardo e Ilori, enquanto Luíz Phellype ainda se mostra sem ritmo, ele que é um jogador pesado e que precisa de estar na sua melhor forma física para ter o melhor rendimento.

 

A etapa complementar voltou a revelar a escassez de opções de qualidade da equipa do Sporting. Vietto passou ao lado do jogo, numa permanente indefinição entre a ala e a zona central do terreno, Doumbia não mostrou segurança na saída de bola, Matheus voltou a apresentar um futebol miudinho no centro para onde foi deslocado por hiper-inflacção de alas, Plata revelou-se trapalhão (não cola a bola ao pé), pelo que os melhores acabaram por ser 3 miúdos da nossa Formação: Thierry Correia (melhor a defender do que a atacar), Nuno Mendes (afoito pela banda esquerda) e Max. Este último foi providencial no empate obtido pelo clube de Alvalade, parando com enorme classe duas grandes oportunidades helvéticas.

 

À laia de conclusão, mais do que continuarmos a enterrar a cabeça na areia com a desculpa das cargas físicas e dos jogos-treino - diz-me como treinas, dir-te-ei como jogas - , o que fica claro é que falta qualidade para acompanhar Bruno, Mathieu, Acuña, Raphinha ou Wendel. Os reforços (12 desde o Inverno), com excepção de Neto, não sendo maus jogadores (gosto muito de Matheus Nunes que não foi para estágio, e Doumbia é daqueles jogadores que precisa de encontrar a sua forma física para ter rendimento), não acrescentam nada de especial às lacunas que já tínhamos, pelo que uma eventual saída de Bruno Fernandes, mesmo que colmatada com alguma nova aquisição, irá enfraquecer fortemente a nossa equipa. O contrário, só por milagre. E Almada City vir para Lisboa estou em crer não ser um milagre suficiente. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Max

wendel suiça.jpg

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