Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

01
Out19

Tudo ao molho e fé em Deus - Sorte ao Quadrado


Pedro Azevedo

Se o campeonato é uma maratona, um jogo vitorioso é um passo na direcção da meta, pragmatismo que marca a minha análise à estreia de Silas como treinador do Sporting. E não poderia ser de outra forma, dado o pouco tempo de trabalho do nóvel técnico dos leões. Ainda assim notaram-se algumas ideias: na saída de bola, a equipa dispôs-se num 2-4-2-2, com os dois centrais a iniciarem a construção, uma linha à sua frente formada por um duplo-pivô e os dois laterais (recuavam para a linha defensiva quando a equipa perdia a bola), dois médios de ataque (Bruno e Vietto) e dois avançados móveis, sendo que no centro do campo Silas recuperou o quadrado dos últimos tempos de Keizer; voltou também o "bitoque" dos primeiros tempos do treinador holandês, notando-se a preocupação de jogar a dois toques e desgastar o adversário através de posse e circulação de bola, mas com os jogadores da frente procurando mais a desmarcação (o espaço) e menos a aproximação à bola (diferença face a Keizer), ao mesmo tempo que os sectores cuidavam de estar o mais juntos possível de forma a dar menos espaço às transições ofensivas adversárias. Em suma, um misto de duas fases diferentes de Keizer (com algumas nuances), pois ainda não houve tempo de introduzir um cunho mais pessoal do nosso novo "Mona Lisa" que esta noite já esboçou um sorriso (se bem que ainda timido).  

 

Evidentemente, com poucos treinos, notaram-se várias insuficiências: a circulação foi lenta e não desmontou a teia montada por Inácio no miolo avense, notando-se nomeadamente a ausência de mudança de flanco (basculação) rápida, ferramenta essencial para desequilibrar um adversário muito povoado ao centro, provavelmente por a segurança ter imperado sobre o risco; a equipa continuou a mostrar-se permeável nas bolas paradas, quase sofrendo dois golos provenientes de cantos marcados de forma rasteira(!); os laterais não deram profundidade ao jogo ofensivo leonino, o que, se é tão certo como a morte e os impostos no que concerne a Borja, foi insólito em Rosier (também pouco concentrado nos pontapés de canto).   

 

Surpreendeu-me a entrada de Borja em detrimento de Acuña, estava à espera que Wendel desse o lugar a Eduardo, não só pelo abaixamento de forma do ex-Fluminense como pelo conhecimento que Silas tem do ex-jogador da SAD antigamente conhecida como "Os Belenenses" (coisa fina, à Prince, e com Revolution pelo meio). Fundamentalmente, fiquei com a ideia de que a equipa irá melhorar muito, mas que com estes jogadores hoje titulares vai ser muito difícil atingir os objectivos enunciados no início da época. E depois há outros problemas: Vietto contra o Famalicão e Jesé esta noite (nova exibição frouxa), provavelmente imaginando tempos de glória outrora vividos, protestaram aquando das substituições. Disciplina precisa-se, outra tarefa que aguarda Silas. 

 

A primeira parte foi muito monótona: Rosier quase marcava um auto-golo (acertou no poste), mas Coates é que é o especialista, e Eduardo enviou dois mísseis de Santo Tirso que teriam entrado na baliza em Vila das Aves se a companhia de Jesus tivesse estado com ele, o que teria colocado os pupilos de Inácio em caldinhos (ou, no caso, caldinhas). Nothing (more) to declare, as equipas voltaram ao balneário. 

 

No início da etapa complementar, o Aves podia ter marcado por duas vezes. Na primeira, a nossa defesa foi pela primeira vez apanhada descompensada, bola metida nas costas de Coates, remate prensado em Mathieu (também não tem a "sorte" do uruguaio), guarda-redes para um lado, bola para o outro, mas a tocar nas redes exteriores da baliza de Renan. Canto marcado, carambola de matraquilhos, Renan batido e a bola a sair a rasar o poste. O Sporting recuperou do susto e Bolasie, que procura compensar as deficiências técnicas com muita movimentação, também teve uma boa oportunidade, mas atrapalhou-se e não acertou bem na bola. Renan ainda defendeu um livre bem marcado por Welinton Jr, até que Bolasie recebeu um passe de Acuña (entrara aos 77 minutos para o lugar de Borja), ganhou espaço na área, ultrapassou um defesa e foi atropelado por Beaunardeau. Na conversão do penalty, Bruno Fernandes (trabalhou muito) deu a vitória aos leões.

 

O Sporting conseguiu sair com os 3 pontos da Vila das Aves e isso foi o mais importante. Silas, que ressuscitou a Táctica do Quadrado, teve sorte na estreia, vencendo e vendo a sua equipa a não sofrer golos pela primeira vez esta época (sorte ao Quadrado), mostrando não ser "pé frio". Que assim continue! (E que se torne uma lenda e um dia alguém relembre que Silas, na estreia, ganhou com Castigo Máximo.)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Yannick Bolasie

Bolasie2.jpg

37 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Siga-nos no Facebook

Castigo Máximo

Comentários recentes