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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

25
Jul19

Tudo ao molho e fé em Deus - Os deuses devem estar loucos


Pedro Azevedo

O Sporting via nesta digressão aos "states" uma oportunidade de divulgar a marca. Mas começou logo por não divulgar a sua marcha, já que depois do "Star-Spangled Banner" (hino nacional americano) e do "You will never walk alone" terem tocado na instalação sonora, o CD com a canção da Maria José Valério não saiu da gaveta. Nem mesmo o mais recente hino entoou no estádio... Enfim, ficámos a perceber que o mundo não sabe que... (Por falar em oportunidades, costuma dizer-se que não há uma 2ª oportunidade para causar uma 1ª boa impressão. Tal é verdadeiro, a não ser que se chame Vietto. Nesse caso haverá uma terceira, quarta...)

 

Os leões entraram em campo com um equipamento alternativo, o que é sempre uma boa forma de mostrar ao mundo a sua marca, ou melhor, a sua Macron. O guarda-redes do Liverpool também quis deixar a sua marca e serviu um frango que nos soube a Fillet Mignolet. Tanta desconversa sobre o nosso Renan (o Salvador) e afinal, depois de Karius, o campeão da europa volta a mostrar não ter ninguém minimamente à altura de substituir o bom do Alisson, também ele brasileiro por acaso. O Sporting assim adiantava-se no marcador, golo de Bruno Fernandes (who else?).

 

Na tentativa desesperada de encaixar Vietto na equipa, Keizer mandou Bruno Fernandes para a esquerda, provavelmente a fim de evitar ter de ceder também Borja ao Moreirense. Renan provava porque é o titular das balizas, defendendo tudo menos uma recarga de Origi, o único sobrevivente da linha avançada ma-fi-o-sa (Mané, Firmino e Salah ainda não regressaram) do Liverpool. Entretanto, Bruno Fernandes voltava a assustar os de merseyside: primeiro, serviu Luíz Phellype, mas o peso das consoantes do brasileiro evitou que recepcionasse a bola à frente do guarda-redes; depois, um alívio de um cruzamento seu encontrou Wendel e o poste; finalmente, ofereceu um golo cantado a Ilori, mas este mostrou ter mau ouvido (o menor dos seus problemas). Diga-se de passagem que os laterais leoninos estavam a ser os piores em campo, com Borja permanentemente ultrapassado na esquerda e Ilori a solicitar demasiadas vezes o apoio dos bombeiros voluntários do socorro, tendo Bruno, numa das ocasiões, acorrido como 112 (só lhe falta substituir Renan). Até que, num minuto, algumas coisas que aqui vamos perorando se materializaram: Vietto, por duas vezes, mostrou não ser um finalizador; Ilori teve mais um AVC, e os "reds" adiantavam-se no marcador em cima do intervalo.

 

Na reatamento, Thierry Correia substituiu Borja na esquerda. Apesar de não ser a sua posição natural, a verdade é que o lateral leonino logo se destacou com um vistoso passe de trivela (para disfarçar não ter pé esquerdo) a isolar Wendel na esquerda. Logo de seguida, de um outro passe seu para Wendel se iniciou uma triangulação que também envolveu Bruno Fernandes, seguida de uma devolução do maiato ao brasileiro da qual resultaria o golo do empate (e que golo, lindo!). E ainda foi arrancar posteriormente um cruzamento venenoso para a área! O Sporting trocava bem a bola, com mudanças de posição entre jogadores e Doumbia muito atento sempre a compensar perdas de bola e a dobrar os defesas em caso de necessidade. Mas com o tempo, o jogo acabou por ir perdendo qualidade, essencialmente porque não foi possível acompanhar o ritmo elevado a que se jogou a primeira parte e, também, devido à quebra do ritmo de jogo provocada pelas inúmeras substituições operadas por ambos os treinadores. Mas ainda houve oportunidade para Thierry voltar a brilhar em missão defensiva, agora à direita, e para os miúdos Nuno Mendes e Quaresma confirmarem que têm nervo e qualidade. 

 

Ao quarto jogo da pré-época, o Sporting realizou a sua melhor exibição. A equipa continua a crescer, com Renan a oferecer segurança, Mathieu (sempre no sítio certo) a confirmar-se como patrão e Wendel (muito bom jogo) e Bruno Fernandes a serem indispensáveis à manobra colectiva. Estes 4 têm sido a espinha dorsal da equipa, a qual bem se deveria poupar a sustos provocados por equívocos como a colocação de Ilori à direita (ou em qualquer lugar fora da bancada), ou a tentativa de fazer de Vietto um organizador de jogo, seja a partir da ala ou do meio, ele que é um segundo avançado. (Ou como um sonho de Varandas ameaça dar pesadelos a Keizer.)

 

O Sporting continua a sofrer golos aos pares. Dois de cada vez, oito em 4 jogos. Em sentido contrário, já marcámos em sete ocasiões, tendo Bruno Fernandes feito 4 golos e eferecido outros 3. Mais palavras para quê? Mais do que hiper-inflacção de alas, o nosso mal é a hiper-dependência do maiato. Os reforços (desde Janeiro) pouco se vão vendo, com excepção de Doumbia, que confirmou as boas indicações do ano passado. O marfinense, tal como Luíz Phellype (este ainda a precisar de mais treinos), dada a sua massa corporal é um jogador que precisa de estar muito bem fisicamente para ter rendimento.

 

No Sporting, pensamos sempre que estamos a ser injustos com as primeiras impressões que alguns reforços nos deixam. A prudência leva-nos a contemporizar, transigir, condescender, 90 minutos após 90 minutos, até ao dia em que a realidade choca de frente connosco e temos de nos ver livres deles. Mas como a natureza tem horror ao vazio, e a bilis precisa de actuar, sentimo-nos no direito de ser taxativos com a nossa Formação. Com eles, decretamos: não prestam. Nem que para isso nos bastem 10 minutos de observação. E parece que toda a gente queda satisfeita assim, ficando amplamente justificado o investimento em quem vem do exterior. (Ainda me lembro das caixas de comentários quando eu escrevia que o Alan Ruiz jogava de saltos altos.) Claro que quando os nossos jogadores vão lá para fora, percebemos que outros povos pensam de uma outra forma. Por isso, os Renato Sanches e os João Mário jogam menos tempo, pois o que interessa é o rendimento demonstrado em campo. Também é certo que quando olhamos para as nossas contas sentimos que algo está errado... Como não gosto da nossa abordagem, e penso que deve existir, isso sim, uma maior exigência com quem vem de fora (porque tem um custo de aquisição e tem de provar ser melhor do que os que formamos), considero da mais elementar justiça destacar aqui a exibição de Thierry Correia, que teve um duplo lançamento de fogo, contra o campeão europeu e a jogar a maior parte do tempo fora da sua posição, e mesmo assim deu boa conta do recado, deixando muito boa gente a pensar no racional do investimento de 7,5 milhões de euros (€5 milhões+ Mama Baldé) em Rosier. (Para não falar no dinheiro investido noutros jogadores, numa altura em que continuamos a não colocar os excedentários que pesam mais na conta de exploração e todos os recursos deveriam ter sido canalizados para tentar segurar Bruno Fernandes e, se possível, na aquisição de um ponta de lança com maior mobilidade fora da área que os actuais e igual eficácia dentro dela.) 

 

Para finalizar, há que dar o mérito ao plano de jogo de Keizer, pela forma como fomos conseguindo tirar a bola da zona de pressão, evitando assim as cargas inglesas, e mudando de flanco para os desorganizar. É que não é todos os dias que nos batemos de igual para igual com um campeão europeu, pese embora o luxo que é ter um Bruno Fernandes. Lamento, no entanto, que o treinador holandês seja sempre tão renitente em dar oportunidades reais aos jovens da nossa Academia, como hoje mais uma vez se provou com a teimosia de aposta em Ilori para lateral direito. Já chega de justificar uma contratação. Não correu bem, ponto. Final. (Espero que Vietto ainda venha a provar a sua utilidade, pois não estou a ver Keizer tirá-lo da equipa.)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

liverpool.jpg

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