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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

08
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - Fim do sonho


Pedro Azevedo

O jogo poderia resumir-se a isto: aos 6 minutos, Juan Delgado "falou grosso" quando cabeceou certeiro para golo; aos 79 minutos, Diaby, exactamente da mesma posição, a passe soberbo de Nani, falhou um golo cantado.

 

Não se pense, no entanto, que se tratou de uma questão de sorte ou de azar. Não, o Sporting perdeu esta partida por manifesto défice de qualidade de alguns jogadores: Gudelj tem a mesma utilidade que um funcionário do Instituto de Socorros a Náufragos destacado para uma praia após a época balnear. Também ele vem equipado com bóia de salvação, camisola "long-sleeve" e calção, mas os itens que não dispensa mesmo são a cadeirinha, os óculos escuros e o chapéu de sol da Olá (não vá o dia abrir ou chuva cair). É que a sua falta de apetência para se deslocar (a salvamentos) é lendária e só comparável ao amor que nutre pelo metro quadrado onde repousa o esqueleto; Diaby até é capaz de falar flamengo (jogou no Brugges) e assim melhor compreender Keizer, mas para jogador de futebol faltam-lhe algumas coisas. Um bom princípio seria a bola nos seus pés não se confundir com um cacto. Outro, consistiria em não fechar os olhos antes de um remate à baliza. Talvez assim conseguisse concretizar pelo menos uma - ao menos uma!!! - das dez oportunidades claras de golo que desperdiçou nos últimos três jogos; e o que dizer sobre Bruno Gaspar? Bom, a verdade é que durante o intervalo sonhei que a solução para ganharmos o jogo passaria por o fazer expulsar...

 

O jogo iniciou-se praticamente com o primeiro golo do Tondela: Bruno Gaspar abriu uma autoestrada, por onde Xavier circulou em grande velocidade até encontrar em Delgado o caminho da felicidade. 

A perder, o Sporting tentou voltar ao jogo e Raphinha iludiu e passou a bola por cima dum adversário até encontrar Bruno Fernandes solto à entrada da área para um remate que saiu ao lado. A partir daí, os leões ligaram o complicómetro perante uma equipa do Tondela que mais parecia de aranhas, tantas eram as pernas que se interpunham às ofensivas sportinguistas. Os tondelenses colocaram um homem perto de Gudelj e por aí foram tecendo a teia e estancando a ligação aos outros médios leoninos. Incapaz de tomar a iniciativa em posse e de ultrapassar a zona de pressão, o sérvio passava para trás e para o lado, situação agravada pelo facto de nenhum dos outros médios descer no terreno. Assim, e até ao fim da primeira parte, de registo o Sporting apenas teve dois lances de Raphinha: uma bicicleta de roda furada, seguida de um golpe meio de ombro meio de cabeça que Cláudio Ramos foi buscar lá onde a coruja dorme. Já o Tondela poderia ter dilatado o marcador quando Tomané entrou nos terrenos de um impávido Bruno Gaspar e cabeceou para defesa de Renan, após lance em que a actual falta de velocidade de Coates foi por demais evidente.

 

O segundo tempo trouxe um Sporting mais lutador e com Montero na frente do ataque em substituição de Gudelj, Diaby a jogar por detrás do ponta-de-lança e Bruno Fernandes e Wendel a fazerem a parelha de médios. Logo de início, Jaquité, qual eléctrico descarrilado, abalroou Nani e viu o segundo amarelo. A jogar contra 10, os leões intensificaram a pressão e Raphinha, em dois remates disferidos da esquerda do ataque, voltou a trazer à colação a razão de Cláudio Ramos ser internacional por Portugal. Mas o Tondela, mesmo diminuido, não desistiu de tentar causar dano ao último reduto dos leões e Tomané afinou a trivela num remate junto à linha de fundo que acabou na barra da baliza de Renan, com o guarda-redes leonino ainda a tocar na bola, evitando assim um golo à Van Basten. A partir daí, as oportunidades do Sporting passaram a ser do calibre daqueles momentos que passam no fim-do-ano, de apanhados do desporto ("Bloopers"). Por quatro vezes Diaby teve o golo nos pés e na cabeça e por quatro vezes o falhou. Não lembra o Diaby...

Diabo da Beira à solta foi o ex-vimaranense Tomané que, pelo meio, tentou de novo a trivela e matou o jogo com um lindo golo, a fazer pensar como se gastam milhões em "flops" quando temos aqui perto de casa um jogador bom e baratinho que já o ano passado se tinha evidenciado na Luz. Mathieu ainda confirmou o que Montero realizou, mas já não fomos a tempo de dar a volta, mesmo terminando, à falta de Dost (traumatismo craniano) e até de Luíz Phellype (ausente por opção técnica), com Coates e Mathieu a pontas-de-lança, após saída pouco entendível (lesão?/fadiga?) de Nani. Quem ainda foi a tempo, infelizmente, de perder o próximo jogo com o Porto, foi Acuña, amarelado nos últimos momentos da partida. E assim, de uma forma totalmente desconsoladora, até porque as ideias de jogo são boas e Keizer veio dar esperança a todos os sportinguistas (mas não faz milagres), não obstante outros importantes objectivos que futuramente se colocarão, o nosso sonho de umas noites de Outono - a que se seguiu o Inverno do nosso descontentamento, iniciado em Guimarães - chegou ao FIM.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luis Nani (menções igualmente honrosas para Raphinha e Renan)

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