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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

04
Abr19

Tudo ao molho e fé em Deus - (C)risto vive em Bruno


Pedro Azevedo

Três jogos contra o Benfica, três golos de Bruno Fernandes. Se o primeiro, para o campeonato, não foi suficiente, os dois marcados para a Taça - como a primeira mão aconteceu no tempo do Paleolítico Inferior talvez valha a pena relembrar que fez um grande golo na Luz - foram decisivos. Ontem, deu mais um passo no sentido de se tornar uma lenda em Alvalade, com um lance de génio culminado num remate que deixou o Svilar das Perdizes com vontade de ir à bruxa.

 

Por falar em bruxas, eu não acredito nelas, mas já diziam os espanhóis "que las hay, las hay". Apesar disso, pobre incauto, acreditei que o Ristovski estaria no "derby". Mas não. Se calhar não era má ideia o Conselho de Arbitragem substituir os testes de aptidão física por testes de física, pois as Leis de Newton são princípios de dinâmica (e de inércia) que convinha consultar. Até porque sempre é informação mais científica do que aquela que o senhor Piscarreta anda a propagandear na televisão, nomeadamente quando diz que o jogador Manafá, no Braga-Porto, não teve intenção de pôr a mão na bola porque "estava de olhos fechados". É no que dá confundir cubismo com cubanos, dá tanta vontade de rir que até a barraca "Havana". Já sobre o senhor Mota, que foi premiado pela "exibição" em Chaves com uma indigitação para a primeira semi-final da Taça, não sei se é por ser talhante, mas quando nos apita estamos sempre "feitos ao bife"... 

 

O Conselho de Disciplina puniu Ristovski - o homem parece que foi condenado a uma Via Crúcis - com um jogo de castigo e indeferiu o recurso leonino, mas a injustiça, quer em termos absolutos, quer em termos relativos (vidé lance de Wilson Eduardo sobre Corona no Braga-Porto), da suspensão do macedónio uniu ainda mais a equipa do Sporting. Na natureza, nada acontece por acaso, e o arrefecimento súbito da temperatura em Lisboa foi só o presságio de que a vingança é um prato que se serve frio. 

 

O Sporting começou o jogo a toda a velocidade e nos primeiros 10 minutos andou perto da baliza do Benfica por três vezes, através de remates de Gudelj - melhor exibição desde que joga de leão ao peito - , Bruno Gaspar e Wendel. Apesar do maior ímpeto leonino, assente numa ousada táctica de 3 defesas, lutava-se mais do que se jogava, destacando-se apenas um remate de Luíz Phellype (29 minutos) e um de Fejsa (primeiro e único chuto dos encarnados à baliza durante a primeira parte), ainda assim não verdadeiras oportunidades. O árbitro ia-se perdendo no critério disciplinar, começando por não punir um jogador de cada equipa para acabar salomonicamente a castigar dois inocentes.

 

A etapa complementar praticamente abriu com uma perdida de Seferovic diante de Renan. Respondeu o Sporting com um livre de Bruno Fernandes que embateu na barra. O Benfica vinha com uma postura mais ofensiva e os leões aproveitavam para jogar entre linhas. Luíz Phellype conseguia dominar a bola e segurar os centrais e isso abria boas perspectivas a Bruno Fernandes. Eis então que Keizer, que já anteriormente havia trocado Gaspar por Ilori, provavelmente com receio de que o lateral visse o segundo amarelo, decide meter a "carne toda no assador" (senhor Mota, esta não é para si) e troca Borja por Diaby, passando Ilori para a linha dos 3 de trás. Logo de seguida, Bruno recebeu a bola na meia direita do ataque leonino, driblou para dentro e colocou a bola no ângulo da baliza defendida por Svilar. Com a eliminatória na mão, o Sporting não abrandou o ritmo. O jogo estava electrizante e Seferovic, primeiro, e Raphinha, depois, podiam ter marcado, mas o resultado, com toda a justiça, já não se alteraria. 

 

Ristovski esteve de fora, mas viveu em Bruno Fernandes. Em tempo de cristianismo no futebol mundial, Bruno, a quem também foi concedido um dom imenso, é, hoje por hoje, o grande redentor do sportinguismo. O cordeiro do deus da leoninidade, que dentro do campo se transforma num leão e que, pouco a pouco, vai trazendo de volta aos estádios, cafés e sofás ao pé de um televisor as "ovelhas" que tresmalharam, mas que não deixam de ser sportinguistas como nós. Por isso, perante a Porta 10A, eu confesso: eu sou um brunista (fernandista)! ("Ich bin ein...")

 

Nota: para quem ficou muito escandalizado por Keizer ter admitido gostar mais de ganhar por 3-2  em vez de 1-0, é só para dizer que o holandês ontem preferiu o 1-0...

 

Nota 2: no duelo particular de golos das estrelas de Sporting e Benfica nos "derbies" desta época, Bruno Fernandes esteve a perder 0-2, mas ganhou a João Félix por...3-2. Dado o "hype" que o encarnado atingiu, deve ser coisa para, no mínimo, garantir a Bruno o epíteto de "menino de diamante"...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes.

Destaques: Acuña e Mathieu, os delfins de Bruno, Gudelj por ter dado mais ao jogo do que habitualmente, Raphinha pela pressão que fez sobre a linha defensiva benfiquista (é ele que ganha a bola do golo), não a deixando subir, Phellype pela capacidade de segurar a bola no meio campo contrário. Todos os outros, sem brilhantismo, não comprometeram.

golo de bruno fernandes ao benfica.jpg

(Imagem: Record)

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