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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

19
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - Acuña contra os cónegos


Pedro Azevedo

Hoje, pela primeira vez na temporada, faltei a um jogo da Liga em Alvalade. As nuvens negras e a dupla Costa/Capela ameaçavam tempestade, razão pela qual me decidi pelo sofá. Mas não fiquei só, o Bas Dost também seguiu a mesma opção, provavelmente a sonhar com Madrid. Também não me desiludi: não só a chuva caiu durante praticamente todo o jogo como árbitro e VAR estiveram à altura de duas carreiras recheadas de tantas decisões polémicas que não caberiam na edição completa da Enciclopédia Luso-Brasileira. Este tomo em particular começou num lance entre Acuña e Arsénio, com o cónego a parecer ter sido desviado com os braços na área leonina, e acabou num despautério total.

 

Os jogadores do Sporting entraram interessados em mostrar que têm treinado as bolas paradas: aos 2 minutos, Nani apareceu no primeiro poste a desviar (de cabeça) para golo um canto marcado por Acuña, e o mesmo argentino logo de seguida bateu um livre para Diaby acrescentar mais um capítulo ao seu futuro Best Seller "Mil e uma maneiras de falhar um golo", actividade certamente lucrativa (ou não fosse o valor da sua contratação) na qual substituiu outro autor consagrado que passou por Alvalade, o costa-riquenho Bryan Ruiz. Por volta dos 25 minutos a jogada repetiu-se e com o mesmo resultado. Valha a verdade que houve intervenção de Jhonatan, que adivinhou o lance (ou não tivesse o "h" adiantado "nas horas"), e do travessão. A bola, teimosamente, resistiu a ultrapassar a linha de fundo e Bruno Fernandes apanhou-a, afagou-a e serviu Ristovski para nova defesa de Jhonatan. Do ressalto, Bruno Fernandes fez o segundo, coroando a fase matraquilhos da partida. 

 

Acuña era o homem do jogo, no relvado e na televisão. Durante um quarto-de-hora, Rui Pedro Rocha manteve que o argentino tinha rescindido no Verão com o Sporting e que, posteriormente, se havia arrependido e regressado. Após o 2-0, lá desfez o equívoco. O Sporting dominava e Bas Dost falhou escandalosamente à boca da baliza um passe de Ristovski. Logo de seguida, novo caso do jogo: Bas Dost foi derrubado por um defensor moreirense quando se isolava para receber um passe de Diaby, sobrando a dúvida se foi fora ou dentro da área. Nem "penalty" nem expulsão, Rui Costa deixou prosseguir e, após 2 minutos em que o jogo não parou, o Moreirense reduziu, num golo de Heriberto. Estalou a polémica, entrou o VAR em cena, mas o Sporting, em vez de se ver com um jogador a mais e/ou com uma vantagem muito provável de 3 golos no marcador, acabou por ficar a liderar por apenas um golo de diferença. Um clássico com este árbitro, que já na temporada passada havia ignorado o apelo do VAR para uma grande penalidade cometida sobre Gelson, mantendo após visionamento das imagens a sua interpretação de simulação do (aí) ala leonino e respectivo cartão amarelo.

 

Ao intervalo, a SportTV mostrava William nos camarotes de Alvalade. Ouvi qualquer coisa do Rui Pedro Rocha sobre isso, mas depois da confusão criada com Acuña não lhe dei grande credibilidade, pelo que fiquei sem saber se o médio também se arrependeu e se é reforço de Inverno. O segundo tempo iniciou-se e o público ia pautando as poucas faltas marcadas pelo árbitro a nosso favor com aplausos. Nesse transe, o cartão amarelo mostrado a Chiquinho (falta sobre Bruno Fernandes) mereceu até uma ovação. No entanto, rapidamente o Sporting nivelou os cartões, numa fase em que Gudelj filantropicamente preveniu o aparecimento de varizes em vários dos seus adversários, insistindo em que não ficassem de pé durante muito tempo. O Sporting estava mais lento, acusando o cansaço da intensidade posta no jogo de três dias antes, e Diaby conseguia estragar imensas jogadas. Aliás, o ala nunca poderá seguir uma carreira pós futebol na organização de eventos, pois não sabe preparar recepções, até porque as condimenta com demasiada canela. (Já Francisco Geraldes é hoje mais Relações Públicas do que jogador, pelo menos a avaliar pela venda de gameboxes e pelas oportunidades que lhe dão para jogar à bola.) Esperava-se a saída do maliano, mas Keizer surpreendeu ao substituir Nani por Raphinha. O ex-vimaranense entrou com vontade de ganhar a titularidade e marcou à primeira oportunidade. Auxiliar e VAR conseguiram ver um milimétrico fora-de-jogo e anularam o golo da tranquilidade. O martírio da arbitragem prosseguiu quando Wendel foi carregado duramente por trás e o cartão vermelho correspondente foi trocado por um de cor amarela, em jogada que obrigou à substituição do brasileiro e regresso do duplo-trinco (entrada de Petrovic). Até ao fim do jogo ainda houve alguns calafrios provocados por cantos contra nós, mas o triunfo acabaria por ser do Sporting, mesmo que Acuña tenha tido muitas vezes que se superiorizar a dois ou três adversários por falta de ajuda de um Diaby que miraculosamente conseguiu ficar os noventa minutos (mais os descontos) em campo. O ex-Racing de Avellaneda, aliás, foi o melhor em campo, atacando também com grande brio e qualidade, nomeadamente cruzando sempre com eficácia. Fico agora à espera que não cruze também o continente, de oeste a leste, e acabe em São Petersburgo, até porque a equipa precisa de jogadores com esta raça e atitude no relvado.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Marcos Acuña. (Gostei também de Mathieu, Ristovski e de Bruno Fernandes, embora este último não tenha estado particularmente inspirado.)

acuña1.jpg

bas dost.jpg

golo anulado.jpg

(Fonte Imagens: A Bola)

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