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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

01
Dez19

Tudo ao molho e fé em Deus - A Restauração


Pedro Azevedo

O Sporting vinha da melhor exibição da época e de uma vitória retumbante sobre o PSV Eindhoven. As condições estavam criadas para um desanuviamento. Mas isso é não conhecer o nosso clube. Um Tribunal Arbitral condenou o Sporting a pagar a título de indemnização o valor de 3 milhões de euros a Sinisa Mihajlovic e logo alguém vislumbrou a oportunidade de "matar" não 1, mas 2 ou 3 coelhos de uma só cajadada. É verdade, a procura de bodes expiatórios é uma actividade vista com muitos bons olhos no futebol, mas eu cá penso que a culpa é toda do tal tribunal. Então não foi o TAS que também nos condenou a comprar o Ilori, o Eduardo, o Camacho, o Rosier (mais o Mama Baldé) e a pedir emprestado o Jesé, o Bolasie e o Fernando?

 

Antes do jogo começar a Liga expôs uns painéis que pediam uma descida do IVA aplicado ao futebol. Nós, consumidores do espectáculo, estamos de acordo com os 6%. Agora só falta no Sporting reduzirem-se as contratações e as comissões pagas para essa mesma bitola...

 

Durante a tarde passei os olhos pela visita do Ajax a Enschede para defrontar o Twente. E reparei que os lanceiros estrearam mais um menino da sua Formação. Chama-se Noa Lang e fez um hat-trick. Fiquei a pensar que de todos os clubes que se intitulam formadores, o Sporting deverá ser o único onde existem mil e um impedimentos a lançar jovens jogadores. Por isso, o Pedro Mendes, o Matheus Nunes, o Daniel Bragança, o Matheus Pereira e outros desesperam por uma oportunidade facilmente concedível a uma estrela do raggaeton ou a um moço colombiano que aos 26 anos ainda está a aprender as regras do jogo, nomeadamente que se pode entrar na área do adversário no decurso de um jogo de futebol.

 

É claro que há razões ponderosas que justificam que Domingos Duarte ou Demiral nunca tenham feito 1 jogo para o campeonato. Não esquecer que tal é geralmente definido por dirigentes que percebem muito de futebol. Como tal, se algo correr mal só pode ser atribuído ao "azar". Como hoje em Barcelos. O Sporting teve "galo" e isso resultou da conjugação da impreparação com a oportunidade certa, leia-se o não se ter perdido o ensejo de contratar na janela de Inverno um Ilori vindo das profundezas da segunda divisão inglesa. Ilori que é um desastre à beira de acontecer no relvado e no coração dos adeptos. Não sei como isto acabará, mas estou desconfiado que será com uma ala inteira no Hospital de Santa Cruz reservada para adeptos Sportinguistas...  

 

Depois de sofrer um golo numa perda de bola de Ilori, o Sporting fez o seu primeiro remate no jogo aos 42 minutos(!). Seguiu-se uma perdida de Jesé após assistência de Bruno Fernandes e o golo do empate da autoria de Wendel (de novo Bruno no passe) com a cumplicidade involuntária do guardião gilista. No intervalo disto tudo o craque Vietto perdeu bolas sobre bolas, nunca lutando para as recuperar. Aliás, a mentalidade de alguns jogadores do Sporting deixa muito a desejar, o que aliado a um défice notório de qualidade acima da média do plantel não deixa qualquer margem para o sucesso. 

 

A etapa complementar foi ainda pior. O contraste entre os jogadores do Sporting tornou-se evidente. A título de exemplo observe-se o seguinte: Bruno lançou duas vezes a esquerda do nosso ataque com critério; em compensação, o Eduardo, nas duas primeiras posses de bola, fez dois passes para o apanha-bolas.

Doumbia e Wendel falharam a pressão sobre o portador da bola este pô-la nas costas da nossa defesa. Acuña tentou o corte em desespero e fez penalty. Na conversão, o Gil não perdoou e colocou-se em vantagem no marcador. Perto do fim poderia ter havido outro penalty. Depois de vistas as imagens, observou-se que havia um prévio fora-de-jogo. Pelo meio Doumbia havia recebido um segundo amarelo, o qual foi mais tarde despenalizado por intervenção do "árbitro" Bruno Fernandes que explicou ao "jogador" Hugo Miguel que o vídeo-árbitro não pode intervir em lances de cartão amarelo (protocolo), para além de que tinha havido uma infracção anterior. Confusos? É o futebol português no seu melhor. O Gil ainda haveria de voltar a marcar, mas por essa altura já o Sporting jogava num 3-3-4, ou 3-2-5, ou, se quiserem, num tudo ao molho e fé em Bruno... 

 

Do Céu ao Inferno em 72 horas, haveria melhor dia que o 1 de Dezembro para mostrar à saciedade que a restauração daquilo que tem sido o nosso status-quo desta época está em progresso? Venha pelo menos a aposta na Formação, a fórmula utilizada somente em desespero de causa para tapar o sol com a peneira... 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

brunofernandes1122019.jpg

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