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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

20
Mar19

Ter ou não ter keizer


Pedro Azevedo

Tenho sentimentos mistos sobre Marcel Keizer. Há em mim um romântico que gosta de ganhar com estilo, a célebre "nota artística" que o outro senhor prometia antes de começar a "patinar" no gelo fino da soberba. Por isso, estou agradecido ao holandês por aquele Outono empolgante e de ilusão em que pude observar o melhor futebol desta década. Com resultados a condizer. 

 

Infelizmente, chegou o Inverno e com ele a primeira derrota. A partir daí, nada foi igual. Por falta de rotatividade ou de convicções (houve avanços e recúos), as coisas começaram a correr mal desportivamente. Adicionalmente, em ano em que dificilmente teremos Champions, o treinador não lançou consistentemente alguns jovens do nosso plantel que se poderiam ter valorizado de forma a proporcionar-nos um bom encaixe financeiro no Verão, preterindo-os em função de algumas "vacas sagradas" caras e sem rendimento desportivo de nota. 

 

Assim sendo, e na medida em que o modelo económico onde deveria assentar a nossa sustentabilidade não pode permitir que se continue a alimentar uma quantidade elevadíssima de jogadores caros, de classe média/baixa que fomos importando e que o treinador, obstinadamente, continua a privilegiar em detrimento de jovens da nossa Academia, considero que não há condições para que Keizer permaneça para além do final da presente época desportiva. 

 

O tempo, o inexorável tempo, não está a nosso favor e, mesmo não considerando o custo de que estas operações se revestem para os cofres leoninos, não vai ser possível por muito mais anos antecipar receitas futuras ou securitizar créditos para resolver problemas de tesouraria. Além de que, o nosso défice operacional e os nossos capitais próprios não se coadunam com a actual estrutura de custos. É que a manutenção da situação presente acabará por nos obrigar à venda desordenada - por preço muito abaixo do seu valor intrínseco - dos nossos melhores jogadores (Bruno Fernandes, Acuña, Raphinha, Dost, Coates) e à dispensa, nos mesmos moldes de Nani ou Montero, de Mathieu. Querem apostar?

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