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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

23
Abr22

Tudo ao molho e fé em Deus

À espera de São Jorge


Pedro Azevedo

Na vida, o timing das coisas é essencial. Para ser perfeito, não convém que a acção se desenrole cedo ou tarde demais. Se uma declaração de amor a uma mulher entretanto já comprometida pode enquadrar-se num exemplo de uma acção tardia, a visita do Sporting ao Porto deve ser considerada no lote das acções prematuras. E porquê? Porque ir ao Dragão nunca poderia ter ocorrido na Quinta-feira, dia 21 de Abril, mas sim hoje, Sábado, dia 23 de Abril, uma data em que se comemora São Jorge, o cavaleiro proveniente da Capadócia que com sucesso enfrentou e venceu o Dragão. Não, não tivemos Jorge e do plantel quem mais perto havia estado dessa região da Anatólia chama-se Slimani (Istambul/Fenerbahçe), que nem ao banco foi, o que não foi nada "católico" por revelar um comportamento do jogador desadequado com o espírito de grupo sempre tão louvado na época passada. Não houve Slimani, mas houve o habitual Paulinho, que nem cócegas fez ao Dragão. Sobre o Paulinho já muito se falou do seu compromisso defensivo, de como recua para organizar e ligar o jogo, blá, blá, blá... Sobre ser um Matador é que nada, e por isso o Dragão esteve sempre descansado. Acresce que o Paulinho que liga o jogo colide com os terrenos que Pote na época passada tornou férteis, prejudicando a acção deste. E, de certa forma, sobrepõe-se até ao espaço antigamente usado por Matheus Nunes para cavalgar a galope. Matheus que agora recebe de lado e sobre a esquerda, e não de costas e ao centro. Só que o luso-brasileiro tinha tanta facilidade em receber de costas que com uma simulação tirava logo um ou dois adversários do caminho, derrubando assim a usual superioridade dos adversários nessa zona nevrálgica do campo. Criando logo ali um bom ponto de partida para dinamitar a linha de defesa adversária. Agora não, é outro tipo de jogador, limitando-se muitas vezes a atrair adversários, que se empilham à sua volta, para tentar libertar alguém. Não é a mesma coisa, e o Sporting ressente-se disso. Como se ressente de não haver quem explore a profundidade como o TT e o Sporar faziam. Não teria sido melhor termos contratado alguém com essas características, de preferência com bastante mais técnica do que esses dois? Bom, o Slimani até acelera nas rectas e melhorou a sua técnica e tudo, mas esta coisa de o Paulinho ter lugar cativo deve ter-lhe rebentado com os fusíveis. E sem sinapses, fez asneira. Curioso porém é verificar que a única vez em que foi titular sem Paulinho até bisou, aliás os únicos golos leoninos nessa partida. Enfim, a crónica já vai longa, mas só para terminar gostaria de expressar o desejo de que no futuro próximo não cheguemos tarde. À Europa. Pode ser? 

03
Mar22

Tudo ao molho e fé em Deus

Haja fé no Amorinismo!


Pedro Azevedo

Há fenómenos que por contrariarem as leis naturais que regem o cotidiano não se enquadram à luz dos conhecimentos existentes. Foi o caso do título nacional conquistado pelo Sporting em 2021, 19 anos depois do último campeonato ganho e 68 anos após o derradeiro triunfo em ano ímpar na principal competição nacional. Carecendo de explicação científica, estes fenómenos tendem a enquadrar-se no sobrenatural. Aparece assim a expressão milagre, geralmente associada pelos teístas a Deus. Acreditando que Deus teria ligeiramente mais do que se preocupar do que com o mundo do ludopédio, tal como no caso dos antigos gregos ou romanos a essa omnipotência divina ter-se-ia de atribuir um deus dessa religião pagã que atrai tantas fiéis em comunhão que se convencionou designar por Futebol. E assim aconteceu, sendo que para os Sportinguistas essa divindade ganhou o nome de Rúben Amorim, que se consagrou após ter vencido os fariseus das sinagogas da bola e interrompido a actividade dos vendilhões do templo na contratação de jogadores. Nasceu assim o Amorinismo. Expandindo-se por todo o mundo Sportinguista (e não só), o Amorinismo foi conquistando um sem número de fiéis, atraindo inclusivé os agora descrentes do profeta (Jorge) Jesus caído em desgraça e algumas testemunhas de Janelá, aquele que inspirava as "escrituras" (e o comportamento padrão em programas televisivos).

 

Não é que esta época a fé no Amorinismo esteja em crise, mas já há quem diga que o deus Amorim é afinal um homem como nós. Eu não creio que o seja. Todavia, é preciso não esconder que começou a caça a alguns dos seus profetas, nomeadamente ao Pedro (Gonçalves) e ao Matheus (Nunes). E se o primeiro desta vez passou incólume devido a ausência, o segundo voltou a ser contestado pela turba revoltada que inconscientemente alinha nesta carneirada orquestrada pelos Pep Rápidos da má língua do costume que não perdoam não terem sido capazes de o valorizar atempadamente. Quer dizer, o homem passou a primeira parte a evangelizar, estando no cerne das 3 melhores acções leoninas nesse período (em duas delas chegando lá após sprints de 50 metros), combinou com Porro e condicionou a acção dos portistas no nosso maior momento de celebração e comunhão, e é agora contestado desta forma apenas porque em inferioridade numérica clara nem sempre conseguiu passar a sua mensagem? Valha-nos Deus, ou valha-nos o deus Amorim! A mim, sinceramente, o que me preocupa são os 3 que vão à frente, que não deram uma para a caixa. Quer dizer, na verdade o Sarabia até deu uma, uma só(!), para a caixa, mas os outros foram uma completa nulidade. O mesmo se aplicando ao Edwards. E nenhum conjunto se aguenta homogéneo e articulado quando há quem não dê continuidade às suas acções e assim exponha o grupo à contestação. 

 

Há ainda que considerar os erros. Houve muito poucos erros na época passada. Mas esta temporada as distrações e acções irreflectidas têm sido mais do que muitas. Como aconteceu com o Esgaio nos Açores, o Nuno Santos na Madeira ou o Porro ontem à noite, por exemplo. É que ir importunar um tipo com nome de pregador evangélico (Evanilson) justamente quando este se afastava do centro da oração não lembra ao diabo, mas o Porro fê-lo. E levou troco, claro. Com direito a apito e tudo. O desacreditar e falta de confiança na palavra de deus Amorim que se lhe seguiu é que não foi bonito. Na incerteza de atacar com uma linha de quatro ou de três atrás, a mensagem não passou e o dia acabou sem glória. Ora, é dos livros que não pode haver Amorinismo sem glorificação do deus que o inspirou. Têm a palavra os seus profetas.

 

P.S. Uma vergonha o sucessivo lançamento de tochas para o relvado por parte de uma claque do Sporting, lesando o clube financeiramente, em termos de imagem e mesmo desportivamente por assim ajudar a quebrar ainda mais o ritmo do jogo. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Sarabia marcou 1 golo mas não fez mais nada de relevante. Matheus, melhor do Sporting na primeira parte, e Porro, igualmebnte bem nesse período, caíram muito no segundo tempo. Neto salvou um golo certo mas não ajudou à saída de bola. Assim sendo, ninguém se mostrou à altura da menção. 

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01
Mar22

Sob o signo do 10


Pedro Azevedo

O mundo do futebol anda louco. Primeiro acabou o "10", o "playmaker", depois deixou de se pedir ao ponta de lança que marcasse golos para passar a exigir-se-lhe que ligue o jogo como um 10, agora há quem lamente a má sorte  de ter de jogar contra 10. Se o 10 é uma especie em vias de extinção mais rara que o lince da Serra da Malcata e o ponta de lança perdeu a ponta... e a lança, o xico-espertismo de Sérgio Conceição ameaça ser a nova coqueluche do futebol mundial, o paradigma da modernidade e da sofisticação. Assim, sob o comando do Sérgio, "blue and white is the new black". A première será já amanhã, em Alvalade, onde se espera que o Porto entre com 10. Ou com 13, descontando já o aVARiado e o quarto auxiliar da passadeira azul e branca que se vai estendendo desde o início da época. Querem apostar? 

13
Jan22

Tudo ao molho e fé em Deus

L’ Eça de Queiroz


Pedro Azevedo

Esta deslocação leonina à Capital do Móvel fez-me pensar em divãs e, mais especificamente, no divã de um psicanalista, tanta é a autofagia que ocorre no nosso clube após uma derrota. Sim, de uma derrota, uma única entenda-se, se tratou, pelo menos no que concerne às competições domésticas. Ainda assim, logo os fantasmas do passado vieram ao de cima e não faltaram profetas da desgraça a ensombrar o já de si difícil caminho que temos pela frente. Ora, na minha opinião, tal não faz sentido. Desde logo porque temos o Rúben Amorim entre nós, uma espécie de anjo da guarda que nos protege nas horas mais complicadas. E como o faz? Diagnosticando correctamente os problemas, propondo soluções ao grupo de trabalho e comunicando claramente com os adeptos. Isso dá-me confiança de que as coisas voltarão a entrar nos eixos. Não fará por exemplo do Esgaio um Beckenbauer, mas torná-lo-á mais competente, focado, solidário e consciente das suas melhores qualidades e limitações. Também enviará pistas ao Matheus Nunes sobre aquilo que lhe falta desenvolver para se tornar um jogador ímpar a nível europeu, nomeadamente uma maior desenvoltura no momento do remate à baliza que acompanhe o progresso já registado em termos do timing dos passes de ruptura. Adicionalmente, fará com que todos os jogadores sejam mais intensos nos momentos sem bola e assim contribuam para esbater o habitual défice de 2 contra 3 com que nos deparamos no miolo do terreno. 

 

Matutei sobre isto antes do jogo com o Leça, mas a análise posterior à partida reforçou a minha convicção sobre o impacto do Rúben Amorim no Mundo Sporting. Com ele podemos regular a hipertensão e dormir descansados, descartando os Xanaxs e os Lexotans de outros tempos. O que nos leva a substituir os proverbiais cinismo e apreensão antes de um jogo pela confiança total na equipa. Terá sido por isso, devido à enorme confiança, que a derrota nos Açores foi para todos surpreendente. Mais até do que a derrota, diria a atitude de deixar correr o marfim que acabou por a todos deixar de trombas. Porém, tratou-se de um mal menor, mau mesmo era quando uma derrota era vista como uma fatalidade, e a desesperança minava-nos a visão sobre o futuro. 

 

Outra coisa que me dá confiança é sentir que o destino joga por nós. Quer dizer, eu já na época passada havia sentido o mesmo. Dúvidas? Ora bem, o Porro estava para alinhar de início, mas quis a Divina Providência que este jogo servisse à redenção do Esgaio. E lá vieram duas assistências, uma mais que a outra que isto de pôr a bola nos pés de um tipo e reclamar os louros de uma assistência é como alguém cortar o cordão umbilical a um bebé e reivindicar o mérito de essa pessoa ao longo da sua vida adulta se ter mostrado independente. Outro exemplo foi o do Matheus Nunes. Tanto aqui reclamara para ele chutar que ao primeiro remate meteu a bola lá dentro! E ainda houve o Tabata, ele também a mostrar ser mais útil como interior do que como ala de pé trocado (o que em nada condisse com o adiantamento do "pinheiro" Coates para ponta de lança, o qual ficou à espera de Godot, que é como quem diz a aguardar sem esperança por cruzamentos que favorecessem mais quem atacava do que quem defendia). Já para não falar do Ugarte, o uruguaio que eu, sem saber se o jogador acabado de regressar de uma infecção por Covid estava em perfeitas condições, imaginei poder ter sido útil entrar contra o Santa Clara. Pois, o Ugarte é um miúdo que me enche as medidas, intenso e tecnicista, patrão e operário em partes iguais, que não perde uma oportunidade de morder os calcanhares ao Palhinha, situação da qual o Sporting só pode vir a beneficiar no futuro, desportiva e financeiramente. 

 

Contra o Leça, equipa que já havia aviado o Arouca e o Gil, o Sporting carimbou a passagem às meias-finais. Não fizemos mais do que a nossa obrigação, é evidente, jogando contra uma equipa do 4º escalão nacional, mas a atitude dos nossos jogadores prevaleceu sobre o resultado final e merece uma referência. Mostrando que a lição foi aprendida e apreendida entre todos. E tornando o futuro novamente mais previsível. Quer dizer, previsível de uma forma positiva que envolve unicórnios e estrelinhas e trevos de quatro folhas e corações verdes, et caetera e tal, e não como antigamente, um tempo de fado e de desventura que não augurava nada de bom. Mesmo que não se tenha tudo aquilo de que se gosta (também não há dinheiro para tal). Até porque, como dizia o Eça, quando não se tem aquilo de que se gosta é necessário gostar do que se tem. Viva o Esgaio!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Tabata

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23
Dez21

Tudo ao molho e fé em Deus

Faroeste lusitano


Pedro Azevedo

No Lucky Luke, imortalizado pelo Morris, o mau da fita geralmente terminava coberto de alcatrão e penas. Mas isso era o faroeste americano, por onde o "poor lonesone cowboy" vagabundeava. Nós por cá, felizmente, somos civilizados e não fomentamos essas práticas indecorosas. Caso contrário, poderíamos ser tentados a pensar que o mundo da bola tuga também é um faroeste, o que com um árbitro com muitos Km de estrada de Primeira Liga num jogo que envolvia uns gansos certamente não auguraria nada de bom.  

O Sporting começou por dar avanço aos casapianos, histórico clube dos internacionais Roquete, que era da PIDE, e de Cândido de Oliveira, mais tarde nosso treinador no tempo dos 5 Violinos, que reza a lenda foi preso pelo primeiro. Presos ao chão pareceram os nossos na alvorada do jogo, e Jota voou para colocar o Casa Pia em vantagem. O golo não mudou a letargia geral dos nossos, e durante um período o futebol foi incaracterístico. Tempo então para Daniel Bragança entrar no jogo e todos deslumbrar com o seu toque fino, acelerações com bola e, imagine-se, até com recuperações de bola aéreas(!!). Porém, seria por intervenção do laboratório de bolas paradas que Amorim montou em Alcochete que o Sporting voltaria e equilibrar a contenda: para não variar, o capitão Coates foi lá à frente fazer a diferença.

Após o intervalo o Sporting entrou com Paulinho no lugar de Nazinho. Quer dizer, mais do que uma substituição de diminutivos houve uma  efectiva troca de posições, com Tabata a recuar para o lugar do muito jovem lateral/ala esquerdo e o Sporting a ganhar finalmente quem fosse capaz de pensar o jogo de cabeça levantada, o que como se sabe ajuda a perceber melhor o que se passa em redor (o Tabata geralmente concentra mais os seus olhos na relva, o que até poderá vir a revelar-se útil no combate a térmitas e fungos que vêm afectando o estado do nosso terreno). 

Com melhor dinâmica, fomos então dominando o jogo. O Pote, às voltas com o mau-olhado, até voltou a passar à baliza, coisa que, já se sabe, o tornou letal. Mas o poste ou o guardião dos Gansos conseguiram adiar o golo. Até que o Sarabia arrancou um remate que fez a bola bater na trave, ressaltar para dentro da baliza e voltar a tocar na trave antes de sair para fora da baliza. Ora, quem perceba um pouco de geometria percebeu logo que a bola só podia ter entrado, mas Rui Costa e companhia não terão sido assíduos nas aulas de matemática e mandaram seguir. Salvou-nos o VAR, como em tantas outras vezes, que em tempos natalício bem merece um "Hosana ao VAR". Ele é o caminho, a verdade e a vida, pelo menos para nós que com os meios de antigamente já estaríamos remetidos ao "nosso lugar" de sempre. É verdade, o VAR para nós é como um profeta que nos ilumina o caminho e nos mostra que afinal não somos filhos de um Deus menor. Pena é que sempre que há margem para a invenção o assistente vídeoarbitral não cumpra o seu papel: ontem, por exemplo, o Tabata viu-se expulso quando tentava fugir a um tackle deslizante perpetrado por um jogador do Casa Pia. Em inferioridade numérica, o que nos valeu foi a sagacidade do Amorim, que de uma penada refrescou todo o meio campo e meteu ainda o Homem Prevenido (aquele que vale por dois). 

Bom, chegámos ao Natal, barreira que noutros tempos era vista com um pessimismo digno de uma profecia de Nostradamus. E estamos em todas as competições: primeiros, ex-aequo, no Campeonato; nos quartos-de-final da Taça de Portugal; na "Final Four" da Taça da Liga; nos oitavos-de-final da Champions. Agora é pensar em trinchar o peru e continuar a encher a pança, sabendo de antemão que a azia ficará para um dos nossos rivais que se degladiarão hoje a partir das 20H45. Feliz Natal para todos os Sportinguistas. (E para todos os outros também, que são igualmente filhos de Deus pese embora o Jesus de Carnide ande a deixar os fiéis em brasa com o namoro com o Flemengo.)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Daniel Bragança 

19
Nov21

Tudo ao molho e fé em Deus

Pote 2 na Taça


Pedro Azevedo

O Sporting sentiu muitas dificuldades em contrariar a excelente exibição dos fungos (e, bate na madeira, térmitas) ontem em Alvalade, ao ponto de Jovane ter mesmo literalmente visto o chão a fugir-lhe debaixo dos pés. Dada esta condicionante, e não desvalorizando o Rúben Amorim como extraordinário treinador que é, para vencer em nossa casa talvez fosse mais aconselhável ter no banco a Nancy Botwin (Mary-Louise Parker) do Weeds, uma renomada especialista em erva. Fica a ideia, até porque sempre se poderia aproveitar a coisa para fins medicinais que não envolvessem propriamente entorses e cirurgias aos ligamentos dos joelhos...

 

Para além dos fungos, as fobias também dominaram o jogo. Por exemplo, a fobia de Paulinho em acudir ao primeiro poste, preferindo esconder-se ao segundo na esperança de que um "alien" amigo subitamente fizesse desaparecer toda a equipa da Póvoa da face da Terra e a bola sobrasse para ele. Só que o alienígena tem andado ocupado no outro lado da Segunda Circular a fazer desaparecer membros dos orgãos sociais do Vieira e faltou à chamada, e o Paulinho voltou a ficar a zeros. Aliás, nem se viu, o que me leva a intuir que, como muitos dizem, defendeu muito bem... o relvado. 


Mas nem só de fungos e de fobias foi feito o jogo, houve também tempo para destruir alguns mitos. O de Bragança como médio defensivo, ou o de Esgaio como potencial central pela direita, neste sistema de Amorim, por exemplo. Não admira assim que Palhinha e Inácio tenham sido ausentes omnipresentes, assim como o grande capitão Coates e o fio de prumo com que orienta a linha de fora de jogo. Também o Nuno Santos agitou muito durante todo o jogo, mas para não variar a classe do Sarabia é que fez a diferença em pouco tempo. 

No fim, valeu o Pedro Gonçalves, o que não é propriamente uma novidade, que marcou dois golos em apenas trinta e dois minutos. Pondo-nos assim no sorteio dos oitavos-de-final. Ainda que lá chegando no Pote 2 (o Pote 1 não foi suficiente). 

Tenor "Tudo ao molho...": Pote 

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16
Out21

Tudo ao molho e fé em Deus

Regresso ao passado


Pedro Azevedo

Já não sou do tempo das Salésias, do Matateu, Vicente, Yaúca, ou, ainda mais remotamente, do Serafim, Vasco, Feliciano, Capela, Amaro, Jose Pedro Basaliza, Rafael, Scopelli, Tellechea, Di Pace ou Quaresma. Não, eu sou é contemporâneo do Restelo e do seu lindo recorte para o rio e o Cristo Rei, um estádio de uma beleza singular e onde ainda vi jogar uma bela equipa do Belém em que pontificavam o canhoto Paco Gonzalez, o meia Godinho e o ala Vasques, entre outras gerações de bons jogadores onde se incluíam o atacante Djão, o médio Gonçalves e o central goleador Luis Horta. Hoje, esse Belenenses ainda existe porque houve alguém que escolheu viver em vez de simplesmente sobreviver, por muito que isso tenha significado a queda nas profundezas das competições nacionais. Só que não caminha sozinho, como ontem abundantemente se pôde observar nas bancadas bem compostas do Restelo, ao contrário da homónima entidade (it's SAD, como diria um amigo meu inglês) que em tempos lhe usurpou o nome mas nunca a identidade. Por isso, o momento do jogo ocorreu singularmente já após este acabar, quando o speaker de serviço fez lembrar a importância de ter memória e da resistência em tempos de crise, marcando assim um grande golo em direcção a um futuro que se espera um dia poder ser de reconciliação com o passado glorioso de uma grande instituição centenária. A comunhão que em sequência se gerou um pouco por todo o estádio, unindo Belenenses e Sportinguistas, foi comovente e demonstrativa de que o ser humano é capaz do seu melhor quando (bem) orientado para causas justas e nobres. 


O jogo? O Sporting tinha tudo a perder, o Belenenses já tinha ganho antes mesmo do jogo começar porque a mole humana que se deslocou ao Restelo assim o obrigava, dirigindo cada um dos seus resilientes adeptos para um alegre e não nostálgico regresso ao passado e fornecendo alento para a perseverança necessária para o reencontro com esse passado num futuro que se deseja o menos longínquo possível. Talvez por terem tudo a perder, os leões entraram de garras bem afiadas e marcaram  logo na alvorada do jogo: o regressado Pote rasgou a régua e esquadro a defesa azul, Vinagre centrou para a área e TT encostou serenamente ao segundo poste. Uma jogada geometricamente perfeita. Em perfeita sintonia com os de Belém, os leões mostravam também esta ser uma noite de reencontros: de Pote com os relvados, de Vinagre com a boa forma, de TT com os golos. Acordando cedo para o jogo, os pupilos de Amorim tardaram no entanto a matá-lo. Para tal muito contribuíram os inúmeros falhanços na cara do guarda-redes do clube da Cruz de Cristo, com Pote e TT em particular evidência. Assim, o intervalo chegou com o jogo ainda em aberto. 

O segundo tempo manteve a incerteza no marcador durante muito tempo. Não propriamente porque Os Belenenses incomodassem, mas porque o Sporting jogava francamente pior e complicava o que não parecia difícil. Com o jogo assim, temia-se que uma bola parada pudesse equilibrar a contenda, mas curiosamente acabaria por ser através desse quinto momento do jogo que o Sporting viria a ampliar o resultado. E por três vezes!  

No Sporting gostei particularmente de Gonçalo Esteves, um lateral/ala que não se limita a dar profundidade e vai à bolina (diagonais de 45 graus) procurar o jogo interior, e de Ugarte, um patrão que veste a pele de operário quando é preciso, aliando visão, técnica e disponibilidade física. Daniel Bragança mostrou a qualidade de passe a que nos habituou e Matheus Nunes, mesmo improvisado a ala, encantou pelas acelerações nos arranques que deixaram os azuis agarrados ao chão. Uma nota dissonantemente negativa para a lesão de Porro, ferido na região da tíbio-társica devido a uma tesourada aplicada por um amolador azul que ficou a assobiar para o lado perante a inércia do homem do apito. 

Tenor "Tudo ao molho...": Manuel Ugarte

 

12
Jan21

Reflexões sobre o jogo de ontem


Pedro Azevedo

- Os golos do Marítimo não foram consequência do processo colectivo, antes resultaram do somatório de erros individuais: passe errado na saída de bola de Neto e posterior abordagem macia de Feddal no primeiro golo, antecipação falhada de Nuno Mendes e não ataque ao espaço por parte de Sporar no segundo golo (defesa à zona na bola parada). 

- Os nossos interiores de ontem  (Tabata e Nuno Santos) pensam essencialmente como alas. Pode jogar um com Pote mais por dentro, mas os dois ao mesmo tempo diminuem-nos o jogo interior e a associação com os médios. Assim, ficámos reduzidos à procura da profundidade (na primeira parte mais efectiva por o Marítimo ter as linhas mais subidas, no segundo tempo infrutífera). Pote e Jovane são mais perfurantes com bola. O primeiro é muito inteligente a explorar os espaços entre-linhas, o segundo ataca o defesa que o está a marcar e com a sua mobilidade obriga-o a desposicionar-se e abre espaços para a entrada de outros jogadores.

 

- Não entendi a razão pela qual Jovane não entrou durante o jogo (só não sugiro que o tivesse iniciado por vir de lesão). Não conheço o estado físico de cada jogador, mas compreendo a gestão de esforço que Ruben Amorim operou após o desgastante jogo com o Nacional ocorrido apenas 3 dias antes. 

 

- Plata foi uma aposta falhada no corredor direito. Cometeu inúmeros erros defensivos e só no final do jogo fez alguma coisa de relevante ofensivamente. Antes, ao vir sistematicamente para dentro, anulou Tabata, ao contrário do que habitualmente faz Porro que atrai adversários na largura e assim abre espaços no centro. O equatoriano continua a demonstrar pouco entendimento do jogo e dos seus momentos. 

 

- Sporar é um ponta de lança com boa associação com o resto da equipa, mas sem instinto matador ou faro de golo. Isso é gritante em certos posicionamentos (falta de reacção adequada ao cabeceamento/assistência de Coates). Para além disso falha habitualmente golos cantados (ontem mais um). 

 

- O Sporting dominou a maior parte do tempo. Podia ter inaugurado o marcador logo aos 7 minutos ( TT, passe de Matheus), mas a partir daí os desequilíbrios que provocou no adversário não tiveram consequências por má definição do último passe/remate. No segundo tempo, o Marítimo foi um pouco mais afoito no ataque, curiosamente numa fase em que tinha até o bloco mais baixo e procurava mais a transição do que o ataque continuado. As entradas de Pote e Porro pareceram-me tardias, sendo que o espanhol foi ocupar a posição de central pela direita.

 

- O estado do terreno (muito irregular) dificultou obviamente o trabalho à equipa com melhores valores individuais. A bola saltava no contacto com a relva, e isso prejudicou mais os médios e os seus arrastamentos. 

- Será provavelmente só uma coincidência, mas num contexto em que se fala tantos dos méritos dos treinadores portugueses, não deixa de ser curioso que as únicas derrotas esta época do Sporting de Ruben Amorim tenham ocorrido em confronto com treinadores estrangeiros. 

 

- Sendo uma realidade que chegados a Janeiro já estamos fora em 2 das 4 competições em que entrámos (as nossas únicas duas derrotas significaram o afastamento prematuro de duas competições), não deixa também de ser digna de todos os encómios a nossa prestação  no campeonato. É preciso continuar a apoiar a equipa, a qual tem demonstrado até aqui uma óptima mentalidade competitiva. Se uma andorinha não faz a Primavera, também não podemos deixar que uma derrota nos abata ao ponto de nos retirar confiança no caminho meritório que Ruben Amorim e os jogadores vêm percorrendo. Isto é válido para nós, adeptos, mas também para o próprio grupo de trabalho que não se pode deixar afectar por este percalço. Ganhando na sexta-feira ao Rio Ave, a equipa ficará sempre numa posição privilegiada na tabela classificativa (Porto e Benfica defrontam-se no Dragão). E isso deverá ser motivação mais do que suficiente para reentrarmos num ciclo de vitórias. 

 

Na vitória como na derrota, Sporting sempre! Força! 

24
Nov20

Tudo ao molho e fé em Deus

ASAE leonina contra o Whisky a martelo


Pedro Azevedo

Caros Leitores de Castigo Máximo, há qualquer coisa de justiça divina quando um clube da outrora capital da contrafacção etílica lusa vem até ao Estádio Nacional jogar contra o Sporting e chega ao intervalo a provar do seu próprio veneno servido num copo de 3 (golos), ainda assim uma fraca compensação para quem ao longo dos anos tanto tem ressacado a cada nova martelada nas nossas aspirações que suspeitamos nos dão. Tal como na parábola da faca na liga (Liga?), não é que os sacavenenses tenham totalmente abandonado práticas antigas. Desse modo, provavelmente inspirados pelo mítico Manuel Serafim, foi possível observar que mantiveram o velho hábito de expôr rótulos bem conhecidos. Assim, não surpreendeu vermos um Iaquinta em tons de ébano ou um Job que mesmo que caia nas boas graças do Senhor dificilmente viverá 140 anos como o seu homónimo do livro bíblico. Ainda assim, a cópia não foi totalmente adulterada, tendo o Iaquinta dado um golo aos sacavenenses e o Job passado uma grande provação. (Houve até em tempos quem dissesse que o whisky de Sacavém não ficava a perder para o escocês, mas quem o disse não deve ter sobrevivido ao dia seguinte nem experimentado o que é uma cabeça num torno a comprimir-se.)

 

Manda contudo a prudência que não se ponha o carro à frente dos bois, que é como quem diz, em "sportinguês", a "roulotte" à frente do Mini. (O outro senhor é que tem um Ferrari d'arrasar.) Seja como for, o Sporting realizou ontem uma boa exibição e continua a demonstrar saúde. Prova disso, desde o início a nossa equipa cercou o último reduto sacavenense como se do quartel do RALIS se tratasse. E com bastante mais sucesso que os pára-quedistas de António de Spínola no 11 de Março, diga-se de passagem. Assim, logo a abrir, servido pelo Jovane, o Nuno Santos inaugurou o marcador. O mesmo jogador, pouco tempo depois, poderia ter ampliado a nossa vantagem, mas foi tanta a força e vitalidade que ficou logo a descoberto ter encontrado o ferro. Eis então que aparece o Joãozinho Caminhante ("Johnnie Walker", a.k.a. João Mário), que da sua cartola faz sair um (vidro de) tiro contendo um blend harmonioso com o requinte e estilo do seu Black Label. Só faltou a eficácia: a bola falhou o alvo por um grão. Grão a grão enche a galinha o papo, e o Nuno Santos que já andou pela capoeira do Seixal apanhou uma segunda bola e meteu-a no Coates para o segundo da noite. Logo a seguir, o Sporar embrulhou-se com a bola e as pernas de um jogador sacavenense. O árbitro se calhar também se embrulhou um bocado e mandou marcar um penálti. O Jovane não perdoou. Até ao intervalo não houve mais incidências de registo. 

 

No reatamento, o Sporting começou de forma igual ao primeiro tempo. Reatando a parceria luso-uruguaia que estabeleceu com o Coates, o Nuno Santos voltou a oferecer-lhe um golo. O coates mostrou cabeça fria e não desperdiçou. O Ruben Amorim entrou então em modo de experiências. Nesse sentido, deixou de trocar os pés ao Borja, o que também significou deixar de trocar os olhos aos espectadores. Infelizmente, os espectadores estavam todos à frente dos seus televisores, pelo que o Ruben não pôde ouvir "in-loco" a gratidão dos Sportinguistas. O Matheus foi então para a direita. Só para chatear, ele e o Coates ficaram ligados ao golo do Sacavenense. Simplesmente, se defensivamente a coisa não lhe correu lá muito bem - houve ainda uma tentativa sua de substituir o árbitro e assim entregar a bola ao Sacavenense à entrada da nossa área - , ofensivamente o brasileiro esforçou-se por procurar justificar a razão dos provérbios portugueses. Nessa forma de aculturização, começou por demonstrar que "não há duas sem três". A coisa teve a sua graça, na medida em que cada oportunidade que o Matheus criava era depois desperdiçada ao melhor estilo Benny Hill, a fazer também lembrar aqueles "bloopers" de futebol que as televisões portugueses nos servem para fazerem companhia ao bacalhau, perú e rabanadas no nosso Natal. Tudo se iniciou num passe do brasileiro que morreu quando Jovane foi impedido de chegar à bola por Sporar. De seguida, João Mário não teve cabeça para acertar na baliza vazia. Finalmente, Nuno Santos trocou os pés e a bola fez uma rosca e veio para trás. Desfeito o mito de que "à terceira é de vez", o brasileiro procurou estabelecer novos limites. E à quarta tentativa teve sucesso. Para o facto também ajudou já ter em campo um ponta de lança que pode ter "gap" mas não é um holograma: Pedro Marques. Com instinto matador na área (Sporar é essencialmente um jogador forte em transição, de apoios e desmarcações inteligentes nesse momento de jogo), o Pedro voltou a marcar. Aconteceu após uma incursão de Bruno Tabata pela meia esquerda ter apanhado o guarda-redes sacavenense desesperado para evitar o hara-kiri de um seu colega. No ressalto, o Pedro não perdoou. E já que falamos de Tabata, o jogo não terminaria sem que este colocasse a bola com precisão numa zona do terreno capaz de criar indefinição na defesa adversária, situação muito bem aproveitada por Gonçalo Inácio para se estrear a marcar oficialmente pelo Sporting.

 

E assim termina uma crónica que abordou whisky a granel e campeonatos a martelo. Ou vice-versa. É que pelo que se ouve e lê, se uns adicionavam alcool etílico, outros alegadamente juntam-lhe o alcool metílico (metanol). É que este arde e não se vê. Tal como o amor de Camões. Digam lá se não há como não amar o futebol em Portugal?...("To be, or not to be".)

 

P.S. Sete-a-um é um resultado que me faz lembrar o 14 de Dezembro de 1986. E mais não digo. "Time to sleep, perchance to dream". (Thanks Shakespeare, obrigado Manél de Sarilhos porque não se fazem Hamlets sem ovos.)

 

P.S.2 Um abraço aos briosos jogadores e staff do Sacavenense e às gentes de Sacavém, cidade presente em inúmeros momentos marcantes da nossa História de Portugal. 

 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Nuno Santos

pedromarques.jpg

22
Nov20

Bizarrices


Pedro Azevedo

Após uma paragem de duas semanas para as selecções, um pouco por toda a Europa os campeonatos retomaram o seu curso. Assim ocorreu na Alemanha, Espanha, Inglaterra, França e Itália, os Big 5. Não foi porém o caso em Portugal, país onde jogar-se-á muito pouco para a Primeira Liga durante o mês de Novembro. Ora, eu não tenho nada contra a Taça de Portugal, competição que nos traz a nostalgia de rever históricos como a antiga CUF (hoje Fabril), Barreirense, Montijo, Beira Mar ou Sporting de Espinho e leva a atenção dos amantes do futebol até ao Portugal profundo, onde há sempre um David preparado para derrotar um Golias e tornar-se o novo tomba-gigantes. O que me incomoda é a forma como é gerido o negócio do futebol profissional em Portugal. Sim, porque o campeonato e as provas internacionais são o negócio, para a Taça de Portugal está reservado o futebol no seu estado mais puro: uma festa. Mas haverá festa do futebol quando o público não pode estar presente nas bancadas?

a festa da taça.jpg

(Imagem: Sapo Desporto)

18
Out19

Tudo ao molho e fé em Deus - Perder tempo


Pedro Azevedo

Um dia, passeando por Natal, descobri uma loja de T-shirts com frases estampadas. De entre as multiplas camisolas com dizeres humorísticos, uma delas veio-me à memória ontem e narrava qualquer coisa como isto: "Comecei uma dieta e em duas semanas perdi quinze... dias". Enquanto tentava compreender a humilhação em Alverca, esta frase associou-se no meu pensamento para descrever aquilo que sinto que tem sido o constante desaproveitamento de tempo no Sporting.

 

Por paradoxo, o tempo não tem sido bom conselheiro da Estrutura de futebol do nosso clube. No arranque da temporada, Frederico Varandas garantiu aos sócios que o Sporting iria fazer melhor que na época anterior. O pressuposto fundamental para esse optimismo era o facto de a temporada há muito estar a ser preparada por uma Estrutura altamente profissional, assim associando-se o tempo à previsão de sucesso. Acontece que, sendo a libertação de  tempo algo importantíssimo na gestão, a sua constante má utilização pode mais facilmente conduzir ao desastre. O tempo só está do nosso lado se houver competência, caso contrário pode legitimar e exponenciar muita asneira. Ora, após 14 contratações desde Janeiro e vendas de Nani, Bas Dost e Raphinha, é fácil perceber que a equipa de futebol do Sporting não ganhou qualidade, pelo contrário perdeu-a. Ontem, em Alverca, na equipa inicial estavam 9 jogadores recrutados pelo Team Varandas, complementados por 2 elementos da nossa Formação. O resultado dessas apostas viu-se. Perante o quadro actual de jogadores, não haveria Jurgen Klopp, ou mesmo David Copperfield, que conseguisse com um passe de magia alterar instantaneamente o rumo das coisas.

 

Pese embora as condicionantes, a incoerência no discurso de Silas não pode passar em claro. Ontem começou por dizer que não teve tempo para treinar com os internacionais o novo modelo de jogo, mas a verdade é que os colocou em campo. Ora, durante duas semanas, Silas treinou o tal modelo, apoiando-se para o facto em diversos miúdos da equipa de sub-23 conforme foi amplamente noticiado. Se na altura da convocatória deixou todos de fora foi porque colocou os nomes à frente daquilo que faria sentido. Não adianta pois vir falar em "heróis" como algo prejudicial ao grupo, como se já não lhe chegassem os problemas que existem no plantel e ainda quisesse ver um problema na nossa praticamente única solução, o Bruno Fernandes. A verdade é que perante a desvantagem no marcador logo recorreu ao "herói". Como também se socorreu de Acuña, só faltando Mathieu para completar a entrada em campo dos jogadores que efectivamente fazem alguma diferença neste Sporting. De quem Silas não prescindiu foi de Jesé, estranhando-se a titularidade do espanhol que teve uma atitude incorrecta perante o tal grupo que Silas quer legitimamente ver a resolver os problemas. Conclui-se assim que também Silas desperdiçou o tempo que teve disponível desde o último compromisso da equipa de futebol, laborando exactamente na mesma teia de equívocos dos seus predecessores. 

 

Aquilo a que se assistiu ontem deveria obrigar a uma profunda reflexão. E, já agora, a um plano de emergência. A uma política de contratações que privilegiou a quantidade em detrimento da qualidade somou-se o empréstimo de vários jogadores provenientes da Formação (alguns com cláusula de opção de compra do clube que os acolheu) e a venda ao desbarato de alguns dos melhores jogadores do plantel (Dost e Nani). Para além disso, a Estrutura nunca conseguiu dar estabilidade à liderança da equipa de futebol, definindo fins de ciclo ao fim de meses, quando não de dias, e indo já no seu 5º técnico num ano. Os efeitos nefastos da preparação desta época desportiva demorarão anos a dissipar-se. É preciso ter coragem de agir e inverter este rumo, antes que novas opções de mercado tornem o Sporting inviável. O que se viu ontem de Rosier, jogador que custou 5,3 milhões de euros mais o passe de um jogador (Mama Baldé) que havia marcado 10 golos na temporada transacta? Como explicar as dificuldades encontradas pela nossa dupla de centrais perante uma equipa da terceira divisão? A dado momento apeteceu-me perguntar a Doumbia se precisava de uma cadeirinha, tal a displicência do marfinense no lance do primeiro golo do Alverca, jogada em que Alex Apolinário teve tempo para rodar, ajeitar a bola e chutar sem ser incomodado por ninguém. Depois, Jesé foi a nulidade do costume, Borja tem melhorado com Silas mas não há milagres, Eduardo não se viu, Miguel Luís é menos talentoso que diversos jogadores dos sub-23 que não são aposta e Luíz Phellype não conseguiu uma única vez incomodar o seu sósia da baliza ribatejana. Salvaram-se Max, com uma defesa aparatosa, e Vietto, jogador com pormenores técnicos interessantes mas sem golo.

 

Humilhado na Supertaça, fora da Taça de Portugal, com a Taça da Liga muito comprometida e o campeonato irremediavelmente perdido em Outubro, para onde vai este Sporting? O que sobrou em tempo para o desconchavo, escasseia agora para que se reponha algum sentido nas coisas antes que o desastre seja total. Agora, ou isto é feito de uma forma ordenada, ou temo que o radicalismo tome conta do clube e que este se desfaça numa luta fratricida. Urge agir! 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Vietto

alvercasPORTING.jpg

27
Mai19

Notas soltas sobre a Final


Pedro Azevedo

  1. Durante a primeira parte foi testada uma alteração revolucionária das regras de jogo, que consiste na abolição do fora-de-jogo. Infelizmente, os espectadores não foram avisados previamente e o teste ocorreu apenas em metade do campo, pelo que a reacção dos sportinguistas não foi positiva.
  2. O único amarelo visto pelos portistas em 90 minutos de jogo foi o do sorriso de Sérgio Conceição.   
  3. O facto que causou maior surpresa, quiçá indignação, junto da falange de apoio sportinguista sentada na Central do Estádio Nacional foi Sérgio Conceição não ter arremessado a medalha de finalista.
  4.  Está decidido: em próximas finais contra o Sporting, os portistas trocarão os penáltis por pontapés de canto.
  5. O Soares quis homenagear Casillas num jogo impróprio para cardíacos. Com amigos destes...
  6. Na natureza, nada se perde, tudo se transforma: o Herrera diminuiu as orelhas, mas aumentou os ombros.
  7. Por ironia, um Andrade (Fernando) entregou a Taça ao Sporting. 
  8. Jefferson apresentou-se na Tribuna de Honra com uma boina vermelha/grená do Grupo Especial de Paraquedistas. Eu bem que suspeitava que ele tinha caído em Alvalade de Pára-quedas...

 

P.S. Casillas, por quem tenho enorme apreço como jogador (excelente) e cidadão (um senhor!), que me desculpe a blague. Desde a sua estadia no nosso país que fiquei seu fã incondicional. Infelizmente, ninguém está livre de lhe acontecer algo similar. A Casillas, bem como à sua família, desejo o melhor que a vida possa dar. Ele bem merece!

26
Mai19

Tudo ao molho e fé em Deus - Gente feliz com lágrimas


Pedro Azevedo

No Jamor, o pré-jogo é tão ou mais importante do que o próprio jogo. Desde o meio-dia reunidos à volta da mesa, os convivas começam por atacar umas entraditas, assim a jeito de quem vai ao relvado fazer um aquecimento. Seguem-se umas gambitas, como quem estuda o adversário e esconde algumas energias para a batalha decisiva que far-se-á mais lá para a frente. Quando chega o leitão, a coisa fica mais séria, o confronto endurece e as armas estão todas presentes em cima da mesa. As pernas começam a fraquejar e a hidratação torna-se fundamental. Produz-se o oximoro: a mini maximiza a resistência ao calor. Vencido este jogo de parábolas, os convivas vão então ao verdadeiro jogo. E que jogo!

 

Anos e anos de desilusões tornaram o sportinguista prudente. Se o resultado é sempre incerto, o sofrimento é mais do que certo. Penso até que, futuramente, o kit para novos sócios deveria incluir um desfibrilador. (Just in case...) Nesse espírito, como quem tenta conter a projecção da felicidade, lá rumámos aos nossos lugares na bancada, descendo dos courts de ténis e passando a Porta da Maratona, tudo presságios daquilo que estará para acontecer mais adiante: um jogo com prolongamento e decidido num tie-break de penalidades. 

 

Devo dizer que a entrada em campo do Sporting foi surpreendente. Os leões rapidamente assumiram o jogo e remeteram os dragões para o seu meio-campo defensivo. Mas alguns handicaps cedo ficam a nu: um alívio despropositado de Bruno Gaspar oferece a Otávio a primeira grande oportunidade do jogo. O remate sai forte e colocado, mas Renan diz presente e resolve com uma grande defesa. O brasileiro abriu em grande e em grande viria a fechar o jogo. Bom, mas isso foi mais para a frente. Rebobinando, o Sporting respondeu de pronto e Bruno Fernandes obriga Vaná a uma boa parada. Até aos 20 minutos, o Sporting tem o controlo das acções, mas após esse período o Porto equilibra e até ganha algum ascendente. Raphinha tira tinta ao poste e, na resposta, Marega marca, mas está fora-de-jogo. Já perto do intervalo, Herrera recepciona a bola com o ombro(?), centra e Soares, de cabeça, coloca os pupilos de Sérgio Conceição na frente do marcador. O jogo está bom e agora é o Sporting que ataca: Bruno Fernandes recebe um passe de Acuña, remata, a bola ainda bate em Danilo e entra. Está reposta a igualdade, mesmo ao soar do gongo para o descanso.

 

Já na etapa complementar, o Porto é agora dominador. Logo de início, Soares acerta no poste direito de Renan, mais tarde Danilo visa o outro poste. Wendel ainda ameaça, mas o Sporting não consegue fluir o seu jogo. Keizer tenta brevemente implementar uma linha defensiva de 3 centrais, retirando Bruno Gaspar, fazendo entrar Ilori e avançando ligeiramente Acuña. Raphinha é agora lateral direito, com Diaby (mudou de flanco) à sua frente. O Sporting parece crescer com a nova táctica e leva perigo por duas vezes ao último reduto portista, mas a entrada de Dost para o lugar do maliano produz nova alteração no xadrez das peças, jogando agora o Sporting num 4-4-2, com Bruno Fernandes encostado à esquerda e Ilori e Acuña a preencherem as laterais. A custo, e com um SuperMat (a versão super-herói de Mathieu), o Sporting leva o jogo para prolongamento.

 

A primeira parte da prorrogação vê o Sporting a dar a volta ao marcador: uma bola perdida na área é aproveitada por Dost para rematar cruzado e sem hipótese de defesa para o guardião dos dragões. Mais uma vez, Acuña está na origem da jogada. O cansaço já é muito, o Porto ameaça, mas o público leonino embala a equipa com os seus cânticos. A vitória parece possível, vai ser possível, mas eis que o fado do leão se volta a manifestar e o Porto empata já depois da hora. 

 

Mais uma cambalhota no jogo e esta com marcas profundas na montanha russa de emoções vivida pelos adeptos sportinguistas. Do outro lado, os Super Dragões rejubilam, conscientes de que a vantagem psicológica passou para o seu lado. Nesse transe, o jogo vai para penáltis. Os leões confiam em Renan, o herói da Taça da Liga, a fé dos adeptos portistas reside na "igreja" Vaná. O início das penalidades confirma que o ascendente passou para os dragões e Dost falha ao tentar estrear uma nova forma de marcar a partir dos 11 metros. Parece que o Porto vai ganhar, mas Pepe acerta também na barra. Nada está perdido, mas também nada está ganho no momento em que os sportinguistas roem as unhas enquanto Coates se prepara para marcar o último penálti da série regular. O uruguaio tem um histórico de falhanços que não abona e muitos viram as costas à finalização. A coisa acaba por correr bem aos leões. Com 4-4, entramos naquela fase mata-mata. Fernando é o homem chamado por Conceição para bater. Renan voa e voa e voa e, num instante, abre asas aos sonhos dos sportinguistas. Agora, "só" falta o Felipe das Consoantes meter a bola lá dentro. Há quem chore, quem não queira ver, quem ganhe força agarrando-se frenéticamente a quem está mais à mão. Um estádio inteiro suspenso de um pontapé na bola. E é a redenção! O toque de Deus! Uma época que tinha tudo para correr mal, acaba em glória com a conquista de duas taças. Confesso que as lágrimas me escorreram pelos olhos no preciso momento em que vi a bola anichar-se no fundo das redes portistas. Feliz por mim, pelos meus companheiros de aventura epicurista, pelos milhares de sportinguistas presentes no estádio, pelos milhões espalhados pelo país e no estrangeiro. Gente feliz com lágrimas, título roubado a João Melo, será porventura a melhor forma de definir a catarse que os sportinguistas ontem viveram. Na hora H, o trauma por todos vivido há 1 ano esvaiu-se naquelas lágrimas e ficou para trás, e os sportinguistas reconciliaram-se consigo próprios e com o clube. Sim, o clube, a razão de ser de tudo isto. Não precisamos de mais nada. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Jeremy Mathieu, o SuperMat. Tal como indica a publicidade, ele é rápido, versátil e seguro. Destaques também para Renan (eu bem ia dizendo que ele estava muito sub-valorizado) e para o inevitável Acuña. 

final taça portugal.jpg

(fotografia: O Jogo)

25
Mai19

... E o Sporting é o nosso grande amor!


Pedro Azevedo

Inesquecíveis momentos vividos hoje no Jamor. Desde logo, o pré-jogo, a celebração da vida, da amizade, do sportinguismo. Depois, o jogo, impróprio para cardíacos, onde estivemos à beira do k.o., mas nunca chegámos a ir ao tapete. Pelo contrário, impulsionados por dezenas de milhares de vozes de gente que queria, diria precisava, ser feliz, a equipa ficou por cima no marcador e viu o adversário salvar-se da derrota em cima do gongo. Quis o destino (e Renan) que a vitória viesse por pontos, mais concretamente do ponto que dista 11 metros da linha de baliza. Não poderia ter havido melhor e mais electrizante final para recompensar os melhores adeptos do mundo, aqueles que continuam a encher Alvalade após longo jejum do principal título nacional. No final, as lágrimas corriam nos rostos dos leões. Lágrimas de alegria, por certo, uma forma de o corpo exteriorizar a tensão acumulada internamente. Que orgulho eu tenho em pertencer a esta gesta. Spoooooorting!!!

17
Mai19

Improcedente, disse ele


Pedro Azevedo

O título, rebuscado de uma série televisiva que tinha Angela Lansbury como protagonista, vem a propósito da decisão do Conselho de Disciplina de considerar improcedente o recurso apresentado pelo Sporting sobre a penalização aplicado ao jogador Ristovski.

 

Castigado com 2 jogos de suspensão na sequência da sua expulsão contra o Tondela, o macedónio está definitivamente fora da final da Taça de Portugal.

 

Recorde-se que Ristovski foi três vezes sancionado com a amostragem do cartão vermelho esta época, curiosamente todas antes de jogos contra equipas "grandes". De todos os recursos apresentados pelo Sporting, apenas 1 mereceu um aligeirar de sanção por parte do CD. Irónicamente, tal não se traduziu em nenhuma vantagem para os leões, por não se ter produzido o efeito, dado que a comunicação oficial da decisão chegou praticamente em cima da hora de início do jogo, já não tendo sido possível ao macedónio nele participar. 

04
Abr19

Tudo ao molho e fé em Deus - (C)risto vive em Bruno


Pedro Azevedo

Três jogos contra o Benfica, três golos de Bruno Fernandes. Se o primeiro, para o campeonato, não foi suficiente, os dois marcados para a Taça - como a primeira mão aconteceu no tempo do Paleolítico Inferior talvez valha a pena relembrar que fez um grande golo na Luz - foram decisivos. Ontem, deu mais um passo no sentido de se tornar uma lenda em Alvalade, com um lance de génio culminado num remate que deixou o Svilar das Perdizes com vontade de ir à bruxa.

 

Por falar em bruxas, eu não acredito nelas, mas já diziam os espanhóis "que las hay, las hay". Apesar disso, pobre incauto, acreditei que o Ristovski estaria no "derby". Mas não. Se calhar não era má ideia o Conselho de Arbitragem substituir os testes de aptidão física por testes de física, pois as Leis de Newton são princípios de dinâmica (e de inércia) que convinha consultar. Até porque sempre é informação mais científica do que aquela que o senhor Piscarreta anda a propagandear na televisão, nomeadamente quando diz que o jogador Manafá, no Braga-Porto, não teve intenção de pôr a mão na bola porque "estava de olhos fechados". É no que dá confundir cubismo com cubanos, dá tanta vontade de rir que até a barraca "Havana". Já sobre o senhor Mota, que foi premiado pela "exibição" em Chaves com uma indigitação para a primeira semi-final da Taça, não sei se é por ser talhante, mas quando nos apita estamos sempre "feitos ao bife"... 

 

O Conselho de Disciplina puniu Ristovski - o homem parece que foi condenado a uma Via Crúcis - com um jogo de castigo e indeferiu o recurso leonino, mas a injustiça, quer em termos absolutos, quer em termos relativos (vidé lance de Wilson Eduardo sobre Corona no Braga-Porto), da suspensão do macedónio uniu ainda mais a equipa do Sporting. Na natureza, nada acontece por acaso, e o arrefecimento súbito da temperatura em Lisboa foi só o presságio de que a vingança é um prato que se serve frio. 

 

O Sporting começou o jogo a toda a velocidade e nos primeiros 10 minutos andou perto da baliza do Benfica por três vezes, através de remates de Gudelj - melhor exibição desde que joga de leão ao peito - , Bruno Gaspar e Wendel. Apesar do maior ímpeto leonino, assente numa ousada táctica de 3 defesas, lutava-se mais do que se jogava, destacando-se apenas um remate de Luíz Phellype (29 minutos) e um de Fejsa (primeiro e único chuto dos encarnados à baliza durante a primeira parte), ainda assim não verdadeiras oportunidades. O árbitro ia-se perdendo no critério disciplinar, começando por não punir um jogador de cada equipa para acabar salomonicamente a castigar dois inocentes.

 

A etapa complementar praticamente abriu com uma perdida de Seferovic diante de Renan. Respondeu o Sporting com um livre de Bruno Fernandes que embateu na barra. O Benfica vinha com uma postura mais ofensiva e os leões aproveitavam para jogar entre linhas. Luíz Phellype conseguia dominar a bola e segurar os centrais e isso abria boas perspectivas a Bruno Fernandes. Eis então que Keizer, que já anteriormente havia trocado Gaspar por Ilori, provavelmente com receio de que o lateral visse o segundo amarelo, decide meter a "carne toda no assador" (senhor Mota, esta não é para si) e troca Borja por Diaby, passando Ilori para a linha dos 3 de trás. Logo de seguida, Bruno recebeu a bola na meia direita do ataque leonino, driblou para dentro e colocou a bola no ângulo da baliza defendida por Svilar. Com a eliminatória na mão, o Sporting não abrandou o ritmo. O jogo estava electrizante e Seferovic, primeiro, e Raphinha, depois, podiam ter marcado, mas o resultado, com toda a justiça, já não se alteraria. 

 

Ristovski esteve de fora, mas viveu em Bruno Fernandes. Em tempo de cristianismo no futebol mundial, Bruno, a quem também foi concedido um dom imenso, é, hoje por hoje, o grande redentor do sportinguismo. O cordeiro do deus da leoninidade, que dentro do campo se transforma num leão e que, pouco a pouco, vai trazendo de volta aos estádios, cafés e sofás ao pé de um televisor as "ovelhas" que tresmalharam, mas que não deixam de ser sportinguistas como nós. Por isso, perante a Porta 10A, eu confesso: eu sou um brunista (fernandista)! ("Ich bin ein...")

 

Nota: para quem ficou muito escandalizado por Keizer ter admitido gostar mais de ganhar por 3-2  em vez de 1-0, é só para dizer que o holandês ontem preferiu o 1-0...

 

Nota 2: no duelo particular de golos das estrelas de Sporting e Benfica nos "derbies" desta época, Bruno Fernandes esteve a perder 0-2, mas ganhou a João Félix por...3-2. Dado o "hype" que o encarnado atingiu, deve ser coisa para, no mínimo, garantir a Bruno o epíteto de "menino de diamante"...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes.

Destaques: Acuña e Mathieu, os delfins de Bruno, Gudelj por ter dado mais ao jogo do que habitualmente, Raphinha pela pressão que fez sobre a linha defensiva benfiquista (é ele que ganha a bola do golo), não a deixando subir, Phellype pela capacidade de segurar a bola no meio campo contrário. Todos os outros, sem brilhantismo, não comprometeram.

golo de bruno fernandes ao benfica.jpg

(Imagem: Record)

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