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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

18
Mai19

Ristovski não vai ao Jamor


Pedro Azevedo

Dedicado a todos aqueles senhores que, dotados de excelente visão, foram capazes de receber aquelas imagens que a SportTV filmou a partir de Marte e, nas televisões ou nos jornais, vieram afirmar parentoriamente que houve agressão do macedónio. São os mesmos que não necessitariam das transmissões da NASA, nem de televisões, para ver Neil Armstrong pisar a Lua. Bastar-lhes-ia ir à varanda...

 

Proponho que passem a integrar o painel de analistas do VAR e que a carrinha técnica dos especialistas deixe a Cidade do Futebol e se instale na Serra da Malcata. Afinal, é tudo uma questão de olho de lince... 

17
Mai19

Improcedente, disse ele


Pedro Azevedo

O título, rebuscado de uma série televisiva que tinha Angela Lansbury como protagonista, vem a propósito da decisão do Conselho de Disciplina de considerar improcedente o recurso apresentado pelo Sporting sobre a penalização aplicado ao jogador Ristovski.

 

Castigado com 2 jogos de suspensão na sequência da sua expulsão contra o Tondela, o macedónio está definitivamente fora da final da Taça de Portugal.

 

Recorde-se que Ristovski foi três vezes sancionado com a amostragem do cartão vermelho esta época, curiosamente todas antes de jogos contra equipas "grandes". De todos os recursos apresentados pelo Sporting, apenas 1 mereceu um aligeirar de sanção por parte do CD. Irónicamente, tal não se traduziu em nenhuma vantagem para os leões, por não se ter produzido o efeito, dado que a comunicação oficial da decisão chegou praticamente em cima da hora de início do jogo, já não tendo sido possível ao macedónio nele participar. 

14
Abr19

Tudo ao molho e fé em Deus - The Big Day


Pedro Azevedo

"The Big Year" é um filme de 2011, em que 3 homens - personagens interpretadas por Owen Wilson, Jack Black e Steve Martin - em crise de identidade, mas com uma paixão comum por aves, decidem entrar numa competição que tem como objectivo identificar o maior número possível de espécies num ano. Esta fita veio-me à memória, porque foi mais ou menos isto que hoje foi proposto aos Sportinguistas. Mas com uma grande diferença: descobrir o máximo de Aves, sim, mas num só dia! Tudo começou às 3 da tarde, com o jogo dos sub-23 no Aurélio Pereira, e terminou "comme il faut", na própria Vila das Aves, no jogo dos séniores que é o objecto desta crónica. 

 

Logo aos 3 minutos, Mathieu e Renan foram umas andorinhas e deixaram uma águia - Luquinhas, jogador comprado pelo Benfica, embora nunca tenha jogado pelos encarnados -  interpor-se. Para evitar que atingisse o seu território, Renan fez falta e foi expulso, avistando-se logo corvos a pairarem sobre os leões.

 

A jogar com menos um, Keizer encostou Bruno Fernandes à esquerda e teve de mandar sair Jovane a fim de que Salin ocupasse o lugar deixado vago pelo infortunado guarda-redes leonino. Com estas trocas, o Sporting não ficou desasado, e de uma combinação entre Bruno e Acuña na esquerda resultou um centro consoante as intenções de Phellype, um patinho feio que está progressivamente a transformar-se num belo cisne, embora ainda lhe falte a segunda velocidade. O Sporting colocava-se em vantagem, mas Gudelj ficou a observar as Aves e Luquinhas aproveitou para acelerar, buscar o apoio e entrar vertiginosamente na área leonina. Salin chegou tarde e fez penálti. Na conversão, o olho de Falcão avistou o objectivo e não perdoou perante carne fresca mesmo ali à frente. Os leões não desarmaram e Bruno esteve prestes a desfazer a igualdade na jogada seguinte. Até que na sequência de um livre, o capitão leonino preparava-se para rematar quando um pardalito avense - um Felipe com menos consoantes - foi procurar um poste onde descansar, proporcionando a 3 jogadores leoninos observá-lo de perto dentro das regras. Vendo que a ideia das Aves trazia água no bico, Bruno optou por colocar a bola na área, onde Coates a amorteceu, Wendel a maltratou, aparecendo Mathieu a desviá-la para a baliza, redimindo-se assim da falha conjunta no lance em que Renan foi expulso.  

 

A etapa complementar iniciou-se com uma combinação entre Bruno e Acuña terminada com um remate do argentino que Beunardeau defendeu com os pés. O jogo estava bom e, logo de seguida, um avense fez Fariña sobre Coates, mas Ristovski levou a coisa a peito e evitou males maiores. Wendel recuperou uma bola a meio-campo, foi por ali fora e à entrada da área serviu Raphinha que voltou a encontrar as pernas do guarda-redes avense. O jogo estava electrizante, um pouco partido, uma boa propaganda para o futebol. Na esperança de que os espectadores não vejam a InácioTV, a SportTV não se cansava de mostrar Inácio na TV. O Aves atacava, mas numa transição Acuña preparava-se para passar um Galo quando este se interpôs. Já estava amarelado e deveria ter ido para cativeiro, mas Soares Dias armou-se aos cucos e mostrou o amarelo, isso sim, ao argentino, por protestos. A habitual cena da arbitragem em Portugal. De seguida, Diaby (rendeu Phellype), desmarcado por Doumbia (entrado para o lugar de Gudelj), foi um maçarico na área. O Sporting procurava o golo da tranquilidade e viria a obtê-lo: Bruno Fernandes (28º da época), de cabeça, mostrou perceber os pássaros e voar como o Jardel sobre os centrais, respondendo a um centro do macedónio Ristovski. O Aves ainda voltaria ao jogo, num lance de outra águia (Derley), na minha opinião incorrectamente invalidado, pois Coates está a agarrar o braço do brasileiro e este, ao tentar libertar-se, acerta-lhe. Mas confesso que não ouvi os "especialistas" do costume, pois já tinha desligado o som do televisor para poupar os tímpanos à gralha do comentador.

 

E assim terminaria uma noite chuvosa na Vila das Aves, onde no fim quem mais trinou foi o verdilhão. Quem diria que a observação das Aves podia ser uma actividade tão excitante? Pelo menos, quando comparada com aquela aula de técnicas de normalização de documentos de que se revestira o nosso jogo anterior.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Acuña. Menções honrosas para o incontornável Bruno Fernandes e para Ristovski, o qual foi intransponível na defesa e assistiu Bruno para o terceiro da noite.

 

Aves avistadas neste dia: andorinhas, águias, corvos, pato, cisne, falcão, pardal, galo, cucos, maçarico, gralha, verdilhão e passarinhos diversos. 

 

P.S. Vejam o jogo do menino Matheus Nunes, nos sub-23. Velocidade, técnica e muita facilidade na saída de pressão, passe com a parte de dentro ou de fora de qualquer um dos pés... Um craque em potência!

bruno aves.jpg

(Imagem: A Bola)

01
Abr19

À espera de Godot


Pedro Azevedo

A longa espera pelo Conselho de Disciplina - Será Domingo? Será Segunda? Vem o garoto (da peça) e diz "talvez amanhã" - faz lembrar o "Waiting for Godot". Com uma "nuance": enquanto o Godot de Beckett nunca apareceu, o de Meirim pode sempre chegar atrasado...

 

P.S. O Conselho de Disciplina reune amanhã e poderá suspender o jogador Ristovski de acordo com o relatório de Manuel Mota. A confirmar-se, de seguida terá de analisar o recurso do Sporting, ouvir testemunhos, enfim, o habitual do futebol português, pelo que a coisa tem potencial para se arrastar até às calendas gregas.

19
Fev19

Apologia da cacetada


Pedro Azevedo

A minha mulher chamou-me hoje à atenção para a blague que Ricardo Araújo Pereira fez sobre aquele cárcere em que os reclusos promovem festas e não fogem e os guardas prisionais estão de baixa ou não comparecem ao serviço. Ao ver aquilo, de alguma maneira comecei a imaginar o ambiente do futebol português dentro das quatro linhas. Nele habitam caceteiros profissionais, cujo entendimento de marcação à zona é qual a zona do corpo do adversário onde é para deixar marca. Neste status-quo, o infractor vive num oásis  e o ofendido, mesmo com um galo na cabeça, vai para a rua. Ou então não, desde que aceite levar umas cotoveladas e dê a outra face, ou que encaixe uns pisões nos tornozelos, que isto de ser um Aquiles é coisa para meninos. 

 

Não admira por isso que os jogadores com um mínimo de talento se vão embora. Não, não é por uma questão de dinheiro que eles fogem para a Roménia, o Chipre ou a Grécia, mas sim para conseguirem acabar a carreira com a cabeça, o tronco e as pernas...perdão, com a cabeça, membros e pernas...ora bolas (!!), com a cabeça, tronco e membros intactos e bem preservados. E também para evitarem o Hélder Malheiro, o Manuel Mota (por coincidência, carniceiro de profissão) ou o Jorge Sousa. Nesse particular, é uma pena que um indivíduo com um ouvido tão sensível como o senhor Malheiro não possa arbitrar jogos do senhor Jorge Sousa. Caso contrário, imaginaria um diálogo deste tipo; "Ó Jorge, ouve lá, que coisa é essa do artesanato das Caldas que estás para aí a gritar ao Stojkovic? Vais já para a rua, meu menino". 

 

Se as coisas continuarem assim, vou recomendar que em Alvalade se substituam a aprendizagem das regras de jogo e a prelecção táctica pela leitura da Bíblia. É que nos últimos 4 jogos que disputámos para a Liga, em 3 houve adversários que ficaram indevidamente em campo. Já um dos nossos (ofendidos), porque se insurgiu, foi logo tomar banho mais cedo. Os outros, Bruno e Acuña, com fama de refilões, aguentaram estoicamente. Por isso, mais do que o prémio de homem do jogo, mereciam a beatificação. Afinal, são uns Bons Samaritanos.

 

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