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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

20
Nov22

A insustentável leveza do Ser português


Pedro Azevedo

A histeria colectiva sobre os direitos humanos a propósito da realização do Mundial de Futebol no Qatar é reveladora da hipocrisia da sociedade portuguesa, tão solícita a acompanhar a última moda mundial de Outono-Inverno da moral e dos princípios e tão pródiga no esquecimento das condições existentes no seu próprio país. Sim, focamo-nos no que se passa no médio oriente e olvidamos o que ocorre aqui ao pé de nós, no ultra ocidente (europeu), onde à boa maneira de Groucho Marx se traficam os princípios: "Estes são os meus princípios, se não gostarem deles eu tenho outros", que é como quem diz, "Ah, e tal, os estádios e assim... mas agora concentremo-nos no Campeonato do Mundo". E por que deveria ser diferente? Afinal, nós somos o país onde existem dezenas de inquéritos abertos por suspeitas de crimes relacionados com a exploração de imigrantes, tráfico de pessoas, em que cidadãos estrangeiros são espancados até à morte num aeroporto e mais de cinco centenas de agentes da autoridade disseminam o ódio e expressam simpatia por ideais de extrema direita na redes sociais. E somos também os mesmos que deixam isolados e desesperançados todos aqueles que não alinham na moscambilha, no conflito de interesses e tráfico de influências, na pequena corrupção. A quem vemos com maus olhos e a quem tomamos como tolos, quanto mais não seja porque assim expõem e mostram à saciedade a insustentável leveza do nosso Ser e a nossa ancestral hipocrasia disfarçada com umas alegadas moral e bons costumes que nunca passam do adro da igreja, ou não fossemos também o país onde um inquérito conduzido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, curiosamente apenas reproduzido pela TSF, mostra que a meritocracia pouco ou nada pesa na ascensão de um profissional nas empresas. E o que resta a quem não se revê no sistema? O abandono, à mercê do populismo primário de um Chega ou da inconsistência ideológica de uma IL, que ninguém quer saber até porque o problema é o Qatar. Sabem o que vos digo? Vão-se catar!

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