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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

18
Set22

Tudo ao molho e fé em Deus

De volta à Liga... Europa


Pedro Azevedo

Cada vez que no miolo do meio-campo jogamos em inferioridade numérica de dois contra três é uma aflição e mais se nota a ausência de um jogador (Matheus Nunes) potente e capaz de quebrar linhas em progressão. Acrescente-se uma manta curta e a cheirar a mofo, a má onda do canhão da Nazaré, o pé direito cego de Trincão e a sorte (ou a falta dela, porque é bom não esquecer que o futebol é um jogo) e fica explicado o xeque-mate ontem sofrido no tabuleiro axadrezado.  

 

Com 2 médios incapazes de acenderem a luz no meio-campo (o Buscapoulos grego ficou no banco), um conjunto de jogadores globalmente pouco frescos (não deixa de ser paradigmático da nossa falta de dimensão física que o mesmo Tottenham que na terça-feira foi surpreendido por nós tenha também ontem despachado o Leicester por 6-2), um Esgaio com muita vontade e nenhuma arte, um Trincão que por duas vezes optou por uns rodriguinhos em vez de colocar a bola num isolado Pote - alguém diga ao rapaz o quão previsível se torna quando insiste em só fintar para fora - e pouca fortuna nos vários ressaltos ocorridos em ambas as áreas, o Sporting pôs-se a jeito para perder com o Boavista. Ainda assim, houve sempre Edwards, a nossa grande esperança na vitória. E o inglês não desiludiu, marcando até impensavelmente de cabeça após um cruzamento com letras maiúsculas saído da imaginação de Nuno Santos, um jogador que não gosta de perder nem a feijões e que por isso tanto custou ver poupado ao penoso final de jogo da nossa parte. Mas não chegou. O sortilégio de um pontapé indefensável de Bruno Lourenço e uma precipitação inaceitável de Esgaio sentenciaram o jogo. 

 

A culpa desta derrota é incerta. Há quem a associe tanto ao Petit como ao Big Bang e à instantânea criação de supostas estrelas. Ao Bosão ou ao Gozão do Higgs. E até ao Pinheiro manso ou ao bravo (assim como assim, vamos acabar o campeonato a jogar a pinhões). O que é certo é que à sétima jornada corremos o risco de ficar a 11 pontos da liderança e a 9 pontos da vice-liderança, para lá de estar confimado que o FC Porto leva-nos já meia-dúzia de avanço. Assim sendo, o melhor é pensar já em vender outro Matheus Nunes (suspeito que será uma metade do Edwards, uma versão ainda com mais baixo centro de gravidade). E assim sucessivamente, ano após ano, a fim do Balanço ficar positivo e compensarmos a ausência na Champions, completando-se assim um ciclo "virtuoso" em que vendemos indo à Champions para depois vendermos a dobrar ou a triplicar por não irmos à Champions. Dizem que é o negócio. (O negócio deveria libertar verbas para o futebol, não o futebol libertar verbas para o... negócio.)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Edwards

Edwardsbessa.jpg

13
Set22

Tudo ao molho e fé em Deus

Trio dinâmico


Pedro Azevedo

O Rúben já se havia afirmado como entusiasta de um trio de duendes que alegadamente saberiam onde encontrar o Pote de Ouro. Mas nós, longe de vislumbrarmos o arco-íris, insistíamos na necessidade de um ponta de lança daqueles à antiga. O "presunto" flaviense parecia dar razão a quem contestava os fundamentos da decisão do treinador, porém o jogo contra as águias de Frankfurt tinha reforçado a opção de Amorim. A prova dos 9 estaria entaria assim reservada para a recepção ao Portimonense: é que uma coisa é jogar no contra-pé, outra seria ter de assumir o jogo e não ter um poste, um farol de referência no centro do ataque. Chegou então o jogo, e com ele a clarificação que todos nós procurávamos. E o resultado foi eloquente: Rúben Amorim 4 - Treinadores de Bancada 0, uma goleada! Temo porém que o "campeonato" ainda não tenha terminado. É que, parafraseando o próprio treinador, isto vai ser jogo-a-jogo. 

 

Não há muito a dizer sobre um jogo onde o Golias do Campo Grande aniquilou completamente o David da Praia da Rocha, uma vitória do liberalismo futebolístico (se até há o político, depois do social e económico...) - "laissez faîre la nature" - implementado por Rúben Amorim para o ataque às balizas adversárias. Sem classificação ou uma ideologia que obedeça a cânones, o Amorim montou um trio de hiperactivos (financeiros), de saltimbancos, de nómadas que ora vão para dentro, ora vêm para fora, baralhando qualquer rótulo que lhes queiram dar. A coisa não parece real, e para adensar mais essa irrealidade por detrás do trio o Rúben Amorim posicionou um herói das Mangá, o nosso simpático Oliver Tsubasa, um craque com tanta técnica que até parece extraído da banda desenhada nipónica. Todavia, aparentemente, funciona. Que o digam os davides algarvios que, sem norte (o que para quem é do sul não é de estranhar) e à falta de outros argumentos, se fartaram de fisgar as canelas dos nossos jogadores até os deixar amarelados (cortesia do Senhor Árbitro de serviço)...

 

Para piorar o cenário dos algarvios, o novo Trincão não perdoa uma maçã. Quer dizer, durante uns tempos eram mais caroços ou maças reineta, mas agora descobriu as Golden, o que já se sabe combina com o ouro que há no Pote. Para além de ajudar a digerir melhor os resultados, sempre do agrado dos adeptos. Por isso, o Trincão até poderá não ser o tal ponta de lança, mas a ponta da sua lança visa uma maçã que nem um Guilherme Tell. Poderá ele volta a fazê-lo contra os galos do Tottenham? Vamos ver quem, entre um Trincão e os galos, dará mais bicadas, sendo certo que os galos geralmente acordam mais cedo (daí parte do seu favoritismo, mas se conseguirmos evitar que marquem primeiro...).

 

Tenor "Tudo ao molho...": Trincão

TrincaoRUI4810.jpg

05
Set22

Tudo ao molho e fé em Deus

Longa-amarelagem


Pedro Azevedo

O meu nome é Manuel Oliveira e tal como o meu homófono realizo longas-metragens, ou melhor, longas-amarelagens (já lá vou!). Vocês nem imaginam as fitas que eu faço... Mas tudo começa na direcção dos actores: é que o meu maior fascínio é  poder dizer "corta" através de um silvo. No fundo, especializei-me em apitagens a metro que visam o longo-prazo, a reforma. A ver se entro no "CAhiers du Cinema". No entretanto, vou aperfeiçoando a minha obra-prima. Coisa de mestre, mais concretamente de mestre-de-obras e sua prima. É que me falta em talento para um "Aniki" o que me sobra em fôlego para um... apito. Dito isto, na Sexta o dia foi bem produtivo. De tal forma que não houve viv'alma que não saísse do relvado amarelada. (E não foi só do equipamento.)

Hehehe(!), depois não digam que eu é que tenho maus-fígados. [Notas soltas de um jogo onde o Elevador de St Juste nem precisou de subir para ser eficaz e o Edwards sent(enci)ou o adversário.]

28
Ago22

Tudo ao molho e fé em Deus

Desarmados contra os defensores de Chaves


Pedro Azevedo

O Sporting das últimas décadas é um bocado como os elevadores, umas vezes para cima, outras para baixo. Esta época parece estar para baixo e para o ilustrar até recorremos recentemente ao Elevador de St Juste, que, já se sabe, está em Baixa, tão em baixa que são mais às vezes que está em manutenção do que aquelas em que está no activo. Assim, não admira que acabemos à Bica. O estranho disto tudo é que nas duas últimas temporadas parecíamos ter estabilizado num patamar superior, afinal aquele mais fiel aos pergaminhos do nosso centenário clube. Mas, infelizmente, o nosso destino assemelha-se ao de Sísifo e acabamos sempre a viver num sem-propósito, subindo até ao topo da montanha para depois ingloriamente enviarmos o pedregulho ladeira abaixo, chame-se o pedregulho Matheus, Palhinha ou Nuno Mendes. E assim sucessivamente, num ciclo vicioso e viciante que curiosamente está absolutamente interiorizado e é aceite pelos nossos adeptos. Qual alegoria da caverna, estes vivem na cegueira de um clube que é essencialmente uma trader de jogadores que ao fim de semana tem a maçada de ir a jogo. Uma inevitabikidade, dizem-nos, como se a vida das empresas de sucesso não fosse a procura da maximização dos proveitos. Ordinários, que no futebol, já se sabe, até abundam...

 

Algo está mal quando uma equipa perde o trinco e arranja o único Trincão para tentar arrombar as Chaves do Areeiro, o que obviamente é uma contradição nos termos. O meu medo é que tenhamos atingido a Silas Season. Depois do Keynesianismo-Keyzerismo (o período em que a aposta na Formação não contemplava jogadores da... Formação) e do Marxismo-Leoninismo (do Pontes, com a equipa toda sub-virada para a esquerda, a entortar como o Titanic), todos vimos o período de Ruben Amorim como providencial. Nele, primeiro a Direcção depois nós todos, apostámos as fichas na senda do êxito desportivo. E ele disso tem sido amplamente merecedor. Só que à primeira contrariedade parece que nos esquecemos do que deveria ser o nosso objectivo e começamos a gerir o "day after" do insucesso, cada um aligeirando as suas responsabilidades e procurando o bode expiatório no outro. Contudo, como nas tragédias gregas ou nas farsas de Aristófanes, tal não ocorre em campo aberto. Não, há toda uma encenação prévia, um por baixo do pano como diria o Ney Matogrosso, onde se arquitectam essas estratégias em que quem representa são uns amanuenses que com zelo se dedicam à cópia. Sim, porque há quem faça valer a pena a pena com que escreve. Enfim, (in)dependências... 

 

No entretanto, ontem lá voltámos ao sistema dos avançados móveis. A nossa paixão pelo móvel é uma coisa tão enternecedora que um dia destes ainda mudamos a sede para Paços de Ferreira. Ou isso, ou tornamo-nos pontas de lança do IKEA. Por falar em pontas de lança, o nosso único que conta é muito bom sem bola, dizem-nos alguns com olhos doces, seguros de que seria melhor que os ouvíssemos quando nos dizem "vem por aqui" (olá, José Régio). O único problema é que as regras do futebol actual estranhamente ainda não contemplam golos sem a bola entrar numa baliza, o que talvez recomende alguém que não seja tão bom sem bola mas que seja minimamente competente com ela ou que, pelo menos, a saiba fazer passar pelo risco de baliza. O problema é que não há dinheiro, dizem-nos. Todavia, um cartão de crédito pode arrombar uma boa fechadura. Que o diga a seita do olho vivo. E seita do olho vivo é coisa que não falta no nosso futebol. 

20
Ago22

Tudo ao molho e fé em Deus

Campeões de inferno (do mercado)


Pedro Azevedo

Sem quem transportasse a bola a meio campo, consequência do tributo ao dízimo, o Sporting abusou da troca de passes, o que é coisa para ter custado uma fortuna em intermediáções do agente Mendes. (A única boa notícia da noite foi o Porro ter mostrado que não tem passe.)

 

O jogo do Dragão opôs um clube sempre assediado pelo fair-play da UEFA a um novo-rico do futebol português, pelo que só poderia ter terminado em goleada do Sporting ao FC Porto. Ora, somem lá comigo, por favor: 37 M€ do Nuno Mendes + 20 M€ do Palhinha + 5 M€ do Tabata + 45 M€ do Matheus Nunes = 107 M€. Do outro lado umas vendazinhas pelas cláusulas de rescisão (baixas) do Vitinha e do Fábio Vieira. Resultado final: uma goleada das antigas. Espanta-me porém que em vez de ver leões a comemorar no Marquês, o sorriso esteja, sim, estampado no rosto do Marques. Não percebo a que campeonato está gente liga... O meu, já sei, é a Premier League. 

Não percebo também o escândalo que se faz por se abdicar do melhor jogador antes de uma visita a casa do campeão nacional. Parece de gente sem memória. Tão desmemoriada que se esquece que se abdicou de 37 campeonatos nas últimas 4 décadas. É por isso normal abdicarmos de mais um. O desvio-padrão à normalidade das coisas chama-se Ruben Amorim. Dizem que ele faz de CEO, de CFO, de responsável pelo Marketing ou Comunicação e tudo o mais no clube, mas tal não é verdade. O que ele é na realidade é um adepto. Daqueles à antiga. E por isso quer ganhar no campo, o que contrasta com o novo-adepto-novo-rico que esfrega as mãos de contente com a nossa conta DO. Mete dó, não é? 

Gosto muito do Ruben, mas há uma coisa que me incomoda: se é para só ter um ponta de lança suplente e se esse ponta de lança se chama Rodrigo Ribeiro, então por que razão o miúdo não joga? Alguém está a ver o Slimani ser opção ao Paulinho e na ausência deste o argelino não ser titular? Pelo menos escusávamos de passar 90 minutos a procurar o jogo aéreo do... Edwards, esse calmeirão de metro e meio e envergadura de vespa. 

Após uma semana marcada por um pecado original, não foi de estranhar que o Adán estivesse no centro das atenções por acções de proporções bíblicas. Enfim, como o povo sabiamente diz, o que nasce torto (gestão do mercado) tarde ou nunca se endireita. Por contraste, o Diogo Costa tirou 3 golos feitos ao Sporting, e isso no final fez toda a diferença. 

Tenor "Tudo ao molho...": Morita (foi o apagão após a sua saída) 

14
Ago22

Tudo ao molho e fé em Deus

Pote renascido e um Matheus para a história


Pedro Azevedo

Fitar o alvo, olho director apontado à mira, culatra puxada atrás e pum(!), golo. Não sei se o golo de Matheus Nunes valeu o bilhete ou se o remate em si foi um bilhete (de despedida?), o que sei é que levou um selo que o fez chegar ao seu destinatário, ainda que a violência do impacto o tenha feito saltar da "caixa do correio". 

O golo de Matheus foi o momento lusco-fusco de um jogo disputado ao entardecer, um render da guarda entre o dia e a noite, como se o pôr-do-sol anunciasse uma iminente saída do luso-brasileiro, muito pretendido em Inglaterra e a reservar-se para um City ou Liverpool. Se assim foi, a despedida ocorreu em beleza. Obrigado, Matheus, especialmente por todo o respeito que sempre demonstraste pela grandeza do Sporting. 

 

Mas o jogo não se resumiu ao golo de Matheus. Não, valeu desde logo pelo trio dinâmico da frente do nosso ataque, com Edwards e Pote en grande nível e Trincão à procura da melhor forma. Pedro Gonçalves que marcou 2 golos, esbanjando outros 2 pelo caminho naquele seu jeito em "souplesse" que às vezes roça o displicente. Todavia, é essa frieza, essa sustentável leveza do seu alter-ego Pote, que faz de Pedro Gonçalves o matador que é, disputando jogos a sério como se estivesse numa peladinha entre amigos. 

Uma palavra também para a nossa defesa, que ganhou com o comprometimento, concentração e atitude de Neto. O que demonstra que nem sempre é preciso ter uns pés de ouro, nomeadamente quando o coração é grande e a cabeça está no lugar certo (com a equipa). 


E assim terminou a première do Dragão, um ensaio geral para o que iremos encontrar no Porto. Onde também não haverá Paulinho- o drama, a tragédia, o horror... - , mas talvez ainda haja Matheus Nunes, uma espécie de milagre da multiplicação dos peixes (custou 1 e pode sair por 60 milhões), ou não tivesse passado toda a sua adolescência na vila piscatória da Ericeira.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Pote

alvaladechalana.jpg

07
Ago22

Tudo ao molho e fé em Deus

Da Pedreira sem amor


Pedro Azevedo

A ida a Braga é uma forma de nos lembrarmos que o futebol português é uma Pedreira habitada por homens das cavernas que querem fazer-nos crer que acreditam na equidade e transparência das competições quando na verdade estão prisioneiros de um sistema antigo que confundem com a realidade. É como se numa dimensão paralela a Alegoria da Caverna encontrasse o Fred Flinstone e o seu amigo Barney, e o cenário fosse o de BedRock, um local onde se esboçam versões primitivas para inglês ver de conveniências modernas como - "Yabba-Dabba-Doo!" - a centralização dos direitos televisivos, e a brilhantina é feita de baba de dinossauro.  

 

Bom, mas isso é uma coisa. Outra coisa, bem mais assustadora, foi o Esgaio fresco ter mostrado a velocidade de uma tartaruga cansada. Ou o Paulinho não ter falhado nenhum golo pelo simples facto de nem uma vez ter chutado à baliza. Nada porém que amanhã os desportivos não componham entre elogios à versatilidade de um e qualidade sem bola do outro, atributos que assentariam indubitavelmente bem a... uma ginasta rítmica. Também não gostei de ver o nosso Oliver Tsubasa (Morita) ser rendido pelo Ugarte (de que até gosto) e disso se ressentiu a fluidez da nossa saída de bola. É o que dá uma "manga" (anime nipónico) curta, metáfora que se poderia estender a uma equipa que pareceu sempre menos solidária que em qualquer momento dos dois últimos anos do consulado de Rúben Amorim.

 

Perante tudo isto, valeu-nos um grande Matheus Nunes. O homem foi um Colosso! Primeiro desmarcando o Porro no primeiro golo com um passe milimétrico de 30 metros, depois levando o mundo às suas costas pela direita para depois cruzar para o único homem que havia ficado à esquerda finalizar. Para não enfatizar demais que logo no arranque da partida queimou 40 metros em sprint com a bola dominada até ser travado em falta à entrada da área braguista, ou que durante o resto do jogo deu sempre critérios às suas acções através, nomeadamente, de passes a variar o centro do jogo. 

 

Matheus foi muito bom, mas não chegou para todas as encomendas. Porque nenhuma equipa resiste a uma desatenção numa bola parada seguida de um défice de velocidade na lateral direita que faz pensar se o Gonçalo Esteves não teria sido mais rápido mesmo partindo da Amoreira. Também não é fácil jogar com um ponta de lança dito associativo, quiçá até distributivo, mas que continua a não ser cumulativo em termos de golos, podendo até considerar-se um elemento neutro na adição e absorvente na multiplicação (o zero), propriedades que os prémios nobel da matemática que se podem encontrar nos jornais portugueses certamente não deixarão uma vez mais de destacar.  

 

Ainda assim o Pote assinou o ponto e o Nuno Santos marcou um golo à Jordão no Euro-84. Ah, e como o futebol não é mímica, senão jogava sempre o Marcel Marceau, o introvertido do Edwards deixou-nos mais alegres do que o extrovertido do Trincão. Para o que também contribuiu o Rochinha, um rapaz com habilidade para encontrar espaço até numa cabine telefónica. 

 

Tenor "Tudo ao molho": Matheus Nunes 

bragasporting1.jpg

23
Fev21

Foco!


Pedro Azevedo

Eu sei que há quem pense que bater 3(?) vezes na Madeira neste momento inibirá as forças da natureza de se manifestarem contra nós sob a forma de um mau-olhado, mas talvez não fosse má ideia deixarmos de alimentar gratuitamente a "besta" e concentrarmo-nos naquilo que depende exclusivamente de nós. É que Sábado, pelas 20h30, há um Dragão com que lutar a fim de começar a libertar o futebol português do sistemático jugo dual a que tem estado sujeito de há tantos anos a esta parte. E, se por acaso o nosso São Jorge faltar à chamada, será fundamental conter os danos e sobreviver para os outros importantes desafios que teremos num futuro próximo. Mantendo o foco nos nossos jogos e não tirando os olhos da bola. Jogo a jogo. Sempre!

14
Fev21

Jogo a jogo


Pedro Azevedo

Ok, o Porto não conseguiu o xeque-mate no xadrez boavisteiro e teve de se contentar com o empate quando a meio da partida a derrota chegou até a parecer inevitável, mas o Sporting deve-se preocupar somente consigo próprio! Tal decorre da vantagem adquirida até aqui, que nos deu o privilégio de não dependermos de terceiros. No entanto, sabemos que só 87 pontos nos garantirão automaticamente o ceptro mais desejado. Serão por isso, à cautela, necessárias mais 13 vitórias nos 16 jogos que ainda falta disputarmos, o que demonstra que ainda haverá que ultrapassar muitos obstáculos e o quão prematuro é o assumir de facilidades neste momento. Não esquecendo nunca que, se é verdade que cada nova vitória nossa vai minando o moral dos adversários, qualquer futuro deslize poderá ser interpretado como um sinal de fraqueza e ajudar a reanimar os rivais. Adiemos, por isso, o mais possível quaisquer eventuais revézes, concentrando-nos em vencer sempre o próximo jogo, a próxima final. E essa será segunda-feira, contra o Paços. E assim sucessivamente, jogo a jogo. No final far-se-ão as contas.  

09
Fev21

Estatísticas da Liga 2020/21 (Fim da 1ª volta)


Pedro Azevedo

O Sporting lidera no final da primeira volta com 6 pontos de avanço sobre o 2º colocado no campeonato. É também a equipa que menos golos sofre (9). Mantém o melhor marcador da competição (Pote). 

 

  1. Melhor rácio de CA p/ falta cometida: Paços - 11,3% (16º Sporting - 17,3%).
  2. Pior Rácio de CA p/ falta cometida: Famalicão - 19,9%. 
  3. Menos Faltas com. por jogo: Rio Ave - 13,6 Faltas (6º Sporting - 16,0 Faltas).
  4. Mais Faltas com. por jogo: Portimonense - 18,8 Faltas.
  5. Menos CA por jogo: Porto - 1,9 (16º Sporting - 2,8).
  6. Mais CA por jogo: Famalicão - 3,2.
  7. Menos Golos Sofridos: Sporting - 9 golos. 
  8. Mais Golos Sofridos: Fmalicão e Tondela - 30 golos.
  9. Mais Golos Marcados: Porto - 39 golos (2º Sporting - 36). 
  10. Menos Golos marcados: B SAD - 8 golos.
  11. Menos Posse de bola: B SAD - 42,7%.
  12. Mais Posse de bola: Benfica - 59,5% (3º Sporting - 57,2%).
  13. O Sporting cometeu 272 faltas que se traduziram em 47 amarelos (rácio de 17,3%).
  14. Tiago Tomás é o leão com mais faltas sofridas (37, 5º na Liga).   
  15. Pote (aproveitamento de 33,3%) é o mais rematador do Sporting (42 remates).
  16. Pote é o Goleador da Primeira Liga (14 golos).
  17. Maior sequência vitórias consecutivas: Braga e Paços (6).
  18. Há uma correlação entre a menor posse de bola da Liga (42,7%) e a classificação (18º) do Farense.
  19. No sentido inverso, o Paços tem o 2º pior registo de Posse de Bola mas está em 5º lugar na Liga.
  20. O Paços é a 2ª equipa que comete mais faltas (311), mas tem o 3º melhor registo de CA, eficiência que se pode explicar por a equipa raramente ser apanhada desequilibrada em transição (baixa posse de bola) e/ou por fazer as faltas aquando da pressão alta (uma pista: tanque é o 2º jogador mais faltoso da Liga e, simultaneamente, o que sofre mais faltas).
  21. O Sporting tem as mesmas faltas cometidas que o Porto e mais 14 cartões amarelos
  22. O Sporting tem menos 8 faltas cometidas que o Braga e mais 13 amarelos.
  23. Darwin (Benfica) lidera nas assistências (7), seguido por Quaresma (Vitória SC) e Angel Gomes (Boavista) com 5. .
  24. Quaresma (Vitória SC) lidera nos cruzamentos (80). Porro (9º, 52) é o melhor do Sporting.

ESTATÍSTICAS 17.png

Nota: Vitória e Farense têm 1 jogo em atraso.

 

08
Fev21

A aritmética do título (2)


Pedro Azevedo

Sobre a aritmética do título já falei aqui em 4 de Janeiro. Basicamente, sempre que uma nova época se inicia traço o seguinte cenário: o Sporting vence todos os jogos contra as equipas denominadas de "médias" e "pequenas" e perde os jogos contra os outros 2 denominados de "grandes". No fim, obtém 90 pontos, mais 2 do que qualquer equipa - Benfica em 15/16, Porto em 17/18, com 88 pontos - já conseguiu desde que o campeonato é disputado por 18 equipas e a vitória vale 3 pontos.

 

Dito isto, há um facto novo no horizonte. Com o empate consentido ontem pelos portistas em Braga, a equipa de Sérgio Conceição já só poderá somar 88 pontos finais. Como Benfica e Braga apenas poderão matematicamente ambicionar chegar aos 85 pontos, o Sporting, mesmo que venha a perder com o Benfica e Porto, se ganhar todos os jogos contra as equipas "pequenas" e "médias" somará sempre 90 pontos (podendo até chegar aos 96 com os pontos bónus), um cenario que pode servir de motivação extra a todos os nossos jogadores. 

 

E como chegámos aqui? Assumindo o pressuposto inicial, 4 derrotas e 30 vitórias significariam 90 pontos. Ora, é sabido que no entretanto perdemos 4 pontos contra "pequenos" e "médios", empatando em Famalicão e em casa contra o Rio Ave. Ora, tal deveria limitar o nosso horizonte final a 86 pontos. Acontece que o empate e a vitória caseira contra Porto e Benfica, respectivamente, foram 4 pontos de bónus face ao cenário esboçado de início. Assim sendo, o Sporting mantém-se na rota dos 90 pontos.

 

Evidentemente, a meio de uma maratona não se pensa na meta final. Pelo contrário, sendo natural até que surja a "dor de burro" provocado pela acumulação de ácido láctico, a concentração deverá estar no quilómetro seguinte. Estabelecem-se assim metas intermédias que é preciso superar. E é de ir vencendo cada uma que depende o êxito final. Assim também acontece no futebol, tal como tem sido exemplarmente explicado por Rúben Amorim através da frase "jogo a jogo". Façamos então de cada um desses jogos uma final, sendo certo que a partir de ontem ficámos a saber que superando 15 deles seremos de certeza campeões. Mas isso ainda vem longe, pensamos sim em Barcelos. É que olhar muito prospectivamente pode dar galo, melhor mesmo será pensar sempre no futuro próximo. 

aritmética.png

13
Jan21

Vamos lá virar a página


Pedro Azevedo

Foi triste e dolorosa a eliminação da Taça de Portugal, mas agora temos vinte e uma finais pela frente. Próxima final: sexta-feira, dia 15 de Janeiro, recepção ao Rio Ave. Não vale a pena ficarmos a carpir mágoas porque assim não avançaremos. Acresce que não é possível reescrever a noite de segunda-feira, pelo que deve-se, isso sim, daí retirar ilações de molde a podermos justificadanente alimentar a esperança de que o futuro venha a estar em consonância com o caminho que temos vindo a trilhar até aqui no campeonato. Nesse sentido, não justificando a actual conjuntura quaisquer poupanças, têm de jogar de início aqueles que o treinador percepcione serem os melhores e há que manter o foco no que de nós depende e não cairmos na tentação de especular com o(s) jogo(s), usando sabiamente as substituições para que a equipa possa sempre manter um elevado ritmo em campo. Jogo a jogo... Vamos! 

07
Jan21

Estatísticas da Liga 2020/21 (Jornada 12)


Pedro Azevedo

O Sporting aumentou em 2 pontos a vantagem para o 2º colocado no campeonato. É também a equipa que menos golos sofre (8). Mantém o melhor marcador da competição (Pote). 

 

  1. Melhor rácio de CA p/ falta cometida: Paços (novo) - 10,1% (17º Sporting - 18,8%).
  2. Pior Rácio de CA p/ falta cometida: Famalicão - 21,6%. 
  3. Menos Faltas com. por jogo: Benfica - 13,6 Faltas (11º Sporting - 16,4 Faltas).
  4. Mais Faltas com. por jogo: Paços de Ferreira - 18,9 Faltas.
  5. Menos CA por jogo: Rio Ave - 1,5 (17º Sporting - 3,1).
  6. Mais CA por jogo: Famalicão - 3,3.
  7. Menos Golos Sofridos: Sporting - 8 golos. 
  8. Mais Golos Sofridos: Tondela - 23 golos.
  9. Mais Golos Marcados: Porto - 31 golos (2º Sporting - 28). 
  10. Menos Golos marcados: B SAD e Rio Ave - 6 golos.
  11. Menos Posse de bola: Farense - 42,9%.
  12. Mais Posse de bola: Porto - 60,0% (3º Sporting - 56,9%).
  13. O Sporting cometeu 197 faltas que se traduziram em 37 amarelos (rácio de 18,8%).
  14. Os jogadores do Sporting sofreram 229 faltas que deram 41 amarelos (17,9%).
  15. Tiago Tomás é o leão com mais faltas sofridas (29, 5º na Liga).   
  16. Pote (aproveitamento de 42,3%) é o mais rematador do Sporting (26 remates).
  17. Pote é o Goleador da Primeira Liga (11 golos).
  18. Maior sequência vitórias consecutivas: Braga (6, entre a Jornada 3 e a Jornada 8).
  19. Mais Posse Estéril: Rio Ave (54,9%, 6 golos, 99 minutos de posse para fazer 1 golo).
  20. O crescimento no item acumulado de Posse de Bola do Marítimo pós-Lito Vidigal (de 39,5% para 45,7%) parece ter tido correlação com a melhoria na classificação (de 17º para 8º).
  21. Há uma correlação entre a menor posse de bola da Liga (42,9%) e a classificação (18º) do Farense.
  22. No sentido inverso, o Paços tem o 3º pior registo de Posse de Bola mas está em 6º lugar na Liga.
  23. O Paços é a equipa que comete mais faltas (227), mas tem o 2º melhor registo de CA, eficiência que se pode explicar por a equipa raramente ser apanhada desequilibrada em transição (baixa posse de bola).
  24. O Sporting tem mais 1 falta cometida que o Porto e mais 13 cartões amarelos. 
  25. O Sporting tem mais 3 faltas cometidas que o Braga e mais 14 amarelos.
  26. Angel Gomez (Boavista) e Darwin (Benfica) lideram nas assistências (5). Nuno Santos (4) é o 3º conjuntamente com Gauld (Farense) e Grimaldo (Benfica).
  27. Corona (Porto) lidera nos cruzamentos (45). Porro (11º, 36) é o melhor do Sporting.estatísticas12.png
02
Jan21

Estatísticas da Liga 2020/21 (Jornada 11)


Pedro Azevedo

O Sporting continua a liderar isolado o campeonato. É também a equipa que menos golos sofre (8). Mantém o melhor marcador da competição (Pote). 

 

  1. Melhor rácio de CA p/ falta cometida: Braga (novo) - 10,7% (17º Sporting - 18,9%).
  2. Pior Rácio de CA p/ falta cometida: Famalicão - 20,3%. 
  3. Menos Faltas com. por jogo: Benfica - 13,5 Faltas (10º Sporting - 16,4 Faltas).
  4. Mais Faltas com. por jogo: Paços de Ferreira (novo) - 19,4 Faltas.
  5. Menos CA por jogo: Rio Ave - 1,6 (17º Sporting - 3,1).
  6. Mais CA por jogo: Famalicão - 3,2.
  7. Menos Golos Sofridos: Sporting - 8 golos. 
  8. Mais Golos Sofridos: Tondela - 23 golos.
  9. Mais Golos Marcados: Porto - 28 golos. 
  10. Menos Golos marcados: B SAD e Rio Ave - 6 golos.
  11. Menos Posse de bola: Farense (novo) - 43,5%.
  12. Mais Posse de bola: Porto (novo) - 60,3% (3º Sporting - 57,2%).
  13. O Sporting cometeu 180 faltas que se traduziram em 34 amarelos (rácio de 18,9%).
  14. Os jogadores do Sporting sofreram 212 faltas que deram 37 amarelos (17,5%).
  15. Porro e Tiago Tomás (26) são os leões que sofrem mais faltas.   
  16. Pote (aproveitamento de 40%) é o mais rematador do Sporting (25 remates).
  17. Pote é o Goleador da Primeira Liga (10 golos).
  18. Maior sequência vitórias consecutivas: Braga (6, entre a Jornada 3 e a Jornada 8).
  19. Mais Posse Estéril: Rio Ave (54,5%, 6 golos, 90 minutos de posse para fazer 1 golo).
  20. O crescimento no item acumulado de Posse de Bola do Marítimo pós-Lito Vidigal (de 39,5% para 44,5%) parece ter tido correlação com a melhoria na classificação (de 17º para 10º).
  21. O Paços tem o 3º pior registo de Posse de Bola, mas está em 6º lugar na Liga.
  22. O Paços é a equipa que comete mais faltas (213), mas tem o 5º melhor registo de CA, eficiência que se pode explicar por a equipa raramente ser apanhada desequilibrada em transição (baixa posse de bola).
  23. O Sporting tem menos 1 falta cometidas que o Porto e mais 12 cartões amarelos. 
  24. Para ter atenção hoje, visto defrontarem-se: o Sporting tem apenas mais 3 faltas cometidas que o Braga e mais 15 amarelos.
  25. Angel Gomez (Boavista) e Darwin (Benfica) lideram nas assistências (5). Nuno Santos (4) é o 3º conjuntamente com Gauld (Farense) e Grimaldo (Benfica).
  26. Quaresma (Vitória SC) lidera nos cruzamentos (41). Porro (12º, 31) é o melhor do Sporting.

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29
Dez20

Retalhos da vida de um campeonato


Pedro Azevedo

Estádio Afonso Henriques, resultado de 1-0 para o Vitória, 29 minutos de jogo: Romário Baró faz falta que interrompe um contra-ataque vimaranense. O árbitro Hélder Malheiro, o do "galo" dê Ristovski, não mostra o segundo amarelo ao jogador portista, a que se seguiria a consequente expulsão. Imediatamente, Sérgio Conceição substitui Baró por Luís Diaz. 

26
Dez20

Estatísticas da Liga 2020/21 (Jornada 10)


Pedro Azevedo

O Sporting continua a liderar isolado o campeonato. Porém, deixou de liderar o ranking de maior número de golos marcados (ultrapassado pelo Porto). Por outro lado, recuperou a liderança no ranking de menos golos sofridos (7), ainda que tendo a companhia de Vitória SC e B SAD (próximo adversário). Por fim, tem o melhor marcador da competição (Pote). 

 

  1. Melhor rácio de CA p/ falta cometida: Paços - 9,0% (17º Sporting - 18,9%).
  2. Pior Rácio de CA p/ falta cometida: Famalicão - 21,4%. 
  3. Menos Faltas com. por jogo: Benfica - 13,1 Faltas (10º Sporting - 16,4 Faltas).
  4. Mais Faltas com. por jogo: Portimonense (novo) - 18,9 Faltas.
  5. Menos CA por jogo: Rio Ave - 1,5 (17º Sporting - 3,1).
  6. Mais CA por jogo: Famalicão - 3,4.
  7. Menos Golos Sofridos: B SAD, Vitória SC (novo) e Sporting (novo) - 7 golos. 
  8. Mais Golos Sofridos: Tondela - 21 golos.
  9. Mais Golos Marcados: Porto - 25 golos. 
  10. Menos Golos marcados: B SAD e Rio Ave - 5 golos.
  11. Menos Posse de bola: Paços de Ferreira - 43,2%.
  12. Mais Posse de bola: Benfica (novo) - 61,0% (3º Sporting - 57,2%).
  13. O Sporting cometeu 166 faltas que se traduziram em 31 amarelos (rácio de 18,7%).
  14. Os jogadores do Sporting sofreram 185 faltas que deram 33 amarelos (17,8%).
  15. Tiago Tomás e Porro (23) e Matheus (20) são os leões que sofreram mais faltas.   
  16. Pote (aproveitamento de 40%) é o mais rematador do Sporting (25 remates).
  17. Pote é o Goleador da Primeira Liga (10 golos).
  18. Maior sequência vitórias consecutivas: Braga (6, entre a Jornada 3 e a Jornada 8).
  19. Mais Posse Estéril: Rio Ave (55,2%, 5 golos, 99 minutos de posse para fazer 1 golo).
  20. O Paços tem o pior registo de Posse de Bola, mas está em 6º lugar na Liga.
  21. O Paços é a 2ª equipa que comete mais faltas (188), mas tem o 2º melhor registo de CA, eficiência que se pode explicar por a equipa raramente ser apanhada desequilibrada em transição (baixa posse de bola).
  22. O Sporting tem menos 7 faltas cometidas que o Porto e mais 10 cartões amarelos. 
  23. Angel Gomez (Boavista) e Darwin (Benfica) lideram nas assistências (5). Nuno Santos (4) é o 3º conjuntamente com Gauld (Farense) e Grimaldo (Benfica).
  24. Quaresma (Vitória SC) lidera nos cruzamentos (38). Porro (11º, 29) é o melhor do Sporting.

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22
Dez20

Dobrado o Bojador, venham as Tormentas


Pedro Azevedo

A passagem da Consoada em primeiro lugar no campeonato veio destruir alguns mitos urbanos criados por adversários e Velhos do Restelo conhecedores do nosso costumeiro fado natalício. Nesse sentido foi como dobrar o Cabo Bojador (nem de propósito assinalado a vermelho na infografia que acompanha este texto), sendo Ruben Amorim o nosso Gil Eanes que perante uma nau à deriva soube recuperá-la, manobrando e encontrando ventos amenos que abriram caminho para os grandes descobrimentos. Todavia, entrando agora em mares desconhecidos desde 2002, o navegador Amorim enfrentará no futuro próximo grandes perigos. Para já valeu a pena. Até porque, como diria Pessoa em A Mensagem, "Tudo vale a pena se a alma não é pequena". Porém, para a jornada terminar em sucesso, necessário será chegar e ultrapassar por fim o Cabo das Tormentas, um teste à capacidade de sacrifício e de superação dos tripulantes da nossa embarcação em mares encrespados e com ventos que frequentemente sopram fortemente no sentido contrário às nossas ambições. Simultaneamente, em terra, importante será com inteligência e persuasão saber reunir e alargar apoios para a prossecução desta expedição. Porque, recuperando Pessoa, "Quem quer passar além do Bojador, tem de passar além da dor". Da dor e do nestas gestas sempre encarnado Adamastor. Só assim a hoje legítima esperança se tornará uma Boa Esperança

 

P.S. Inspirado por um texto do José Duarte em "A Norte de Alvalade" onde faz uma alusão ao Cabo da Boa Esperança.

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09
Dez20

Estatísticas da Liga 2020/21 (Jornada 9)


Pedro Azevedo

O Sporting continua a liderar isolado o campeonato. Para além disso, lidera também no ranking de maior número de golos marcados (em igualdade com o Porto). Por fim, tem ainda o melhor marcador da competição (Pote). 

 

  1. Melhor rácio de CA p/ falta cometida: Paços - 9,1% (16º Sporting - 19,4%)
  2. Pior Rácio de CA p/ falta cometida: Famalicão - 21,8% 
  3. Menos Faltas com. por jogo: Benfica - 13,7 Faltas (11º Sporting - 16,0 Faltas)
  4. Mais Faltas com. por jogo: Paços de Ferreira - 19,4 Faltas
  5. Menos CA por jogo: Rio Ave - 1,7 (17º Sporting - 3,1)
  6. Mais CA por jogo: Famalicão - 3,4
  7. Menos Golos Sofridos: B SAD - 6 golos (2º Sporting - 7 golos)
  8. Mais Golos Sofridos: Tondela - 21 golos
  9. Mais Golos Marcados: Sporting e Porto (novo) - 23 golos 
  10. Menos Golos marcados: B SAD e Rio Ave (novo) - 5 golos
  11. Menos Posse de bola: Marítimo - 41,9%
  12. Mais Posse de bola: Porto (novo) - 60,6% (3º Sporting - 56,3%)
  13. O Sporting cometeu 146 faltas que se traduziram em 28 amarelos (rácio de 19,2%)
  14. Os jogadores do Sporting sofreram 161 faltas que deram 28 amarelos (17,4%)
  15. Tiago Tomás (20), Matheus e Porro (19) são os leões que sofreram mais faltas   
  16. Pote (aproveitamento de 43,5%) é o mais rematador do Sporting (23 remates)
  17. Pote é o Goleador da Primeira Liga (10 golos)
  18. Maior sequência vitórias consecutivas: Braga (6, entre a Jornada 3 e a Jornada 8)
  19. Mais Posse Estéril: Rio Ave (55,2%, 5 golos, 89 minutos de posse para fazer 1 golo)
  20. O Paços tem o 2º pior registo de Posse de Bola, mas está em 6º lugar na Liga
  21. O Paços é a equipa que comete mais faltas (175), mas tem o 2º melhor registo de CA, eficiência que se pode explicar por a equipa raramente ser apanhada desequilibrada em transição (baixa posse de bola)
  22. O Sporting tem menos 13 faltas cometidas que o Porto e mais 7 cartões amarelos 

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