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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

10
Abr20

O futebol em Portugal


Pedro Azevedo

Os portugueses não amam o futebol. Isto é, até gostam do clube do seu coração, ainda que este sentimento se expresse mais pelo ódio a um rival do que pelo amor à sua equipa de eleição. Também não ajuda o facto de no futebol português vigorar a lei do mais forte, sendo este genericamente aceite como aquele que melhor manobra nos bastidores. Um futebol assente neste pressuposto será sempre um jogo capaz de fomentar todo o tipo de ódios e de recalcar um sem número de frustrações. Logo, o produto é-nos vendido de forma totalmente errada, havendo ainda muito boa gente com responsabilidade que crê ser o ruído que dá popularidade ao jogo. Essas pessoas geralmente têm o mundo do tamanho de uma azeitona e ainda assim querem trincá-lo com toda a força mesmo que aqui e ali uma dentada mais forte os faça perderem uns caninos. 

 

Uma pessoa passa fronteiras, vai até Inglaterra e percebe o que é a essência do futebol. Os ingleses são os guardiões do Santa Graal do futebol mundial. Eles amam incondicionalmente o jogo e os grandes jogadores que ao longo dos anos vão fazendo a história do futebol. Não deixam de torcer pelo seu clube, simplesmente sabem admirar a qualidade de um adversário. Acreditam piamente que a emoção nas bancadas está dependente da qualidade dos artistas e que esta sai valorizada se houver critérios uniformes de arbitragem e procedimentos que beneficiem o espectáculo. Os participantes do futebol inglês não estão interessados em criar alçapões por onde as regras se podem temporariamente escoar, quais xico-espertos de ocasião. Não, eles estão empenhados é em dar transparência às coisas de forma a que ninguém questione ou duvide do produto. E para quê? Para que a paixão do adepto seja direccionada para o jogo que é disputado nas quatro linhas durante os 90 minutos. E quando recrutam finos solistas, fazem-no com a percepção de que isso vai estimular mais o amor pelo jogo. 

 

Azar o nosso que importando tantos anglicismos não fomos capazes de adquirir a verdadeira substância das palavras. "Fair" quê?

03
Abr20

O melhor atleta português de sempre


Pedro Azevedo

Sugestionado por um comentário do nosso Leitor Luis Ferreira, gostaria de saber a Vossa opinião sobre quem é o melhor atleta português, masculino ou feminino, de todos os tempos. Para o efeito, façam o favor de considerar todas as modalidades desportivas, futebol incluído. Obviamente, esta eleição não se destina apenas a atletas do Sporting.

 

Peço a todos que participem, de forma a que a amostra de resultados seja suficientemente significativa e isso possa prestigiar os próprios atletas alvo de eleição. A votação decorrerá até ao final do dia de amanhã (Sábado) e não serão aceites votos de anónimos, pelo que peçam que incluam sempre nome ou pseudónimo (mesmo que em rodapé). Os resultados finais serão apresentados no Domingo.

 

A forma de apuramento do vencedor será feita da seguinte forma: cada Leitor apresentará de forma decrescente (do 1º para o 5º classificado) uma lista com aqueles que são na sua opinião os 5 melhores atletas portugueses de sempre. Ao 5º classificado será dado 1 ponto, ao 4º classificado corresponderá 2 pontos e assim sucessivamente até ao 2º classificado. Ao 1º classificado de cada Leitor corresponderá um bónus de mais 1 ponto, pelo que obterá 6 pontos. O vencedor será aquele que acumular uma maior pontuação na soma dos votos dos Leitores.

 

Boa votação!


P.S. No final do dia de ontem apenas 1 ponto separava os dois primeiros classificados deste inquérito conduzido por 'Castigo Máximo'. Não se esqueçam de votar. Têm até ao final do dia de hoje para ajudarem a eleger o 'Melhor Atleta de sempre' do desporto português. Obrigado. Keep safe! 

 

 

 

 

#estamosjuntos

25
Mar20

Viver para reconstruir


Pedro Azevedo

Numa hora destas, em que mais do que o tempo estar parado é a nossa forma de viver que está suspensa, é-me difícil falar de futebol. Vivemos um momento singular onde nos é pedido para sobreviver. Não para desfrutar da vida como Deus a terá imaginado para nós, mas tão só sobreviver. Eu sei, acreditem, assim à partida parece pouco. Não foi essa a vida que escolhi para mim. Nunca me imaginei como um sobrevivente, como alguém capaz de trocar a liberdade de pensamento e de actuação por concessões várias que tantas vezes fazem o Homem perder-se no seu caminho. Mas aqui falamos de outro tipo de sobrevivência, é a nossa comunidade que está em risco. Este pedido que agora nos fazem é justo e vai ao encontro do ideal que persigo de sociedade: uma onde existe um sentido colectivo da vida e uma preocupação com o nosso semelhante e tudo o que nos rodeia. 

 

Tantas e tantas vezes no passado o Homem se isolou dos demais, egoísticamente, de forma interesseira, individualista e egocêntrica. Quis agora o destino que esse isolamento se exprimisse altruisticamente. Eu estou em crer que teremos sucesso nessa tarefa. A confirmar-se, tal como espero, pensem então no que poderíamos fazer enquanto seres humanos se o nosso altruismo se pudesse manifestar sem distanciamento social, todos juntos e com respeito mútuo trabalhando em prol de um projecto comum, de um amor compartilhado. Sem exibicionismos, sem umbiguismos, sem bons nem maus da fita, apenas partilhando o melhor da natureza humana que existe em cada um de nós. Gostaria que fechassem os olhos por um momento e imaginassem um Sporting assim...

 

Um dia, após a tempestade, virá a bonança. Com ela, uma nova era. A reconstrução começará em nós próprios, naquilo que necessitamos mudar para podermos fazer a diferença. Deus não nos pôs no mundo para sermos mais um, e cada um deve saber extrair de si o melhor do seu potencial e entregá-lo à comunidade. Fazer a diferença! O Sporting em que eu acredito também é isso, aquele clube que em pequenino me entrou pelos ouvidos numa onda média da rádio até que uma primeira visita ao estádio transformou a onda num tsunami de emoções que foi crescendo, crescendo, sem parar. Um dia eu quero voltar a ver toda a gente feliz no nosso estádio. Quero de volta o sentimento de partilha. Entre amigos e entre desconhecidos. Desejo que as memórias que cada um tem do clube voltem a ser um património comum. E que isso seja vivido, celebrado, com a alma que marca a nossa identidade, a nossa "leoninidade". 

 

Não há instituições sem homens que as sirvam. Portugal, enquanto nação, necessita do nosso civismo e do nosso sentido de responsabilidade neste momento. Como dizia António Quadros, apropriadamente citado pelo nosso Leitor Miguel Correia, Portugal está no mais fundo de nós, e sem ele seremos menos do que somos. Assim também o é com o Sporting. O clube nunca teria atingido o patamar mais alto se não fosse por esta necessidade que o Homem tem de se ligar a algo muito mais grandioso do que ele. Foi essa necessidade exponencial e exponenciada que tornou o Sporting enorme. Por isso, dos escombros do Sporting actual teremos de recuperar a razão das coisas, aquilo que nos liga e, ligando, nos multiplica. Não o que nos divide. Ter uma ideia diferente para o clube nunca poderá ser uma causa de divisão. Pelo contrário, será outra perspectiva, outra visão, algo que acrescentará. 

 

Eu sei, o Sporting, tal como qualquer outra instituição, não pode estar adiado. Mas neste momento é a nossa vida que está adiada, suspensa pelo tempo. A morte saiu à rua, entra-nos pelos telejornais todos os dias. Se isso não nos fizer reflectir sobre o pó que nós somos no Universo, não sei mais aquilo que nos poderá alertar sobre a fragilidade da nossa condição humana. Guardemos por isso o nosso engenho, a nossa inteligência para a tarefa futura de construção e não de destruição. Gerando humanidade e não desumanidade. Apresentando trabalho e não propaganda. Quando se tem uma visão, um sonho e se pensa primeiro no bem-maior colectivo em detrimento do interesse pessoal, não há caminho impossível de trilhar nem obstáculos ou adamastores suficientemente imponentes que nos possam travar. De resto, a única coisa realmente importante a preservar é a vida, a nossa (de todos nós) e a das instituições a que nos ligamos de forma afectiva e/ou profissional. Mantenham-se saudáveis!

 

#estamosjuntos

 

P.S. O meu louvor à anónima comunidade de profissionais de saúde que tem estado na linha da frente da luta contra a covid-19, muitas vezes sem os meios ou a protecção devida que agora parece que felizmente vão chegar. A esses médicos, enfermeiros e auxiliares o meu agradecimento. Vocês são os meus heróis! Também gostaria de agradecer a todos os portugueses que têm sabido interpretar o que está em causa e que com o seu comportamento responsável e cívico vêm ajudando a conter a propagação da doença. 

24
Nov19

Fim de semana de Flamengo


Pedro Azevedo

Ganhar a Libertadores ao Sábado, vencer o Brasileirão ao Domingo é o mais perto que se pode estar do paraíso futebolistico. Ou não tivesse o Fla juntado Jesus a Deus...

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18
Nov19

Trio de ataque


Pedro Azevedo

Portugal tem hoje não apenas um, mas 2 jokers. Para além de Cristiano Ronaldo, agora há Bernardo Silva. Ambos são insubstituíveis, constatação que até os paralelepípedos da minha rua sabem ser verdadeira. Na fase de grupos da Liga das Nações, quando não houve Ronaldo, emergiu Bernardo. Com ele ultrapassámos Itália e Polónia e apurámo-nos para as meias finais. Depois, Ronaldo regressou e deixou a sua marca (um "hat-trick") nos helvéticos, classificando-nos para a final. A qualificação para o Euro também foi marcada pelos dois. Foram as assistências de Bernardo e os golos de Ronaldo que nos catapultaram para a fase final. 

 

Esta apreciação não visa desvalorizar o trabalho de ninguém. Todos deram tudo, simplesmente Bernardo está hoje para Ronaldo como Garrincha estava para Pelé no escrete do início dos anos 60. Valha a verdade que Bernardo demorou a impor-se. Durante algum tempo as coisas simplesmente não lhe saíam no espaço da selecção. Sem ele ganhámos o último Euro e com ele deixámos o Mundial nos oitavos de final. Por ironia, esse jogo com o Uruguai foi o grito de Ipiranga de Bernardo, o seu primeiro jogo de categoria por Portugal. 

 

Nós, Sportinguistas, aguardamos algo do género com Bruno Fernandes: a um começo tímido também deve suceder a súbita explosão. A imensa classe que presidiu à extraordinária execução técnica aquando do primeiro golo ao Luxemburgo é um sinal de que esse processo estará em curso. E aí, meus amigos e fieis Leitores, se Bruno fizer saír o génio da lâmpada e o juntar à estirpe de Bernardo e Ronaldo seremos imbatíveis no próximo Europeu. Assim o melhor Bruno de quinas ao peito chegue a tempo ao desafio com a (sua/nossa) história.  

trio de ataque.jpg

17
Nov19

Tudo ao molho e fé em Deus - Benilux semeou e Bruno colheu


Pedro Azevedo

Naquilo que se pode designar como "A lógica da batata" (N.A.: título alternativo), Portugal teve de depender de um batatal no Luxemburgo para entrar no Euro. Enfim, anda um país uma vida inteira a cultivar batatas e depois, devido ao impacto de uma Política Agrícola Comum (PAC) que seduziu a UEFA - o organismo máximo do futebol europeu parece confundir cultura (desportiva) com agricultura - , tem de as ir colher à Benelux... E ainda dizem que o futebol não se mistura com a política...

 

Milhares de emigrantes portugueses receberam a selecção nacional, mas a melhor recepção foi a de Bruno Fernandes: o jogador do SPORTING colou no pé um passe de Bernardo "Beni" Silva que foi um lux(o) e rematou de pronto para abrir o marcador. O golo disfarçou uma safra fraquinha durante a primeira parte da jornada, período em que os luxemburgueses se mostraram mais perigosos essencialmente porque a sementeira portuguesa se concentrava no meio e desprezava a largura do terreno. 

 

No segundo tempo Portugal melhorou. Ainda assim o espectro de um golo do Luxemburgo não deixou de nos atormentar. Até que, já nos minutos finais, Bernardo voltou a aparecer, desta vez a encontrar Jota sozinho na pequena área. O remate do jogador do Wolves saiu embrulhado, mas de um tipo de embrulho com que se acondicionam os presentes. O destinatário foi Ronaldo, que não resistiu a cantar o 99 Red Balloons (hoje Portugal jogou excepcionalmente de branco) da Nena, certamente por influência da proximidade alemã ao local do jogo.  

 

Com esta vitória, Portugal mantém o pleno de qualificações para europeus e mundiais neste milénio (agora 11 em 11).

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15
Nov19

Tudo ao molho e fé em Deus - Ronaldo livre de SAR(R)Ilhos


Pedro Azevedo

Tinha passado o dia do jogo angustiado. É que lendo os jornais, o Cristiano, o nosso Ronaldo, estava acabado. Aparentemente, já há pelo menos 3 anos, nós é que ainda não o tínhamos descoberto. Inclusivé, entre as aves de agoiro que o anunciavam estava uma figura com o impacto do Fernão Capello Gaivota, uma daquelas que sonhou e voou mais alto. Temia portanto o pior para o desafio contra a Lituânia. 

 

Mal o jogo se iniciou, o Ronaldo mostrou não estar no seu melhor. É que demorar 7 minutos para ganhar uma grande penalidade só podia ser demonstrativo de um retrato de Dorian Gray envelhecido. Vejam lá que na conversão o guarda-redes dos bálticos até tocou na bola... Mais um quarto de hora e pumba! Nem uma fintinha nem nada, apenas um remate em curva a beneficiar da falta de asas do guardião lituano. Estava triste e mais triste fiquei quando o Cristiano decidiu dar o peito às balas e na sequência deixar a bola redondinha a 10 metros nos pés do Gonçalo. Haja paciência!

 

O segundo tempo continuou no mesmo tom, o tom do "já Bocage não sou" que marca os últimos anos de Ronaldo. Talvez por isso, só marcou mais um golo, o 48º em 49 jogos no reinado do engenheiro Santos. Diga-se que foi um golo irregular, na medida em que o CR7 foi buscar mais uma perna sabe-se lá onde enquanto a bola, dado o peso da idade, lhe passava pelas duas outrora gloriosas com que nasceu.  

 

Cansado, nem acabou o jogo, entre "selfies" no meio do campo e um saída à "prima donna" a abraçar o engenheiro Santos. E pronto, está acabado, o homem não respeita mesmo ninguém. Vejam lá que agora até se prepara para tirar o tapete (persa) ao iraniano Ali Daei...

 

É realmente triste assistir ao canto do cisne de um grande jogador...

ronaldo14.jpg

15
Out19

CR700!


Pedro Azevedo

"Another day, another dollar", como se costuma dizer nos mercados financeiros. Nada de novo, portanto. Podem máquinas poderosas de comunicação estabelecer as narrativas que quiserem, mas no fim do dia o rei é Ronaldo. E quando o proto-aspirante ao seu ceptro é o melhor defesa ucraniano, então está tudo dito quanto à "sucessão"... 

 

P.S. Não tenho qualquer simpatia pessoal por Rafael Leão desde que rescindiu com o Sporting, mas sou só eu que vejo que ele é o melhor avançado português depois de Ronaldo?

12
Out19

Chapéus há muitos...


Pedro Azevedo

... mas como este não há nenhum! Ou não tivesse sido produzido pelo Melhor do Mundo. "Made in" Sporting, é bom não esquecer...

 

#unidospelaformacao

24
Jul19

Leões em destaque


Pedro Azevedo

Os andebolistas Luis Frade (pivô) e Gonçalo Vieira (lateral esquerdo), ambos do Sporting, estiveram hoje em destaque (6 golos cada) na vitória histórica de Portugal sobre a Alemanha no Mundial de Sub-21 que se está a disputar em Espanha. Com este triunfo (37-36, após prolongamento), a selecção nacional qualificou-se para os quartos de final do certame, onde defrontará a Eslovénia. A melhor classificação de sempre de Portugal num mundial desta categoria foi obtida na Argentina, em 1995, tendo a equipa lusa aí terminado em 3º lugar. Para além de Frade e Vieira, os leões estão também representados pelo guarda-redes Manuel Gaspar. 

14
Jul19

Super Girão


Pedro Azevedo

Depois da tristeza que para mim representou a derrota de Federer em Wimbledon ("ich bin ein Federer-er"), principalmente da maneira como foi (2 match-points desperdiçados no seu serviço e três tie-breaks perdidos), nada como um Super Girão nas redes portuguesas para dar a todo o país a alegria de um tão ambicionado título de campeão do mundo de hóquei em patins, triunfo que nos fugia há 16 anos. Viva Girão, viva o Sporting, viva Portugal!

 

P.S. No fim do jogo, o hóquista João Rodrigues, um dos jogadores da Selecção Nacional presente neste Mundial, dizia que Girão merecia uma estátua. Um orgulho leonino, não vá algum jornalista se esquecer de o dizer. 

girão.jpg

12
Jul19

Uma leoa de saltos prateados


Pedro Azevedo

Evelise Veiga, atleta do Sporting, conquistou hoje a sua segunda medalha de prata nas Universíadas ao terminar em segundo lugar na disciplina de triplo-salto. Relembro que a outra medalha conquistada para Portugal pela promissora atleta leonina havia sido conseguida no salto em comprimento, competição também do programa do atletismo. Depois de uma excelente participação nos Jogos Europeus, Evelise continua a prometer uma extraordinária carreira. Pelo menos, a avaliar pelos seus recentes resultados, à vontade nas grandes competições não lhe parece faltar. Marca inequívoca de uma campeã. Do Sporting, pois claro.

evelise veiga.jpeg

10
Jun19

Tudo ao molho e fé em Deus - Dia de Portugal antecipado


Pedro Azevedo

A Selecção Nacional foi a jogo na véspera do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (e também do Sport Lisboa, mas este comemora-se durante todo o ano neste país) e acabámos todos a celebrar em antecipação. Em Dia de Pentecostes, o Espírito Santo parece ter iluminado todos os intervenientes: os jogadores foram uns "heróis do mar" e levantaram de novo o esplendor de Portugal; Fernando Santos, humilde, soube dar asas à epopeia lusa, trocando o caos, que a introdução de Felix gerara no jogo anterior, pela organização colectiva; os adeptos presentes no estádio, incansáveis, foram a voz de todos os portugueses espalhados pelo mundo. 

 

Liberto do tabu da utilização de Felix, Fernando Santos foi a jogo num 4-3-3. No meio-campo, Danilo era o homem mais recuado, William um "box-to-box" e Bruno Fernandes o "10". No entanto, esta geometria era variável, aparecendo algumas vezes William (meia esquerda) a par de Bruno Fernandes (meia direita), formando-se assim um triângulo de cariz mais ofensivo. Na frente, Guedes entrou para a ala esquerda, formando o trio de ataque com Ronaldo (centro) e Bernardo (ala direita). Na segunda parte, a táctica foi subtilmente alterada: voltou o losango, agora com William como homem mais adiantado a pressionar a saída de bola holandesa, recuando Guedes para a meia esquerda e derivando Bruno Fernandes para a meia direita, mantendo-se Danilo atrás. Na frente, Bernardo aproximava-se de Ronaldo pela direita. 

 

A táctica revelava uma ideia chave: o condicionamento do jogo holandês, selecção que aparecia em grande forma após ter eliminado sucessivamente a Alemanha, a França e a Inglaterra. Portugal jogaria nos intervalos de não deixar jogar a Holanda. Ter mais ou menos bola dependeria da eficácia da nossa pressão sobre Frankie de Jong, o homem que fazia a ligação do jogo holandês. William tomou a si a missão, com a mesma determinação com que os generais Fernandes Vieira e Vidal de Negreiros haviam impedido a passagem das tropas da República das Sete Províncias Unidas no Morro dos Guararapes durante a Guerra Luso-Holandesa. E a verdade é que resultou, conseguindo Portugal estancar o sumo de uma Laranja Mecânica para o efeito transformada num limão espremido à mão. Sem bola, a dinâmica de movimento holandês tornou-se enócua, sem sentido ou propósito. Se durante o primeiro tempo Portugal ameaçara por Bruno Fernandes (o luso mais rematador), no segundo viria a conseguir o tão desejado golo à hora de jogo, na sequência de uma bela combinação entre Guedes e Bernardo, brilhantemente concluída pelo primeiro. Em desespero e sem mecânica, à Holanda restou-lhe recorrer à aeronáutica, procurando o jogo directo para a cabeça de Luuk de Jong, ponta de lança lançado para o efeito por Ronald Koeman. Sabendo sofrer, Portugal contou então com um Ruben Dias que foi descascando laranjas umas atrás das outras e um Rui Patrício muito atento a apanhar as cascas, não permitindo aos holandeses reentrar no jogo e vencendo assim a primeira edição da Liga das Nações, a segunda importante conquista internacional do futebol português a nível de selecções seniores. 

 

Em modo de balanço final, sendo certo que Ronaldo nos salvou de uma eliminação anunciada nas semi-finais, desta vez Fernando Santos foi capaz de dar a Ronaldo aquilo que Allegri não conseguiu na Juventus: a eliminação dos pontos fortes do jogo holandês. E, juntos, já somam dois titulos inéditos por Portugal. Uma vez mais, com o importante contributo de jogadores made-in Sporting. Se em Saint-Dennis haviam sido 10, agora foram 5. Sem esquecer Bruno Fernandes, claro.

 

Agora, há que aproveitar e festejar o dia, até porque nos outros 364 festejam os holandeses. É só comparar o salário médio de cada país, a taxa marginal de IRS ou o imposto sobre os lucros das empresas. Mas, isso, os nossos governantes não se apressam a comentar em jeito de uma "flash-interview" ...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bernardo Silva. Na equipa portuguesa, Bernardo, William e Ruben Dias foram os melhores, mas toda a equipa (o suplente Rafa incluído) esteve em bom plano e cumpriu na perfeição o plano de jogo. 

liga das nações.jpg

09
Jun19

Celebrar em casa


Pedro Azevedo

Há 15 anos atrás, perdemos no Estádio da Luz a oportunidade de ganhar o primeiro troféu internacional de selecções a nível sénior. Estive lá e senti a desilusão dos portugueses presentes e ausentes, jogadores e equipa técnica incluídos. Nessa ocasião, não conseguimos imitar o que os holandeses haviam feito 16 anos, no Euro 88, quando derrotaram a União Soviética de Dassaev após uma derrota com a mesma selecção no jogo inaugural. Infelizmente, Portugal, em 2004, após uma derrota no Estádio do Dragão frente à Grécia, em jogo que abriria a competição, viria a perder de novo contra os helénicos na final. Uma ‘tragedia grega’ escrita por Otto Rehhagel ao melhor estilo de Ésquilo ou Sófocles.  Na memória ficaram as lágrimas de tristeza de um, na altura, muito jovem (19 anos) Cristiano Ronaldo, titular indiscutível dessa equipa e a dar os primeiros passos no caminho para o estrelato planetário.  

 

Portugal não falharia novamente o encontro com a sua história no Euro 2016. Em França, contra a equipa da casa, os nossos jogadores conquistaram o troféu, criando uma onda de euforia em todo o território nacional e reforçando o orgulho patriótico em todos os portugueses espalhados pelo mundo, com particular ênfase nos que haviam emigrado para terras gaulesas. No final, Ronaldo manteve as lágrimas, mas agora de felicidade.

 

Hoje, temos a oportunidade de voltar a fazer história, mas agora pela primeira vez em nosso solo. Quinze anos depois, Ronaldo é agora o melhor do mundo. Campeão europeu de clubes e selecções, campeão mundial de clubes, cinco vezes Bola de Ouro, vencedor dos campeonatos de Inglaterra, Espanha e Itália, Cristiano, insigne produto da Formação do Sporting, nada mais tem a provar ao mundo, a não ser a alguns cépticos portugueses do lado errado da 2ª Circular a quem a clubite aguda parece causar uma sensação de ardor que tem início na parte posterior do esterno e se espalha pela faringe. Diga-se em abono da verdade que são poucos, ricos de narrativas, mas pobres de espírito e não representativos do grande clube que é o Benfica. 

 

Como sempre, confiamos em CR7. Mas também precisamos de Rui Patrício, Cancelo, Fonte, Guerreiro, William, Bruno, Bernardo, Guedes, Félix, dos Rubens e de todos aqueles que vierem a pisar hoje o Estádio do Dragão. E de Fernando Santos. E do desfibrilador, que os sobressaltos a que a nossa selecção nos costuma obrigar aconselham especiais cuidados com o coração. Depois, será só juntar a corrente positiva de todos que partilham o orgulho de ser português de uma forma incondicional, pese todo o constrangimento inerente a um ideal de Portugal permanentemente adiado, e, por uma vez, bater o pé a uma económicamente bem mais poderosa nação. É só futebol, a coisa mais importante de todas as coisas verdadeiramente não importantes, mas que nos daria muita felicidade transformar uma laranja mecânica num limão espremido à mão, lá isso daria. Nem que para isso, durante 90 minutos (ou mais), felicidade se tivesse de escrever com um "x"...

08
Jun19

Santos, o engenheiro do caos


Pedro Azevedo

Quando se soube o resultado do sorteio dos grupos da Liga das Nações, as previsões apontavam para que Portugal encontrasse França e Croácia (finalistas do último Mundial), e ainda a Bélgica, na Final Four da nóvel competição. 

 

Mas quem tem um treinador capaz de ganhar um Campeonato da Europa vencendo apenas 1 jogo (Gales) nos 90 minutos, sabe o poder do efeito borboleta. Relembremos que um improvável golo tardio (nos descontos) da igualmente improvável Islândia havia colocado Portugal no lado mais favorável do quadro dos últimos 16, fugindo a todos os principais favoritos (colocados do outro lado do quadro) e permitindo-lhe defrontar as mais acessíveis Croácia, Polónia e Gales até ao jogo decisivo. Assim, após 3 empates na fase inicial (3º lugar), algo que logo fez lembrar a Itália de 82, 1 jogo vencido nos penáltis (Polónia) e 2 desafios ganhos no prolongamento (um deles, Croácia, na resposta a um remate ao poste da baliza de Patrício), Portugal sagrou-se campeão do velho continente. 

 

Olhando para a organização táctica da equipa lusa no jogo das semi-finais da Liga das Nações, com vários jogadores fora da sua posição natural, nota-se um relevante investimento no planeamento do caos. Isto para os observadores poderá parecer inusitado, mas obedece à superior ordem das coisas: Fernando Santos soube ler os sinais e bateu asas à imaginação no sentido de se adaptar ao enunciado da teoria do caos e dele poder tirar o melhor partido. Por isso, a recorrência de eventos, para muitos erróneamente considerados aleatórios, é apenas a expressão de uma genial modelação do engenheiro, que propositadamente introduziu instabilidade de uma forma recorrente na equipa sabendo de antemão o comportamento futuro desse sistema caótico - utilizando para o efeito um icónico losango de inspiração "risco ao meio" mais próprio de uns anos 80 marcados por camisolas de lã com motivos geométricos e penteados inenarráveis -, algo que seria impossível de prever se o sistema fosse aleatório. 

 

Ou não fosse um engenheiro, onde alguns veem o acaso, Santos estuda o fenómeno representado por sistemas de equações. Nestes, a Holanda, que não conseguiu qualificar-se para o Euro 2016 e para o Mundial 2018, tirará do nosso caminho as favoritas França, Alemanha e Inglaterra, após esta última ter antecipadamente afastado as bem cotadas Espanha e Croácia. Ao mesmo tempo, Portugal passará por uma simpática Polónia e pela pior Itália de sempre até eliminar uma Suiça que alterou a sensibilidade às condições inciais ao eliminar a perigosa Bélgica. 

 

O que a Lorenz custou anos de investigação, laboratórios do MIT e mega-computadores, Santos determinou num espaço de tempo muito curto e em relvados de futebol. Resta-lhe apenas modelar o caos ao contexto de outros continentes, já que na Europa ele está aprovado e comprovado. Estranho é ainda haver quem atribua o seu sucesso à sorte ou à fé, quando afinal ele se deve à forma genial como engenhou a adaptação ao caos. 

fernando santos.jpg

12
Abr19

Andebol com mão quente


Pedro Azevedo

Num grupo de qualificação para o Campeonato da Europa de 2020 (Suécia, Noruega e Áustria), onde, para além da Lituânia, Portugal enfrenta a hexa-campeã mundial França (cinco títulos neste século) e a tetra-campeã Roménia, a equipa lusa ficou a um pequeno passo de fazer história depois de ter batido ontem os gauleses, de forma concludente, por 33-27, em partida realizada no Pavilhão Multiusos de Guimarães. António Areia (seis golos), Gilberto Duarte (5) e o ex-leão Pedro Portela (4) foram os melhores marcadores nacionais. Destaque particular para os pivots do Sporting, Tiago Rocha (2) e Luís Frade (1), que também ajudaram à vitória. Portugal lidera agora o Grupo 6 de qualificação, com 3 triunfos em igual número de jogos. 

 

27
Mar19

O novo Estádio Nacional!


Pedro Azevedo

Há países, como a França e a Inglaterra, que têm os seus estádios nacionais. Embora utilizem também outros recintos para a realização dos compromissos das suas selecções enquanto anfitriões - essencialmente em jogos de carácter particular - a maioria das partidas têm lugar no Stade de France (arredores de Paris, França) ou Wembley (Londres, Inglaterra). 

Espanhóis e portugueses (Portugal tem estádio nacional, mas aparentemente não preenche os requisitos) usam estádios de clubes. Simplesmente, enquanto os espanhóis vão diversificando, Portugal utiliza muitas vezes o mesmo estádio, o da Luz. Esta é pelo menos a conclusão que se retira da análise dos últimos 8 jogos destas 4 selecções. Ora, então vejamos: França - Stade de France (5 jogos), Stade Du Roudonrou, Guingamp (1), Groupama Stadium, Lyon (1) e Allianz Riviera, Nice (1); Inglaterra - Wembley (6), King Power Stadium, Leicester (1) e Elland Road, Leeds (1); Espanha - Manuel Martinez Valero, Elche (1), Beñito Villamarin, Sevilha (1), Mestalla, Valência (1), José Rico Perez, Alicante (1), Santiago Bernabeu, Madrid (1), El Molinon, Gijon (1), Nuevo Los Cármenes, Granada (1) e Municipal Reino de Leon, Leon (1); Portugal - Estádio da Luz (4), Afonso Henriques, Guimarães (1), Algarve, Loulé/Faro (1), Municipal de Braga, Braga (1) e Municipal de Leiria, Leiria (1). (Alvalade e Dragão, zero jogos.)

Assim, conclui-se que o nível de utilização do Estádio da Luz só encontra paralelo no dos estádios nacionais de França e Inglaterra. De uma forma totalmente diferente do que ocorre na nossa vizinha Espanha, país onde a descentralização é evidente. É caso para perguntar se o Estádio da Luz passou a ser o Estádio Nacional deste regime...

estádio da luz.png

26
Mar19

Tudo ao molho e fé em Deus - Sérvios de deus Ronaldo


Pedro Azevedo

Em tempo de cristianismo no futebol português e mundial, os servos de deus Ronaldo passaram por um martírio aos pés do diabo Tadic, com heroicidade mantiveram a fé e ainda viram um milagre de Danilo acalentar a esperança na vitória. Mas santos há só um, o Fernando, e o segundo milagre ficou por realizar perante uma Sérvia que certamente terá surpreendido Marcel Keizer ao prescindir de um jogador do calibre (?) de Gudelj.  

 

Na verdade, o 2º milagre até podia ter acontecido quando Rukavina - o único que por milagre escapou à ditadura dos "ic" - meteu a mão à bola dentro da área, mas o árbitro preferiu a miopia (ou terá sido uma conjuntivic?) do auxiliar à sua boa visão ao perto, coisa que deixou o Fernando Santos irritadic. É que assim não há fé que assista a um gajic. (nem de propósito, também havia um no banco deles.)

 

O golo madrugador de Dusan Tadic e a prematura lesão de Ronaldo não inibiram a selecção portuguesa, a qual se manteve fiél ao seu apodo de campeã mundial do futebol sem balizas. É que dominamos sempre a meio-campo e até à entrada da área, mas depois a finalização é tão má que mesmo quando marcamos um golo ficamos a olhar para a repetição para termos a certeza de que não falhámos. 

 

Se calhar a solução passa por não jogar mais no Estádio da Luz: por um lado, os buracos na relva causados pelas toupeiras não ajudam a uma melhor definição das acções ofensivas; por outro, o mimetismo do local parece levar o nosso seleccionador a colocar em campo tudo o que veste (ou já vestiu) de vermelho, única razão que permite entender porque é que Diogo Jota, um dos valores emergentes da Premier League - 7 golos, incluindo dois ao Chelsea e um ao Manchester United, e 5 assistências em 1853 minutos, para além de um sem número de boas exibições - , habituado a jogar solto atrás do ponta-de-lança de serviço (o ex-benfiquista Jimenez, no Wolverhampton) foi novamente preterido, desta vez por um Guedes (2 golos e uma assistência em 1411 minutos, em Espanha) e por um Pizzi (entrou em substituição de Ronaldo), já para não falar da inexplicável opção por Dyego Sousa ou da utilização de Rafa,  que até tem sido útil a acelerar o jogo. A manter-se este status-quo, em vez da ‘Selecção de Todos Nós’ temo que venhamos a ser conhecidos como a ‘Selecção de todos os nós’...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Danilo Pereira. Gostei também de Bernardo Silva, quando veio para o meio, e de Pepe na segunda parte, ele que na primeira parte tremeu como toda a equipa perante a exibição diabólica de Dusan Tadic. Cancelo para já o meu apoio a ... (João) Cancelo, jogador que ainda não voltou à forma que o notabilizou na Juventus antes de inoportuna lesão. 

danilo.jpg

(Imagem: O Jogo)

23
Mar19

Tudo ao molho e fé em Deus - Traumatismo ucraniano


Pedro Azevedo

Ontem, a selecção portuguesa deu um tombo que o futuro dirá se foi fatal. Prognóstico reservado, portanto, pois com este adversário todos os traumatismos são ucranianos.  

 

Os pupilos de Shevchenko apresentaram-se em campo com uma série de nomes a fazer lembrar aquelas letras que os oftalmologistas costumam dispôr aleatoriamente nos testes de visão, do tipo de um K R Y V T S O V ou de um Y A R E M C H U K, e a verdade é que os portugueses chumbaram no exame (também não havia ninguém do Boavista, não é?). O Fernando Santos, por exemplo, andou sempre a leste.

 

Num jogo que celebrou a imigração e a multiculturalidade em Portugal, com milhares de ucranianos nas bancadas da Luz, 3 brasileiros foram a jogo. Confusos? É verdade! Um alinhou pela "equipa de todos nós" (Dyego Sousa), dois pela Ucrânia (Marlos e Junior Moraes). 

 

Pese as naturalizações, pouco dados a mostrar qualquer outra abertura ao ocidente, os ucranianos montaram uma verdadeira cortina de ferro à frente da sua baliza. E quando os portugueses a conseguiam romper, lá estava Pyatov a segurar a inviolabilidade. Por isso, quando Cristiano Ronaldo, por duas vezes, ou André Silva reclamaram por Glasnost e Perestroika, o guarda-redes logo reprimiu esses intentos.

 

Simultaneamente, o Fernando Santos lá ia mostrando aquela cara de poucos amigos. Mas se há povo que não se deixa impressionar por essa rigidez da face é o ucraniano, gente trabalhadora, desenrascada e moldada pelas agruras da vida. Assim, os onze em campo não desmontaram a teia que foram urdindo e ao engenheiro faltou a vassoura ou, pelo menos, a lagarticha (Bruno Fernandes?) que a destruísse. Também o facto de ter deixado uma das estrelas emergentes da Premier League (Diogo Jota) no banco em detrimento de um André Silva ou de um Rafa (o primeiro a entrar) não terá ajudado à festa. A bem da verdade, a coisa esteve para ficar ainda mais negra, quando o Chef Patrício serviu um frango à Kiev. Valeu ao Rui que um ucraniano tivesse ido com tanta sede ao pote que não conseguiu a frieza necessária para não entrar em fervura. 

 

E assim, condenados a sofrer até ao fim "comme d`habitude", os portugueses iniciaram a defesa do título europeu conquistado em França.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Pepe

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