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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

17
Ago22

Substituir o quê?


Pedro Azevedo

Não concordo nada com aquela máxima de que não há jogadores insubstituíveis. Como algumas outras dentro do mesmo tom é uma expressão oca, um "wishful thinking" com pouca adesão à realidade. A verdade é que, como em tantas outras profissões, a qualidade é sempre difícil de substituir, mais ainda quando falamos de qualidade extra, como manifestamente é o caso. Por isso, talvez faça muito pouco sentido trocar Matheus por um jogador de 10 M€ para a mesma posição. Pois, se o luso-brasileiro vale actualmente cerca de 50 M€ (o preço contratado), como poderia ele ser substituído por alguém que vale cinco vezes menos? Não, o melhor que temos a fazer é dar minutos aos miúdos, ao outro Mateus (Fernandes) e a Essugo, que assim poderão alternar com Morita e Ugarte (e ainda há Pote como solução de recurso e Bragança como opção para a segunda metade da época) , desenvolverem o seu potencial e valorizarem-se. Afinal, o nosso projecto não passa pela aposta na Formação? Guardemos assim as gorduras geradas por este negócio para o reforço de posições onde é possível substituir com mais qualidade. Como é o caso da posição de ponta de lança. O contrário será um "loose-loose", na medida em que nem substituiremos com a mesma qualidade, nem aproveitaremos o trabalho feita na base. Esse seria um meio-caminho, e meios-caminhos já se provaram não ser caminhos nenhuns. Pelo menos se o objectivo for chegar a um bom fim. 

16
Ago22

A notícia que eu não queria dar


Pedro Azevedo

Matheus Nunes, um jogador que os Leitores de Castigo Máximo sabem que me encanta desde o primeiro dia, vai sair. Para o Wolverhampton, um clube que com o devido respeito fica aquém do seu grande valor e enorme potencial. Talvez por isso a proposta inglesa parece nunca ter seduzido por aí além o jogador, ainda que estivesse em cima da mesa muito dinheiro, tanto para ele como para o Sporting. Agora parece ter-se estabelecido um acordo, restando perceber-se quem terá forçado mais o negócio. Uma coisa é certa, Jorge Mendes está na jogada, ou não fosse conhecida a sua ligação aos Wolves, pelo que só nos resta esperar que nesse "trade-off" venha aí o Cristiano Ronaldo. Porém, nada me tirará o azedume produzido por esta notícia que eu não queria dar. Acresce que o Sporting perde este Verão a dupla de médios da época passada, a que se soma a saída no defeso anterior de João Mário. Ou seja, em pouco mais de 1 ano desaparecem do plantel os 3 médios mais influentes no título de 20/21. 

 

P.S. Há duas formas de analisar este negócio: se pensarmos que o Matheus custou 1 M€ e vai ser vendido por 45 M€+5 M€ (objectivos), então o negócio é excelente; porém, atendendo às qualidades diferenciadoras de Matheus, que o tornam um jogador singular no panorama mundial, uma venda abaixo da cláusula de rescisão (60 M€), que ainda assim poderia ser bem mais alta, parece-me pouco. Acresce que o jogador mereceria um Liverpool ou City, na minha opinião. 

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14
Ago22

Tudo ao molho e fé em Deus

Pote renascido e um Matheus para a história


Pedro Azevedo

Fitar o alvo, olho director apontado à mira, culatra puxada atrás e pum(!), golo. Não sei se o golo de Matheus Nunes valeu o bilhete ou se o remate em si foi um bilhete (de despedida?), o que sei é que levou um selo que o fez chegar ao seu destinatário, ainda que a violência do impacto o tenha feito saltar da "caixa do correio". 

O golo de Matheus foi o momento lusco-fusco de um jogo disputado ao entardecer, um render da guarda entre o dia e a noite, como se o pôr-do-sol anunciasse uma iminente saída do luso-brasileiro, muito pretendido em Inglaterra e a reservar-se para um City ou Liverpool. Se assim foi, a despedida ocorreu em beleza. Obrigado, Matheus, especialmente por todo o respeito que sempre demonstraste pela grandeza do Sporting. 

 

Mas o jogo não se resumiu ao golo de Matheus. Não, valeu desde logo pelo trio dinâmico da frente do nosso ataque, com Edwards e Pote en grande nível e Trincão à procura da melhor forma. Pedro Gonçalves que marcou 2 golos, esbanjando outros 2 pelo caminho naquele seu jeito em "souplesse" que às vezes roça o displicente. Todavia, é essa frieza, essa sustentável leveza do seu alter-ego Pote, que faz de Pedro Gonçalves o matador que é, disputando jogos a sério como se estivesse numa peladinha entre amigos. 

Uma palavra também para a nossa defesa, que ganhou com o comprometimento, concentração e atitude de Neto. O que demonstra que nem sempre é preciso ter uns pés de ouro, nomeadamente quando o coração é grande e a cabeça está no lugar certo (com a equipa). 


E assim terminou a première do Dragão, um ensaio geral para o que iremos encontrar no Porto. Onde também não haverá Paulinho- o drama, a tragédia, o horror... - , mas talvez ainda haja Matheus Nunes, uma espécie de milagre da multiplicação dos peixes (custou 1 e pode sair por 60 milhões), ou não tivesse passado toda a sua adolescência na vila piscatória da Ericeira.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Pote

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03
Ago22

Matheus e os Lobos


Pedro Azevedo

A última vez que vimos Matheus Nunes em campo foi contra o clube a quem deu uma nega, o Wolverhampton. Não deixa de ser até irónico que o luso-brasileiro se tenha tão declaradamente demarcado dos Wolves, sabendo-se de antemão que em condições similares a esmagadora maioria dos seus colegas de profissão trocaria a pele de cordeiro pela de lobo e logo levantaria problemas a fim de forçar a saída. Ora, eu não vejo isto suficientemente valorizado pela opinião escrita de adeptos do Sporting, que preferem criticar um suposto apagamento de Matheus em campo. Como a meu ver o seu menor rendimento tem tudo a ver com um sistema táctico de apenas dois médios centrais que o condiciona e desgasta sobremaneira - não é uma critica a Rúben Amorim, mas se há jogador cujo tremendo potencial ofensivo se desenvolveria muito mais rapidamente num sistema de 3 médios centro é o Matheus, que no contexto actual mais parece um puro-sangue emparedado numa cabine telefónica - , eu sinto que devo devidamente apreciar o homem que, vindo de uma favela, tomou a opção consciente de continuar num clube com história e pergaminhos europeus e que disputa os títulos nacionais em detrimento de embarcar na alcateia de lobos de um novo-rico do meio da tabela com sede em solo da Velha Albion (contrastes...). Deixando de ganhar, devido a essa opção, a módica quantia de 8 milhões de euros anuais. Não sei se para os mais distraídos isto faz alguma diferença, mas eu, que me lembro de um tal de Renato (entre tantos outros que podia dar como exemplo...), proveniente do Salgueiros, chegar a Alvalade e logo debitar que via o nosso clube como um trampolim para o Inter de Milão, sinto-me recompensado no meu orgulho Sportinguista por tão nobre atitude. Adiantando que, neste enquadramento, saber esperar é uma virtude e um sinal de inteligência e de confiança nas suas capacidades. Sinal esse que deve ser premiado. Pelo que o Matheus merece tudo, seja o tudo o City ou... o Liverpool, este último um clube com história e com um futebol mais dentro daquilo que são as qualidades do nosso número 8.  

 

P.S. É verdade, no sistema de dois médios centro o Matheus fez um grande jogo na Luz, mas não só o Benfica também alinhou no mesmo sistema (o que na Europa raramente se vê) como Weigl e João Mário marcaram-no com os olhos. 

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25
Mar22

Tudo ao molho e fé em Deus

Valeu o último terço... do campo


Pedro Azevedo

"Matheus, jogas muito pá!!!!!!!" - ele (Porro, nas redes sociais) sabe-o, eu também por aqui, embora uma leitura rápida do que se escreve por aí até faça crer que o luso-brasileiro não tem compromisso com o jogo e que o Guardiola não percebe nada disto. O jogo estava a pedir o Matheus desde o 2-0, mas Fernando Santos hesitou, hesitou, correndo o risco de ficar fora do Mundial. Ideal para as transições que a necessidade turca de chegar ao empate iriam originar, Matheus finalmente foi a campo nos minutos finais. E matou o jogo com uma recepção de bola de grande classe e um remate efectuado com a frieza de um matador. Antes, desmarcara-se como um Mustang pelo centro do terreno e não pela meia esquerda onde vem actuando no Sporting, beneficiando ainda de um meio campo a 3 que lhe permite sempre o resguardo de 2 homens nas suas costas. É isso que ultimamente a análise dos sábios às suas prestações no Sporting muitas vezes descura: num meio campo a 2, Matheus não arrisca tanto na frente porque precisa cuidar do seu posicionamento para reagir ao momento da perda da bola numa equipa que joga quase sempre em inferioridade numérica nessa zona nevrálgica do relvado.  Isto é que o condiciona, e não qualquer coisa que tenha subido à cabeça de um miúdo que aliás sempre deu mostras de ser humilde, atitude que lhe permitiu subir das profundezas das divisões distritais para a Selecção Nacional em apenas 3 anos. (Não é a toa que a exibição mais marcante do luso-brasileiro tenha ocorrido contra um Benfica que no tempo de JJ também jogava com apenas dois médios centrais, o que deu azo a que Matheus tenha tido oportunidade de jogar e arrasar no 1x1 contra Weigl inúmeras vezes.)

 

Apesar de tanta hesitação, as santas e os santinhos estão com o Engenheiro. É pelo menos uma explicação possível para os factos de o penálti falhado pelos otomanos ter evitado um banho turco ou os campeões da Europa terem ficado inesperadamente pelo caminho contra uma Macedónia à procura da glória perdida dos tempos de Alexandre Magno. Curiosamente, para combater os macedónios aos italianos terá faltado alguém também com nome de imperador, um Otávio, decisivo na vitória lusa de ontem à noite. Assim, nem foi preciso o Ronaldo de sempre, ontem particularmente inspirado na ligação de jogo a um só toque mas menos bem na finalização, substituído como matador por Jota, a moto de alta cilindrada que desestabilizou a organização turca. O sofrimento final é que não era de todo necessário, mas o futebol tem destes sortilégios e quando Fonte se juntou a Guerreiro, Danilo e Dalot, que tinham perdido bolas no primeiro terço durante a primeira parte, e fez uma falta desnecessária dentro da grande-área abriu o bar (ou VAR) para a entrada turca no jogo. Valeu-nos então a desinspiração do Yilmaz perante um Diogo Costa que revelou grande personalidade e bom jogo de pés, numa altura em que o Fernando Santos já estava envolto em banho-Maria, indeciso e à espera que Nossa Senhora o ouvisse no terço. Mas isso são contas de outro rosário, que no fim o Engenheiro até trocou o terço pelo cigarro em pleno relvado tal eram os nervos expostos naqueles já seus usuais tiques que abundantemente mostrou nos minutos finais da querela. 

 

Venha a Macedónia! E depois o Qatar. Se tudo correr bem, o Engenheiro fica. Para ganhar o Mundial? Se Nossa Senhora assim o quiser. É que um Rosário são 3 Terços, tantos quantos os que dividem estrategicamente um campo de futebol. Haja fé! Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é conVosco...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Otávio

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21
Fev22

Tudo ao molho e fé em Deus

A 18ª regra


Pedro Azevedo

Segundo o International Board, um jogo de futebol tem só dezassete regras. Soa a pouco. Assim sobra muito espaço para as recomendações. Como a da Lei da Vantagem, que o Malheiro tanto desprezou em Alvalade. Não sendo tal ainda suficiente, há então margem para a criatividade. Pululam assim coisas que não são regras mas se praticam em estádios por todo o país. Como a Lei do Mais Forte, que o Luís Godinho mostrou venerar em Moreira de Cónegos ao preferir ver o que não foi nítido e assim poder deixar de vêr o penálti e expulsão (segundo amarelo) a Uribe que se impunham, expulsão essa que mesmo assumindo o penálti já iria aliás perdoar. Essa lei não consta em nenhum manual oficial. Mas acaba por implicitamente se constituir como a 18ª regra do manual de regras do futebol português, o "Pinto da Costa (A)Board" sobre um jogo de futebol. "All aboard? The night train"... (E tudo começou na noite daquele acidental choque do Godinho contra o combóio em movimento que se chamava Danilo.)

 

Na antecâmara do jogo, o Rúben Amorim abraçou efusivamente o Bruno Pinheiro do Estoril. Por momentos, temi que o venerasse tanto quanto ao Guardiola. Mas não, e o Sporting embalou para uma exibição competente e personalizada. Com boas movimentações e trocas de bolas, o Sporting foi-se envolvendo na área onde o Estoril tinha o autocarro estacionado. E o golo finalmente surgiu, com o Pote a aproveitar o facto de o referido autocarro estar mal travado. E depois houve ainda o alegórico Momento Zidane, de passagem de testemunho no casino que também é o futebol, em que o ex-estorilista Matheus Nunes deu à roleta à frente de um croupier Geraldes que muito prometeu dar cartas no passado mas agora precisa que o levantem do chão como no título do livro do Saramago. 

 

O segundo tempo trouxe-nos a expulsão de Raúl Silva e a confirmação de Slimani. Bem sei que esta coisa de um jogador primeiro tocar na bola e depois isso servir de álibi para poder pôr o seu próximo a fazer tijolo no Cemitério dos Prazeres deve ser um caso muito interessante do ponto de vista de um advogado de defesa, mas o bom senso diz-me que, tal como no caso do Bragança, o jogador foi bem expulso. Quanto ao Slimani, para quem dizia que o homem estava velho, corcunda e já nem corria, aquele sprint de costa a costa, com a bola colada ao pé, deve ter emudecido muito boa gente. Além disso, combinou bem com o resto da equipa, participando na elaboração dos segundo e terceiro golos. Só lhe faltou o golo, mas isso ficará certamente para uma próxima oportunidade. Com um homem a mais, o Sporting dominou ainda mais o jogo. E marcou belos golos, o segundo depois de um toque de magia de Paulinho que isolou Matheus Reis, o terceiro num momento de inspiração de Pablo Sarabia.  

 

Temo que este campeonato se vá definir nos detalhes. O detalhe do penálti marcado a Matheus Reis contra o Braga, o detalhe do penálti e expulsão (a Uribe) perdoados ontem em Moreira (e ainda houve uma mão suspeita de Mbemba), já para não falar no detalhe do golo anulado ao Estoril contra o Porto que nem visionamento do detalhista VAR teve (por ter sido imediatamente anulado pelo árbitro). São já muitos detalhes (pouco ou nada nítidos, daqueles que não caberia ao VAR julgar) a depender dos mesmos, pelo que se calhar os mesmos poder-se-iam entregar a actividades que requeressem esse tipo de rigor, como ourivesaria ou mesmo rendas de bilros. Uma coisa é certa, o futebol ficaria mais rico. (E sempre seriam boas alternativas à consultoria informática, que a vida não é só ciberinsegurança ou empresas alegadamente "cibermulas" do dinheiro.)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Matheus Reis

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16
Fev22

Tudo ao molho e fé em Deus

Pep Rápido e o caloiro


Pedro Azevedo

Por Toutatis, mais do que o céu lhe cair um dia em cima da cabeça, o que o nosso chefe Amorinix mais teme é a alteração das rotinas. Nesse sentido, um jogo da Champions no nosso estádio vem sempre a calhar, na medida em que não há competição que ofereça tanto a possibilidade de manter tudo igual, desde o intemporal hino do Handel que precede a abertura das hostilidades até à "manita" que com uma infalibilidade igual à da DHL sistematicamente nos entregam em casa no fim do jogo. Ainda assim, subsiste o sucesso de já termos umas rotinas. Sistematizadas. Agora só precisamos de saber quando as utilizar... (Nem os irredutíveis gauleses alguma vez venceriam os romanos sem uma poção mágica.)

 

O problema emerge quando os adversários na Champions partilham do mesmo gosto de Amorinix pelas rotinas. E então é vê-los a asfixiar os nossos jogadores, não lhes dando o tempo e o espaço que sobejam no campeonato português. O que nos traz a lição de que as nossas rotinas dependem sempre das rotinas dos outros. Porque não jogamos sozinhos, por muito que no principal torneio tuga haja jogos em que parece que defrontamos uns bidões. Nada tenho contra bidões, diga-se, até porque eles geralmente comportam-se na justa medida, só que tendem a ser pouco comunicativos, empáticos e não se mexem sem ser por influência de uma mão (livra, outra vez!) externa. Ora, da influência de mãos (apre!) externas estão os Sportinguistas precavidos há muitos anos, bastando consultar a literatura e áudio que pululam por aí, pelo que se torna ainda mais importante o cabal desempenho dentro do campo. Nesse sentido eu entendo o Amorinix: se é para viver uma vida inteira de joelhos, então mais vale "morrer" logo de pé, procurando agilizar os processos contra os melhores do mundo. Perdendo, sim, mas tentando jogar como gente grande, sem complexos nem cadeados ou fechaduras das Chaves do Areeiro. Crescendo a cada jogo. A questão é que quando durante 90 minutos não se faz um remate enquadrado à baliza fica-se com a sensação que a única coisa que cresceu foi o campo, demasiado comprido para o poder dos nossos. E isso significa perder sem glória, o que não pode ser considerado uma boa rotina. 

 

No fim do jogo o Guardiola, que há quem diga que percebe alguma coisa de bola, transmitiu aos repórteres presentes que o Matheus Nunes era um dos melhores jogadores do mundo da actualidade. Pois eu ainda sou do tempo em que o Keizer, o Tiago e o Leonel o ignoravam e o Silas nos dizia que o Menino do Rio estava a bater à porta da equipa principal. Ao que consta a coisa durou ainda alguns meses (15, ao todo) e a porta nunca se abriu. Até que chegou o chefe Amorinix e escancarou-lhe as portas. Tal como a outros jovens. Ora, isso para mim é que foi uma bela rotina inaugurada aí. E nunca me esqueço disso nos dias cinzentos. Disso e do resto, dos troféus conquistados. Por isso, errando ou não, a rotina que eu mais quero ver implementada é a do Rúben Amorim se deslocar diariamente a Alcochete. Para o treino, o jogo a jogo. Ano após ano. Forever! (Ou até ele querer mudar as suas rotinas... rodoviárias.)

 

P.S. Aqueles observadores credenciados das Forças de Paz da ONU, que trocaram o capacete pelo colete azul, já apresentaram às autoridades um relatório pormenorizado sobre as ocorrências de sexta-feira no Dragão? É para hoje ou vai colado a cuspo?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Matheus Nunes

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Oh para ele a passar pelo De Bruyne...

13
Fev22

Tudo ao molho e fé em Deus

No Reino dos Visigodos


Pedro Azevedo

Os grandes jogos de futebol lusos são também importantes lições de história, um pretexto para melhor se ficar a conhecer a evolução das comunidades humanas no território que hoje se denomina Portugal. Assim, enquanto a influência romana em Portugal pode ser observada pelo latim que se gasta após os jogos, o legado das invasões bárbaras é continuamente renovado a cada clássico no Dragão. Nesse particular, o líder visigodo, Pinto da Costa (e o engenheiro "visigordo" que é seu lugar-tenente), mostra o quão teme os "mouros", especialmente os que vêm de Lisboa, recorrendo por isso frequentemente a ancestrais tácticas de guerrilha que tanto podem envolver a utilização de reagentes anti-sépticos como de agentes da (des)ordem. Tudo em vão, porque, se a história nos ensina algo, ainda vai acabar a andar à nora... (Já a influência castelhana neste território ficou registada com os olés com que cada Sportinguista em casa mentalmente acompanhou a genial jogada do nosso segundo golo.)

 

Continuando a percorrer a história de Portugal, estes jogos trazem sempre à liça as memórias intemporais dos bárbaros Fernando Couto, Paulinho Santos, Jorge Costa ou Secretário, todos eles anos a fio a gozarem (com a alegada excepção do Secretário) connosco. Era um tempo em que os homens voavam sob a influência dos pitons dos visigodos portistas. Voavam, e por voar acabavam expulsos como o beato Ouattara ou o santo Juskowiak, ambos mártires da Areosa. Mas estava tudo bem, com mais ou menos quinhentinhos, fruta ou chocolate, que de apitos ainda não se conhecia o dourado. A coisa julgava-se já ultrapassada, mas eis senão quando regressou em força na última sexta-feira. Porém, se é verdade que a história frequentemente se repete, não deixa também de ser verídico que sempre adquire cambiantes diferentes. Assim, tanto foi possível observarem-se reminiscências de um outro tempo, do tipo do Matheus Nunes voar após cada nova entrada insuficientemente admoestada pelas costas, como nuances modernaças em que quem voa é o prevaricador - no caso um (A)ladino iraniano que para o efeito deve ter um daqueles tapetes persas das mil e uma noites - e "quem se lixa é o mexilhão" (o importado e importante Coates). Tudo sob o olhar inegavelmente assustado de um Pinheiro, mansinho para os portistas e bravo para os Sportinguistas, provavelmente desejoso de sair dali sem que lhe dessem na pinha. (Ainda assim, a vantagem de ser Pinheiro é que se cria raizes, outros como o Pratas até corriam na hora em que os visigodos levantavam o sobrolho na sua direcção.)

 

No final roubaram-nos: subjectivamente, dois pontos; objectivamente, uma carteira e um telemóvel. Não sei como há quem defenda isto (para além obviamente do Baía, que tem de fazer pela vida e afinal até era guarda-redes), mas há tradições que são difíceis de erradicar. Todavia, que me desculpe o PAN: tourada por tourada, eu prefiro a de Barrancos, que é nossa e não produto da cultura latino-americana. (E quem lidera toma o touro pelos cornos.)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Matheus Nunes

 

P.S. Ah, e os dois golos que ainda assim conseguimos marcar no Dragão foram tirados a papel químico: variação súbita do centro de jogo (da direita para a esquerda e o seu contrário), bola para o meio e golo. À semelhança de tentos obtidos de igual forma na época passada. Isto também é laboratório.

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24
Jan22

Chuta Matheus, chuta


Pedro Azevedo

Matheus Nunes tem tido uma progressão assombrosa desde que chegou a Alvalade. Hoje já não é só aquele Mustang que se mostra indomável quando existe espaço livre por onde cavalgar, tem outras armas para contornar os autocarros que se dispõem à sua frente. Uma dessas armas é o passe de ruptura, característica que apenas se tornou notória esta temporada, demonstrando a evolução do seu jogo. Fica porém a faltar algo que poderá vir a fazer toda a diferença. É que Matheus continua a revelar timidez na hora do remate e mesmo quando em boa posição, à entrada da área, continua a privilegiar endereçar a bola a um companheiro. Terá, por isso, que assumir um pouco mais para si as decisões, o que poderá catapultar o seu jogo para um patamar superior. Como sempre aqui disse, atendendo ao que cresceu tacticamente com Amorim e às suas inatas qualidades técnicas e físicas, o seu único limite será o mental. Possa ele expandi-lo e teremos um jogador singular no panorama mundial. 

12
Out21

À espera do bigue-bangue


Pedro Azevedo

Na época passada foi oito, seis, interior direito, ala direito e até central pela direita. Esta temporada já actuou também como interior esquerdo, revelando uma polivalência incomum no alto rendimento. Sendo certo que é como 8 que Matheus Nunes mais encanta devido à técnica refinada que lhe permite ir tirando adversários do caminho e ao seu cavalgante transporte de bola, não é menos verdade que é na posição de interior (especialmente do lado direito) que mostra ter golo. E é entre esse agradar aos olhos ou saciar o estômago que Rúben Amorim terá que preparar a poção da qual o Sporting tire o máximo rendimento. Acreditando eu na enorme margem de progressão do jogador, visível até na qualidade dos passes frontais de ruptura com que esta época vem mostrando uma faceta até aí desconhecida no seu jogo, preferiria que continuasse a jogar como médio de transição. Pedindo-lhe apenas que exercite mais o remate. É que o resto está tudo lá, só falta mesmo criarem-se as condições ideais para que a energia que coloca no jogo provoque o bigue-bangue que lhe dê uma nova vida sob o ponto de vista estatístico.

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11
Out21

The sky is the limit


Pedro Azevedo

Há 3 anos jogava no Ericeirense, nos distritais da AF Lisboa. Após uma curta passagem pelo Estoril, suficiente para dar nas vistas na vitória dos da Linha sobre os leões em jogo a contar para a Taça da Liga (o do despedimento de Peseiro), ingressou no Sporting em Janeiro de 2019. Contratação para a equipa de sub-23, foi batendo à porta (fechada) da equipa principal até que Rúben Amorim o chamou no reatamento, pós paragem devido à Covid, do campeonato nacional (Junho de 2020). Desde aí o seu percurso tem sido fulgurante, já se tendo estreado na Champions e na selecção nacional portuguesa (com recusa à Canarinha pelo meio). Com um potencial enorme, até onde poderá chegar o Matheus Nunes? Uma coisa é certa, o tesoureiro do Sporting já esfregará as mãos de contentamento. Para nós, adeptos, fica o desejo de que continue a contribuir o máximo de tempo possível para o êxito desportivo do clube, à semelhança do ocorrido em 20/21 em que os seus golos frente a Benfica e Braga foram instrumentais para o sucesso no campeonato nacional. 

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29
Set21

Tudo ao molho e fé em Deus

Universidade Europeia


Pedro Azevedo

Leio que os nossos jogadores ingressaram na Universidade. Europeia, ao que parece. Uns, como Inácio, Bragança, Porro, Matheus Nunes ou TT, vieram directamente do décimo segundo ano, outros (Neto ou Feddal) são trabalhadores-estudantes que retomam agora os estudos e pretendem completar algumas cadeiras depois de anos de especialização como operários, todos juntos são inexperientes (ou pouco experientes) neste nível educativo. Ao que parece o intercâmbio com outros alunos europeus vem mostrando essas lacunas. Mais adiantados, os holandeses beneficiam de anos do programa Erasmus. E os alemães da Renânia de Norte-Vestfália crescem diariamente com a concorrência interna dos bem preparados alunos bávaros. Um dos nossos maiores problemas reside na falta de compreensão da álgebra elementar. Imagine-se uma zona nevrálgica do terreno que todos povoam pelo menos a três. Se nós só tivermos 2 homens, então precisaremos de um X que adicionado garanta os 3. Posto em equação matemática, teríamos X+2=3, em que X seria igual a 1. A questão é que o Sôtor Amorim insiste que X=0, como se quisesse provar que 2=3. Assim sendo, das duas uma: ou Amorim, através das demonstrações com os seus alunos, ganha o prémio nóbel da matemática, ou então o chumbo é certo. Outra dificuldade com que se deparam os nossos alunos é o da escassez de recursos. É que quem está de fora parece não compreender que não se podem ter desejos humanos quase infinitos num mundo de recursos limitados. Há por isso que continuar a investir na produção própria pois ela tem um baixo custo. Todavia, algumas críticas até podem ser justas, nomeadamente quando havendo poucos recursos se investe fortemente em algo ou alguém que não está sintonizado com o objectivo de uma função. Assim, mais do que cumprir-se com a função de obedecer ao desejo humano de grandeza, está a matar-se simplesmente o desejo. Porém, nem tudo é negativo. Por exemplo, os alunos Matheus Nunes e Pedro Porro vêm mostrando um nível internacional. As suas notas têm sido muito boas e isso prova que que em Portugal também há talento para trabalhar. O Palhinha é outro que tal, porém desatenções como a de ontem poderão revelar-se-lhe fatais. É que a expressão "Watch your Back!" será sempre um ensinamento a recolher, se não quisermos estar na vida de uma forma bizantina. E, por falar em Bizâncio, os turcos (de Istambul) estão já aí ao virar da esquina. Uma boa oportunidade para os nossos alunos mostrarem que não andam na Europa a passear os livros. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Matheus Nunes ("Mustang")

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04
Ago21

Abre los ojos


Pedro Azevedo

Tenho apreço pelo jornalista Rui Dias e extraio dos seus textos uma qualidade que na minha modesta opinião o enquadra na esteira de um Pinhão, Miranda ou Vitor Santos. Todavia, creio ter ficado entre o laudatório e o envergonhado na análise que fez ao futebol de Matheus Nunes, iniciando a sua crónica, que extraí com a devida vénia do blogue Leoninamente, com um arrazoado de conclusões que o corpo do seu texto em boa parte até desmente.  

 

Começa o Rui por dizer que Matheus "não tem preocupações estéticas, não é o melhor em coisa alguma nem deslumbra pelo brilhantismo de execução". Estou em desacordo. Não vejo em Portugal ninguém que receba a bola de costas e seja capaz de se virar para qualquer um dos lados e simultaneamente tirar os adversários do caminho com a facilidade com que o médio brasileiro o faz. Acto contínuo, no início da construção esconde a bola com o mesmo enlevo que uma mãe galinha protege o seu ovo, obrigando os seus oponentes à infracção. A sua técnica é refinadíssima e envolve recepção, passe e progressão vertical vertiginosa com a bola em perfeito controlo. A técnica é muitas vezes confundida em Portugal com a habilidade, remetendo para aqueles alas pródigos no 1x1, mas o Matheus usa a ginga inerente à finta com o critério de quem sabe não poder perder a bola em zonas que facilitem a transição adversária. Todavia, quando Rúben Amorim o coloca como interior, o seu poder de drible logo se evidencia. Basta analisar a recepção leonina ao Braga (Liga 2020/21) para se compreender isso, lembrando-me eu nomeadamente de um lance em que no espaço de uma cabine telefónica ultrapassou o cerco de 3 braguistas. E com o Braga, desta vez a contar para a Supertaça, voltou a brilhar, com dois passes açucarados que estiveram na origem de duas flagrantes oportunidades de golo. Falo-vos de uma bola que isolou Nuno Mendes na esquerda para este poder centrar com à-vontade para Pote e de uma assistência para este último que veio a dar a nossa vitória. Sendo o futebol essencialmente tempo e espaço, a recepção, visão periférica e velocidade com bola de Matheus estão perfeitamente enquadradas com essa realidade. 

 

Há, no entanto, aspectos a melhorar no futebol de Matheus. Desde logo no posicionamento defensivo, pormenor em que também não estou de acordo com o Rui. Não creio que o ex-Ericeirense seja um portento tacticamente, embora lhe reconheça uma enorme progressão desde que é comandado por Rúben Amorim. Mas não é incomum ser apanhado fora de posição ou chegar tarde aos lances, situações em que muito tem de melhorar. E com Palhinha ali por perto, difícil será não aprender devidamente. Também mentalmente há trabalho a fazer: um jogador com a sua capacidade de explosão, capaz de invadir o espaço entrelinhas e criar superioridade numérica e desequilíbrios, precisa de ter mais golo. E para ter mais golo, deve rematar mais vezes à baliza. Como tal, tem de afirmar-se mais, desafiar os seus limites. A técnica está lá, o físico idém, desenvolvendo-se táctica e mentalmente tornar-se-á um super jogador, um craque de eleição. Nisso estou totalmente de acordo com o Rui Dias: o Matheus é um projecto ainda em desenvolvimento. O que não impede que seja um dos nossos jogadores que desperta mais atenção lá fora, pensando eu que encaixaria que nem uma luva no futebol inglês ou alemão, latitudes onde técnica e habilidade não se confundem aos olhos dos observadores. Só espero é que o Sporting o consiga segurar por mais uns tempos. É que um jogador com estes predicados e uma montra da Champions pela frente pode valer muitos milhões no futuro e garantir uma rendibilidade semelhante à de Slimani, o argelino que também chegou ao Sporting sem escola e rapidamente se licenciou summa cum laude.  

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01
Mar21

Matheus Nunes


Pedro Azevedo

Em cada jornada os diários A Bola, O Jogo e Record pontuam a actuação de cada jogador. Os dois primeiros fazem-no numa tabela de 0 a 10, o último usa uma bitola de 0 a 5, estabelecendo-se assim, no somatório das notas dos 3 diários desportivos, uma pontuação global por jogo que vai de 0 a 25. Considerando os 4 jogos que o Sporting já realizou esta época para o campeonato contra Porto (duas vezes), Braga e Benfica, equipas que vêm logo a seguir na tabela, eis as classificações individuais acumuladas dos jogadores do Sporting (máximo 100 pontos) nesses jogos de grau de dificuldade teoricamente superior:

notas jornais.png

Conclusão: desta informação, recolhida através do apanhado de cada jogo fornecido pelo blogue És a nossa Fé, resulta que Matheus Nunes é o líder da tabela combinada das notas dadas pelos diários desportivos nos jogos contra as 3 equipas que imediatamente seguem o Sporting na classificação do campeonato. O facto impressiona por Matheus apenas ter sido titular em metade dos jogos (Porto e Benfica em casa) e estar há menos de 1 ano integrado no plantel principal, demonstrando inequivocamente que o carioca não só rende indiferentemente de ser titular ou começar do banco como até eleva o seu jogo consoante o grau de dificuldade (média mais elevada do que nos restantes jogos do campeonato), não se atemorizando nada (pelo contrário) ante adversários mais cotados. Uma dor de cabeça, certamente, para Rúben Amorim, mas daquelas positivas em que no fim quem fica a ganhar é a equipa, que pode contar com médios como Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e até Bragança e assim mudar a sua forma de jogar sem ter de alterar a base do 3-4-2-1. De notar ainda que Coates teve a pontuação combinada mais elevada nos outros 2 jogos extra-campeonato realizados com as equipas mais cotadas (Taça da Liga, Porto e Braga). Nesses dois confrontos, Jovane obteve a nota mais alta atribuída num só jogo (22 de um máximo de 25).

matheus nunes slb.jpg

21
Out20

Sabia que... (2)


Pedro Azevedo

... nos 3 jogos já disputados para a Primeira Liga, os jogadores do Sporting cometerem 50 faltas e sofreram 55? Às 50 faltas cometidas pelos nossos jogadores corresponderam 12 amarelos (24% amarelos/falta), enquanto as 55 faltas cometidas pelos nossos adversários tiveram como consequência a amostragem do cartão amarelo em 8 ocasiões (14,5% amarelos/falta). 

 

Dado curioso: atendendo que o Sporting utilizou até ao momento 21 jogadores e que foram cometidas 55 faltas sobre eles, tal representaria uma distribuição equalitária de 2,6 faltas sofridas por jogador. No entanto, salta à vista a discrepância observada em relação ao Matheus Nunes, jogador que só à sua conta já viu jogadores adversários entrarem à margem das leis sobre si em 11 vezes. Assim sendo, Matheus Nunes sofreu 20% do total de faltas cometidas sobre jogadores do Sporting. Importante interiorizar isto, nomeadamente quando se afirma que Matheus dá pouco ao ataque. Pudera, as suas iniciativas são geralmente travadas através de falta logo na saída para o ataque. Não admira portanto que, com 1 jogo ainda por realizar, o brasileiro figure no 8º lugar do ranking dos jogadores da Primeira Liga que sofreram mais faltas até à data, tendo à sua frente apenas médios ofensivos e avançados. Será caso para escrever #deixemjogaromatheus?

07
Out20

Sabia que...


Pedro Azevedo

... Matheus Nunes é o jogador do Sporting que mais faltas sofre (8) e o nono no ranking geral de mais faltas sofridas da Primeira Liga? Numa tabela liderada pelo vimaranense André "ao Quadrado" (16 faltas) e em que Thiago Santana e Otávio ocupam as restantes posições de pódio, o brasileiro já aparece no Top Ten quando a sua equipa ainda tem um jogo a menos. A ter em atenção, em especial quando pelo menos duas acções faltosas de jogadores do Portimonense no último jogo passaram em claro em sede de acção disciplinar. Não deixa também de ser curioso que um médio cuja percepção generalizada no universo leonino seja a de ter um pendor mais defensivo (mito?) apareça numa lista onde no Top Ten só constam médios de ataque e avançados, o que pode evidenciar a preocupação que os treinadores adversários têm em condicionar as arrancadas para o ataque da jovem promessa leonina. 

 

#deixemjogaromatheus

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