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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

04
Ago21

Abre los ojos


Pedro Azevedo

Tenho apreço pelo jornalista Rui Dias e extraio dos seus textos uma qualidade que na minha modesta opinião o enquadra na esteira de um Pinhão, Miranda ou Vitor Santos. Todavia, creio ter ficado entre o laudatório e o envergonhado na análise que fez ao futebol de Matheus Nunes, iniciando a sua crónica, que extraí com a devida vénia do blogue Leoninamente, com um arrazoado de conclusões que o corpo do seu texto em boa parte até desmente.  

 

Começa o Rui por dizer que Matheus "não tem preocupações estéticas, não é o melhor em coisa alguma nem deslumbra pelo brilhantismo de execução". Estou em desacordo. Não vejo em Portugal ninguém que receba a bola de costas e seja capaz de se virar para qualquer um dos lados e simultaneamente tirar os adversários do caminho com a facilidade com que o médio brasileiro o faz. Acto contínuo, no início da construção esconde a bola com o mesmo enlevo que uma mãe galinha protege o seu ovo, obrigando os seus oponentes à infracção. A sua técnica é refinadíssima e envolve recepção, passe e progressão vertical vertiginosa com a bola em perfeito controlo. A técnica é muitas vezes confundida em Portugal com a habilidade, remetendo para aqueles alas pródigos no 1x1, mas o Matheus usa a ginga inerente à finta com o critério de quem sabe não poder perder a bola em zonas que facilitem a transição adversária. Todavia, quando Rúben Amorim o coloca como interior, o seu poder de drible logo se evidencia. Basta analisar a recepção leonina ao Braga (Liga 2020/21) para se compreender isso, lembrando-me eu nomeadamente de um lance em que no espaço de uma cabine telefónica ultrapassou o cerco de 3 braguistas. E com o Braga, desta vez a contar para a Supertaça, voltou a brilhar, com dois passes açucarados que estiveram na origem de duas flagrantes oportunidades de golo. Falo-vos de uma bola que isolou Nuno Mendes na esquerda para este poder centrar com à-vontade para Pote e de uma assistência para este último que veio a dar a nossa vitória. Sendo o futebol essencialmente tempo e espaço, a recepção, visão periférica e velocidade com bola de Matheus estão perfeitamente enquadradas com essa realidade. 

 

Há, no entanto, aspectos a melhorar no futebol de Matheus. Desde logo no posicionamento defensivo, pormenor em que também não estou de acordo com o Rui. Não creio que o ex-Ericeirense seja um portento tacticamente, embora lhe reconheça uma enorme progressão desde que é comandado por Rúben Amorim. Mas não é incomum ser apanhado fora de posição ou chegar tarde aos lances, situações em que muito tem de melhorar. E com Palhinha ali por perto, difícil será não aprender devidamente. Também mentalmente há trabalho a fazer: um jogador com a sua capacidade de explosão, capaz de invadir o espaço entrelinhas e criar superioridade numérica e desequilíbrios, precisa de ter mais golo. E para ter mais golo, deve rematar mais vezes à baliza. Como tal, tem de afirmar-se mais, desafiar os seus limites. A técnica está lá, o físico idém, desenvolvendo-se táctica e mentalmente tornar-se-á um super jogador, um craque de eleição. Nisso estou totalmente de acordo com o Rui Dias: o Matheus é um projecto ainda em desenvolvimento. O que não impede que seja um dos nossos jogadores que desperta mais atenção lá fora, pensando eu que encaixaria que nem uma luva no futebol inglês ou alemão, latitudes onde técnica e habilidade não se confundem aos olhos dos observadores. Só espero é que o Sporting o consiga segurar por mais uns tempos. É que um jogador com estes predicados e uma montra da Champions pela frente pode valer muitos milhões no futuro e garantir uma rendibilidade semelhante à de Slimani, o argelino que também chegou ao Sporting sem escola e rapidamente se licenciou summa cum laude.  

matheus nunes2.jpg

01
Mar21

Matheus Nunes


Pedro Azevedo

Em cada jornada os diários A Bola, O Jogo e Record pontuam a actuação de cada jogador. Os dois primeiros fazem-no numa tabela de 0 a 10, o último usa uma bitola de 0 a 5, estabelecendo-se assim, no somatório das notas dos 3 diários desportivos, uma pontuação global por jogo que vai de 0 a 25. Considerando os 4 jogos que o Sporting já realizou esta época para o campeonato contra Porto (duas vezes), Braga e Benfica, equipas que vêm logo a seguir na tabela, eis as classificações individuais acumuladas dos jogadores do Sporting (máximo 100 pontos) nesses jogos de grau de dificuldade teoricamente superior:

notas jornais.png

Conclusão: desta informação, recolhida através do apanhado de cada jogo fornecido pelo blogue És a nossa Fé, resulta que Matheus Nunes é o líder da tabela combinada das notas dadas pelos diários desportivos nos jogos contra as 3 equipas que imediatamente seguem o Sporting na classificação do campeonato. O facto impressiona por Matheus apenas ter sido titular em metade dos jogos (Porto e Benfica em casa) e estar há menos de 1 ano integrado no plantel principal, demonstrando inequivocamente que o carioca não só rende indiferentemente de ser titular ou começar do banco como até eleva o seu jogo consoante o grau de dificuldade (média mais elevada do que nos restantes jogos do campeonato), não se atemorizando nada (pelo contrário) ante adversários mais cotados. Uma dor de cabeça, certamente, para Rúben Amorim, mas daquelas positivas em que no fim quem fica a ganhar é a equipa, que pode contar com médios como Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e até Bragança e assim mudar a sua forma de jogar sem ter de alterar a base do 3-4-2-1. De notar ainda que Coates teve a pontuação combinada mais elevada nos outros 2 jogos extra-campeonato realizados com as equipas mais cotadas (Taça da Liga, Porto e Braga). Nesses dois confrontos, Jovane obteve a nota mais alta atribuída num só jogo (22 de um máximo de 25).

matheus nunes slb.jpg

21
Out20

Sabia que... (2)


Pedro Azevedo

... nos 3 jogos já disputados para a Primeira Liga, os jogadores do Sporting cometerem 50 faltas e sofreram 55? Às 50 faltas cometidas pelos nossos jogadores corresponderam 12 amarelos (24% amarelos/falta), enquanto as 55 faltas cometidas pelos nossos adversários tiveram como consequência a amostragem do cartão amarelo em 8 ocasiões (14,5% amarelos/falta). 

 

Dado curioso: atendendo que o Sporting utilizou até ao momento 21 jogadores e que foram cometidas 55 faltas sobre eles, tal representaria uma distribuição equalitária de 2,6 faltas sofridas por jogador. No entanto, salta à vista a discrepância observada em relação ao Matheus Nunes, jogador que só à sua conta já viu jogadores adversários entrarem à margem das leis sobre si em 11 vezes. Assim sendo, Matheus Nunes sofreu 20% do total de faltas cometidas sobre jogadores do Sporting. Importante interiorizar isto, nomeadamente quando se afirma que Matheus dá pouco ao ataque. Pudera, as suas iniciativas são geralmente travadas através de falta logo na saída para o ataque. Não admira portanto que, com 1 jogo ainda por realizar, o brasileiro figure no 8º lugar do ranking dos jogadores da Primeira Liga que sofreram mais faltas até à data, tendo à sua frente apenas médios ofensivos e avançados. Será caso para escrever #deixemjogaromatheus?

07
Out20

Sabia que...


Pedro Azevedo

... Matheus Nunes é o jogador do Sporting que mais faltas sofre (8) e o nono no ranking geral de mais faltas sofridas da Primeira Liga? Numa tabela liderada pelo vimaranense André "ao Quadrado" (16 faltas) e em que Thiago Santana e Otávio ocupam as restantes posições de pódio, o brasileiro já aparece no Top Ten quando a sua equipa ainda tem um jogo a menos. A ter em atenção, em especial quando pelo menos duas acções faltosas de jogadores do Portimonense no último jogo passaram em claro em sede de acção disciplinar. Não deixa também de ser curioso que um médio cuja percepção generalizada no universo leonino seja a de ter um pendor mais defensivo (mito?) apareça numa lista onde no Top Ten só constam médios de ataque e avançados, o que pode evidenciar a preocupação que os treinadores adversários têm em condicionar as arrancadas para o ataque da jovem promessa leonina. 

 

#deixemjogaromatheus

matheus nunes.jpg

31
Jan20

Ó "Evaristo", tens cá disto?


Pedro Azevedo

Matheus Nunes marcou este golo hoje em Coimbra. Na semana passada, no Estoril, fez a prodigiosa assistência que se pode observar no vídeo em anexo. É caso para perguntar: Silas, há melhor que o Matheus no plantel principal? O nosso treinador lá vai dizendo que Matheus está quase, quase, mas a hora parece nunca mais chegar a este "Pátio das Cantigas" (o Jesé que o diga, sem aspas)... 

16
Jan20

O estranho caso de Matheus Nunes


Pedro Azevedo

Um dia (antevisão do jogo com o Santa Clara) Silas diz que com elevada probabilidade ele rapidamente será opção - nomeando-o como um dos que estão mais perto de jogar pela equipa principal, com quem aliás já treina continuadamente - , num outro dia é suplente dos sub-23 treinados por Leonel Pontes na recente deslocação a Santa Maria da Feira após não ter participado nos dois anteriores jogos da mesma equipa (que aliás não ganhámos). Este é o dia-a-dia de Matheus Nunes, um jogador de quem ainda recentemente os adeptos leoninos voltaram a ouvir falar pela boca do capitão Bruno Fernandes, que referiu ser o brasileiro o jovem com mais condições de entrar na equipa do Sporting. Simplesmente, não só continua a não ser opção para Silas como agora também não joga e ganha ritmo com Leonel. Visto de fora, penso que isto carece de uma explicação. Sob pena de, não havendo, ficarmos a pensar que a articulação entre equipa principal e a Formação não está a funcionar devidamente e que isso não só não facilita a integração dos jovens ao mais alto nível como também não serve ao Sporting e à sua sustentabilidade. 

MatheusNunes.jpg

27
Ago19

Menino do Rio


Pedro Azevedo

Ali junto ao Estuário do Tejo, a nossa equipa de sub-23 tem a sua casa. Nesse sentido, em Alcochete os nossos jogadores são uns meninos do rio. No entanto, de entre eles, destaca-se o verdadeiro Menino do Rio. Nascido no Rio de Janeiro, Matheus Nunes, hoje aniversariante (21 anos), brindou-nos com nova exibição de champanhe e caviar, marcando 1 golo, assistindo para outro (3º) e produzindo duas jogadas de génio (44, passe de ruptura à distância, e 50 minutos, aceleração com bola e passe de ruptura) dignas do craque que ele (já) é.

 

P.S.1: Senhor Keizer, ponha os olhos neste menino, se faz favor. Como é possível nem ter feito a pré-época com a equipa principal? Matheus já merece uns minutos na melhor equipa do Sporting. Continuar a afunilar em cima só trará desmotivação e afectará a nossa sustentabilidade. Não estraguemos outra geração de futebolistas. 

 

P.S.2: 4ª Jornada da Liga Revelação (SportingTV): Sporting - Marítimo 3-1 (Golos Sporting: Matheus Nunes, Tomás Silva e Joelson). Destaques também para Bruno Tavares (o 2º melhor), Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Rodrigo Fernandes (temos "6"!!), Joelson, Tomás e para a estreia de Valentin Rosier (jogou a primeira parte) e passe de letra de Pedro Mendes (2º golo).

matheus nunes1.jpg

20
Fev19

Os Cavaleiros da Ordem de Alvalade


Pedro Azevedo

O futebol debate-se com os constrangimentos inerentes a ser simultaneamente um espectáculo e um negócio. Nesse sentido, o treinador deixou de ser somente um táctico para ser também um estratega, um gestor de activos do clube. Bem sei que essa área está consignada a um departamento específico, mas o treinador está a montante de todo o processo e é das suas convocatórias que depende o aparecimento de um ou outro talento. Para defesa do grupo, raramente o treinador destaca individualmente um jogador. Tal não significa que não haja uma ordem de mérito no balneário, simplesmente não é só a técnica ou a habilidade individual que é valorizada. Uma equipa é como um exército e nela coabitam a infantaria, a cavalaria e a artilharia. Por vezes, reforçada pela força aérea, procurando no ar as soluções que não se encontram por via terrestre. Não desprezando o papel dos sapadores de infantaria, sempre disponíveis para minar e dinamitar os avanços do adversário, ou dos artilheiros, que através de apontadores e municiadores tentam posicionar o poder de fogo da equipa de forma a destruir e/ou neutralizar o moral do oponente, é a mobilidade, velocidade, destreza e flanqueamento da cavalaria que salta mais à vista do comum adepto. Nesse sentido, vou aqui apontar aqueles que para mim são os "cavaleiros" deste Sporting versão 2018/19:

 

Bruno Fernandes - Todas as estações do ano são Outono, quando ele bate os livres em folha seca. É a alegria do povo e este põe todas as fichas na sua roleta, uma peça de arte anteriormente popularizada por Zinedine Zidane.

 

Wendel - Por vezes vai por ali fora sem destino certo, como se apenas se pretendesse evadir de um imobilismo fatal. A equipa nem sempre consegue acompanhar esses momentos de jazz de improviso, dada a sua variação harmónica bem distante da música dentro de um tom a que está habituada. É mais eficiente quando o conjuga com o samba, e o som imaginário das palmas e dos batuques dão-lhe o compasso certo para variar o seu andamento em função da equipa. 

 

Raphinha - Nascido em Porto Alegre, no sul do Brasil, o seu futebol sofre a influência gaúcha também comum aos argentinos. O ar geralmente reservado, os olhos tristes e o bailado que suscita com a bola fazem lembrar um dançarino de tango. Este género aparece ainda intermitentemente combinado com movimentos de capoeira, visível na ginga com que por vezes se desfaz dos adversários. 

 

Mathieu - Transmite aquela sensação de que poderia estar a dar umas passas nuns Gauloises e a despachar o expediente ao mesmo tempo, tal o ar "négligé" que sempre exibe. Mas isso apenas esconde a confiança ilimitada que tem nas suas capacidades técnicas e atléticas, as quais lhe permitem sair a jogar como um médio e recuperar a profundidade como um jovem de 20 anos. 

 

Acuña - É raro o jogador que consegue associar doses semelhantes de intensidade e capacidade técnica. O argentino é um infante que pelos seus feitos virou cavaleiro. Nesse sentido, não herdou o "savoir faire" típico da nobreza e continua a jogar de faca nos dentes, o que gera sentimentos contraditórios nas bancadas. Incensado nas curvas, repudiado nos camarotes, todos coincidem nisto: a sua entrega ao jogo e capacidade de cruzamento são imaculadas.

 

Doumbia - Se para Gudelj um m2 é um latifúndio, o marfinense é o homem dos grandes espaços, da savana africana. Poderoso, possui na finta o seu grande argumento para rapidamente sair da zona de pressão. Dá verticalidade ao jogo do Sporting. Na minha opinião, uma das duas contratações do Mercado de inverno que de facto pode fazer a diferença.

 

Matheus Nunes - Igualmente jovem e ainda mais desconhecido, é o mais recente produto da ilustre(?) casa de Mateus nas suas diferentes variantes (Mathieu, Matheus Pereira, Mattheus Oliveira). Podendo jogar em qualquer posição do meio-campo, é como pivot que tem vindo a ser testado. Tem uma velocidade com a bola nos pés incomum, parecendo deslizar no campo como se tivesse skis e não botas nos pés, acção que o faz libertar-se com facilidade da zona de pressão adversária. Para além disso, tem uma excelente técnica de passe à distância e sabe aparecer em zonas de finalização. Um excelente projecto em desenvolvimento.

 

Assim termino este breve resumo sobre aqueles que considero serem os mais dotados jogadores do nosso plantel. Oxalá tenham gostado ou, de alguma forma, Vos possa ter sido útil.

cavaleiros.jpg

10
Fev19

Liga Revelação


Pedro Azevedo

Ontem vi o jogo dos Sub-23 em Fão, concelho de Esposende, distrito de Braga. Defrontámos o Sporting de Braga numa partida disputada em bom ritmo, intensa, tecnicamente bem jogada, com bons futebolistas em ambas as equipas. A dado momento dei por mim a pensar se este campeonato não seria até mais apropriado para os nossos jovens do que a Segunda Liga ou o Campeonato de Portugal. É certo que os escalões secundários são mais agressivos, duros, manhosos, com jogadores mais velhos, experientes, ardilosos, mas por outro lado o tipo de futebol pouco ou nada tem a ver com uma Primeira Liga e acaba por descaracterizar um pouco os jogadores, forçados a desenvolverem truques que mais tarde não lhes servirão, apenas para sobreviverem às agruras da competição. Enfim, não sou um "expert" no tema, muito menos dogmático, pelo que apenas partilho aqui a minha reflexão.

 

Voltando ao jogo, o Sporting dominou a primeira parte e eu gostei muito da estreia de Matheus Nunes, um jogador contratado ao Estoril no Mercado de Inverno. Actuando como pivô à frente da defesa, mas com direito a aventurar-se em terrenos mais adiantados por troca com Bruno Paz (igualmente em bom plano), o último herdeiro da Casa dos Mateus (em todas as suas variantes) - "griffe" que já contava com o gaulês Mathieu e os brasileiros Matheus Pereira e Mattheus Oliveira - notabilizou-se pela boa técnica e aceleração com bola. Ganhou mais duelos individuais do que os que perdeu e, embora no segundo tempo tenha tido menos bola e sido menos solicitado pelos colegas, o jogo do Sporting teve sempre mais critério quando a bola lhe passou pelos pés. Confirmou assim os bons pormenores que lhe tinha visto no Estoril e deixou-me interessado em acompanhar os seus próximos jogos. 

 

E assim termino esta crónica de um jogo em que o Sporting bateu o seu congénere bracarense por uma bola a zero, golo marcado de "penalty" por Pedro Mendes. Esta foi a última partida dos leõezinhos na primeira fase da Liga Revelação, a qual terminámos em terceiro lugar, atrás de Rio Ave (primeiro) e de Estoril, e à frente de Aves, Benfica e o anfitrião de ontem, o Braga, todos apurados para a fase decisiva da competição. Um campeonato que se espera continuar a ser muito renhido como se prova pela escassa diferença (7 pontos) entre primeiro e sexto classificados após concluídas as 26 jornadas da 1ª fase. 

liga revelação.jpg

(Imagem: Record.pt)

01
Fev19

É craque! (1)


Pedro Azevedo

O futuro a Deus pertence, mas Matheus Nunes (20 anos, ex-Estoril) parece, por larga margem, a melhor contratação do Sporting no Mercado de Inverno. Joga sempre de cabeça levantada, preferencialmente com o pé direito (mas o pé esquerdo não é "cego"), tem recepção de bola, bom controlo, aceleração em posse (grande capacidade de saída da zona de pressão) e precisão de passe à distância. Vejo-o como um "8", mas se trabalhar o passe de ruptura e o remate até poderá vir a ser um "10". Não sei como funciona a sua cabeça e no futebol, como na vida, há muitos imponderáveis. Poder-se-á até não adaptar, mas considero-o um excelente projecto de desenvolvimento. Este é mesmo craque!

matheus nunes1.jpg

P.S. Será um risco - o que é a vida sem eles? -, mas em todas as janelas de transferências indicarei aqui (neste espaço - É craque!) qual o jogador mais promissor de entre todos os contratados pelo Sporting. Aos meus olhos, claro. Abrindo o espaço para a opinião e participação de todos os Leitores/Comentadores.

23
Jan19

Feira de São Mateus


Pedro Azevedo

Mateus (na sua origem, presente de Deus), além de ser um nome sagrado, é tão popular em Alvalade - inclusivé, nas suas variantes com "h", ou mesmo dois "t" e um "h" (finérrimo) - que, a fazer fé no Record, fomos à feira (Mercado de Inverno) e não resistimos a trazer mais um. Depois de Mathieu (Mateus, traduzido de francês para português), Matheus Pereira (cedido ao Nuremberga) e Mattheus Oliveira (emprestado ao Vitória de Guimarães), eis que chega Matheus Nunes, um médio brasileiro de 20 anos que vinha até aqui actuando no Estoril. Boa sorte!

matheus nunes.jpg

(Fonte de imagem: Record)

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