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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

31
Jan21

O melhor do futebol


Pedro Azevedo

Foram 75 segundos ininterruptos de posse, 69 toques na bola, 33 passes e 10 jogadores envolvidos: assim aconteceu o terceiro golo do Liverpool, em Londres, contra o West Ham. Isto, sim, é o melhor que o futebol tem, nunca será suficiente relembrá-lo. (Ou como Klopp, conhecido pelo "Gengenpressen" e ataque rápido, mostra que também sabe o que é o Tiki-Taka.)

 

P.S. Já agora, os dois golos de Salah foram de classe pura.

(Vídeo extraído de imagens originais da SportTV)

12
Set20

Electrizante!


Pedro Azevedo

O jogo terminou agora e confesso que ainda estou cansado. Um sentimento que se justifica após o futebol "Heavy Metal" do Liverpool de Klopp ter encontrado dificuldades esta tarde perante o "Rock and Roll" do Leeds de Marcelo Bielsa. Electrizante do princípio ao fim, o jogo saldar-se-ia por 7 golos marcados e mais 4 anulados. 

 

Na sua estreia em nova edição da Premier League, o Liverpool, campeão inglês e mundial em título, defrontava o recém-promovido Leeds. À partida tratar-se-ia de uma vitória fácil para os púpilos de Klopp, mas isso seria menosprezar a capacidade táctica de "El Loco" Bielsa. Assim, o jogo evoluiu para uma batalha entre dois gigantes do treino com princípios semelhantes, com o Liverpool de Klopp a evoluir num sistema de 4-3-3 e o Leeds de Bielsa a alternar entre o 4-1-4-1 e o 3-3-3-1 consoante os momentos do jogo. E se é verdade que os "metaleiros" pressionaram sempre muito o último reduto do Leeds, também não é mentira nenhuma que nunca conseguiram estar absolutamente confortáveis no jogo dada a forma célere como os púpilos de Bielsa se reagrupavam à volta da bola e, ela conquistada, procuravam sair rapidamente com muita gente para o ataque. 

 

No fim, ganharam essencialmente o futebol e os espectadores que puderam acompanhar o jogo pela televisão. No campo, o Liverpool acabou por levar a melhor (4-3) quase no fim após uma infantilidade da mais cara contratação do Leeds neste mercado, o outrora benfiquista Rodrigo que chegou proveniente do Valência. Cada equipa viu ainda dois golos anulados. Salah, com um "hat-trick", foi o melhor jogador. Jack Harrison foi o "Guitar Hero" da equipa do Yorkshire, com um solo artístico que redundou num grande golo.

 

Com o regresso da Premiership, volta também uma forma sublime de encarar o jogo que a todos deve merecer respeito e admiração. Sonho por isso com o dia em que em Portugal teremos semelhantes sentimentos pelo jogo, aquele que só importa ser jogado dentro das 4 linhas, onde os ídolos são os jogadores e treinadores e que se destina a divertir, e não alienar, o adepto. 

klopp e bielsa.jpg

25
Jun20

Liverpool é campeão de Inglaterra!


Pedro Azevedo

Trinta anos depois, o Liverpool sagrou-se finalmente campeão de Inglaterra. Foi também o primeiro título dos "Reds" na era da Premier League (desde 92/93). Com esta vitória o Liverpool obtém o seu 19º título inglês, ficando assim a apenas 1 vitória de igualar o Manchester United (13 vitórias na Premiership) como o clube com mais vitórias na prova.  

 

Sou adepto incondicional do Man U desde pequenino, mas não posso deixar de ficar satisfeito por este título tão ansiado pelo clube de Mersey. A vitória do futebol espectáculo. Verdadeiro rolo compressor, o Liverpool de Klopp lidera o campeonato inglês com 23 pontos de avanço sobre o Manchester City (actual segundo classificado), 31 sobre o Leicester e 32 sobre o Chelsea, quando ainda faltam 7 jornadas para terminar a competição. (Manchester United, a 37 pontos, Tottenham, a 41, e Arsenal, a 43 e com metade dos pontos dos "Reds", ainda distam mais na tabela.) 

 

Impressiona vêr jogar este Liverpool tal a dinâmica empregue pelos seus jogadores. Com bola, desmarcações constantes e grande qualidade de passe. Sem bola, imediato campo pequeno e pressão asfixiante sobre o portador de bola. Transições ofensivas e defensivas vertiginosas (Mané deveria ser multado por excesso de velocidade). Fortíssimos nas bolas paradas, seja livres (Salah, Arnold) ou cantos à procura de Van Dijk. Como cereja em cima do bola, um trio atacante de puros-sangue verdadeiramente indomável que quando complementado pelo belga Origi se transforma numa quadriga Ma-Fi-O-Sa.  

 

Parabéns Liverpool, parabéns Klopp! E viva o futebol como ele deve ser!

klopp1.jpg

20
Dez19

Quarteto Brega contra a Quadriga Mafiosa


Pedro Azevedo

Amanhã, pelas 17h30, em Doha, no Qatar, Flamengo e Liverpool defrontar-se-ão para apurar o campeão mundial de clubes. Jesus confia na sua principal arma, o quarteto formado por Bruno Henrique, Evandro Ribeiro, Gabigol e Arrascaeta; Klopp aposta nos puro-sangue da frente do ataque: Mané, Firmino, Origi (suplente que faz muitos golos) e Salah. Quarteto BR-E-G-A contra Quadriga MA-FI-O-SA, no fim quem será mais intratável (ou mostrará piores "maneiras")?  

liverpoolflamengo.jpg

(Montagem: alma-lusa.blogs.sapo.pt)

31
Out19

Juventude inquieta


Pedro Azevedo

Oitavos-de-final da Taça da Liga inglesa. Palco: Anfield Road. De um lado o Liverpool, do outro o Arsenal, dois gigantes do futebol inglês. Resultado final: 5-5 (o Liverpool venceu nos penáltis). Dez golos, dez jovens até 20 anos espalhados pelas duas equipas, um hino ao futebol, uma grande noite para a afirmação de um ponto e desconstrução de certos mitos. Nos "reds" tivemos Kelleher (20 anos), Neco Williams (18), Sepp van den Berg (17), Harvey Elliott (16), Rhian Brewster (19) e Curtis Jones (18). Nos "gunners" jogaram Joe Willock (20), Bukayo Saka (18), Gabriel Martinelli (18 anos, 2 golos) e Mattéo Guendouzi (20). Incrível ver o rendimento destes meninos no meio de consagrados como Milner, Oxlade-Chamberlain, Origi, Ozil, Mustafi ou Bellerin. Se fosse para os lados de Alvalade estaríamos a falar que não se devem "queimar" etapas, em integração progressiva (código futebolês para 2 ou 3 minutos de jogo), etc. Impossível não pensar no paradoxo disto tudo: a liga mais competitiva e mais intensa do mundo põe estes miúdos a jogar a este nível sem nenhum problema, desenvolvendo-os e preparando-os para os desafios; em Portugal onde o tempo útil de jogo é dos mais baixos de toda a Europa os miúdos não estão prontos. E nunca estarão, se não jogarem...

 

P.S. Por favor, vejam esta conferência de imprensa de Jurgen Klopp, um dos meus heróis no futebol, que sabe gerir um plantel e não hesita para tal em dar oportunidades aos jovens. Enquanto se lhes referia, não pude deixar de me lembrar de Malcolm Allison, o nosso Big Mal. 

25
Jul19

Tudo ao molho e fé em Deus - Os deuses devem estar loucos


Pedro Azevedo

O Sporting via nesta digressão aos "states" uma oportunidade de divulgar a marca. Mas começou logo por não divulgar a sua marcha, já que depois do "Star-Spangled Banner" (hino nacional americano) e do "You will never walk alone" terem tocado na instalação sonora, o CD com a canção da Maria José Valério não saiu da gaveta. Nem mesmo o mais recente hino entoou no estádio... Enfim, ficámos a perceber que o mundo não sabe que... (Por falar em oportunidades, costuma dizer-se que não há uma 2ª oportunidade para causar uma 1ª boa impressão. Tal é verdadeiro, a não ser que se chame Vietto. Nesse caso haverá uma terceira, quarta...)

 

Os leões entraram em campo com um equipamento alternativo, o que é sempre uma boa forma de mostrar ao mundo a sua marca, ou melhor, a sua Macron. O guarda-redes do Liverpool também quis deixar a sua marca e serviu um frango que nos soube a Fillet Mignolet. Tanta desconversa sobre o nosso Renan (o Salvador) e afinal, depois de Karius, o campeão da europa volta a mostrar não ter ninguém minimamente à altura de substituir o bom do Alisson, também ele brasileiro por acaso. O Sporting assim adiantava-se no marcador, golo de Bruno Fernandes (who else?).

 

Na tentativa desesperada de encaixar Vietto na equipa, Keizer mandou Bruno Fernandes para a esquerda, provavelmente a fim de evitar ter de ceder também Borja ao Moreirense. Renan provava porque é o titular das balizas, defendendo tudo menos uma recarga de Origi, o único sobrevivente da linha avançada ma-fi-o-sa (Mané, Firmino e Salah ainda não regressaram) do Liverpool. Entretanto, Bruno Fernandes voltava a assustar os de merseyside: primeiro, serviu Luíz Phellype, mas o peso das consoantes do brasileiro evitou que recepcionasse a bola à frente do guarda-redes; depois, um alívio de um cruzamento seu encontrou Wendel e o poste; finalmente, ofereceu um golo cantado a Ilori, mas este mostrou ter mau ouvido (o menor dos seus problemas). Diga-se de passagem que os laterais leoninos estavam a ser os piores em campo, com Borja permanentemente ultrapassado na esquerda e Ilori a solicitar demasiadas vezes o apoio dos bombeiros voluntários do socorro, tendo Bruno, numa das ocasiões, acorrido como 112 (só lhe falta substituir Renan). Até que, num minuto, algumas coisas que aqui vamos perorando se materializaram: Vietto, por duas vezes, mostrou não ser um finalizador; Ilori teve mais um AVC, e os "reds" adiantavam-se no marcador em cima do intervalo.

 

Na reatamento, Thierry Correia substituiu Borja na esquerda. Apesar de não ser a sua posição natural, a verdade é que o lateral leonino logo se destacou com um vistoso passe de trivela (para disfarçar não ter pé esquerdo) a isolar Wendel na esquerda. Logo de seguida, de um outro passe seu para Wendel se iniciou uma triangulação que também envolveu Bruno Fernandes, seguida de uma devolução do maiato ao brasileiro da qual resultaria o golo do empate (e que golo, lindo!). E ainda foi arrancar posteriormente um cruzamento venenoso para a área! O Sporting trocava bem a bola, com mudanças de posição entre jogadores e Doumbia muito atento sempre a compensar perdas de bola e a dobrar os defesas em caso de necessidade. Mas com o tempo, o jogo acabou por ir perdendo qualidade, essencialmente porque não foi possível acompanhar o ritmo elevado a que se jogou a primeira parte e, também, devido à quebra do ritmo de jogo provocada pelas inúmeras substituições operadas por ambos os treinadores. Mas ainda houve oportunidade para Thierry voltar a brilhar em missão defensiva, agora à direita, e para os miúdos Nuno Mendes e Quaresma confirmarem que têm nervo e qualidade. 

 

Ao quarto jogo da pré-época, o Sporting realizou a sua melhor exibição. A equipa continua a crescer, com Renan a oferecer segurança, Mathieu (sempre no sítio certo) a confirmar-se como patrão e Wendel (muito bom jogo) e Bruno Fernandes a serem indispensáveis à manobra colectiva. Estes 4 têm sido a espinha dorsal da equipa, a qual bem se deveria poupar a sustos provocados por equívocos como a colocação de Ilori à direita (ou em qualquer lugar fora da bancada), ou a tentativa de fazer de Vietto um organizador de jogo, seja a partir da ala ou do meio, ele que é um segundo avançado. (Ou como um sonho de Varandas ameaça dar pesadelos a Keizer.)

 

O Sporting continua a sofrer golos aos pares. Dois de cada vez, oito em 4 jogos. Em sentido contrário, já marcámos em sete ocasiões, tendo Bruno Fernandes feito 4 golos e eferecido outros 3. Mais palavras para quê? Mais do que hiper-inflacção de alas, o nosso mal é a hiper-dependência do maiato. Os reforços (desde Janeiro) pouco se vão vendo, com excepção de Doumbia, que confirmou as boas indicações do ano passado. O marfinense, tal como Luíz Phellype (este ainda a precisar de mais treinos), dada a sua massa corporal é um jogador que precisa de estar muito bem fisicamente para ter rendimento.

 

No Sporting, pensamos sempre que estamos a ser injustos com as primeiras impressões que alguns reforços nos deixam. A prudência leva-nos a contemporizar, transigir, condescender, 90 minutos após 90 minutos, até ao dia em que a realidade choca de frente connosco e temos de nos ver livres deles. Mas como a natureza tem horror ao vazio, e a bilis precisa de actuar, sentimo-nos no direito de ser taxativos com a nossa Formação. Com eles, decretamos: não prestam. Nem que para isso nos bastem 10 minutos de observação. E parece que toda a gente queda satisfeita assim, ficando amplamente justificado o investimento em quem vem do exterior. (Ainda me lembro das caixas de comentários quando eu escrevia que o Alan Ruiz jogava de saltos altos.) Claro que quando os nossos jogadores vão lá para fora, percebemos que outros povos pensam de uma outra forma. Por isso, os Renato Sanches e os João Mário jogam menos tempo, pois o que interessa é o rendimento demonstrado em campo. Também é certo que quando olhamos para as nossas contas sentimos que algo está errado... Como não gosto da nossa abordagem, e penso que deve existir, isso sim, uma maior exigência com quem vem de fora (porque tem um custo de aquisição e tem de provar ser melhor do que os que formamos), considero da mais elementar justiça destacar aqui a exibição de Thierry Correia, que teve um duplo lançamento de fogo, contra o campeão europeu e a jogar a maior parte do tempo fora da sua posição, e mesmo assim deu boa conta do recado, deixando muito boa gente a pensar no racional do investimento de 7,5 milhões de euros (€5 milhões+ Mama Baldé) em Rosier. (Para não falar no dinheiro investido noutros jogadores, numa altura em que continuamos a não colocar os excedentários que pesam mais na conta de exploração e todos os recursos deveriam ter sido canalizados para tentar segurar Bruno Fernandes e, se possível, na aquisição de um ponta de lança com maior mobilidade fora da área que os actuais e igual eficácia dentro dela.) 

 

Para finalizar, há que dar o mérito ao plano de jogo de Keizer, pela forma como fomos conseguindo tirar a bola da zona de pressão, evitando assim as cargas inglesas, e mudando de flanco para os desorganizar. É que não é todos os dias que nos batemos de igual para igual com um campeão europeu, pese embora o luxo que é ter um Bruno Fernandes. Lamento, no entanto, que o treinador holandês seja sempre tão renitente em dar oportunidades reais aos jovens da nossa Academia, como hoje mais uma vez se provou com a teimosia de aposta em Ilori para lateral direito. Já chega de justificar uma contratação. Não correu bem, ponto. Final. (Espero que Vietto ainda venha a provar a sua utilidade, pois não estou a ver Keizer tirá-lo da equipa.)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

liverpool.jpg

22
Abr19

Pequenas estórias da Champions


Pedro Azevedo

Mané, Firmino, Origi e Salah são os puros-sangue que dão tração à quadriga Ma-fi-o-sa do Liverpool, a qual se infiltra nas linhas atrasadas adversárias e lhes provoca grande dano. Mas os cavalos também se abatem e, tal como no célebre romance homónimo de Horace McCoy, o tango de Messi e Suarez pode testar ao extremo a resistência dos seus competidores.  

 

Os cavaleiros holandeses do Ajax são guerreiros armados de lanças bem afiadas. A esperança do Tottenham é que as esporas (Spurs, em inglês) nas suas botas possam constituir uma pedra no sapato. 

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