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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

21
Abr23

Tudo ao molho e fé em Deus

Edwards e Ugarte contra o passeio dos Allegri


Pedro Azevedo

O futebol tem tanto de imprevisível como de injusto. Aquando do sorteio, poucos na Europa não deram o favoritismo à Juventus, clube com inúmeros troféus continentais, não faltando até quem perspectivasse um passeio dos Allegri (mas sem o Júlio Isidro, que como se sabe é dos nossos). Só que o futebol joga-se dentro das 4 linhas e não nos museus, e no relvado o Sporting foi menos competente no capítulo especifico da finalização mas revelou-se melhor equipa que a Juventus em cada um dos jogos da eliminatória. E se na primeira mão foi Morita a empunhar a batuta, ontem Ugarte encheu o campo. Depois, o perigo veio de Edwards, que revelou a calma suficiente para explorar os espaços que o caos provocado pelos seus arranques e recuos ia abrindo na defesa italiana. Faltou eficácia na finalização, que é como quem diz, um ponta de lança que pusesse a bola lá dentro, porque do outro lado pouco mais houve que Rabiot e a Táctica do Cuadrado (sempre perigoso na ala direita). Inquirido sobre o assunto em conferência de imprensa, o Amorim defendeu-se, argumentando que Liedson, Derlei ou Slimani, todos reconhecidos como bons ponta de lança, nunca tinham sido campeões no Sporting, ao contrário de TT e Paulinho, omitindo porém que o ex-braguista, no ano do título, tinha chegado com o Sporting já 10 pontos à frente (finalizou com 5). Eu compreendo o Rúben, mas se fossemos levar estas palavras à letra então concluiríamos que com pontas de lança assim-assim estaríamos mais perto de ser felizes do que com pontas de lança bons, o que não parece ser um grande silogismo aristotélico: "O Sporting tinha pontas de lança assim-assim, o Sporting foi campeão, logo pontas de lança assim-assim são campeões". E a negativa: "O Sporting tinha pontas de lança bons, o Sporting não foi campeão, logo pontas de lança bons não são campeões". É claro que parece simplista de mais. Desde logo porque despreza o enorme volume de jogo que o autoritário Sporting treinado por Amorim apresenta (o que não era o caso no ano do título, quando se jogava mais em transição e o que se pedia ao ponta de lança era que esticasse na profundidade), o qual muito beneficiaria de um bom ponta de lança. E é esse o grande drama: ao insistir, teimosa ou obstinadamente, em não contratar um ponta de lança bom, usando como argumento Liedson, Derlei e Slimani, Amorim ignora que Liedson e Derlei nunca foram treinados por ele e que Slimani foi por ele devolvido à precedência sem poder mostrar todo o seu potencial. Ou seja, Amorim ignora a sua própria influência num Sporting dominador e controlador dos jogos como nunca, agarrando-se a um conjunto de premissas débeis para chegar a uma conclusão frágil. Porque, com este volume de jogo, um ponta de lança faria toda a diferença. Ou serei só eu a ver que o Liedson de outros tempos, o tipo de ponta de lança móvel de que o Amorim gosta, assentaria que nem uma luva neste Sporting? Recusando-se a ver o óbvio, Amorim está a ser humilde ao ponto de não ver o impacto que tem na qualidade de jogo do Sporting, impacto esse que seria ainda maior com um grande goleador. Pelo que a pergunta que se impõe é esta: até quando será Rúben Amorim o maior inimigo dele próprio? E resistirá o Sporting a isso? E se o ponta de lança finalmente chegar, mas no lugar de Amorim já estiver alguém com bem pior ideia de jogo? Quem foi capaz de miraculosamente esbater bastante as saídas simultâneas de Palhinha e de Matheus e de rearranjar a ala direita pós-venda de Porro, merecia que um bom ponta de lança fizesse o resto do trabalho por si. Ou não? 

 

Quási

"Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe d'asa...
Se ao menos eu permanecesse àquem...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dôr! - quási vivido...

Quási o amor, quási o triunfo e a chama,
Quási o princípio e o fim - quási a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dôr de ser-quási, dor sem fim... -
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos d'alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ansias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indicios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sôbre os precipícios...

Num impeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .

Um pouco mais de sol - e fôra brasa,
Um pouco mais de azul - e fôra além.
Para atingir, faltou-me um golpe de aza...
Se ao menos eu permanecesse àquem..." - Mário de Sá Carneiro

 

P.S.1. Mário Jardel, Beto Acosta, Manuel Fernandes, Rui Jordão e Hector Yazalde foram excelentes pontas de lança e... campeões! 

P.S.2. O Liedson e o Derlei, com o Paulo Bento, e o Slimani nunca ficaram em quarto. 

 

Tenor "Tudo ao molho": Marcus Edwards

rubenamorimjuventus.jpg

20
Abr23

Mecânica Quântica


Pedro Azevedo

Na mecânica quântica, a energia de um fotón é directamente proporcional à frequência da radiação. Porém, na determinação do seu valor, é necessário multiplicar a radiação pela constante de Planck. Por esta altura o Leitor estará a indagar o que isto terá a ver com o Sporting, a poucas horas da recepçao à Velha Senhora. É simples, se considerarmos o nível de aproveitamento dos remates uma constante física, e não é crível que tal tenha remédio iminente, então a solução para haver mais golos passará por (ainda) mais remates. Tudo o resto que se queira equacionar será um "wishful thinking"... (O futebol está longe de ser uma ciência, mas uma constante há-de ser sempre uma constante.)

 

P.S. Na primeira mão, realizámos 15 remates (contra 9 da Juventus), 6 dos quais à baliza (3), para uma eficácia nula, ou, se quiserem, de "blanck" (em branco), que se espera não vir a ser uma constante.

14
Abr23

Tudo ao molho e fé em Deus

Muita parra para nenhuma uva


Pedro Azevedo

Vecchia Signora? Não, uma Senhora com "vaca".

 

No que diz respeito a sentimentos, Deus poupou-me na inveja e carregou-me no orgulho. Devido a isso, admiro o mérito dos outros e sou fã número 1 de todos os que, em concorrência leal e no respeito por valores e princípios em que me revejo, fazem a diferença nas mais diversas profissões e sectores de actividade. Exactamente por isso, senti-me orgulhoso com a exibição de ontem do Sporting. E o mérito é todo de Rúben Amorim, o treinador que vai criando o Sporting com maior personalidade europeia de que eu tenho memória. Dominando, em Turim ou em Londres, colossos do Velho Continente. Dirão que o Sporting não ganhou, que no fim do dia até perdeu. É uma forma de analisar as coisas, mas sinceramente não é a minha. Porque assim como o resultado positivo muitas vezes esconde um processo negativo, por vezes resultados negativos escondem processos muito positivos. Por isso tantas vezes discordo da critica desportiva enviezada pelos resultados. Que, no caso do futebol, olvida que se trata de um jogo e assim tem uma componente de aleatoriedade inerente, de sorte ("vaca") ou azar, que não pode ser desprezada ou até explicada. Sim, muitos agora dirão que a explicação está na ausência de um ponta de lança de créditos firmados, procurando uma razão científica para um resultado percepcionado como amplamente injusto. Mas eu, que até tenho sido especialmente crítico de não termos um matador, rebato com o facto de as melhores oportunidades de ontem terem ido parar aos pés ou cabeça de Pote, Morita (duas), Nuno Santos e Bellerin. Sendo que Pote é há 3 épocas consecutivas o nosso melhor marcador. Assim, atribuo muito mais a nossa derrota de ontem à falta de experiência a este nível, o que na hora da verdade faz tremer um pouco, razão pela qual falhámos tantos golos e perdemos tantas jogadas no último terço por má definição na finta ou passe, oportunidades em barda proporcionadas por um meio campo que distribuiu e recuperou inúmeras bolas e municiou vezes sem conta o ataque. Não esquecendo que do outro lado não estavam propriamente uns bidões, mas sim jogadores de um clube que foi duas vezes finalista da Champions nos últimos oito anos. E que, para cúmulo, beneficiou de um erro grosseiro de Adán - o erro individual faz igualmente parte do jogo, mas é muito mais evidente aos olhos do público que o erro colectivo - para ganhar o jogo.

 

Se Rúben Amorim é o principal responsável pela revolução de mentalidades que vem permitindo este upgrade competitivo do Sporting na Europa, a ele também devem ser assacadas responsabilidades por alguns erros e défice de motivação na frente doméstica. É certo que perdeu inesperadamente Matheus Nunes e as soluções em qualidade para o meio campo não abundam, mas a opção em relação à posição específica de ponta de lança é dele e muitos golos se perderam em jogos em que massacrámos adversários claramente inferiores por ausência de um matador certificado. Esta época e na anterior. (Além de que a opção por inventar centrais onde havia alas nos custou pontos.) E houve outros jogos, menos, onde a equipa apareceu estranhamente apática, a deixar correr o marfim, a tal questão motivacional. Bom, mas isso é tema para outro dia. Hoje gostaria ainda de realçar o enorme jogo de Morita, um jogador que eu vejo sistematicamente ser subvalorizado pela crítica, eventualmente por vir de um país que não é uma potência no futebol. Pois o Morita ontem colocou no bolso o Rabiot, o motor e grande ligador do jogo da Juve. E ainda teve disponibilidade e iniciativa para ir lá à frente criar perigo em duas ocasiões. No resto do tempo encheu o campo, deliciando-nos com um posicionamento perfeito, recepções imaculadas, passes precisos e cortes preciosos. Ainda por cima jogando fora da sua posição natural. Um manual de bom futebol, este nosso Tsubasa!

 

Se o verdadeiro sucesso está relacionado com as escolhas que fazemos para o tentar alcançar, então curiosamente o Sporting teve maior sucesso que o Benfica nesta jornada europeia. É certo que ambos perderam. Porém, enquanto o Sporting foi infeliz mas fez quase tudo para ganhar, o Benfica transmitiu a sensação de que especulou demasiadamente com o jogo e deixou muito por fazer. Ou seja, nesta jornada em particular, o Sporting mostrou mentalidade de clube grande e o Benfica ficou aquém da sua história, mostrando-nos que no futebol a realidade está em permanente mutação e que até treinadores que revolucionam o futebol de um clube, como Schmidt, têm ciclos menos positivos. Tal como Amorim. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Morita. Destaques especiais para Coates e Pote.

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13
Abr23

Mais difícil ainda do que o Arsenal


Pedro Azevedo

A meu ver a Juve é um osso mais duro de roer que o Arsenal pelos seguintes motivos: 1 -Não assume tanto o jogo, é mais cínica; 2 - Tem jogadores do restrito topo do futebol mundial, como Di Maria, capazes de resolver um jogo sozinhos. Ora, sabendo-se que a genialidade é geralmente intermitente, a sua presença é mais relevante numa competição a eliminar do que numa prova de regularidade (excelentes equipas vencem campeonatos, excelentes jogadores podem ser o detalhe necessário para ganhar Taças); 3 - Tem mais historial nas competições europeias; 4 - Pertence a uma escola de futebol com que tradicionalmente as equipas portuguesas não encaixam bem; 5 - Tem um impacto superior junto dos diversos agentes do futebol.   

 

Dito isto, o jogo iniciar-se-á com um zero-a-zero e a "bagagem" ficará no balneário ou autocarro. Do nosso lado tem de haver um espírito de equipa indomável, motivação no máximo (são estes jogos que ambicionamos disputar, Turim será uma grande montra para os nossos jogadores e clube) e a percepção de que nos encontramos perante uma oportunidade histórica de seguir rumo à glória. Serão 5 finais, e Turim apenas a primeira. Força, Leões!

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12
Abr23

A tentação de provar do veneno alheio


Pedro Azevedo

Na antevisão da nossa deslocação a Turim, é factual observar que, nas provas europeias, o histórico das equipas portuguesas contra as suas congéneres italianas não é nada famoso. Já com equipas inglesas, o desempenho português pode ser considerado bastante bom, o que nos aguça a curiosidade sobre a razão que justifica a tradicional boa performance das equipas de Sua Majestade quando defrontam times provenientes da pátria de Garibaldi, algo que contraria o simples silogismo aristotélico. Conclusão: parece-me evidente que as equipas portuguesas caem na tentação de tentar bater as italianas no seu próprio jogo feito de cinismo e de especulação, e que o resultado dessa aposta é tradicionalmente negativo (como ainda ontem se viu). Já as equipas inglesas, geralmente descomplexadas quando se trata de assumir o domínio do jogo e com o foco nas suas próprias qualidades, não mudam os seus princípios contra as italianas e têm sucesso. Talvez seja importante reflectir nisto, 24 horas antes do importante duelo com a Juve... (O Ruben não costuma alterar o seu modelo de jogo seja contra que adversário for, e isso contra a Juve pode revelar-se positivo para nós.)

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24
Ago21

Só faltava esta...


Pedro Azevedo

Leio um ex-presidente (2006-2009) da Juventus, Giovanni Gigli, afirmar que Ronaldo atrapalha o ataque da Vecchia Signora e chego à conclusão que há quem goste de viver numa realidade paralela. Aparentemente, para este senhor, bons, bons são os Dybalas e Moratas desta vida, o Cristiano é um estorvo. Ainda que com cerca de metade dos jogos de Dybala tenha marcado o mesmo número de golos (101) do argentino, 54 mais do que o espanhol Morata facturou numa maior quantidade de partidas efectuadas. 

 

Há quem perante os problemas veja soluções e também há quem veja nas soluções um problema. Nada de novo, Florentino Pérez, que o deixou sair do Real, também já o experimentou. E desde aí não voltou sequer a ameaçar ganhar a Champions. Ronaldo pode já não estar no auge da sua carreira, mas continua a ser um goleador temível. Ainda assim, no Real nunca se colocou a questão da dependência da equipa face ao jogador ser prejudicial, foram questões financeiras (compreensíveis) que estiveram na origem do timing de venda. Aliás, 4 Champions e 450 golos depois, seria uma cretinice ver o copo meio-vazio em Madrid. Todas as grandes equipas dependem dos grandes jogadores. DiStefano e Puskas no Real, Van Basten e Gullit no Milão, Messi e Neymar no Barcelona disso foram exemplo. E isso é bom, vidé o que ganharam para os seus clubes. Já os jogadores de nível médio nunca criarão dependência. Infelizmente, também não deixarão memória...

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06
Jul20

"Buona fortuna", Demiral!


Pedro Azevedo

Merih Demiral, o nosso antigo jogador que completou a formação em Alcochete, está prestes a voltar à competição. Após ter saído do Sporting, a boa prestação nos turcos do Alanyaspor valeu-lhe uma transferência para Itália. O Sassuolo recebeu-o de braços abertos e por ele pagou 8 milhões de euros. O excelente desempenho na equipa da Emilia-Romagna motivou a cobiça da Juventus, que dispendeu 18 milhões de euros para poder contar com os seus serviços. A tarefa não era percepcionada antecipadamente como fácil à luz da recém-contratação do holandês Matthijs de Ligt por 70 milhões de euros, mas o turco não desistiu e quando teve uma oportunidade não a desperdiçou. Conseguiu então uma sequência de 4 jogos consecutivos a titular na Serie A (a que se deve adicionar 1 jogo da Champions), infelizmente interrompida por uma rotura nos ligamentos cruzados do joelho. Uma fatalidade ocorrida num jogo, em Roma (12 de Janeiro deste ano), onde estava a realizar um desempenho brilhante, já com um golo marcado. 

 

Actualmente avaliado em 27 milhões de euros pelo Transfermarket, Demiral retornou aos treinos em 13 de Maio e segundo a imprensa transalpina poderá voltar a jogar no dia 20 deste mês, quando a Juventus receber a Lazio naquela que poderá ser a partida que definitivamente encaminhará a Vecchia Signora para a 9ª vitória consecutiva no campeonato italiano (2ª de Cristiano Ronaldo). Tudo de bom para Demiral e que os azares não mais interrompam uma promissora carreira. Buona fortuna! 

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12
Jan20

Juventus powered by Alcochete


Pedro Azevedo

O turco Demiral abriu o marcador no Olímpico de Roma, Cristiano Ronaldo ampliou para o momentâneo 2-0. Com 2 golos de jogadores formados pelo Sporting, a Juventus venceu a Roma por 2-1. Um motivo de orgulho para quem diariamente trabalha na Academia e para a marca de clube formador que ostentamos, mas principalmente um alerta no sentido de que a equipa principal não continue a desperdiçar o talento que vai sendo produzido na nossa Formação e o utilize com rendimento desportivo que, mais tarde, se traduza também em rendimento económico/financeiro substancial para o clube. 

 

P.S. Suspeita-se que Demiral tenha contraído uma grave lesão no joelho. A confirmar-se, uma tremenda infelicidade para o turco que nos últimos 6 jogos "sentou" só um jogador que custou 70 milhões de euros (De Ligt) à Vecchia Signora.

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19
Dez19

Helinaldo!


Pedro Azevedo

Dadá Maravilha, grande goleador brasileiro dos anos 60 e 70, dizia que só havia 3 coisas que pairavam no ar: helicóptero, beija-flôr e... Dadá Maravilha. Este temível avançado, um dos únicos 5 jogadores do Brasil a ultrapassar a mítica barreira dos 1000 golos (amistosos incluídos) - conjuntamente com Pelé, Arthur Friedenreich, Túlio e Romário - , não esperava era um dia ter de acrescentar Cristiano Ronaldo à lista de levitadores, algo incontornável após o golo do craque luso à Sampdoria. Ronaldo ou Helinaldo?

 

#airronaldo

#ronaldoairlines

helinaldo.jpg

(Foto: Armada portuguesa; Vídeo: YouTube)

13
Mar19

Ronaldo em números (na Champions)


Pedro Azevedo

  1. Melhor marcador da Champions League com 125 golos (Messi tem 106);
  2. Melhor marcador da CL em fases a eliminar com 63 golos (Messi tem 40);
  3. 27 "bis" (record), 8 "hat-tricks" (record igualado) e 1 póquer de golos;
  4. 5 vezes vencedor da competição (só Gento venceu mais);
  5. Entre golos e assistências, deixou a sua marca em 77 golos nos 77 jogos que disputou nas fases a eliminar;
  6. Único jogador da história a marcar em 3 finais;
  7. Record de 11 jogos consecutivos a marcar;
  8. Máximo de golos marcados a um adversário (10 golos à Juventus, curiosamente);
  9. Record de golos de cabeça (22);
  10. Record de golos de livre.

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12
Mar19

CR11 milhões


Pedro Azevedo

Hoje, no Allianz Stadium de Turim - construído sobre o mítico Stadio Delle Alpi -, Cristiano Ronaldo e a Juventus recebem o Atlético de Madrid. Duelo complicado, em que os espanhóis são amplamente favoritos a passarem a eliminatória após a vantagem de 2 golos conseguida no seu Wanda Metropolitano (onde tudo começou, não é Sporting?). A Juventus tem um futebol de pouco risco, lento e previsível que não convence, mas quem tem CR7 pode sempre sonhar mais alto. O português, produto da Formação do Sporting, costuma dar-se bem com os "colchoneros" (ai mãe, haja alguém da nossa Academia que não se queixe...), como o comprova os 22 golos apontados em 30 jogos, o que faz do Atlético a terceira vítima de eleição de Ronaldo (só atrás do Sevilha e do Getafe). Logo à noite, todos nós estaremos com ele. Força campeão!!!

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