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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

12
Abr23

A tentação de provar do veneno alheio


Pedro Azevedo

Na antevisão da nossa deslocação a Turim, é factual observar que, nas provas europeias, o histórico das equipas portuguesas contra as suas congéneres italianas não é nada famoso. Já com equipas inglesas, o desempenho português pode ser considerado bastante bom, o que nos aguça a curiosidade sobre a razão que justifica a tradicional boa performance das equipas de Sua Majestade quando defrontam times provenientes da pátria de Garibaldi, algo que contraria o simples silogismo aristotélico. Conclusão: parece-me evidente que as equipas portuguesas caem na tentação de tentar bater as italianas no seu próprio jogo feito de cinismo e de especulação, e que o resultado dessa aposta é tradicionalmente negativo (como ainda ontem se viu). Já as equipas inglesas, geralmente descomplexadas quando se trata de assumir o domínio do jogo e com o foco nas suas próprias qualidades, não mudam os seus princípios contra as italianas e têm sucesso. Talvez seja importante reflectir nisto, 24 horas antes do importante duelo com a Juve... (O Ruben não costuma alterar o seu modelo de jogo seja contra que adversário for, e isso contra a Juve pode revelar-se positivo para nós.)

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12
Jul21

O Ovo de “Colombo” Mancini


Pedro Azevedo

Roberto Mancini, Gianluca Vialli e Attilio Lombardo estiveram em Wembley em 92 quando a Sampdoria perdeu a final da Champions para o Dream Team que Cruijff construiu em Barcelona. Agora, fazendo parte da estrutura que a Federação Italiana montou para a Squadra Azzurra, vingaram essa derrota no regresso ao mesmo palco (entretanto remodelado). Com uma equipa técnica onde ainda consta um outro ex-jogador da genovesa Sampdoria (Gianluca Salsano), Roberto Mancini foi o Cristóvão Colombo deste Euro, mostrando ao mundo que era possível a Itália ser competitiva sem que para isso tivesse de recorrer ao Catenaccio (curiosamente celebrizado por um chileno, Helenio Herrera). Esse Ovo de Colombo permitiu à Itália, nos últimos anos arredada dos grandes palcos, mostrar ao mundo um futebol positivo e alicerçado numa eficaz pressão alta, sem que tal redundassse em menor equilíbrio nas acções defensivas. Em contrapartida, a final não correu nada bem a Gareth Southgate. Em certa medida não lhe fez justiça, pois quem viu jogar "Calamity" Maguire no Man Utd certamente deu mérito ao duplo-pivot de meio campo com que o treinador inglês conseguiu assegurar a segurança das suas redes. Porém, neste último jogo revelou-se por demais receoso, inicialmente primando pela inacção ao não reagir atempadamente à pressão italiana - tinha muitos criativos no banco que poderiam ter colocado novos problemas aos italianos - , depois ao lançar tardiamente dois jovens que sem ritmo de jogo entraram somente para marcar os penáltis. Perante as hesitações de Southgate, os intrépidos "marinheiros" de Mancini acabaram por levar o troféu para a pátria de Garibaldi, vendo assim premiada a sua ousadia. Mais do que a vitória final ter sido justa - a Espanha foi superior aos italianos na meia-final - , foi justo ver vencer quem arriscou sair da sua zona de conforto. Uma nota final positiva que ainda mais abrilhantou um dos melhores europeus de sempre. 

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