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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

18
Set20

Voar como o Jardel sobre os centrais


Pedro Azevedo

Mário Jardel perfaz hoje 47 anos. Em dia de aniversário, nada como oferecer de presente, a ele e a todos os Leitores de Castigo Máximo, este golo marcado ao Vitória de Setúbal que me desperta tantas recordações por motivos não exclusivamente relacionados com o futebol. Nessa noite tive um jantar em Alenquer, repasto há muito agendado que não me permitiu ir a Alvalade. A mesa estava quase completamente preenchida por Sportinguistas (cerca de uma dúzia) e o Tomaz, de transistor colado ao ouvido, ia-nos dando novidades sobre o jogo. Ainda antes do intervalo, uma péssima notícia: o Marius Niculae lesionou-se com gravidade. O tempo passava, o marcador não se alterava e o nosso grupo desesperava. Tudo levava a crer que uma vez mais o velho fado leonino se iria entoar. Mas nós tínhamos o Jardel! E em cima da hora ele lá nos salvou. Bom, mas o melhor é deixar correr as imagens. Elas, muito mais do que a minha prosa, farão justiça ao goleador que foi Mário Jardel. Parabéns! E saudades...

 

P.S. No banco do Vitória, após aquele golo de gala, o JJ até teve de dar brilho ao sapato...

17
Set20

"Coitados dos gregos" e o "Cavalo de Tróia"


Pedro Azevedo

Era uma vez uma Cartilha de João de Deus dos pobres de espírito distribuída por um senhor que anteriormente havia ficado tristemente conhecido por infelizes analogias que envolviam padres, vulgo Alegoria da Caserna, alegadamente contidas em emails que supostamente trocara com outros interessados na causa. Lendo essa cartilha, o mesmo senhor, eufórico e possuído de uma razoável dose de soberba, entoava loas ao sonho de expansão europeísta e antecipava o fim de uns gregos pelos quais mostrava até antecipadamente alguma compaixão. Acontece que o que era sonho virou pesadelo e caiu aos pés do "Cavalo de Tróia" de onde saiu Zivkovic, para o efeito investido de um Aquiles sérvio mergulhado de olhos fechados em menino no Danúbio e cuja única vulnerabilidade conhecida (oftalmológica) se revelara recentemente sob injustificado apedrejamento por uma horda irada, desavinda e criminosa. Agora, desacreditado enquanto orixá e desbancado do pedestal que outrora partilhara com uma enfurecida Hera protectora dos gregos, de nigromante transformado em agoureiro, restará ao senhor cartilheiro um papel menor no coro das Testemunhas de Janelá que discretamente ainda andará por aí. É, por isso, caso para se dizer: coitado do "troiano"!

cavalo de tróia.jpg

17
Set20

Craque da semana

Albion Ademi


Pedro Azevedo

Nesta nova rúbrica procurar-se-á mostrar alguns jogadores que se têm vindo a destacar em campeonatos periféricos e cujo preço acessível os torna interessantes para a nossa Liga. 

 

O craque desta semana é Albion Ademi, um jovem (21 anos) ala esquerdo cujo pé preferencial é o direito que actua no IFK Mariehamn, actual sexto classificado da primeira divisão finlandesa (Veikkausliiga). Nascido em Turku, na Finlândia, e filho de albaneses do Kosovo, Ademi representou as selecções jovens finlandeses até que optou pela selecção albanesa de sub-21. Formado no Turun Palloseura (TPS), tornou-se profissional no Inter Turku de onde se transferiu esta época para o Mariehamn. Muito rápido na condução de bola, com boa técnica de drible e remate forte e colocado, despontou esta época a grande nível, assumindo-se como o melhor goleador do campeonato com 12 golos em 14 jogos - mais de metade dos golos da sua equipa - , números impressionantes (a que soma 3 assistências) para quem não joga no centro do ataque. Com um valor de mercado de 300.000 euros (Transfermarket), penso que Ademi se poderia encaixar bem no lote de clubes com aspirações a lutar pela qualificação para a Liga Europa ou mesmo ser testado numa equipa B ou sub-23 de um clube grande. Obviamente, necessita ainda de algum desenvolvimento e exposição a um nível de dificuldade mais elevado, mas há pormenores no seu futebol que me parecem promissores e me trazem à memória Nolito, um jogador com uma carreira interessante que passou por Benfica, Manchester City e Sevilha.

14
Set20

Há um Sporting em destaque na Bélgica


Pedro Azevedo

Na Bélgica, cumpridas que estão 5 jornadas da Jupiter Pro League, a grande sensação é o Sporting Charleroi. Contando por vitórias os jogos realizados, este clube da província de Hainaut está em território inexplorado face aos seus pergaminhos históricos. Numa competição habitualmente dominada pelos clubes da Flandres e de Bruxelas - Anderlecht e Club Brugges têm em conjunto 50 títulos - , o Sporting Charleroi nunca foi além de um segundo lugar na já longínqua época de 68/69, classificação que partilha com as duas finais perdidas da Taça da Bélgica como os maiores feitos de um percurso iniciado há 116 anos. 

 

Porém, esta época, o Sporting Charleroi lidera isolado o campeonato, mantendo os sempre favoritos Anderlecht e Club Brugges a 6 pontos e o Standard de Liege a 5. Mais próximo (3 pontos) está o Beerschot, clube que se destacou entre as Grandes Guerras (7 campeonatos) e que desde aí não mais regressou aos tempos de glória. Com a melhor defesa da Liga (1 golo sofrido) e o quarto melhor ataque (9 golos marcados), o Charleroi é uma equipa equilibrada que se dispõe num 4-2-3-1 e tem no iraniano Ali Gholizadeh o seu melhor jogador. Gholizadeh é um ala direito canhoto de boa técnica que pensa como um "10", pelo que os seus movimentos interiores destinam-se mais a solicitar as desmarcações dos companheiros nas costas dos defesas contrários do que a procurar o remate ou o cruzamento. Na outra ala, o nipónico Morioka procura igualmente o jogo interior, pelo que a profundidade é assegurada pelos laterais Busi (direita) e Kayembe (esquerda), este último um velho conhecido dos portugueses após passagens por Rio Ave e FC Porto. Kayembe é menos estereotipado do que Busi, alternando a verticalidade junto à linha com diagonais poderosas em contra-ataque. A equipa encontra geralmente mais dificuldades em compensar as saídas de Busi quando em transição defensiva, sendo esse o seu ponto fraco mais facilmente detectável. O guarda-redes Penneteau, francês, é competente entre os postes, mas evidencia algumas dificuldades a jogar com os pés. Os centrais Willems e Dessoleil são experientes e conhecem-se bem pois estão no clube há muito tempo, algo que mitiga alguma falta de qualidade extra. Os dois pivôs do meio campo são Ilaimaharitra (Madagáscar) e o veterano belga (36 anos) Gillet, recém chegado ao clube, jogador com uma carreira interessante que teve o seu ponto mais alto no Anderlecht e passou por Nantes, Olympiacos e Lens. Todavia, é no quarteto da frente que se pode encontrar o poder desta equipa: se os alas Gholizadeh e Morioka são no fundo interiores e os pensadores do jogo, o jamaicano Nicholson é muito mais um segundo avançado do que um "10", procurando muitas vezes as deslocações para fora da área (e concomitantes arrastamentos) do outro iraniano da equipa, o ponta de lança Rezaei, para encontrar espaços vazios por onde ferir o adversário. Complementando-se dessa forma, Nicholson e Rezaei partilham a liderança dos melhores marcadores da equipa (3 golos cada) enquanto Ali Gholizadeh já assistiu em 3 ocasiões. 

 

Não sendo nada certo que consigam aguentar este balanço, a verdade é que as "Zebras" orientadas por Karim Belhocine - um francês da diáspora argelina que foi futebolista no Sporting de Espinho (2001-2002) - montaram um sistema que funciona e parecem estar a retirar dividendos na mais recente moda do futebol mundial, a aposta nos mercados japonês e iraniano. A ter em atenção, especialmente se o sortilégio de um sorteio futuro os vier a colocar no caminho do nosso Sporting na Liga Europa.

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12
Set20

Electrizante!


Pedro Azevedo

O jogo terminou agora e confesso que ainda estou cansado. Um sentimento que se justifica após o futebol "Heavy Metal" do Liverpool de Klopp ter encontrado dificuldades esta tarde perante o "Rock and Roll" do Leeds de Marcelo Bielsa. Electrizante do princípio ao fim, o jogo saldar-se-ia por 7 golos marcados e mais 4 anulados. 

 

Na sua estreia em nova edição da Premier League, o Liverpool, campeão inglês e mundial em título, defrontava o recém-promovido Leeds. À partida tratar-se-ia de uma vitória fácil para os púpilos de Klopp, mas isso seria menosprezar a capacidade táctica de "El Loco" Bielsa. Assim, o jogo evoluiu para uma batalha entre dois gigantes do treino com princípios semelhantes, com o Liverpool de Klopp a evoluir num sistema de 4-3-3 e o Leeds de Bielsa a alternar entre o 4-1-4-1 e o 3-3-3-1 consoante os momentos do jogo. E se é verdade que os "metaleiros" pressionaram sempre muito o último reduto do Leeds, também não é mentira nenhuma que nunca conseguiram estar absolutamente confortáveis no jogo dada a forma célere como os púpilos de Bielsa se reagrupavam à volta da bola e, ela conquistada, procuravam sair rapidamente com muita gente para o ataque. 

 

No fim, ganharam essencialmente o futebol e os espectadores que puderam acompanhar o jogo pela televisão. No campo, o Liverpool acabou por levar a melhor (4-3) quase no fim após uma infantilidade da mais cara contratação do Leeds neste mercado, o outrora benfiquista Rodrigo que chegou proveniente do Valência. Cada equipa viu ainda dois golos anulados. Salah, com um "hat-trick", foi o melhor jogador. Jack Harrison foi o "Guitar Hero" da equipa do Yorkshire, com um solo artístico que redundou num grande golo.

 

Com o regresso da Premiership, volta também uma forma sublime de encarar o jogo que a todos deve merecer respeito e admiração. Sonho por isso com o dia em que em Portugal teremos semelhantes sentimentos pelo jogo, aquele que só importa ser jogado dentro das 4 linhas, onde os ídolos são os jogadores e treinadores e que se destina a divertir, e não alienar, o adepto. 

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09
Set20

Ronaldo e a (in)dependência


Pedro Azevedo

Portugal é um país curioso onde até as poucas soluções (e excepções) são muitas vezes vistas como um problema. Caso isso carecesse de explicação, vidé o falatório à volta de Cristiano Ronaldo e a suposta maior fluência de jogo da selecção na sua ausência. Tal só pode ser uma brincadeira daquelas bem à portuguesa. 

 

Bastou um jogo particularmente bem conseguido contra a Croácia para Ronaldo ser prescindível para alguns. Já se sabia que nós, portugueses, somos peritos em sondagens com base em amostras com uma única observação, mas sempre pensei que 101 demonstrações de peso fossem suficientes para tal não ser levado a sério.

 

Antigamente a selecção era a "Equipa de todos nós". Foi assim aliás que o brilhante Ricardo Ornellas um dia a baptizou. Acontece que depois do baile aos croatas parece que se tornou a "Equipa do Félix". O Félix isto, o Félix aquilo, é o pormenor técnico aqui, a inteligência ali, ainda que o único golo marcado até hoje pelo menino prodígio tenha resultado de um frango do guarda-redes da Croácia. Foi neste contexto que o Ronaldo se juntou à equipa em Solna. E lá resolveu mais um jogo da selecção, pelo meio marcando mais dois golaços. (Evidentemente, o Félix é um bom jogador e terá um futuro radioso à sua frente, especialmente se não lhe colocarem a pressão de o compararem com o incomparável.)

 

Agora o discurso mudou: a equipa joga muito para o Ronaldo quando este está em campo. Parece-me bem, incompreensível seria a equipa jogar muito para o Ronaldo quando este não estivesse em campo, pois tal significaria uma utilização literal do chavão "jogar para o espaço vazio". Pergunto-me até porque razão não deveria uma equipa jogar para o "Melhor do Mundo". Haveria de jogar para quem? Para o Tozé Marreco? Ainda assim, não há como não gabar todo o jogo de equipa que permitiu ao Ronaldo marcar o primeiro golo. Aquilo é que foi procura da profundidade, basculações, transições, jogo entre-linhas e todo um novo léxico de futebol compreendido numa só jogada. Porém, é verdade que a bola parou à frente de Ronaldo e tal tirou fluência ao jogo. E após sair do seu pé direito voltou a parar. Nas malhas da baliza sueca. Não há o direito de um só jogador prejudicar tanta associação... 

 

Falar de Portugal sem Ronaldo faz tanto sentido como discorrer sobre o Brasil de 70 sem Pelé, a Holanda de 74 sem Cruijff ou a Argentina de 86 sem Maradona. Ainda assim é deixá-los falar. É que o Ronaldo depois fala mais alto. Em campo. E continuará a "falar" até que os joelhos lhe doam. E assim Portugal continuará a ser mais do que Ronaldo. Enquanto houver Ronaldo, claro, como brilhantemente o Rui Monteiro descreve no Insustentável Leveza de Liedson

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05
Set20

Notas breves sobre o jogo de ontem


Pedro Azevedo


  • A equipa deu uma boa resposta num jogo com um grau de intensidade superior aos dois anteriores;

  • Wendel, Jovane e Palhinha foram as figuras do Sporting. Coates foi o melhor defesa;

  • A boa exibição de Palhinha não deve, à boa maneira portuguesa, ser depreciativa para Matheus Nunes. Ambos têm lugar no plantel, porém as suas características são diferentes: enquanto Palhinha é um jogador que ataca o portador da bola, Matheus fecha o espaço. Com bola, Matheus tem maior visão periférica e capacidade de passe à distância, Palhinha distingue-se pela simplicidade das suas ações e é eficaz no passe curto que quebra a primeira linha de pressão adversária. Ontem, com Matheus em campo a equipa poderia ter ganho vantagem no marcador não fora a deficiente finalização de Jovane e Tiago Tomás. Com Wendel mais expansivo, Matheus distinguiu-se pelo equilíbrio que deu. A realidade é que o Valladolid não teve uma única oportunidade de golo. Concordo, no entanto, que Matheus não fez um jogo exuberante. O que me dá confiança nele é que os melhores jogos que lhe vi foram contra os grandes, Porto (melhor em campo) e Benfica (teria sido o melhor em campo não fora aquele bico da sua bota branca a pôr Vinícius em jogo). Seja como for, Palhinha dá poder de choque e com a sua entrada a equipa melhorou. Obviamente, é mais um jogador da nossa Formação que eu gostaria que ficasse;

  • Feddal mostrou o melhor e o pior que já lhe vira no Bétis. Ofensivamente, distingue-se pelo seu poder nas alturas. Ontem, acrescentou uma excelente colocação na sua cabeçada de que resultou o golo do nosso momentâneo empate. Porém, defensivamente cometeu 2 ou 3 erros básicos. Na primeira parte, perdeu o duelo nas alturas com Gassama, mas o remate saiu à figura de Adán. No segundo tempo, mostrou o seu imprudente tempo de entrada aos lances e levou um cartão amarelo. O penalty que concedeu foi uma ingenuidade difícil de entender a este nível. Um sinal positivo foi a reacção ao erro, indo à outra área com personalidade corrigi-lo;

  • Porro mostrou bons pormenores ofensivos. O jogo não deu para o testar defensivamente;

  • Antunes não deu à equipa ofensivamente aquilo que Porro deu. Além disso, pela segunda vez consecutiva o Sporting sofreu um golo em desequilíbrio nascido pelo seu lado;

  • Tiago Tomás parece jogar com a mesma naturalidade que lhe vi nos juvenis e sub-23. Excelente pormenor a isolar Jovane em lance que terminou com penalty a nosso favor;

  • Jovane não perdeu a sua melhor característica de ir para cima dos defesas. Ontem, semeou o pânico em três ocasiões, marcou um golo e deu outro incorrectamente anulado. Senhores árbitros, até na pré-época temos de levar com estas decisões? É que já com o Belenenses SAD houve no mínimo 3 foras-de-jogo não assinalados aos de Belém.

05
Set20

Tudo ao molho e fé em Deus

Baywatch - Marés Vivas


Pedro Azevedo

A "silly season" dos clubes portugueses assemelha-se a uma versão futebolística do "Baywatch". Por exemplo, com eleições à porta no Benfica, Luís Filipe Vieira procurou um salva-vidas no Uruguai. Assim, tendo metido água com Cavani, esbracejou apressadamente para Darwin. Em teoria é o que se chama uma selecção natural, facto científico e como tal irrebatível para a sua oposição. Já o Boavista foi ainda mais longe. À procura de uma bóia de salvação, não podendo contar com a estrela da série, Pamela Anderson, contratou o seu antigo marido, o francês (e campeão do mundo) Adil Rami. Temo, porém, que não fique tão bem nas repetições em "slow motion" (enfim, há gostos para tudo). Quem tem procurado um salvamento do "fair-play" financeiro é o Porto. Ainda assim, para além de uma Zundapp foram comprar um persa. Já se sabe, futebol é farsi... Entretanto, chegámos a Setembro. Em mês de marés vivas, ajuda sempre haver mais um nadador Salvador. Menos, claro, se este der uma de Cobrador do Fraque numa área onde habitualmente se anda de tanga. (Bom, na verdade, eu penso que seria de bom tom que pelo menos se usasse uns calçõezinhos.)

Boas ondas! 

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03
Set20

Ainda Samatta


Pedro Azevedo

Velocidade, instinto, técnica, potência, inteligência, bom jogo de cabeça, finalização...

01
Set20

Mbwana Samatta


Pedro Azevedo

Pretendido por Fenerbahçe e Galatasaray, este ponta de lança tanzaniano, o primeiro natural do seu país a jogar na Premier League, poderá custar cerca de 10 milhões de euros. Esta seria uma das 3 únicas contratações que promoveria nesta época desportiva, qualquer uma delas visando um impacto imediato na equipa. 

 

Samatta ofereceria ao nosso jogo não só o aproveitamento de transições rápidas como também frieza na finalização e instinto matador na área. É que se Sporar garante o primeiro, a verdade é que não temos ninguém que se possa denominar como "rato de área". Ademais, o tanzaniano é um jogador de refinada técnica e capaz de ligar o jogo fora da área em construção, não apenas um ponta de lança. Logo, seria um elemento que caíria muito bem no esquema de Ruben Amorim. 

 

Na minha opinião, para além do contributo que daria ao jogo ofensivo da equipa, Samatta facilmente faria entre 20 e 30 golos por época pelo Sporting. Aos 27 anos, e depois de uma passagem de grande sucesso pelos belgas do Genk (onde foi colega do ucraniano Malinovskyi), que incluiu 3 golos na última edição da Champuons, e um até agora curto percurso num frágil Aston Villa (salvou-se da despromoção na última jornada) onde a bola raramente lhe chega em condições, o tanzaniano está a chegar ao pico da sua condição física e técnica. Vamos aproveitar? 

31
Ago20

Sobre a intensidade de um “6”


Pedro Azevedo

Existem várias opiniões, todas elas válidas, sobre o que é necessário a um jogador da posição "6". Na verdade essas opiniões não estão necessariamente certas ou erradas, o que é importante é saber-se o que se quer do jogo. Imagine-se que eu, para este exercício académico investido de treinador, pretendo praticar um jogo posicional, então eu vou querer um "6" forte na construção, com qualidade de passe e capaz de por a bola redonda e entre-linhas em 1-2 toques. Nessa situação, como o meu jogo privilegiará a posse, eu não precisarei de um "bicho" que lute pela bola, apenas necessitarei de alguém que em postura defensiva saiba preencher correctamente os espaços, fechando nomeadamente as linhas de passe mais comprometedoras. Todavia, se eu for um treinador com outro entendimento do jogo, que privilegie a organização defensiva e não queira investir muito em posicionamentos complexos requeridos à transição defensiva, então eu vou querer um "6" essencialmente repressor, que mais do que defender o espaço ataque o portador de bola. Assim, qualquer uma das tipologias de jogador é válida, o que varia é o meu entendimento do jogo e o futebol que quero praticar. Se no caso da escola do Ajax um jogador como Daniel Bragança calharia muito bem, para outro tipo de filosofia de jogo Palhinha seria fundamental. O que têm em comum Frenkie de Jong (Barcelona, ex-Ajax)  e Danilo (Porto)? Apenas saber interpretar o que lhes é pedido. No entanto ambos podem ser extremamente eficazes dentro de princípios que os favorecem. Porém, se pedirmos a de Jong para fazer o trabalho de Danilo, e vice-versa, os resultados dificilmente serão os melhores. 

PS: no caso particular do Sporting, do que tenho observado creio que Ruben Amorim pretende dois "8" à frente do trio de centrais.

30
Ago20

Telegrama de pré-época(2)


Pedro Azevedo

Gonçalo Inácio é um espectáculo STOP Rápido a encurtar espaços e com excelente colocação de bola à distância STOP Nuno Mendes de novo bem STOP Tiago Tomás e Sporar voltaram a marcar STOP Pote também fez o gosto ao pé e esteve de novo em evidência STOP Daniel Bragança e Matheus Nunes fazem uma dupla de médios de grande classe STOP Se o futebol fosse basquetebol STOP Matheus Nunes tirava vários adversários do campo por ultrapassarem o limite de faltas pessoais STOP Em 4-3-3 ou 4-2-3-1 seria mais fácil compatibilizar Pote e Jovane STOP Gostava de ver Bragança (6) STOP Matheus (8) e Pote (10) a jogarem de perfil no meio-campo STOP Nuno Santos não é tão bom a jogar pela direita ou em posições interiores STOP Adán fez uma boa defesa e Max uma assistência para golo STOP Ambos atentos a saírem dos postes em antecipação e assim cobrirem o espaço deixado livre pelo bloco alto STOP À excepção do seu golo STOP as melhores oportunidades da Belenenses SAD resultaram de foras de jogo não assinalados STOP Falta-nos um "rato de área" STOP um Matador STOP Sporar é essencialmente forte nas transições STOP Tiago Tomás tem instinto mas parece ser opção a partir da direita STOP 

29
Ago20

Telegrama de pré-época


Pedro Azevedo

Primeira parte sonolenta STOP Wendel em modo Zé Carioca STOP Pouco Porro e Plata STOP Simulação de falta dá penálti a favor deles STOP Oferta dá penálti a nosso favor STOP A um passe extraordinário de Gonçalo Inácio correspondeu Pote com uma assistência certeira para o jovem Tiago Tomás adiantar o Sporting no marcador STOP Matheus Nunes STOP em passe magistral STOP isolou Nuno Mendes na esquerda para remate defendido pelo guardião portimonense STOP Pormenor técnico excelente de Matheus Nunes STOP recebendo a bola de costas na quina da área STOP rodando por fora e ganhando a frente ao seu adversário para um cruzamento que acabou interceptado por um central algarvio STOP Pareceu o famoso "Turn" do Cruijff STOP Bastaram-lhes 20 minutos STOP mas Matheus Nunes STOP Nuno Mendes STOP Gonçalo Inácio e Daniel Bragança foram os melhores em campo STOP Viva a Formação do Sporting e todos aqueles artífices de jogadores que ao longo dos anos trabalharam e se esforçaram para apontar um caminho e assim nos mostrarem o óbvio ululante STOP Pote confirmou ser o melhor reforço STOP

28
Ago20

Rendimento desportivo vs mais-valias


Pedro Azevedo

Quando olho para a Gestão de Activos no futebol comparo-a com o portefólio de uma carteira de investimento. Eu tenho um conjunto de capitais próprios, capitais alheios (financiamento) e receitas que vão alicerçar esse investimento e de seguida preciso de fazer uma alocação equilibrada que vise um rendimento mínimo que depois pode ser potenciado por mais-valias. 

 

Na constituição desse portefólio eu vou procurar ter uma base segura e pouco volátil de rendimento, recorrendo para isso a obrigações de baixo risco. De seguida, posso abdicar de algum desse rendimento semi-garantido, comprando obrigações mais voláteis ou investindo em acções. O objectivo é o de melhorar o rendimento final, sem que tal possa afectar determinantemente o capital investido.

 

Os activos do futebol não são muito diferentes dos financeiros. Chamam-se direitos económicos e devem ser geridos com critério visando o rendimento desportivo e financeiro. Tal como nos investimentos em activos financeiros, em primeiro lugar dever-se-á privilegiar uma base que garanta um rendimento mínimo. Seguidamente, podemos então procurar um conjunto de activos especulativos com o objectivo de melhoria do rendimento global. 

 

No antigo FC Porto, jogadores como João Pinto ou Paulinho Santos faziam toda a carreira no clube. Eram eles que passavam a mística do clube e era alicerçado neles que se começava a garantir o rendimento desportivo. O objectivo do clube com esses atletas não era produzir mais-valias, porém a sua coexistência no plantel visava a solidez e consistência da equipa e acabava por ajudar a garantir rendimento desportivo e também financeiro por via da alienação de passes de outros atletas que saíam valorizados por via do impacto das vitórias em solo nacional e internacional. Nunca o Porto pensou em vender João Pinto ou Paulinho Santos durante a fase mais efusiva das suas carreiras, na medida em que a constância do seu rendimento sempre foi mais importante para o clube do que um ganho extraordinário (por contraposição a ordinário) proveniente da sua venda. (Poderia também dar o exemplo mais recente de Luisão na Benfica.) 

 

A meu ver, dado a regularidade do seu rendimento a alto nível, Marcos Acuña é um desses jogadores que não deve ser comprado com o objectivo de uma futura mais-valia. O argentino é como uma obrigação que vai sendo amortizada antes da maturidade e cujo cupão vai garantindo um rendimento mínimo (desportivo) fixo exigível. Outros jogadores haverá em que se tornará importante determinar o ponto óptimo da venda, atendendo à idade, prazo para final de contrato, previsível evolução da economia, impacto na equipa e possibilidade de substituição imediata, tudo variáveis que deverão estar presentes no sentido da optimização do modelo.

 

O que eu quero dizer é que um plantel deve ser constituído com uma base de jogadores que garanta um rendimento constante, aquilo com que se ganham provas de regularidade como um campeonato nacional e que manifestamente vem faltando em Alvalade há algum tempo. Depois, isso pode e deve ser complementado com activos mais voláteis. Todos sabemos o preço da genialidade e muito poucos são como Bruno Fernandes que consegue manter uma regularidade impressionante a altíssimo nível. O mais comum nos jogadores que fazem a diferença é alternarem momentos de grande inspiração com algum desaparecimento do jogo, pelo que é nesses momentos que uma equipa é "agarrada pelas orelhas" pelos jogadores de rendimento constante. Recordo sempre com redobrada saudade o percurso do Sporting de Malcolm Allison em 1982, uma equipa absolutamente direccionada para a frente e cujo caos proveniente da desorganização defensiva aquando das transicções contrárias era evitado pela classe e intuição de Eurico e pela acção de carregadores de piano como Marinho ou Nogueira. 

 

Enfim, deixei aqui aquela que é a minha visão da forma como deve ser formado um plantel de futebol e como esta indústria pode e deve beber conhecimento noutras actividades económicas. O fundamental é que exista uma ideia prévia e que os jogadores sejam envolvidos nessa visão e saibam de antemão o que se pretende deles, até porque um jogador de futebol não é como um sobreiro ou um activo financeiro, tem ideias e vontade própria e a pré-comunicação clara do que dele se pretende poderá evitar problemas no futuro.  

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26
Ago20

Pedro Gonçalves nomeado para Jogador do Ano


Pedro Azevedo

Confirmando a análise aqui feita aquando do anúncio da sua contratação, Pedro Gonçaves ("Pote") é um dos nomeados pelos capitães e treinadores da Primeira Liga para Jogador do Ano. Oxalá possa confirmar no Sporting os bons indicadores deixados na equipa famalicence. A qualidade individual está lá, faltará talvez o enquadramento ideal em termos de qualidade-extra no plantel (o que é diferente de experiência) que não coloque demasiada pressão num jogador ainda tão jovem. 

 

Por curiosidade, os outros nomeados são: Ricardo Horta e Paulinho (Braga), Fábio Martins (Famalicão), Edwards (Vitória SC), Taremi (Rio Ave), Pizzi (Benfica), Corona, Alex Telles (Porto) e Bruno Fernandes (Sporting).

 

Destaque especial para o nosso ex-atleta Bruno Fernandes, que confirmou no Manchester United tudo aquilo que Castigo Máximo sempre escreveu sobre ele e que fez dele não só um dos melhores jogadores da Primeira Liga mas também um dos melhores jogadores europeus do ano, com um título de melhor marcador da pretérita Liga Europa (inclui golos pelo Sporting) à mistura.

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24
Ago20

A evolução


Pedro Azevedo

O Presidente do Benfica disse em tempos que o seu clube estava 10 anos à frente da concorrência. Para o ilustrar e assim fazer jus à tese da evolução da espécie lampiânica face a opiniões cépticas de adversários internos e externos sobre a sua existência, Luis Filipe Vieira agora pretende contratar o Darwin. Como toda a gente sabe, pela selecção natural, onde há Darwin há um(a) girafa, por isso o Luisão também vai integrar a Estrutura. É que é preciso chegar mais alto (primeiro) à árvore... das patacas (Champions).

 

Por falar em patacas, depois do Cavém bicampeão europeu o Benfica queria o Cavani para reencarnar o sonho continental. Acontece que o Cavani já não (Ca)vem. A imprensa reportou que fiscalistas de 3 países debruçaram-se sobre o acordo, mas aparentemente as reservas (eleitorais) de petróleo descobertas no Seixal não são suficientemente profundas para dar cobertura à operação.

22
Ago20

50%Dala+75%Geraldes+3M€=Nuno Santos


Pedro Azevedo

O reino da subjectividade situa-se na ponta mais ocidental da Europa. Aqui é possível sempre adoptar qualquer versão à vontade de quem comenta, menos quando os factos são de tal forma evidentes que batem de frente com a percepção da realidade que se pretende criar.

 

Como exemplo do que acabo de escrever, tomemos a recente contratação de Nuno Santos e concomitantes dispensas de Gelson Dala e de Francisco Geraldes. Lendo o que se comenta por aí fica a sensação que a preocupação de muito boa gente é não permitir que a verdade se entreponha numa boa história. 

 

O que se diz então por aí? Sobre Gelson Dala começa por se dizer que o Sporting só cedeu metade do seu passe. Dito desta forma até parece que reteve a outra metade. Acontece que um mínimo de aprumo levaria os interessados a analisar os R&C da sociedade. Ora, olhando, por exemplo, para o R&C anual de 2018/19 (página 113 de 164) é possível verificar que o Sporting apenas possuía 50% dos Direitos Económicos do atleta angolano. Entrando na análise propriamente dita da sua valia como futebolista circula a tese de que, não tendo sido titular com Carvalhal no Rio Ave, isso seria razão mais do que suficiente para justificar a falta de interesse do Sporting na sua continuação. Fixem bem o pormenor da utilização de Carvalhal como argumento, pois mais à frente, a propósito de Nuno Santos e de uma entrevista que o ex-treinador rioavista concedeu ao Tribuna Expresso em que considerou ter ponderado colocar o ala como interior até que concluiu que ele era muito mais útil como extremo, o actual treinador do Braga já é para os mesmos um Zé-Ninguém, na medida em que é preciso criar uma narrativa em como Nuno Santos encaixa bem no 3-4-2-1 de Ruben Amorim. É o que se denomina desonestidade intelectual. Adiante... 

 

Vamos a indicadores objectivos? Querem números? Pois, aqui estão eles. É certo que Gelson Dala só realizou 14 jogos para o campeonato pelo Rio Ave. Há, no entanto, uma razão para isso ter acontecido: o angolano só chegou em Janeiro, proveniente dos turcos do Antalyaspor. Alguns também dizem que na comparação com Taremi ficou a perder. Realmente, olhando para os dados verificamos que Taremi marcou 18 golos e Dala apenas 6. Curioso, fui ver o número de minutos de utilização de cada um. Eis senão quando me deparo com os seguintes indicadores: em 2352 minutos de utilização na Primeira Liga, Taremi obteve 18 golos (vários de penálti) e produziu 5 assistências. E o Dala? Ora, o angolano foi apenas utilizado em escassos 583 minutos, marcando por 6 ocasiões (sem penáltis) como atrás foi dito e dando 3 assistências (além de ter provocado várias grandes penalidades a favor dos rioavistas). Conclusão: O Taremi marcou 1 golo a cada 131 minutos e o Dala fez abanar as redes a cada 97 minutos, o iraniano demorou 470 minutos entre cada assistência, o angolano apenas precisou de 194 minutos entre cada passe para golo. Mais impressionante: não encontrei nenhum jogador da Primeira Liga que precisasse de tão pouco tempo quanto Gelson Dala para marcar 1 golo. Mas, como quem chegou foi Nuno Santos e não Taremi, fui ver os números do antigo ala vilacondense. Pois então, o Nuno fez 32 jogos para o campeonato onde marcou 2 golos e assistiu em 6 ocasiões. Em média, tendo sido utilizado em 2521 minutos na Primeira Liga, marcou 1 golo a cada 1261 minutos (13 vezes pior rácio que o de Dala). - "Ok, mas o Dala é ponta de lança, o Nuno Santos dá golos a marcar" - , dirão os do costume. Bom, o Nuno assistiu a cada 420 minutos (2,16 vezes pior rácio que o do angolano). Ah, já me esquecia: o Dala marcou estes golos como segundo avançado, médio ofensivo ou ala direito improvisado. Em Portugal só foi ponta de lança mesmo no Sporting B. Conhecem os números? Eu digo-vos: 17 golos em 23 jogos (1829 minutos), 1 golo a cada a 107 minutos de utilização. I rest my case...

 

Quanto ao argumento de que o angolano desperdiçou as oportunidades que lhe foram concedidas por diversos treinadores no Sporting, oferece-me dizer o seguinte: é extraordinário como uma utilização na Primeira Liga inferior a 1 minuto permite chegar a essa conclusão. Há pessoas de facto muito adiantadas no tempo, cuja genialidade permite extrapolar conclusões deste tipo. Eu cá ficarei à espera dos ecos das maravilhas que o Nuno Santos conseguirá fazer no seu 1º minuto de verde e branco, sendo certo que, pelo mesmo padrão de exigência, tudo o que não seja um golo de cabeça, outro de calcanhar e um pontapé de bicicleta, ou, vá lá, de triciclo, me deixará profundamente decepcionado. 

 

E o Geraldes? Bom, o Chico não teve uma época brilhante, pouco utilizado no AEK de Atenas e no Sporting. Porém, para o comparativo ser rigoroso, recuemos a 17/18, época em que o Geraldes representou o Rio Ave. Tinha 22-23 anos, realizou 30 jogos, marcou por 3 vezes e produziu 7 assistências na Primeira Liga. Em média, pós 2319 minutos de utilização, obteve 1 golo a cada 773 minutos e fez uma assistência a cada 331 minutos, ambos os números inferiores aos de Dala e superiores aos de Nuno Santos no último ano.

 

Ouve-se por aí também o argumento de que estamos a limpar a casa e que com a dispensa destes 2 jogadores vamos poupar salários. Ora, uma leitura do Relatório de Auditoria que infelizmente se tornou público permite concluir que no final de 2018 Geraldes tinha um vencimento ligeiramente inferior a 100.000 euros/ano. Quanto a Dala, o angolano auferiu cerca de 225.000 euros nesse ano. O que não se poderia então dizer sobre Rosier, Borja, Neto, Eduardo, ou mesmo Ilori cujo contrato até tem uma comissão anual de manutenção? Já para não falar de Vietto, cuja relação custo/benefício é assaz duvidosa. 

 

Mais uma vez estamos na presença de um caso de desperdício de talento (ou últimos retoques) fabricado em Alcochete, a somar a tantos outros de que mais tarde nos lamentamos. Todavia, esperemos que um caso semelhante ocorrido no Seixal venha a reverter favoravelmente para nós. Nuno Santos fez a sua formação no Benfica e chega agora ao Sporting. Oxalá, por uma vez, venha a ser um caso sério e uma futura glória do clube. Creio que todos os Sportinguistas querem isso. O que não invalida que o negócio no papel não pareça bom à luz dos indicadores que aqui deixo. (Para além de que, a não ser que Ruben Amorim tenha um plano alternativo envolvendo um 4-4-2 ou um 4-3-3, me parece difícil o encaixe de Nuno Santos como interior nos dois enganches atrás do ponta de lança que o treinador leonino sempre utiliza.) Porque uma coisa é desejarmos sempre o melhor para o clube que amamos, outra é não querermos aceitar a realidade como ela é nem que para tal tenhamos de recorrer a lendas e narrativas. E todos já sabem o que eu penso sobre os amanuenses.  

 

P.S. Gelson Dala tem 24 anos. Geraldes e Nuno Santos têm 25 anos. 

geraldes e dala.jpg

nuno santos.jpg

18
Ago20

Pote de ouro?


Pedro Azevedo

Pedro Gonçalves, ou "Pote", é até ver potencialmente o melhor reforço da era Varandas. O meio-campista foi, conjuntamente com o seu colega Fábio Martins, os braguistas Paulinho e Ricardo Horta, o vimaranense Edwards e o vilacondense Taremi, um dos melhores jogadores (extra-"grandes") da Primeira Liga de 2019/20. Versátil - tanto pode jogar como um "8" ou um "10" - , assenta bem tanto em 4-4-2 como em 4-3-3, ou até no sistema preferido de Ruben Amorim, o 3-4-3. Neste último sistema poderá ser o segundo médio ou um dos interiores por detrás do ponta de lança. Jogador com algumas características comuns a Bruno Fernandes, Pote será a grande esperança do Sporting para elevar o patamar de jogo da equipa. É, desde já, também a única contratação anunciada capaz de fazer sonhar os sócios e adeptos leoninos. 

Há todavia 2 pontos a merecerem reserva: por um lado, a expectativa quanto à forma como a sua juventude reagirá à enorme responsabilidade que terá sobre os ombros, num clube de grande dimensão mas onde o enquadramento a nível de qualidade extra não abunda; por outro, a percentagem reduzida do passe que estará na posse dos leões (apenas 50%) após uma transferência cujo valor global de referência ultrapassou em 30% a contratação em 2017 de Bruno Fernandes (comissão incluída), jogador que já levava 4 épocas em Itália.

 

Boa sorte Pedro Gonçalves, e o desejo de que com esta contratação o Sporting possa ter encontrado o "Pote de Ouro" no final de um arco-íris feito de muita precipitação entrecortada por ocasionais raios de sol.

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