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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

03
Set19

Pergunta


Pedro Azevedo

Será que, à semelhança da Comunicação, também sub-contratámos a gestão? 

 

O Sporting precisa de uma visão de futuro que seja inspiradora ao ponto de congregar à sua volta todos os sócios, que lhe recupere a alma, resgate a ambição, devolva o respeito pelo clube e reforce a sua influência no país e no mundo. Necessita também que essa visão tenha subjacente a transparência e um caminho que garanta a sustentabilidade, e firmeza por parte de quem dirige  no sentido de não tergiversar na sua implementação por qualquer populismo de ocasião. Mais do que mudar pessoas, é urgente mudar de vida. Até porque, quem resiste à mudança acaba fatalmente por ter de resistir à extinção. 

 

 

26
Ago19

Identidade de clube e marketing de jogadores


Pedro Azevedo

O Sporting saiu a perder de todas as formas na novela Dost. À magra compensação obtida na venda do holandês aos alemães do Eintracht Frankfurt deve somar-se a incompreensão por parte de quem dirige de que a protecção do clube é sempre a protecção dos seus activos e da imagem pública destes. Ficou também bem patente, nas discussões entre os adeptos, outro grande problema do clube: de cima a baixo, não existe uma cultura que promova a meritocracia, coexistindo a falta de reconhecimento com quem serviu bem a instituição com a falta de exigência com quem não cumpre os mínimos. Só nesse sentido se pode entender que o clube, no seu Twitter oficial, tenha publicado uma mensagem onde se pode ler: "o Sporting sabe distinguir o jogador Bas Dost do que o rodeia. Obrigado por tudo, Bas". Sabendo que no subconsciente popular se encontra a frase "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", o Sporting permite-se, em veículo de difusão da sua Comunicação, saudar pela última vez o seu antigo jogador  - marcador de 93 golos em 3 épocas, é bom não esquecer - com reservas, assim a modos daquilo que os auditores por vezes colocam em Relatórios e Contas, algo que não fez por exemplo aquando das saídas de Barcos, Spalvis ou Castaignos (todos juntos representando zero golos marcados pelo Sporting), os quais mereceram palavras elogiosas de circunstância. Assim sendo, resta a este sócio dizer sem rodeios perante aquilo que o rodeia que também sabe distinguir o enorme Sporting Clube de Portugal da Comunicação do clube e, mais, ainda sabe distinguir o Sporting do senhor Rui Pedro Braz e outros que tais, e como tal, mesmo não se revendo neste triste episódio, continuará fiél ao clube do seu coração, o qual promete continuar a acompanhar com devoção.   

 

Se os jogadores de futebol são o maior activo da SAD - o maior activo do clube são os seus sócios - não se compreende como a Sporting SAD, uma vez mais (não é de hoje), termina uma relação com um jogador desta forma. Não que eventualmente não tivesse as suas razões, mas é bom não esquecer que foi a SAD, através de um comunicado, que tornou público e evidente para todos haver um problema com o seu jogador (em vez de tentar resolver o assunto no silêncio dos gabinetes), imediatamente contribuindo para desvalorizá-lo perante o mercado, com tudo o que antecipadamente saberia que isso iria trazer em termos de danos desportivos, financeiros e reputacionais. Deste modo, enquanto o vizinho ao lado tratou de homenagear Jonas e Luisão, o nosso clube viu sair Bas Dost pela porta pequena, sem sequer os adeptos terem tido oportunidade de dele se despedirem. Falando a nossa Comunicação em "quem o rodeia", como se não houvesse consciência que de entre quem a rodeia a si (ao clube), saíram uns inadaptados sociais (chamemos-lhes assim) que agrediram barbaramente o jogador aquando do inacreditável episódio de Alcochete, situação que o jogador fez por esquecer entre outras coisas porque soube separar os agressores dos adeptos comuns que lhe acenavam na rua. Pode até haver quem ache isto bem, mas este tipo de coisas é ilustrativo da falta de identidade e de Cultura Corporativa de um clube como o Sporting, mesmo que para o efeito tenha sido o seu braço instrumental (a SAD) a perpetrar tais actos. E demonstra, inequivocamente, uma ausência de política de promoção de jogadores, a qual depois tem as suas consequências no valor pago pelo mercado. Assim sendo, resta esperarmos quem será o próximo alvo. Por aquilo que fui lendo hoje no blogue não me admiraria que fosse Acuña. Aparentemente, e sem nunca eu me ter disso apercebido, parece não ter a qualidade suficiente, ser um híbrido e um risco. O que é estranho é estas apreciações depreciativas sobre alguns dos nossos melhores jogadores estarem últimamente muito na moda nas redes sociais. Não era a isso que eu me referia quando falei em Renascimento, mas está bem... 

31
Mai19

Uma época positiva!


Pedro Azevedo

Oiço e vejo por aí, em diversos fora de discussão, avaliações dissonantes em relação aos resultados desportivos da última época do futebol do Sporting. Mais do que fazer uma apreciação sobre as opiniões de outras pessoas, que têm todo o direito de as fazer independentemente das suas motivações, houve um aspecto que me chamou à atenção e que se relaciona com um determinado sentimento que depois não é bem expresso (ou fundamentado) nos motivos apontados como justificação para a tal avaliação. Nesse sentido, penso poder contribuir para essa discussão, estruturando ideias à volta daquilo que entendo serem os pilares estratégicos de um clube como o Sporting. Como em tempos aqui deixei, os pilares do Sporting deveriam ser a Sustentabilidade, a Cultura (corporativa/identidade) e os Princípios (ética). Ora, deixando de fora a questão dos Princípios, relacionado com aspectos qualitativos e não quantitativos, restam-nos a Sustentabilidade e a Cultura, sobre os quais tentarei aqui medir o impacto dos resultados desportivos. 

 

Cultura: do ponto-de-vista da identidade de um clube, vencer duas das três provas nacionais em que participou tem de ser considerado como bom. É certo que o campeonato, a competição mais importante, não foi ganho, mas dois títulos é mais do que os dois rivais somaram juntos (não estou a contar com a Supertaça que não disputámos), pelo que a época foi importante na afirmação de uma cultura vencedora. Avaliação: Bom

 

Sustentabilidade: do ponto-de-vista da sustentabilidade, os troféus ganhos nas taças têm impacto desprezível nas nossas finanças. Já um terceiro lugar no campeonato não pode ser considerado bom, porque não garante (nem remotamente) a Champions e isso permite antecipar um aumento do fosso face aos nossos concorrentes, dos quais um tem cerca de 50 milhões de euros garantidos na prova milionária e o outro pode atingi-los se ultrapassar duas pré-eliminatórias. Caso tivessemos ganho o campeonato, automaticamente garantiríamos 25 milhões (o nosso ranking é pior do que o dos outros dois grandes portugueses), mais o market pool e as receitas de bilheteira da Champions (conjugadamente, cerca de 4,5 milhões em 17/18), o que retiraria alguma pressão sobre a venda do nosso melhor jogador (Bruno Fernandes). Nesse sentido, a avaliação é negativa. Avaliação: Medíocre.

 

Avaliação Global: considero que a Cultura de um clube, a sua identidade e os seus valores e, no caso concreto, o espírito de conquista, é tão importante como a sustentabilidade, pelo que obtendo a média das avaliações de cada parcela chego à conclusão que a avaliação é positiva. Avaliação média: Suficiente (regular). (Esta é uma avaliação independente, porque independente é quem a profere, só estando alinhado com o Sporting, a razão da existência deste espaço.)

 

Reparem que estou só a avaliar os resultados, um aspecto puramente quantitativo. No entanto, se introduzisse aqui os constrangimentos inerentes à preparação da última época, adaptando assim aspectos qualitativos, tenderia a considerar a avaliação global dos resultados desportivos como boa. Esse talvez seja o aspecto qualitativo mais relevante a reter esta época, embora haja outros. Por exemplo, do ponto-de-vista de menores gastos com o plantel por via de uma aposta mais convicta na Formação, a época foi parcialmente falhada, tendo-se contratado jogadores mais em quantidade do que em qualidade, ou, pelo menos, não em qualidade que faça efectivamente a diferença. A esse nível, os melhores elementos continuaram a ser Bruno Fernandes, Acuña e Mathieu, e a segundo linha continuou a ser composta por Coates e Bas Dost (Battaglia lesionou-se), sendo de destacar a subida para este patamar de Wendel (aposta de Keizer, já cá estava), Raphinha e Renan (ambos contratações desta época). Um factor importante foi o crescimento de dois novos jogadores, recém-contratados, que subiram automaticamente para um terceiro patamar (positivo), deixando boas indicações de que poderão progredir ainda mais. São eles Luíz Phellype e Doumbia, conjuntamente com a promessa Matheus Nunes (sub-23) as melhores incursões no Mercado de Inverno. A aguardar confirmação em 2019/20. Jovens promessas como Jovane (muito influente com Peseiro) ou Miguel Luís (aposta não continuada de Keizer) ficaram aquém do que chegaram a prometer.

 

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