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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

24
Ago22

Para a frente é o caminho


Pedro Azevedo

Não se pode conduzir uma viatura sempre a olhar para o espelho retrovisor porque inevitavelmente acabar-se-á por bater de frente. Esta alegoria rodoviária aplica-se na perfeição à vida e em particular ao futebol. O jogo do Dragão tem sido suficientemente escalpelizado, termo até bem apropriado ou não houvesse para aí alguns "peles vermelhas" a pedir o escalpe do treinador. Ora, não só não devemos fazer o jogo dos nossos adversários como já é tempo de nos focarmos no que temos pela frente. E esse é o Chaves, que eu vi pela primeira vez em Alvalade no tempo daquele temível, irrequieto e guedelhudo ponta direito que dava pelo nome de Antonio Borges, um avançado que fazia jus ao "átomo a mais que se animou" imortalizado pelo também ele imortal Jose Régio.  Pouco tempo depois surgiria outro craque na outrora Aquae Flaviae. Era então o tempo dos bulgaros, a quem o regime simpatizante dos soviéticos só permitia que saíssem do país após completarem 30 anos. Assim chegou a Chaves o Radi Zdravkov, como a Belém atracou o Stoycho Mladenov ou a Alvalade o Vanio Kostov, este último já casado por correspondência e tudo numa daquelas chico-espertices de que o nosso futebol é fértil. O Radi era um grande jogador, búlgaro mas nada bulgar (o homem jogou no Norte, não é verdade?). E a verdade é que, mesmo sofrendo com a interioridade, desde aí o Chaves tem aparecido com alguma regularidade na divisão principal do futebol português. Será por isso, mas também pelas características de resiliência inatas ao povo transmontano, um adversário a não desvalorizar, pelo que se pede um Sporting desempoeirado, liberto de traumas e respeitador de quem terá pela frente. Ora, como isso tem sido o paradigma desde que Ruben Amorim comanda a principal equipa do nosso clube, só nos resta esperar uma boa prestação leonina. Eu aposto num bom dia! E, já agora, que esse dia seja o primeiro do resto da nossa vida neste campeonato. Que está a começar, é bom não esquecermos. 

21
Ago22

Em Ruben Amorim eu confio


Pedro Azevedo

Quem é que se lembrará que o Paulinho custou 16 M€ (70% dos direitos económicos) se a aposta que Ruben Amorim promete fazer em Rodrigo Ribeiro vier a render 40 ou 50 M€ no futuro? No futebol, como na vida, existe um deve e um haver e o saldo de Amorim é francamente positivo. Vidé os casos de Nuno Mendes, Palhinha, Inácio ou Matheus Nunes na rendibilização dos activos formados em casa, ou de Pote, Nuno Santos, Matheus Reis ou Sarabia no que respeita a activos encontrados no mercado. A não ser que se queira voltar ao tempo das "contratações cirúrgicas" e conseguirmos o pleno de 11 erros em 11. Ruben preferia manter os que tinha do que ir ao mercado? Acho muito bem! Mal seria vê-lo a patrocinar o carrossel do costume. A memória dos adeptos é que me parece ser curta, assim como roça a ingratidão a tentação de oferecer o treinador como bode expiatório na hora da derrota. Porque se há constrangimentos de ordem financeira e económica que implicam com a constituição do plantel de 2022/23, então teria de ser a administração da SAD a assumi-lo desde o primeiro dia da época perante os sócios e adeptos do clube. O contrário faz lembrar os tempos de Paulo Bento, sozinho nas conferências de imprensa e a ter de dar a cara pelo que não era da sua competência. Com a diferença de que contra todas as expectativas o Ruben até já foi campeão, um milagre em que ninguém acreditava e que, a manterem-se os actuais constrangimentos de tesouraria, dificilmente se repetirá. Com ele ou com qualquer outro, que até Jesus Cristo quando veio à Terra não abusou dos milagres. 

P.S. Está na hora de reforçar o "Onde vai um, vão todos". Unam-se internamente, e assim unam também os adeptos. É na hora da adversidade que se vê quem são os Homens. E os líderes, já agora. Por isso, resolvam os problemas internamente e deixem-se de mensagens subliminares através do jornal do costume. 

14
Ago22

Tudo ao molho e fé em Deus

Pote renascido e um Matheus para a história


Pedro Azevedo

Fitar o alvo, olho director apontado à mira, culatra puxada atrás e pum(!), golo. Não sei se o golo de Matheus Nunes valeu o bilhete ou se o remate em si foi um bilhete (de despedida?), o que sei é que levou um selo que o fez chegar ao seu destinatário, ainda que a violência do impacto o tenha feito saltar da "caixa do correio". 

O golo de Matheus foi o momento lusco-fusco de um jogo disputado ao entardecer, um render da guarda entre o dia e a noite, como se o pôr-do-sol anunciasse uma iminente saída do luso-brasileiro, muito pretendido em Inglaterra e a reservar-se para um City ou Liverpool. Se assim foi, a despedida ocorreu em beleza. Obrigado, Matheus, especialmente por todo o respeito que sempre demonstraste pela grandeza do Sporting. 

 

Mas o jogo não se resumiu ao golo de Matheus. Não, valeu desde logo pelo trio dinâmico da frente do nosso ataque, com Edwards e Pote en grande nível e Trincão à procura da melhor forma. Pedro Gonçalves que marcou 2 golos, esbanjando outros 2 pelo caminho naquele seu jeito em "souplesse" que às vezes roça o displicente. Todavia, é essa frieza, essa sustentável leveza do seu alter-ego Pote, que faz de Pedro Gonçalves o matador que é, disputando jogos a sério como se estivesse numa peladinha entre amigos. 

Uma palavra também para a nossa defesa, que ganhou com o comprometimento, concentração e atitude de Neto. O que demonstra que nem sempre é preciso ter uns pés de ouro, nomeadamente quando o coração é grande e a cabeça está no lugar certo (com a equipa). 


E assim terminou a première do Dragão, um ensaio geral para o que iremos encontrar no Porto. Onde também não haverá Paulinho- o drama, a tragédia, o horror... - , mas talvez ainda haja Matheus Nunes, uma espécie de milagre da multiplicação dos peixes (custou 1 e pode sair por 60 milhões), ou não tivesse passado toda a sua adolescência na vila piscatória da Ericeira.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Pote

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