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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

26
Jun20

Resiliência


Pedro Azevedo

Sou adepto de causas difíceis. Não, não pensem que o Sporting é a única. Vou dar alguns exemplos. Em Espanha ganhei afecto pela Real Sociedad, equipa do País Basco cujo último campeonato conquistado data de 82. Ainda recordo a bigodaça do Zamora, o cérebro contra o fúria espanhola daquele tempo, e a arte da revienga do Lopez Ufarte, mais tarde colega do Paulo Futre no Atlético de Madrid de "El Flaco" Menotti. Em França, o meu coração bate pelo Saint-Étienne, outrora o clube de Platini, Rocheteau e Jean-Michel Larqué, este último mais tarde jornalista da revista ONZE que eu devorava na minha adolescência. Ao longo dos anos, muito "Allez les Verts!", mas "Les Verts ne marche pas"... O último título de campeão data de 81! Em Itália torço por uma Roma que só me deu 2 Scudettos desde que vim ao mundo. Nos recreios tentava replicar as fintas do Conti, o meu jogador preferido da história do clube da cidade eterna. Falcão e, mais tarde, Giannini também me marcaram com a sua imensa classe. E Totti, pois claro, cuja história se confunde com a do clube romano. Já em Inglaterra nasci campeão. O problema é que depois tive de esperar 26 anos para que a geração de Giggs, Beckham e Cantona substituísse a de Best, Law e Charlton. Desconfiado, na Alemanha fui com duplas. Mas nem assim: o Borussia Dortmund não vence desde 2012, o Werder Bremen está quase condenado à descida de divisão. Os de North-Rhine Westphalia ainda levantaram a "Orelhuda". Eram os tempos gloriosos de Sammer, Chapuisat, Riedle ou Paulo Sousa, o português que com Redondo e Makélélé completa o trio de melhores "6" que vi jogar. Já os de Bremen estão cada vez mais distantes dos tempos gloriosos dos "Bomber" Rudi Voller (alemão), Wynton Rufer (neo-zelandês) ou Claudio Pizarro (peruano) e do Super Mário Basler. Pelo que alegrias só fora dos Big5, nomeadamente através de um campeonato periférico como o holandês onde o Ajax nunca me deixa ficar mal, não só pelos campeonatos que vence mas também pela convicção com que defende o seu modelo estratégico (e nunca conjuntural) de aposta na Formação. De onde saíram Cruijff, Keizer (o tio do outro), Krol, Rep, Van Basten, Bergkamp, Davids, Seedorf, Kluivert, entre tantos outros. Mas, não Vos escondo, aquele último segundo da meia final da Champions contra o Tottenham deixou-me com uma azia das antigas...

 

Se estes, perdendo mais do que ganhando, hão-de ser sempre os meus clubes, porque razão o meu coração não haveria de bater sempre com intensidade pelo Sporting? Os clubes têm ciclos, tal como a paixão. Mas o amor é incondicional. Com altos e baixos, por certo, mas para quem não desespere a recompensa estará sempre no fim do arco-irís que se formará após os primeiros raios de sol desanuviarem os dias cinzentos. Vejam o caso do Liverpool. Eles nunca caminham sozinhos, no dizer sempre apaixonado dos seus adeptos. E puderam enfim festejar, numa catarse colectiva onde se pôde ver um alemão (Klopp) a dar azo às suas emoções como um latino e a chorar perante o olhar embevecido do monumental Kenny Dalglish. Quem é que não teria gostado ontem de ser do clube da cidade dos Beatles e do rio Mersey? E vieram para ficar, não duvidem um só momento desta afirmação. Até cansa só de os ver jogar...

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