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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

23
Fev19

Surfar na maionese


Pedro Azevedo

Gostaria de dar relevo aqui a duas notas extraídas da conferência de imprensa que o Sporting hoje promoveu e que, na minha opinião, mostram que não mudou tanto assim (não me refiro a situações conhecidas, ou outras potencialmente supervenientes, que caberá à justiça determinar) da Direcção de Bruno de Carvalho para a de Frederico Varandas, para além de questões de estilo e/ou educação (em que me revejo), que são importantes mas não assegurarão a perenidade do clube. A primeira tem a ver com a dívida a fornecedores, de cerca de 40 milhões de euros, da qual Salgado Zenha (de quem até tenho boas referências) se queixa que ficou quase toda para pagar este ano, naquilo que foi uma "cava" promovida por Bruno de Carvalho no sentido de tentar ganhar o campeonato. Ora, como Zenha bem sabe, nenhum clube do mundo compra a pronto e, naturalmente, há um plano de pagamentos do qual ele deveria ser antecipadamente conhecedor (igualmente terá dinheiro a receber, herdado de vendas efectuadas no mandato anterior), dadas as reuniões mantidas com a Comissão de Gestão. Na altura, inclusivé, em campanha eleitoral Varandas disse não temer a situação financeira. No entanto, admito o desconforto de Zenha, mas o que me causa apreensão é, noutro passo do seu discurso, vir dizer que os sensivelmente 14 milhões de euros (números apresentados à CMVM) que custaram os jogadores contratados na janela de Inverno beneficiaram de um plano de pagamentos favorável, ou seja, serão pagos no futuro, isto é, alguém os terá de pagar lá para a frente, exactamente a situação que Zenha diz lhe desagradar no presente. A segunda nota tem a ver com a declaração de Varandas de que não comprarão jogadores para a B e Formação, dando como comparação os 38 jogadores que Bruno de Carvalho comprou em 5 anos para a equipa B. Ora, na janela de Inverno chegaram Plata, Matheus Nunes (jogador de que gosto), o albanês Lico, o brasileiro ex-Alverca Ronaldo e o Wang, ou Tang, ou lá o que é, contratado pelo Wolves à equipa B de um clube espanhol cuja equipa A milita na 3ª divisão espanhola. É que, fazendo umas contas rápidas, como cada temporada tem 2 janelas de transferências, a manter-se este ritmo, em 5 anos teremos 50 jogadores para a B...

 

Há ainda uma terceira nota que deixei propositadamente para o fim e que se prende com a aposta na Formação que Varandas preconiza. Gostaria só de lembrar que em Setúbal tivemos pela primeira vez, em quinhentos e tal jogos, zero jogadores da Formação a alinhar de início num jogo da equipa principal do nosso clube. Diz Varandas que é por não haver qualidade. Admito-o, duvido é que Miguel Luís e Jovane estejam de acordo. Para além do mais, esta afirmação valida a declaração na altura polémica de Tiago Djaló, que nos trocou pelo Milan, de que sentiu que não teria hipóteses de jogar na equipa principal do clube. A ter em atenção num momento em que surgem rumores de que alguns jogadores influentes dos juniores terminam contrato em Junho, informação que li nas redes sociais mas não consegui ainda confirmar.

 

Conclusão: não me parece que nestes aspectos nada de substancial se tenha alterado desde a saída de Bruno de Carvalho. Os erros produzidos até se assemelham, o que não augura nada de bom para o futuro. Adicionalmente, compreendendo perfeitamente o agastamento desta Direcção para com algumas tiradas públicas demagógicas de Bruno de Carvalho que inevitavelmente criam erosão a quem está a trabalhar, não me parece prudente assentar a comparação deste mandato com o período iniciado em 2013. É que antes houve 4 anos em que o Sporting perdeu 160 milhões de euros em Resultados Financeiros, mas isso não foi referido, enviesamento argumentativo que na minha opinião só vem contribuir mais para o adensamento do ambiente maniqueísta entre os adeptos leoninos e produção de mais ruído e atentados à Cultura e identidade do clube e ao património de referências dos sportinguistas (que não "sportingados", "croquetes" ou "brunistas", denominações que só enfraquecem a nossa Cultura).

 

E assim vai o Sporting. Há anos!!!

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