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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

12
Jan21

Reflexões sobre o jogo de ontem


Pedro Azevedo

- Os golos do Marítimo não foram consequência do processo colectivo, antes resultaram do somatório de erros individuais: passe errado na saída de bola de Neto e posterior abordagem macia de Feddal no primeiro golo, antecipação falhada de Nuno Mendes e não ataque ao espaço por parte de Sporar no segundo golo (defesa à zona na bola parada). 

- Os nossos interiores de ontem  (Tabata e Nuno Santos) pensam essencialmente como alas. Pode jogar um com Pote mais por dentro, mas os dois ao mesmo tempo diminuem-nos o jogo interior e a associação com os médios. Assim, ficámos reduzidos à procura da profundidade (na primeira parte mais efectiva por o Marítimo ter as linhas mais subidas, no segundo tempo infrutífera). Pote e Jovane são mais perfurantes com bola. O primeiro é muito inteligente a explorar os espaços entre-linhas, o segundo ataca o defesa que o está a marcar e com a sua mobilidade obriga-o a desposicionar-se e abre espaços para a entrada de outros jogadores.

 

- Não entendi a razão pela qual Jovane não entrou durante o jogo (só não sugiro que o tivesse iniciado por vir de lesão). Não conheço o estado físico de cada jogador, mas compreendo a gestão de esforço que Ruben Amorim operou após o desgastante jogo com o Nacional ocorrido apenas 3 dias antes. 

 

- Plata foi uma aposta falhada no corredor direito. Cometeu inúmeros erros defensivos e só no final do jogo fez alguma coisa de relevante ofensivamente. Antes, ao vir sistematicamente para dentro, anulou Tabata, ao contrário do que habitualmente faz Porro que atrai adversários na largura e assim abre espaços no centro. O equatoriano continua a demonstrar pouco entendimento do jogo e dos seus momentos. 

 

- Sporar é um ponta de lança com boa associação com o resto da equipa, mas sem instinto matador ou faro de golo. Isso é gritante em certos posicionamentos (falta de reacção adequada ao cabeceamento/assistência de Coates). Para além disso falha habitualmente golos cantados (ontem mais um). 

 

- O Sporting dominou a maior parte do tempo. Podia ter inaugurado o marcador logo aos 7 minutos ( TT, passe de Matheus), mas a partir daí os desequilíbrios que provocou no adversário não tiveram consequências por má definição do último passe/remate. No segundo tempo, o Marítimo foi um pouco mais afoito no ataque, curiosamente numa fase em que tinha até o bloco mais baixo e procurava mais a transição do que o ataque continuado. As entradas de Pote e Porro pareceram-me tardias, sendo que o espanhol foi ocupar a posição de central pela direita.

 

- O estado do terreno (muito irregular) dificultou obviamente o trabalho à equipa com melhores valores individuais. A bola saltava no contacto com a relva, e isso prejudicou mais os médios e os seus arrastamentos. 

- Será provavelmente só uma coincidência, mas num contexto em que se fala tantos dos méritos dos treinadores portugueses, não deixa de ser curioso que as únicas derrotas esta época do Sporting de Ruben Amorim tenham ocorrido em confronto com treinadores estrangeiros. 

 

- Sendo uma realidade que chegados a Janeiro já estamos fora em 2 das 4 competições em que entrámos (as nossas únicas duas derrotas significaram o afastamento prematuro de duas competições), não deixa também de ser digna de todos os encómios a nossa prestação  no campeonato. É preciso continuar a apoiar a equipa, a qual tem demonstrado até aqui uma óptima mentalidade competitiva. Se uma andorinha não faz a Primavera, também não podemos deixar que uma derrota nos abata ao ponto de nos retirar confiança no caminho meritório que Ruben Amorim e os jogadores vêm percorrendo. Isto é válido para nós, adeptos, mas também para o próprio grupo de trabalho que não se pode deixar afectar por este percalço. Ganhando na sexta-feira ao Rio Ave, a equipa ficará sempre numa posição privilegiada na tabela classificativa (Porto e Benfica defrontam-se no Dragão). E isso deverá ser motivação mais do que suficiente para reentrarmos num ciclo de vitórias. 

 

Na vitória como na derrota, Sporting sempre! Força! 

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