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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

09
Set19

O pedregulho de Sísifo


Pedro Azevedo

A união no Sporting com Frederico Varandas, tal como o castigo imposto pelos deuses a Sísifo, é um trabalho inútil. Para além disso, não chega sequer a ser esperançoso. É que ao menos Sísifo ainda fazia rodar o pedregulho até ao topo antes de o atirar montanha abaixo, enquanto Varandas não o descola do sopé. E porquê?

 

Viver o Sporting em comunidade tem de ser uma partilha. Para haver partilha, tem de existir confiança. Ora, nós confiamos quando sentimos empatia por pessoas que acreditam naquilo que nós próprios acreditamos, que partilham dos nossos valores e das nossas crenças. É muito difícil confiar em alguém que conhecemos mal, raramente nos transmite uma mensagem, ou que quando finalmente aparece é altaneiro e recriminativo (quando não insultuoso) connosco, mostrando não nos escutar e expondo o pedregulho à nossa frente, não nos deixando ver mais à frente como se a única perspectiva possível fosse a de um passado recente (que queremos ultrapassar) e não a do caminho do futuro. (Adicionalmente, quando temos consócios a invadir a Academia e percebemos que o nosso sistema colectivo de crenças e de valores está em crise, isso deveria obrigar a estabelecer como prioridade o reforço da Cultura Sporting e darem-se passos concretos nesse sentido, reafirmando o que somos, como procedemos e, mais importante, o porquê de aqui estarmos, porque caso contrário valores contaminados vindos de fora encontrarão no clube um solo fértil por onde florescerem.)

 

Não se é líder por se dizer ser líder. A liderança, tal como ser uma autoridade numa determinada matéria, é algo que é reconhecido pelos outros, não pelo próprio. Um líder deve ser inspirador, saber ler o futuro, ter uma visão e partilhá-la com os seus. Criar confiança. Isso, sim, gera empatia, reconhecimento e conectividade. Ao contrário, por exemplo, do autoritarismo (não confundir com autoridade), que só aumenta o ruído (e o stress) e em nada contribui para estreitar os laços entre as pessoas e com a instituição, menos ainda quando se invocam palmadinhas nas costas por parte dos nossos adversários (agora partilham dos nossos valores?) como justificativo para criticar os sócios do Sporting. 

 

Mas uma coisa é certa, seja quem for que dirija, nós temos de fazer a nossa parte e apoiar as diferentes equipas do Sporting nos estádios, pavilhões e pistas deste país. Por isso, em vez de esperarmos por outros, façamos aquilo que só depende de nós. A paixão exterioriza-se, não se reprime, e o Sporting será sempre mais importante do que o que nos desune. Como tal, amá-lo e apoiá-lo, por si só, deverá ser um factor de realização pessoal. É possível não estarmos unidos entre nós no que a proselitismos diga respeito e ainda assim podermos estar todos unidos no amor ao clube? É! E essa tem sido ao longo dos anos a pedrada no charco dos Sportinguistas, a mobilização que impede o clube de capitular definitivamente. Afinal, de que tem servido ao longo dos anos esperar por Godot?

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