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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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22
Abr20

O "espectáculo" do futebol


Pedro Azevedo

Quem olhe para os clubes portugueses fica com a ideia que não passam de um interposto de compra e venda de jogadores. Tudo em nome do negócio, claro, uma actividade económica que os manuais da especialidade surpreendentemente dizem ter o objectivo de gerar lucro, lição a que os clubes portugueses e o Sporting em particular ainda não terão chegado. 

 

Antigamente, referíamo-nos ao futebol como um espectáculo. Curiosamente, nessa época do entretenimento, os clubes portugueses não padeciam das dificuldades financeiras de hoje, eram bem mais competitivos na Europa e os seus estádios apresentavam uma muito melhor moldura humana. Mas, lá está, eram muito mal geridos. Porquê? Porque não tinham como objectivo o lucro...

 

Nesta lógica de substituição do espectáculo desportivo pelo negócio quem parece ter ficado a perder foi o público que dá cor e vibração aos jogos nos estádios, essa mole de ingratos "clientes" (outrora considerados o sal do futebol) que está sempre a verberar o excelso trabalho de diligentes especialistas na administração dos clubes, que passou a ser subalternizado em função da compra/venda de jogadores e dos horários impróprios dos jogos impostos pelas transmissões televisivas. Até que chegou o Coronavírus, o risco de contágio obrigou ao isolamento e o futebol redescobriu que não pode viver sem público, a razão e a paixão de todo o fenómeno à sua volta. 

 

Bom, na verdade, até pode. É que entretanto há uns senhores que querem servir o futebol pela televisão, sem público nas bancadas. Já sabíamos que tínhamos uns estádios herdados do Euro 2004 que eram uns elefantes brancos, o que não tínhamos enxergado é que ao Sporting e todos os outros teria bastado um terreno relvado em vez de se andarem a endividar para construir uma arena à volta. Agora só falta a moda pegar, ultrapassar fronteiras e alastrar a outros eventos. Desse modo, ainda veremos o público através de tele-chamada a decidir se o Morante corta uma orelha, duas, ou o rabo ao touro, ou uns enxames de melgas a fazerem coro num concerto dos Rolling Stones. Tudo em nome do negócio que está no sangue (o suor é dos jogadores, as lágrimas são nossas) destes promotores. Vai ser o máximo! Ou, um "espectáculo"...

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