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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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08
Jul22

O apagão


Pedro Azevedo

Volta não volta um jogador de futebol enfrenta aquilo que se pode chamar de apagão, O fenómeno, difícil de explicar, geralmente é temporário, principalmente quando se trata de um craque, ressurgindo depois o jogador ao mais alto nivel. Mas há também casos onde o retorno já não é possível, e o estado transitório torna-se permanente. Geralmente associado a questões psicológicas, o apagão de um futebolista pode até acolher superstições diversas. Quem não se lembra do nosso antigo médio Marinho? Providencial na dobradinha de 82 com Allison, o ex-bracarense viria então a entrar num prolongado ocaso. Razão? Logo os adeptos apontaram o corte de cabelo, como se a ausência da sua outrora longa melena loura lhe tivesse, qual Sansão, retirado a energia. Outro futebolista que depois de um início forte se foi apagando foi o colombiano Fredy Montero. Mas para isso muito contribuíram os inúmeros golos mal anulados por árbitros auxiliares que assim interromperam uma série goleadora que parecia eterna. Outros jogadores tiveram a sua travessia no deserto, com particular destaque para o grande Rui Jordão, a quem um dia Big Mal se referiu como não estando bem da cabeça. Como resultado deixou-o na bancada num importante jogo contra o Porto para estupefacção geral, lançando no seu lugar um miúdo açoriano formado no clube (Mario Jorge), um fantasioso canhoto que aliás viria a marcar o único golo desse Clássico. A verdade é que Jordão regressaria em grande, ganhando Allison de uma assentada dois jogadores na caminhada para a conquista do título de campeão nacional. Um caso paradigmático de como há males que vêm por bem. Porque no fim do dia o mais importante é a equipa. Dúvidas? Tivesse o Sporting ganhado o campeonato na época transacta e ninguém falaria no notório abaixamento de forma de Pedro Gonçalves. Não vencendo, foi mais evidente a ausência do Pote de Ouro no final do arco-íris. Sim, porque os grandes jogadores podem pontualmente ajudar uma equipa, mas as grandes equipas são aquelas que conseguem mascarar o pontual menor fulgor dos seus craques, levando-os muitas vezes a crescer com o grupo, o que tende a ocorrer mais rapidamente por a pressão não ser tão grande devido às vitórias continuarem a acontecer. 

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