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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

11
Jan21

Não há marca sem adeptos


Pedro Azevedo

Só há 3 coisas que fazem todo o sentido no futebol: a bola, os jogadores e o público. Sem bola não há jogo, sem jogadores não há arte, sem público essa arte nunca seria devidamente reconhecida. Nenhum clube se pode dar ao luxo de prescindir do seu público, do seu mercado. Sem adeptos que consumam o espectáculo do futebol não haveria direitos de TV, receitas de merchandising ou bilhetes vendidos. Sem proveitos, os clubes definhariam. Nesse sentido, entendo que a discussão à volta de ser benéfico para a equipa de futebol do Sporting não ter adeptos no seu estádio não faz qualquer sentido. Não se trata de ser verdade ou não - quantas e quantas vezes não disse aqui que mais importante que as razões de cada um é a razão do Sporting? - , trata-se, sim, de essa discussão ser lesa-Sporting porque deprecia a sua marca. Uma marca vale pelos seus consumidores, sem estes não tem valor. Ora, devemos repudiar e erradicar comportamentos como os da invasão a Alcochete ou certos "espectáculos pirotécnicos" em jogos de futebol, mas não se pode tomar a nuvem por Juno e confundir a massa associativa do clube com grupos de degenerados. Acresce que no Sporting a exigência tem sempre de ser máxima. Ela deve é ser corretamente aplicada. Nesse aspecto, o calibrar da linguagem por parte de quem dirige é fundamental no sentido de não se fomentarem ódios que colidam com o amor ao jogo e ao clube. Talvez se possa fazer mais alguma coisa em nome da promoção do jogo e dos seus valores, e isso se vir a traduzir em novos espectadores mais apaixonados pelo jogo e sua compreensão e não a querer ganhar a qualquer preço. Mas no alto rendimento há pressão, não há como escamoteá-lo. Michael Jordan não tinha pressão nos Bulls? Basta ver o documentário Last Dance, da Netflix, para percebermos que sim. Para além das 2 claques desavindas, muitas vezes senti-me revoltado com a nossa Bancada Central. Quantas vezes não vi e ouvi Nani ser assobiado por alegadamente prender a bola, quando o nosso ídolo apenas pretendia não a entregar à toa? Mas isso tem de se inscrever dentro de uma cultura de exigência. Por vezes a paixão tolda o adepto, outras vezes o seu não entendimento do jogo fá-lo invectivar este ou aquele jogador sem sentido. Porém, quem defende as cores verdes e brancas tem de estar à altura do desafio. Porque a recompensa também é grande, e não há adeptos como os do nosso clube na hora de acarinhar os feitos dos seus jogadores. Deste modo, temos de pensar na nossa massa associativa e de adeptos como um factor crítico ao nosso sucesso. O peso dos 3,5 milhões assim o determina e o valida. Pelo que, dizer que essa massa é contraproducente não é só insensato e lesivo do clube, está em dissonância com aquilo que dá sentido ao futebol. Que pare então esta discussão sobre os efeitos nocivos dos adeptos, pois ela só nos enfraquece. Além disso, está em contra-ciclo com a nossa brilhante carreira no campeonato, que nos fortalece. E quantos adeptos não dariam tudo para poderem manifestar in-loco nas bancadas o seu incorruptível apoio à nossa equipa, o seu agradecimento aos nossos briosos jogadores? Pensem nisso antes de ingenuamente começarem a desvalorizar o que é nosso. 

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