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Castigo Máximo

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08
Fev21

Eu show Brady


Pedro Azevedo

Os Tampa Bay Buccaneers, propriedade da família Glazer (igualmente detentora do Manchester United) são os novos campeões da NFL, tendo esta madrugada derrotado os até aí detentores em título, Kansas City Chiefs, no Super Bowl 2020. 

 

Este é apenas o segundo título da equipa da Flórida na competição. Porém, para o seu "quarterback" Tom Brady tratou-se do seu sétimo triunfo no Super Bowl (em 10 presenças na final), tornando-o mais vezes vencedor do troféu Vince Lombardi do que qualquer equipa na história da NFL (os New England Patriots e os Pittsburgh Steelers têm 6 vitórias). 

 

O mais extraordinário desta história é Brady ter-se mudado para a Flórida apenas nesta temporada. À procura de uma nova motivação, o "quarterback" escolheu esta equipa do sudeste dos EUA que o ano passado não havia conseguido qualificar-se para os play-offs. Entretanto, resgatou da reforma dourada o seu antigo colega de Boston, o "tight end" Rob Gronkowski, e igualmente influenciou a vinda de Antonio Brown, caído em desgraça nos Patriots por alegada má conduta de natureza sexual. 

 

Terminado em 5º lugar na Confederação de Futebol Nacional com 11 triunfos e 5 derrotas, os Buccaneers apuraram-se para os play-offs. A partir daí, foram subindo gradualmente de forma. Assim, nos oitavos-de-final ultrapassaram os Washington (antigos Redskin) e nos quartos os New Orleans Saints. O apuramento para a final produziu-se numa emotiva semi-final contra os Green Bay Packers, vencedores da conferência na fase regular da competição. Um jogo em que Tom Brady não esteve no seu melhor, o que levantou fundadas dúvidas sobre a sua prestação na final.

 

Francamente favoritos das casas de apostas, os Chiefs procuravam revalidar o título. Para tal, contavam com o desempenho de Patrick Mahomes, aquele que é considerado o melhor e mais versátil "quarterback" da actualidade. Do outro lado havia Brady e o factor casa: é que o Super Bowl LV ir-se-ia disputar em Tampa e com público (condicionado) presente nas bancadas. 

 

E Brady não desiludiu. Num jogo marcado pela intratável defesa dos Buccaneers, com os incansáveis "linebacks" Devin White e Ahaquil Barrett e o "safety" Antoine Winfield Jr como grandes destaques, Brady completou com êxito 201 jardas e lançou 3 touchdowns. A completar os passes decisivos estiveram Gronkowski (por duas vezes) e Brown (uma). O outro touchdown foi obtido através de uma corrida do "running back" Leonard Fournette.  

 

Vencendo já ao intervalo por 21-6, a experiência de Brady vir-se-ia a revelar decisiva pela forma como soube gerir o tempo de jogo, arriscando apenas o estritamente necessário. Com isso, nenhum dos seus passes foi interceptado e a equipa revelou-se sempre segura em campo. Do outro lado, ao génio de Mahomes faltou quem lhe desse continuidade. Muito mais móvel que Brady, o "quarterback" dos Chiefs, viria a destacar-se por um incrível passe em queda, desferido de uma distância de mais de 30 jardas directamente para a "end zone", quem em vez de terminar em touchdown morreu inusitadamente na viseira do capacete do running back Darrel Williams. Um bom paradigma do que se viu num estádio que teve 22.000 pessoas presentes nas bancadas, das quais 7.500 foram pessoal de saúde já vacinado. Mas a melhor alegoria do que foi o jogo acabou por ser protagonizada por White quando primeiro deflectiu e depois interceptou a derradeira oportunidade dos Chiefs de obterem um touchdown, dois movimentos imediatamente seguidos pelo deslizar da câmara na direcção do sorriso de vitória de Brady, que pacientemente agurdava junta à linha pela hora de entrar e terminar com o jogo. Com uma inquebrantável defesa aliada à experiência de Brady, os Buccaneers conquistaram o seu segundo título da NFL (vitória por 31-9). Para Brady foi o sétimo, a que juntou a 5ª eleição como MVP do Super Bowl. "With a little help from his friends Gronk and Brown". 

tom brady e gisela.jpg

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