Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

08
Ago20

Eleições já!!


Pedro Azevedo

Em Ser Sporting, o "ser" é simultaneamente um substantivo e um verbo, identidade e existência. Ora, precisamente aquilo que está em causa hoje em dia é a nossa identidade, e saber se será possível continuar a existir o clube como sempre o conhecemos quando os atropelos cometidos sobre a nossa identidade já são significativos. 

 

Vou ser claro: desde Julho de 2018 que escrevo estruturadamente sobre os 3 pilares da nossa perenidade: Sustentabilidade (política desportiva, estratégia financeira e futebol português), Cultura Corporativa e Princípios/Ética. Antes ainda já perorara sobre cada um desses pilares, embora de uma forma não tão organizada ou que os relacionasse entre si. Acontece que actualmente é claro que estamos a falhar rotundamente na abordagem individual e colectiva a esses pilares, tampouco transparecendo que eles sequer tenham sido interiorizados por quem nos dirige. 

 

João Goulão hoje fala nisso no És a nossa FÉ, mostrando as consequências de uma política desportiva errática e transbordante de planos da pólvora que, obviamente, depois nos explodem nas mãos, onde qualquer jogador não está seguro, seis treinadores lideram a equipa principal de futebol em apenas ano e meio e quinze jogadores são contratados entre Janeiro de 2019 e Janeiro de 2020 enquanto, um a um, todos os craques do plantel vão rumando a outras margens. Ao mesmo tempo, tornam-se cada vez mais públicos e notórios os problemas financeiros e de tesouraria da SAD do Sporting por via da ausência de um modelo económico que sustente a nossa actividade. Adicionalmente, a voz do Sporting não se ouve nos orgãos de decisão do futebol português, restando cuidar de saber se tal decorre das nossas ideias não passarem ou de não haver ideia alguma. 

 

Também a nível de Cultura Corporativa nada tem sido feito para aproximar os sócios. Pelo contrário, o fosso entre eles e entre eles e o clube é cada vez maior. Falta doutrina que extraia o melhor de cada um, sobra vacuidade e sentimentos negativos que são terra fértil para aparecimento de comportamentos desviantes e enfermos de um radicalismo intolerável. Não há qualquer magistério de influência. No entretanto, continua-se a brincar às castas de leoninidade e a balcanizar o clube em sub-espécies que me dispenso (por não concordar de todo com elas) de caracterizar. Somos todos Sportinguistas e essa sempre será a nossa força, do que precisamos é de uma liderança que não tema a opinião dos sócios e não os tente transformar numa mole acrítica e conformada. Pelo contrário, o que é necessário é saber ouvir as pessoas e compreender o que cada sócio pode fazer pelo clube do seu coração em vez de ficar à espera do que o clube pode fazer por ele. 

 

E já que afloro John Fitzgerald Kennedy, permitam-me que adapte o seu célebre "Ich bin ein berliner" proclamado às portas de Brandenburg e Vos diga que "Eu sou um Sportinguista", cada um de Vós é um Sportinguista, por isso não construamos muros entre nós, até porque é o objectivo de termos um clube melhor que nos dará posteriormente satisfação pessoal e não o seu contrário  O tempo urge e não se pode permitir que o senhor presidente da MAG continue a "comprar tempo" para que o CD o desperdice ingloriamente. Os sócios do Sporting não podem continuar a ser ignorados, as suas ideias não devem continuar a não ser discutidas. Isso remete-me para o plano dos princípios e para a relação que se estabelece entre OS e sócios. Estes são sempre muito importantes aquando das eleições para rapidamente serem encarados como um maçador empecilho no dia seguinte. Ainda recentemente, por via da inoportuna introdução do tema do i-voting na agenda mediática - não por não dever ser discutido, mas sim porque os actuais Orgãos Sociais estão numa posição de enorme fragilidade e o tema facilmente resvalará unicamente para um plebiscito à actual Direcção - se perdeu mais uma oportunidade de unir os sócios. Para tal bastaria tão somente envolver outros Sportinguistas na procura da melhor solução a ser apresentada futuramente em AG Estraordinária. E o que fez o PMAG? Tanto quanto foi anunciado, constituiu uma comissão exclusivamente formada por elementos da MAG e da Direcção do clube, todos certamente peritos informáticos de primeira linha que isto de pensar em aplicações, infraestrutura, telecomunicações e autenticações deve ser coisa pouca como ir à televisão mandar uns bitaites sobre tudo e coisa nenhuma. Adicionalmente, vemos um Conselho de Administração a aumentar-se a si próprio (ou sob poposta de uma Comissão de Vencimentos conivente, com o voto do Sporting) contra a vontade de todos os outros accionistas da SAD e sente-se que quem nos comanda confunde o "ser presidente" com o "estar presidente", não observa o princípio da transitoriedade dos cargos e o bem-maior Sporting e vai continuando a dividir para melhor se proteger e reinar, esquecendo-se que o clube é dos sócios. Além de que me parecem justificadas as críticas à opacidade de gestão, com notícias frequentemente plantadas nos jornais que mais tarde não se vêm a confirmar na leitura dos respectivos R&C (forma de pagamento pelo Man United de Bruno Fernandes ou alegadas dúvidas de Valência e Atlético de Madrid). 

 

Sportinguistas, todo este arrazoado nem seria necessário na medida em que o porquê das coisas deve sempre preceder a análise do que se fez ou como se fez. O porquê neste caso é a razão de aqui estarmos, a nossa identidade. E sobre isso não pode haver tergiversão. Qualquer Sportinguista sabe que desde 1906 o nosso lema é "Tão grande como os maiores da Europa" e não "tão grande como o clube da outrora Bracara Augusta". Assim saibamos ou queiramos estar à altura do desígnio do nosso fundador, José Alvalade. Como tal, cumpra-se José Alvalade, faça-se cumprir o Sporting Clube de Portugal. Eleições já!!

RA.jpg

31 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Siga-nos no Facebook

Castigo Máximo

Comentários recentes

  • Pedro Azevedo

    De facto, o WBA é candidato a descer. Aliás, dos q...

  • Pedro Azevedo

    Complementando, tivemos pelo menos (tanto quanto ...

  • Pedro Azevedo

    O sistema de Ruben Amorim é um 3-4-3, ou 3-4-2-1 s...

  • Pedro Azevedo

    *... o Viktor jogar (correcção ao meu teclado inte...

  • Pedro Azevedo

    O Viktor já não vi jogará Porém, dele recordo aque...