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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

20
Mar19

Descobrir Fernando Puglia


Pedro Azevedo

Sabia que Fernando Puglia é um dos 3 jogadores da história do Sporting com pelo menos tantos golos marcados como jogos (>50) efectuados pelo clube? É verdade! Depois de Peyroteo (526 golos em 325 jogos, média de 1,62 golos por jogo) e de Jardel (67 golos em 62 jogos), Fernando Puglia, com 61 golos em 61 jogos, tem a terceira melhor média de golos, inclusivamente à frente do mítico Hector Yazalde, o qual só para o campeonato nacional tem também a média de 1 golo por jogo (104 golos em 104 jogos).

 

Nascido em 23 de Janeiro de 1937, em São José do Rio Pardo (São Paulo), Fernando Puglia iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Itobi, passando pelo Casa Branca (o seu pai, Francisco Puglia, foi Prefeito da cidade e o seu irmão, Gaspar, compôs a música do hino do município), até chegar ao Palmeiras, com quem rubricou o seu primeiro contrato como sénior. Aí actuou 3 temporadas, jogando atrás de Mazzola, campeão do mundo em 1958. A seguir, alinhou ainda no Santa Cruz e no São Paulo. Chegou ao Sporting em 1959 e formou uma dupla de atacantes (ele que era originalmente um centrocampista) de sucesso com o "Expresso de Lima", o peruano Juan Seminario. Ambos sairiam em 1961: Seminario para o Saragoça (e mais tarde para o Barcelona), onde aliás logo na sua primeira época se tornou o melhor marcador (Pichichi) do campeonato espanhol, Fernando com destino a Palermo, onde se impôs e ganhou grande destaque (e o epíteto de "Rei") depois dos dois golos que valeram uma vitória (2-4) em Turim, frente à Juventus - ele que já havia marcado ao Inter de Helenio Herrera, treinador que o havia recusado (mais tarde viria a fazer uns particulares pelos "nerazzurri") e a quem, provocatoriamente, foi entregar a bola após o golo - , que aliás lhe viriam a proporcionar uma transferência para a Vecchia Signora, antes de terminar a estadia em Itália jogando pelo Bari. Posteriormente, regressaria ao Brasil, repetindo passagens por Santa Cruz e São Paulo, terminando a carreira no Bangu, clube pelo qual se sagrou campeão carioca. Foi por três vezes internacional canarinho, em 1963, numa época em que o Brasil dominava o futebol mundial.

Morreu em São Paulo, no dia 6 de Abril de 2015.

Suspeito que desconhecido para uma larga maioria de adeptos leoninos, Fernando Puglia teve dois anos muito bons no Sporting Clube de Portugal. Trago-o hoje aqui porque  a memória e o apreço a quem bem serviu o clube tem de ser parte integrante da nossa Cultura.

fernando puglia.jpg

(Fernando Puglia com Pelé, num amigável com o Santos disputado em 1959)

 

PS: publicado pelo autor anteriormente no "És a nossa FÉ"

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