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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

07
Ago19

Comprar tempo


Pedro Azevedo

Um gestor compra essencialmente tempo. Num momento inicial, surge o esboço de uma ideia. Uma espécie de esquisso que se vai desenvolvendo até se transformar no corpo de uma estratégia. De seguida, há que tratar da sua implementação. Este período que medeia entre a criação do conceito e sua passagem a produção exige ao gestor persuasão. Ele deve ser capaz de transmitir aos que o rodeiam o que vai fazer e como. Mais importante ainda, ele deve saber explicar a razão pela qual um determinado caminho deve ser seguido. Como já disse anteriormente, o porquê das coisas é o que gera um elo emocional com as pessoas. 

 

Frederico Varandas não herdeu uma situação fácil. Mas está a torná-la bem mais difícil ao não ser capaz de esclarecer a sócios e adeptos a razão por que estamos a seguir numa determinada direcção. É que não basta dizer que a Formação não é boa: um caminho de cabras às vezes é a única forma de se chegar a um determinado destino, e saber-se que o caminho é acidentado não me garante imediatamente uma alternativa melhor. Assim, para além da dificuldade em transmitir as suas razões, produto de uma Comunicação absolutamente desastrada, o actual presidente enfrenta também legítimas dúvidas sobre aquilo que se vai perspectivando nas entrelinhas ser a sua estratégia. 

 

A precisar de comprar tempo, a necessitar de ganhar paz, dir-se-ia que o presidente leonino, líder de uma enorme instituição em recobro de um recente traumatismo, não investiu (como deveria) o suficiente na esgrima dos seus argumentos, situação que cria perplexidade pois tende a sugerir que pretende receber um cheque em branco. É isso aliás que se infere quando pede às pessoas que não fiquem preocupadas, na medida em que ele também não o está, como se isso fosse garantia de alguma coisa. (Mais do que as palavras, os actos é que podem tranquilizar as pessoas.) 

 

Quem olha para as contas do Sporting com olhos de ver, interpreta a estratégia desportiva que está a ser perseguida e entende as assimetrias que estão a ser criadas no futebol português tem toda a razão para estar preocupado. De facto, só um lunático não o estaria e eu não creio que Frederico Varandas viva no mundo da lua. Será por isso necessário Varandas começar a descer à Terra (terra?) e entender que as convicções só fazem sentido até à realidade chocar com elas de frente. Nesses momentos, há que controlar os danos, engolir o orgulho e mudar de vida, que é como quem diz mudar de rumo. 

 

 

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