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Castigo Máximo

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17
Mar20

A vida em isolamento / Teo-19 e o vírus do golo


Pedro Azevedo

Aproveito este tempo de quarentena para relembrar alguns antigos jogadores do Sporting porventura mais caídos em esquecimento. O primeiro que me ocorreu foi Teo Gutierrez, que em Alvalade vestiu uma camisola com o número 19 (da nossa inquietação e descontentamento recentes) estampado nas costas.

 

Para muitos foi sempre um "patinho feio". Excêntrico, protagonizou vários momentos insólitos, desde as novelas dos atrasos no regresso da América do Sul até ao roubo do spray a um árbitro na Liga Europa para comemorar um golo que havia marcado ao Besiktas. Insólita também foi sempre a sua relação com o golo. A ele vi marcar com o peito, a anca, o joelho, as costelas, ou simplesmente como pino desviando um remate de Carrillo que daria a vitória sobre o rival Benfica na Supertaça, como se a bola magicamente o procurasse a caminho do golo e usasse a parte do seu corpo "mais à mão" para o efeito. 

 

A verdade é que Teo Gutierrez foi sempre um jogador nuclear para Jorge Jesus. Número 19 nas costas, o "cafetero" sempre se distingiu pela forma inteligente como arrastava marcações, mostrando que tão ou mais importante do que o momento em que se tem a bola é saber o que fazer sem bola, afinal aquilo que acontece na esmagadora maioria do tempo de jogo. Descrevendo umas hipérboles à volta da grande área, o colombiano conseguia abrir espaços para João Mário, Ruiz ou Adrien entrarem nas suas costas e visarem a baliza ou servirem Slimani. Dái aliás resultariam vários golos leoninos nessa época de 2015/16. 

 

Infelizmente, uma inoportuna lesão a que se seguiu a demora no regresso da Colômbia coincidiriam com um período de menos fulgor do Sporting, algo que associado a factores externos alheios aos leões bem pode ter custado o título. No entanto, para que nunca esquecessemos o seu toque distintivo, capricharia no final da época com exibições que lhe valeriam diversas vezes a menção de melhor em campo. Sem criar raízes em Alvalade, viria a sair discretamente no final dessa época sem a repercussão que as vendas de Slimani ou de João Mário tiveram. No entanto, ao contrário destes - ausências colmatadas com a compra de Bas Dost e a promoção de Gelson - , o Sporting não encontraria na temporada seguinte um jogador à altura deste irreverente colombiano nascido em Barranquilla e com passagens pela Turquia, México e Argentina. Aliás, neste último país viria a jogar nos milionários do River Plate, clube pelo qual se notabilizou vencendo a Libertadores, Copa Sul-Americana, Recopa (Supertaça) da América do Sul e campeonato argentino. 

 

Ainda que em quarentena, estamos juntos!

#estamosjuntos #sporting

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