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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

08
Abr21

Um futebol feito à medida


Pedro Azevedo

Um campo de futebol tem cerca de 100 metros de comprimento, o equivalente a 10 000 cm. Metade - não há foras de jogo antes do meio campo - são 5 000 cm, pelo que 2 cm são 0,04% do comprimento do campo sujeito à regra do fora de jogo. No acesso à Universidade, há quem fique de fora por 0,01 valores numa escala de 20, ou seja, 0,05%. Na F1, numa volta à pista efectuada em cerca de 90 segundos, há quem perca a pole-position por cerca de 1 milésimo de segundo (0,0011%). Estes exemplos servem para explicar que o detalhe está sempre presente nas nossas vidas, muitas vezes dele dependendo o sucesso ou o fracasso de uma determinada empreitada. Assim, não é o rigor dos 2 cm que me incomoda, o que me preocupa é a falta de escrutínio sobre quem efectua essas medições e os meios actualmente existentes para o efeito, que estão longe de oferecer garantias de acuidade (ao contrário do sistema electrónico/"transponder" usado no automobilismo ou das médias ponderadas que dão a nota final para o acesso à faculdade). E é sobre isso que deveria recair a reflexão neste momento, procurando perceber-se de que forma poderemos eliminar a suspeição sobre o VAR e assim dar ao espectador garantias de idoneidade do produto futebol. Porque já não há paciência para tanto ruído negativo e quem efectivamente gosta do jogo merece um futebol feito à medida de quem quer desfrutar dele pelos melhores motivos. É que a já estafada ideia de que o ruído é essencial ao futebol, acerrimamente defendido por quem vê interesse na continuação da suspeição e arbitrariedade do status-quo vigente, só ajudou a formar um adepto sem cultura desportiva, fanático pelo clube e sem verdadeiro gosto pelo jogo ou interesse em o discutir, conhecer ou aprofundar nas suas dimensões técnica, táctica, física ou mental. . 

07
Abr21

Transparência


Pedro Azevedo

Não existe neste momento tecnologia suficiente para determinar com um nível de significância alto se um jogador que à vista desarmada está em linha se encontra de facto em fora de jogo. Desde logo porque o ponto de contacto na bola no momento do passe é muito difícil de determinar com exactidão na medida em que há um atrito não negligenciável entre a superfície do corpo do jogador e a bola (para não falar da incerteza quanto ao efectivo momento em que a bola contacta com a superfície do corpo do jogador ou dela sai). Ora, esse atrito, de décimos de segundo, implica um número considerável de "frames", todos eles apontando para uma posição absoluta e relativa (face aos adversários) do jogador que recebe a bola diferente. Deste modo, torna-se impossível determinar com segurança se o "frame" escolhido é o correcto ou não. Assim, a aceitação da decisão final do VAR é essencialmente um acto de fé, o que nesta religião pagã de que comungam os adeptos do futebol geralmente não augura nada de bom.  

 

Acresce que a própria representação do terreno de jogo em computador pode implicar um erro humano. Foi aliás o que aconteceu em Moreira de Cónegos aquando da deslocação do Braga. Nesse jogo, os bracarenses viram anulado um golo legal por alegado fora de jogo quando o seu jogador estava cerca de 130 centímetros em jogo. Na altura o erro foi imputado ao operador de imagem, mas estranhei não ter havido um inquérito rigoroso por parte da Liga que produzisse conclusões que pudessem sossegar os adeptos do futebol quanto à não recorrência deste tipo de erro. É que se avançamos para a tecnologia com a finalidade de evitar o erro, então deveremos por todos os meios assegurar que essa própria tecnologia não se torna uma fonte do próprio erro, manipulável e assim contribuinte para o adensar do clima de suspeição. E é nisto que eu me gostaria de focar: o que fazem as autoridades competentes no sentido da promoção da transparência? É certo que não se pode ser a favor da verdade desportiva e depois queixarmo-nos de um fora de jogo de 2 cm, mas mandaria o bom senso que houvesse uma espécie de caixa negra onde estes lances milimétricos seriam arquivados para posterior observação de um comité de análise independente, comité esse que depois tornaria pública a sua avaliação. 

 

Quanto à questão da margem de segurança nestas decisões de fora de jogo, o problema é exactamente determinar que tipo de margem deveria ser usada. Para tal, talvez fosse interessante determinar em média qual o impacto de um "frame" em centímetros, mas isso estará certamente dependente da velocidade de deslocamento de um jogador, variando assim consoante a situação específica. Por outro lado, admitindo que se daria uma margem de erro de 15 centímetros na determinação de um fora de jogo, logo apareceria gente a queixar-se se o fora de jogo fosse de 16 cm, insinuando que o tal centímetro adicional teria sido forjado.

 

Assim, não havendo possibilidade com a tecnologia presente de determinar com exactidão o momento em que a bola efectivamente sai do corpo do jogador (diferente do momento do primeiro contacto) que faz o passe, o que sugiro é que se aposte na transparência e que alguém mais tarde venha publicamente informar se a decisão foi bem ou mal tomada face aos óbvios constrangimentos existentes. Como deveria ser, na total salvaguarda da verdade desportiva possível, não dando azo a que o adepto pensasse em manipulação. O que não me parece bem é que o espectador em casa, que é quem paga o serviço televisivo que indirectamente, via DireitosTV, alimenta os clubes (e por conseguinte a Liga), não tenha acesso às medições de fora de jogo de outros dois lances ocorridos em Moreira de Cónegos. Isso não só aparenta ser um desprezo por quem efectivamente paga o futebol como também em nada contribui para a idoneidade do produto Futebol Português. 

 

Concluindo, de pouco serve dotarmos o futebol de um instrumento de apoio à verdade desportiva se depois nos esquecermos dessa finalidade primária e envolvermos o VAR numa opacidade absolutamente contrária ao princípio que o emanou. Nesse sentido, exige-se que haja quem controle à posteriori as decisões do VAR. E, já agora, que as comunicações entre VAR e árbitro sejam públicas, a bem da transparência. Teme-se o quê? Haverá bem maior na promoção de um produto que a sua idoneidade? Food for thought...

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06
Abr21

Tudo ao molho e fé em Deus

Regresso às aulas


Pedro Azevedo

Com o regresso às aulas voltaram também as lições de educação visual, trabalhos manuais e ciências. Nesse sentido, a régua, o esquadro e o microscópio foram muito utilizados pela sala do VAR, assim como a tesoura pela turma moreirense. A aplicação desta última sem a requerida cartolina (amarela, ou vermelha?) justificaria uma falta de material à classe arbitral, infração que já se sabe não constituir objecto de análise por parte do conselho disciplinar do colégio federativo. Restará assim a "jarra", se a associação de estudantes do apito não quiser passar uma borracha sobre o assunto.  

 

O Sporting também voltou ao campeonato. Não se pode dizer que o regresso tenha sido auspicioso, pois empatou. Para melhor tentar explicar aquilo que vi (não é axiomático) vou deixar a sátira de lado e concentrar-me na análise que me parece curial fazer nesta circunstância. Assim, mais preocupante que o resultado é a indefinição que se nota quanto ao melhor sistema de jogo a aplicar quando nos aproximamos do último quarto da competição. O sacrifício de um dos interiores (Nuno Santos ou Jovane) teve consequências na falta de apoio observado por Matheus Reis na altura de fechar o espaço a Walterson aquando do golo do Moreirense. Por outro lado, o transporte de bola em segurança de João Mário parece-me claramente sobrevalorizado num clube que quer ganhar todos os jogos, na medida em que retira imprevisibilidade à equipa e não proporciona os desequilíbrios que quem lute por títulos tem de provocar no adversário. A equipa parece estar a viver uma pequena crise de indentidade, dispersa entre o ataque rápido e transição que deram tantos dividendos no passado e os fundamentos do jogo de ataque posicional. A introdução de Bragança traz qualidade de passe e fluidez de jogo, mas se queremos um terceiro médio que contraste com estas características então Matheus Nunes, um dinamitador de linhas, seria uma melhor solução do que João Mário, amortecendo os efeitos da passagem abrupta do 3-4-3 para o 3-5-2. Por outro lado, os poucos minutos de jogo de Jovane são um mistério. O jogador foi progressivamente apagando-se nas preferências de Amorim depois de ter sido instrumental na imposição do jovem técnico em Alvalade no final da época passada. Esta temporada voltou a ter um papel importante quando reapareceu a tempo de evitar o terceiro resultado negativo consecutivo da equipa, ajudando assim a ganhar a Taça da Liga e a criar a confiança necessária que alavancou o nosso desempenho no campeonato. A sua escassa utilização desde esse momento não deixa de surpreender, ainda mais pelo facto de o jogador continuar a mostrar-se influente mesmo jogando muito pouco tempo. Ontem nem sequer foi a jogo, optando Amorim por manter um Paulinho claramente desgastado e ainda a acusar alguma falta de ritmo resultante da lesão que o impediu de realizar uma série de jogos. Ao contrário daquilo que vem sendo habitual, desta vez Amorim não conseguiu esconder os pontos fracos individuais dos jogadores. Assim, Porro mostrou-se desatento ao avanço de Abdu Conté nas suas costas e Feddal foi imprudente na abordagem ao lance fatal, procurando improvisar com o calcanhar sem ter o virtuosismo para tal requerido de um outro magrebino que imortalizou tal gesto técnico no Porto e na Europa, tudo situações que habitualmente não se revelam quando o Sporting está no relvado e que por falta de estrelinha desta vez vieram a redundar em golo no único remate enquadrado da equipa de Moreira de Cónegos. No plano positivo, Paulinho marcou finalmente um golo e mostrou bons pormenores que lhe podiam ter rendido um outro e uma assistência. No entanto, precisa de melhorar o timing de ataque à bola na área, aspecto em que ficou aquém após primorosa assistência de Porro que poderia ter resolvido o encontro. Bragança esteve em excelente plano, rodando a bola com rapidez, incorporando-se no ataque com critério e proporcionando uma excelente assistência para golo a Paulinho. Evidentemente, a avaliação é contínua e a equipa tem créditos acumulados que permitem antecipar uma óptima nota final, mas será importante voltar a estabilizar uma ideia de jogo clara e dar oportunidades a jogadores que façam efectivamente a diferença. A equipa parece viciada nos equilíbrios, mas é importante que haja também quem desequilibre. Igualmente, a manutenção de um elevado ritmo de jogo que não permita aos adversários reentrarem nas partidas parece-me chave para um final de época sem sobressaltos. Nesse sentido, noto que à semelhança do jogo com o Rio Ave estivemos longe de esgotar as 5 substituições possíveis. Mas há que aprender a lição e andar para a frente. Acreditemos, porque Amorim e a equipa merecem-nos esse capital de confiança. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Daniel Bragança

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05
Abr21

Mais uma vez bem, caro Amorim


Pedro Azevedo

Saúdo o discurso de Rúben Amorim na antevisão do Moreirense-Sporting de hoje, o qual vem ao encontro de um Post que aqui publiquei recentemente. Reitero a importância de abandonarmos a ilusão dos milhões e de nos focarmos numa estrutura de custos eficiente e assente na Formação que assegure um ciclo virtuoso do clube, com estabilidade no núcleo duro do plantel, uma equipa vitoriosa em Portugal e capaz de dar cartas na Europa. Nesse sentido, o ciclo recente do Ajax (finalista da Liga Europa em 2016/17 e semi-finalista da Champions em 2018/19) deve servir de inspiração para  o que virá a seguir. Bom, mas isso será o futuro, hoje há que bater o Moreirense. Força, Leões!

04
Abr21

João Capela e o “limpinho, limpinho”


Pedro Azevedo

"Era (foi) um jogo que necessitava de video-arbitro. A minha carreira teria sido diferente, se tivesse havido VAR nesse jogo" - declarações do ex-árbitro João Capela a A Bola no âmbito do celebérrimo Benfica-Sporting em que ficaram várias penalidades por marcar a favor do Sporting, o mesmo que Jorge Jesus, à época treinador do Benfica, classificou como "limpinho, limpinho" do ponto de vista da influência da arbitragem no resultado final. 

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01
Abr21

Neste dia nasceu...


Pedro Azevedo

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... Arrigo Sacchi (Fusignano, 1946), treinador bicampeão europeu pelo AC Milan, o homem da revolução copérnica do futebol rossonero. Tendo impressionado Berlusconi enquanto treinador do Parma, chegou a Milão em 87 e rompeu com o habitual catenaccio italiano, seguindo os princípios da pressão alta e do jogo posicional que foi buscar ao Ajax da década de 70. O seu onze base era aliás composto por italianos e holandeses (os 3 estrangeiros permitidos pelos regulamentos de então). A época de 88/89 terá sido a mais impressionante da sua carreira, destacando-se a recuperação (20 anos depois) do ceptro europeu pelo Milan após destruição do Real Madrid (5-0) nas meias-finais e goleada ao Steaua Bucareste (4-0) na final. Neste último jogo, disputado em Barcelona, o AC Milan alinhou com: Galli; Tassotti, Baresi, Costacurta e Maldini; Ancelotti, Rijkaard, Donadoni e Colombo; Gullit e van Basten.

01
Abr21

1º de Abril


Pedro Azevedo

A Bola assinala a data com a notícia de que Tomás Araújo encanta Jesus. A novidade é que se trata de um jovem da Formação do Benfica. Mais à frente o periódico adianta que ainda é cedo para a tomada de decisões, mas esclarece que o jogador marcou pontos. 

O ponto que vejo é o da limpeza de imagem do treinador...

 

O mesmo jornal dá como certo o regresso de Simão à Luz. As funções é que ainda estarão por definir.

Arranjem-me nomes, depois logo se vê como encaixam...

 

Diz o Carlos Júnior (Santa Clara) ao Record que o irmão ganhou uma ovelha num torneio e a vendeu para o ajudar.

Tem sorte o Carlos, há quem tenha ovelhas negras na família e não as possa vender (ou dar)...

 

Ainda segundo o Record, diz o Júlio César, antigo guarda-redes e hoje empresário, que sente a missão de trazer David Luiz para o Benfica.

Show me the money...

 

Segundo O Jogo, na Sérvia, o árbitro Srdjan Obradovic foi acusado de abuso de poder pelo departamento de prevenção contra a corrupção de Novi Sad após assinalar um penálti inexistente num jogo disputado em 2018. Como consequência, o árbitro foi condenado a cumprir 15 meses de prisão. 

Novas SADs já temos, se isto faz jurisprudência por cá... 

31
Mar21

Wonderful tonight


Pedro Azevedo

Maravilhoso jogo de Portugal este fim de tarde com a Suiça, na última jornada do Grupo D do Campeonato da Europa de sub-21. Uma vitória por 3-0 e uma exibição quase imaculada. Pedro Gonçalves é a conclusão prática da tese de René Descartes - cogito, ergo sum - no futebol, o homem fez prova da formulação do filósofo francês em cada acção no campo (até parado). Deve ter um quociente de inteligência semelhante ao Einstein, vê coisas que outros nem imaginam. Deu 3 bolas de golo ao TT, mas este não antecipou devidamente duas delas (a outra foi defendida pelo guarda-redes), ninguém provavelmente o conseguiria. Daniel Bragança é uma máquina, a caixa de ritmos da equipa, o passe-vite que vai esmifrando os miolos aos adversários que ficam esmagados perante tanta classe. Uma cabine telefónica para ele é um latifúndio. Precisa de melhorar apenas na acção de cobertura defensiva: deu de borla um livre ao adversário à entrada da nossa área e isso na alta competição por vezes paga-se caro. O Vitinha e o Fábio Vieira são também excelentes, tal como o Trincão. O TT esteve sempre em movimento e com acelerações de fazer prender a respiração - quem tem o azar de o apanhar pela frente deve julgar-se na montanha russa - , deve porém aprimorar o timing de entrada aos lances na área que se reflecte em instinto de ponta de lança. Foi decisivo no segundo golo. A defesa, a Quinta dos Diogos (hiper-inflação descarada) com Thierry como convidado especial, esteve muito segura. Ah!, e ainda houve tempo para o puto Conceição entrar e marcar um golo digno dos desenhos animados. Há muito tempo que não me divertia tanto a ver um jogo de futebol. O nosso passe-repasse foi deixando os helvéticos cada vez mais desconfortáveis, ao ponto de no segundo tempo já baterem em tudo o que apanhavam à mão. Foi um vendaval de bom futebol, às tantas dei por mim a pensar estar a ver o Brasil de 82. A sério!! Parabéns aos jogadores e, naturalmente, à equipa técnica encabeçada pelo Rui Jorge.

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31
Mar21

Tudo ao molho e fé em Deus

A braçadeira não caiu, a braçadeira não cairá


Pedro Azevedo

Portugal foi até ao Grão-Ducado do Luxemburgo onde um dia Siegfried, o da Brunilda de Wagner, mandou edificar uma fortaleza que durante muito tempo chegou a dar ares de aguentar as investidas do tradicional caos organizado que o exército de Fernando Santos montou a partir de um cerco. É curioso falar aqui de Siegfried porque a sua história tem semelhanças evidentes com a de Aquiles, ainda que a fragilidade do nórdico proviesse do ombro e não do calcanhar ou tornozelo. Ora, o nosso Aquiles é o Félix. A julgar pelo jornal da Queimada ambos até terão sido banhados em rios sagrados: o Aquiles já se sabia que no Estige e o Félix dizem-nos que no Judeu, ali para os lados do Seixal. O mesmo periódico que antes de cada jogo de Portugal embala o Félix como o Aquiles que transporta o escudo nacional, o guerreiro épico que fará a diferença na peleja. Só que depois as profecias saem todas furadas - deve ser do efeito nas águas das descargas poluentes na Baía do Seixal que o PAN atribui à inércia da autarquia - e o Jotinha que se destaca no ataque é aquele que o Klopp, qual Wagner, foi um dia buscar a Wolverhampton para dar um novo impulso à "cavalgada das valquírias" do seu Liverpool. Ontem, por exemplo, a única semelhança entre o Aquiles e o Félix foi a vulnerabilidade do tornozelo. Só que enquanto o Aquiles, ferido mortalmente por uma flecha de Páris, só viria a perecer após se encher de uma glória homérica com a conquista de Troia (que não a da Península de Setúbal onde acontece outra "guerra" que Alcochete neste momento lidera), a lesão no tornozelo de Félix foi como um sacrifício que os santinhos afectos ao Fernando congeminaram para que o onze de Portugal tivesse a oportunidade de vencer a Batalha do Luxemburgo. Foi de tal modo que diz-se por aí que como pagamento da dívida aos santinhos e expiação do pecado perante os inquisidores o Ronaldo irá permanecer 3 dias e 3 noites na fortaleza. E no fim, qual Mestre Afonso Domingues, proferirá: "A braçadeira não caiu, a braçadeira não cairá". Desengane-se porém quem pense que morrerá de seguida, que o Cristiano tem mais vidas que um gato e ainda vão ter de levar com ele mais uns anitos. É tomarem Rennie, a poção mágica dos Invejosix, o povo sedentário ocupante da fracção mais ocidental da Península Ibérica que não se governa nem se deixa governar ou dá valor ao real mérito.

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30
Mar21

Sporting em alta também na Selecção


Pedro Azevedo

Na primeira parte dei por mim a pedir a entrada de Palhinha, naquela fase em que Portugal não tinha controlo do jogo no meio campo e parecia que faltava intensidade e pressão sobre a bola à Equipa de Todos Nós. No segundo tempo entrou... e marcou. A jornada tripla acabou por ser muito importante para a valorização dos activos do Sporting. Palhinha e Nuno Mendes estrearam-se como internacionais e não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Se Palhinha fez 1 golo, o nosso lateral/ala esquerdo destacou-se por este parecer ser o seu habitat natural, não se perturbando com o peso da responsabilidade. Foi titular em dois jogos, fez a assistência para o golo (da "vitória") incorrectamente não validado na Sérvia e hoje protagonizou um lance (52 minutos) que não terá escapado ao olhar atento e conhecedor dos grandes clubes europeus. Oxalá o consigamos manter por mais algum tempo, sendo certo que havendo propostas deveremos ser irredutíveis em relação ao valor da cláusula de rescisão, porque precisamos do Nuno, como do João e de todos os outros jovens que se vêm afirmando, para finalmente impormos um ciclo de Sporting que se assemelhe ao que mediou entre 46 e 54. Bom, mas isso já sou eu a sonhar, a realidade agora são os 10 jogos de campeonato que ainda temos pela frente, os quais teremos de ir superando um a um. Cada coisa a seu tempo, ainda que o futuro não só traga água na boca como deva ser encarado com grande responsabilidade e precisão de ourives. 

30
Mar21

Exemplo devem ser os pais


Pedro Azevedo

Toda esta polémica à volta de Cristiano Ronaldo parece-me cabotina. Não só quando apressada e irreflectidamente se procuram argumentos para lhe retirar o privilégio de capitanear a Equipa Nacional, mas também ao invocar-se que o jogador deve ser um exemplo para os mais jovens em todas as suas atitudes. Atenção, eu compreendo que as agências de publicidade, os gabinetes de comunicação e as empresas de marketing procurem projectar uma determinada imagem ou narrativa que mais favoreça as pretensões das marcas que patrocinam CR7 e que este tacitamente assim o consinta, mas quem escreve ou fala sobre estas coisas deveria ter o afastamento suficiente para não se deixar contagiar nem perder a noção da realidade ou inverter as coisas. Quem deve, isso sim, constituír um exemplo na vida de um jovem e nunca se pode demitir da responsabilidade de o educar são primeiramente os seus pais, a quem cabe incutir princípios, valores e atitudes comportamentais, pelo que talvez fosse bom que esses críticos se focassem prioritariamente nas suas próprias casas e verificassem se estão a cumprir com as suas obrigações. Ademais, a um desportista, ainda mais de alta competição, compete ganhar, e isso, no calor da luta e fisica e mentalmente exausto, infelizmente nem sempre será possível compatibilizar com o melhor exemplo ou postura. Tal como ocorreu no pretérito Sábado. Desfrutemos pois até ao fim do extraordinário desportista Ronaldo e saibamos retirar apenas o essencial que o cidadão nos traz: no campo, o esforço contínuo e titânico na busca da superação, excelência e perfeição; fora dele a solidariedade para com os mais desfavorecidos. Isso, sim, será um legado de CR7, uma inspiração que qualquer jovem ou adulto retirará para a sua vida. Agora, perder tanto tempo com braçadeiras só assiste mesmo a quem não sabe nadar.

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29
Mar21

Ingratidão 3D


Pedro Azevedo

Leio em A Bola 3D, um canal de conteúdos digitais exclusivos para assinantes, o seguinte título sobre Garrincha: "Queria o Sporting quando já só era acompanhante de sambista (e bêbado)". Escrevo sobre isto porque tenho pena que se trate assim um dos maiores do jogo de todos os tempos. Quem gosta de futebol deve proteger aqueles que mais contribuíram para a afirmação do jogo. E haveria certamente formas mais simpáticas (e não desrespeitosas) de assinalar o declínio do Anjo das Pernas Tortas ("o seu melhor já tinha passado" teria sido suficiente), ainda que o contexto se reportasse ao período posterior ao da sua glória. Acresce que "acompanhante de sambista" aqui foi usado como pejorativo e preconceituoso (se fosse acompanhante de uma manequim da Victoria Secret serviria para este título?), demonstrando profundo desconhecimento dos factos, o que muito desvaloriza o papel que Elza Soares, deusa do culturalmente relevante samba (importante não esquecer), teve na vida de Garrincha, ela que foi provavelmente a única pessoa que verdadeiramente o amou e compreendeu, e que durante o tempo que esteve com ele conseguiu atenuar o efeito da progressiva dependência do jogador com o alcool. Mané Garrincha foi um dos melhores jogadores de todos os tempos. Aos grandes de todos os tempos devemos não só muita da nossa paixão pelo jogo como respeito. Da mesma forma que o que ficou de Baudelaire, Rimbaud ou Oscar Wilde foi a sua obra, a exploração vulgar da decadência de Garrincha passa ao lado do essencial: os milhões de pessoas a quem num qualquer dia de Domingo arrancou um sorriso com as suas intrépidas fintas. E isso é o que perdurará no tempo. Lembram-se do Brasil de 62? Viva Garrincha, viva o futebol! 

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26
Mar21

A ilusão do $upporter


Pedro Azevedo

Há um certo tipo de adepto do futebol português para quem o milhão exerce muito mais fascínio que o golão. Para este $upporter, a Formação é vista como o porco que é preciso apressadamente entoirir até ao cachaço para a matança, afiando o dente de cada vez que a imprensa o encandeia ao dar eco de valores miríficos que até as melhores lavandarias ou estratégias geopolíticas de estados soberanos têm pudor em acompanhar. A coisa cria alguma perplexidade, desde logo por não se entender que o adepto pretira a degustação de um menu de Guia Michelin ao deslumbramento sobre um evento onde não tem sequer lugar à mesa. É que no dia da matança quem habitualmente se empaturra à grande e à inglesa (o equivalente à francesa quando o menu é futebolístico) nem é afecto ao clube (empresários de jogadores), apenas quer ter um "Good Year". Sendo assim, em termos de analogias que envolvam recos eu prefiro a do porquinho-mealheiro. Não há nada como ir poupando cêntimo a cêntimo e não ter de vender. Não gastando superfluamente em compras na Feira de Carcavelos, não se endividando, tirando rendimento daquilo que desde cedo se foi produzindo com um controlo de qualidade que ao longo do tempo se foi monitorizando e atestando. 

 

Alegorias à parte, formar para ganhar e nesse processo manter custos controlados deve ser o paradigma. Formar, pensando na lógica da venda posterior, é apenas uma construção falaciosa e novo-riquista que como abundantemente se tem visto não garante a sustentabilidade no futuro nem cria no jogador um compromisso com o clube. Um jogador de futebol contabilisticamente é um activo. Tem um valor (preço, aquando da compra/venda), um rendimento e uma data de expiração. Mas não é uma acção, uma obrigação ou um sobreiro, tem pensamento próprio, expectativas. Saber gerir o momento de saída de um jogador será uma ciência. Mas a venda deverá sempre ser suscitado por ser uma boa oportunidade para ambas as partes e haver quem substitua o atleta com um custo salarial igual ou menor, e não por a tesouraria necessitar da venda para pagar salários. Até porque os jogos ganham-se com os melhores e a economia está cheia de exemplos que nos mostram que a produção não é infinita e há custos de oportunidade. Para além de que o que verdadeiramente mata do ponto de vista financeiro os clubes é o desequilíbrio entre custos e proveitos ordinários, e isso é uma ilusão pensar-se que se resolve sucessivamente com vendas de jogadores. A história está aí para o provar, pelo que nenhum clube será capaz de sobreviver a médio/longo prazo se não tiver custos de estrutura eficientes e um sólido crescimento dos proveitos fora da actividade de trading de futebolistas. Esse aliás é o único caminho para a perenidade de equipas competitivas no plano desportivo. E para continuar a vencer no futuro. 

P.S. A única equipa fora das Big5 que se conseguiu apurar para umas meias-finais da Champions (esteve a 1 segundo da final) desde 2010 foi o Ajax. A época foi a de 18/19. Dois anos antes o mesmo Ajax havia sido finalista da Liga Europa contra o Manchester United de Mourinho. A base da equipa era a mesma. 

25
Mar21

O homem que via o futuro

Johan Cruijff


Pedro Azevedo

Johan Cruijff deixou-nos há 5 anos atrás. Visionário, ele foi sempre um homem à frente do seu tempo. Inspirado pelo seu mentor Jany van der Veen, que havia absorvido os fundamentos da ideia do Futebol Total do inglês Jack Reynolds - o britânico que treinou os "lanceiros" nos anos da 2ª Guerra Mundial e foi preso após a anexação holandesa pelos alemães - , Cruijff encontrou em Rinus Michels o homem ideal para dar continuidade a essa revolucionária ideia de futebol na equipa principal do Ajax, constituindo-se como o prolongamento do treinador em campo. Assim, ao lado de futebolistas como Johan Neeskens, Ruud Krol, Piet Keizer, Wim Suurbier, Arie Haan ou Johnny Rep, Cruijff e o seu Ajax encantaram o mundo com um estilo de jogo apoiado que fazia da mobilidade dos jogadores o seu grande trunfo. Ele era o cérebro e a força motriz de tudo. Após 3 vitórias consecutivas na Taça dos Campeões, Cruijff migrou então para Espanha, onde ao serviço do Barcelona se viria a sagrar campeão espanhol logo no primeiro ano. No banco estava Michels, um feliz reencontro. 

 

Depois de uma temporada passada nos EUA, Cruijff regressou já veterano à Holanda para recriar e aprimorar a ideia de Futebol Total no Ajax. Primeiro ainda como jogador, no Ajax e Feijenoord, depois como treinador dos "lanceiros". Oscilando entre um 3-4-3 e um 4-3-3, com Rijkaard como o líbero capaz de transformar o sistema dentro do campo, Cruijff venceria então a Taça das Taças de 87 com uma nova geração de meninos formados no clube onde se destacavam Marco van Basten, o seu delfim, os extremos Van't Schip e Witschge e o médio Winter, a que se juntava a experiência de Danny Blind, Muhren e do próprio Rijkaard. Replicando o seu percurso enquanto futebolista, Cruijff foi então para Barcelona criar o "Dream Team". Na Cidade Condal venceria 4 títulos consecutivos entre 91 e 94, uma Taça das Taças e a tão desejada Taça dos Campeões. 

 

Em Barcelona teria ocasião de aprimorar os fundamentos do Futebol Total, trabalhando alguns princípios do jogo posicional como a distância ideal entre jogadores e linhas, formas ideais de pressionar o adversário e a ideia de que o jogador que define o passe é quem se desmarca e não o portador da bola (procura constante do passe entre-linhas). Tendo abandonado os bancos de futebol cedo, em 96, Cruijff dedicar-se-ia então à sua Fundação e ao Ajax, procurando neste último a criação de uma estrutura formada por antigos jogadores que garantisse a perpetuação de uma forma identitária de jogar futebol.

 

Johan Cruijff deixou-nos há 5 anos, mas a sua forma de ver o jogo influenciar-nos-á para sempre, observe-se a longa lista de treinadores que em si encontraram inspiração. Génio, e como tal tantas vezes incompreendido, a sua marca no jogo é indelével. Afinal, a ele e aos seus mentores devemos a melhor ideia de futebol que alguma vez passou à face da Terra. Obrigado por tudo, Johan!

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24
Mar21

Meia palavra devia bastar...


Pedro Azevedo

À chegada ao Equador, onde foi integrar a sua selecção, Plata mostrou não compreender a razão pela qual foi alocado à equipa B. Eu diria que o facto de 2 anos depois o seu entendimento colectivo do jogo ter evoluído pouquíssimo poderá ser uma pista. O resto já Rúben Amorim, subliminarmente, deu a entender de forma pública. Por comparação, atente-se, por exemplo, nos desempenhos de Tiago Tomás, Matheus Nunes, Gonçalo Inácio ou Nuno Mendes: TT já jogou como ponta de lança, interior e lateral/ala (em casa, contra o Gil Vicente, marcando até um golo em que revelou excelente entendimento do que era pedido quando Sporar fez um deslocamento lateral seguido de apoio para Bragança e ele teve a inteligência de vir para dentro e concretizar), Matheus teve boas prestações como médio, interior e lateral/ala, Inácio adaptou-se a qualquer posição da linha de 3 (inclusivé a jogar de pé trocado) e Mendes chergou à selecção e já foi lateral/ala e central pela esquerda com um excelente aproveitamento. Para bom entendedor...

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24
Mar21

Dário, Isnaba, Guilherme, Octávio...


Pedro Azevedo

A surpreendente chamada de Dário Essugo ao plantel principal do Sporting veio mais uma vez chamar à atenção para o talento que existe nos escalões de formação do Sporting. Para quem não acompanhe tanto, junto aqui mais alguns nomes que têm estado desaparecidos no radar dos adeptos em virtude da interrupção dos campeonatos jovens: Guilherme Santos, Saná Fernandes, Francisco Silva, Salvador Gomes, Tiago Octávio, Isnaba Mané, Martim Marques ou Mateus Fernandes. O Guilherme é aquele jovem que um dia a todos surpreendeu na Pontinha quando revelou um discurso muito maduro e com todos os valores Sportinguistas presentes. Habitualmente escolhido como capitão, o Guilherme é um médio de grandes recursos técnicos e grande chegada à área (pode também jogar como segundo avançado, ao estilo de João Vieira Pinto), a quem faltará porventura um crescimento físico ao nível do seu talento. De apenas 15 anos, Saná é um jovem extremo muito forte no drible, característica aliás comum ao seu irmão Joelson. Chamo também a atenção para os guarda-redes Francisco Silva (só perfaz 16 anos em Novembro) e Salvador Gomes, ambos muito fortes na mancha e com excelente presença entre os postes. Um pouco mais velhos (7, 8 meses), Tiago Octávio e Mateus Fernandes são dois médios de excelente técnica. Octávio destaca-se mais pelos deslocamentos frontais com bola, Mateus é um organizador que revela excelente leitura de jogo e circula mais o esférico, juntos reeditam um pouco as características da dupla Matheus Nunes/Daniel Bragança. Mané é um quebra-cabeças na ala esquerda, um jogador de desequilíbrios. Martim Marques é um lateral esquerdino que sobe muito, com excelente técnica, habilidade na finta e qualidade no cruzamento. Outros miúdos como Mamadu Djaló ou Pedro Sanca poderiam também merecer destaque. Queremos vê-los muito mais e vamos certamente ouvir falar deles no futuro, assim as condições sanitárias o permitam. Mantendo a estratégia de aproveitamento da sua formação, o futuro do Sporting continuará assegurado nestas duas gerações de jogadores.

23
Mar21

NextGen 2021


Pedro Azevedo

O Sporting é o único clube português representado na lista "NextGen 2021: as 50 maiores revelações do futebol mundial" publicada hoje pelo portal Goal.com. E logo com 3 jogadores: Nuno Mendes, Eduardo Quaresma e Joelson Fernandes. Nesta lista, que contempla apenas jogadores nascidos a partir de 1 de Janeiro de 2002, onde surpreendentemente não consta Tiago Tomás (Gonçalo Inácio nasceu em Agosto de 2001), Nuno Mendes é o mais bem classificado dos leões, aparecendo na 23ª posição. Dos restantes, Quaresma figura no 36º posto e Joelson é o 44º colocado. O pódio é composto por Ansu Fati (1º, Barcelona), Eduardo Camavinga (2º, Rennes) e Gio Reyna (3º, Borussia Dortmund). Mais um bom sinal de valorização da Academia Sporting e da sua formação. 

nuno mendes nextgen.jpg

eduardo quaresma nextgen.jpg

joelson nextgen.jpg

23
Mar21

Penso, logo desisto


Pedro Azevedo

Leio que fizemos uma parceria com uma instituição especializada em encontrar jovens talentos escandinavos "cognitivamente desenvoltos". Parece-me uma boa forma de reformular o Gabinete Olímpico. Assim, se os meninos e meninas não souberem dar dois pontapés na bola, podemos sempre inscrevê-los nas Olimpíadas da Matemática. Ou no Xadrez. E na Sueca, também, obviamente. Com a vantagem, dada a púbere idade, de tal contributo poder ser dado por correspondência. 

 

P.S. Diz o Director da instituição, que tem sede na Ericeira, que esses jovens "contrastam com os portugueses". Entretanto, no seu site anunciam que no Verão irão visitar 30 diferentes locais na Escandinávia.

23
Mar21

Ranking GAP


Pedro Azevedo

Nesta temporada de 2020/2021, o Sporting disputou até agora 32 jogos - 24 para o Campeonato Nacional, 2 para a Liga Europa, 3 para a Taça de Portugal e 3 para a Taça da Liga -, obtendo 26 vitórias (81,25%), 4 empates (12,5%) e 2 derrotas (6,25%), com 63 golos marcados (média de 1,97 golos/jogo) e 19 golos sofridos (0,59 golos/jogo).

 

Individualmente, Rúben Amorim mantém o 3º lugar no Top 5 da exclusiva lista de treinadores do Sporting com maior percentagem de vitórias. Numa altura em que já realizou 43 jogos pelo clube em diversas competições, Rúben apresenta um registo de 74,4% de vitórias (32 em 43) em todos os jogos, superando homens como o húngaro József Szabó e o tri-campeão Randolph Galloway. O líder continua a ser o também inglês Robert Kelly (79,2%), seguido por Cândido de Oliveira (75,3%), por Amorim, pelo húngaro Alexander Peics (73, 1%) e József Szabó (72, 2%).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas de golo):

 

1) Ranking GAP (medalheiro): Pedro Gonçalves (15,4,6), N. Santos (7,9,1), TT (6,2,4);

2) MVP: Pedro Gonçalves (59 pontos), Nuno Santos (40), TT (26); 

3) Influência: Pedro Gonçalves (25 contribuições), N. Santos (17) e Porro e TT (12);

4) Goleador: Pedro Gonçalves (15 golos), Nuno Santos (7) e TT, Jovane e Coates (6);

5) Assistências: Nuno Santos (9), Pote (4), Porro, Tabata, João Mário e Feddal (3).

 

Fazendo uma análise por sectores em termos de pontos MVP (golo=3; assistência=2; participação=1), teremos:

 

Pontas de Lança (total=59)TT (26), Sporar (20), Vietto (7), Pedro Marques (6)

(nota: TT também jogou como interior)

tt1.jpg

Interiores (total=136)Pote (59), Nuno Santos (40), Jovane (23), Tabata (14)

(nota: Jovane também jogou como ponta de lança)

pote3.jpeg

Médios Centro (total=34): João Mário (13), Matheus Nunes (10), Palhinha (8) e Bragança (3)

joaomario.jpg

Laterais/Alas (total=40)Porro (23), Nuno Mendes (11), Plata (4), Antunes (2)

Pedro-Porro.jpg

Centrais (total=43)Coates (22), Feddal (11) e Gonçalo Inácio (10)

Coates.jpg

Guarda-redes (total=2): Adán (2)

adan1.jpg

Conclusões:

  • A posição de Interior contribui em acções de golo cerca de 2,3 vezes mais do que a posição de Ponta de Lança; A posição de Médio Centro tem menos preponderância nos nossos golos que a de Lateral/Ala e de Central, o que pode indicar que RA vê-os mais como um factor de equilíbrio defensivo, sendo os desequilíbrios ofensivos mormente produto da circulação em "U";
  • Ordem de importância no golo: Interiores, Ponta de Lança, Centrais, Laterais/Alas, Médios Centro, Guarda-redes;
  • Um total de 20 jogadores já contribuiu para os golos leoninos. Dos utilizados, apenas Max, Neto, Quaresma, Borja, João Pereira, Paulinho, Matheus Reis e Dário Essugo ainda não tiveram preponderância nos golos marcados. 

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

RANKING GAP 230321.png

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