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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

27
Jul22

Tudo ao molho e fé em Deus

As danças sevilhanas da Catalunha


Pedro Azevedo

Numa semana o palco rodou do circo romano para o tablao de flamenco. A coisa processou-se em dois actos: no primeiro, com Rakitic em grande plano, entraram "as danças sevilhanas da Catalunha" (alô Gabriel Alves), no segundo serviram-se umas tapas do chef Acuña e o leão pôde por fim saciar a fome. Como geralmente ocorre, o excesso epicurista gerou penalidades. E foi assim que aconteceu: o Fatawu foi com g(h)anas a mais ao po(s)te e este ainda a esta hora estará a abanar...  Uma fata(wu)lidade, por certo, ou não tivesse o flamenco em comum com o fado a raiz árabe. 

20
Jul22

Tudo ao molho e fé em Deus

Gladiadores de Roma


Pedro Azevedo

Ver gladiadores romanos enfrentarem feras do tipo de leões é coisa que não espanta desde a Roma Antiga. Tal era tão "amistoso" que geralmente terminava com a morte de alguém, fosse a fera ou o homem. Desse para o que desse, o necessário era animar a malta presente no Coliseu, um anfiteatro com uma capacidade de cerca de 50.000 espectadores. Sonhando com a glória, os pupilos de Mourinho devem ter-se lembrado desses tempos de fausto do Império Romano, e vai daí começaram a bater em tudo o que mexia. O palco era o Estádio do Algarve, que como se sabe pertence à classe dos dinossauros, ou seja, precede o próprio Império Romano. Não haveria assim melhor cenário para pôr em prática tal veia animalesca. Consta que o público presente curtiu bastante o espectáculo de pancadaria que lhe foi oferecido, só faltando mesma uma mordidela na orelha para a coisa ficar ao nível do combate Tyson-Holyfield. Ah, parece que tudo começou com um jogo, um pequeno "amouse-bouche" para o prato forte que se lhe seguiria. Aperitivo esse servido em Pote. De ouro, ao que parece. Está de volta o nosso menino! Para fazer "sangue"?! Não tanto porém quanto os Gladiadores vindos de Roma...

08
Jul22

O apagão


Pedro Azevedo

Volta não volta um jogador de futebol enfrenta aquilo que se pode chamar de apagão, O fenómeno, difícil de explicar, geralmente é temporário, principalmente quando se trata de um craque, ressurgindo depois o jogador ao mais alto nivel. Mas há também casos onde o retorno já não é possível, e o estado transitório torna-se permanente. Geralmente associado a questões psicológicas, o apagão de um futebolista pode até acolher superstições diversas. Quem não se lembra do nosso antigo médio Marinho? Providencial na dobradinha de 82 com Allison, o ex-bracarense viria então a entrar num prolongado ocaso. Razão? Logo os adeptos apontaram o corte de cabelo, como se a ausência da sua outrora longa melena loura lhe tivesse, qual Sansão, retirado a energia. Outro futebolista que depois de um início forte se foi apagando foi o colombiano Fredy Montero. Mas para isso muito contribuíram os inúmeros golos mal anulados por árbitros auxiliares que assim interromperam uma série goleadora que parecia eterna. Outros jogadores tiveram a sua travessia no deserto, com particular destaque para o grande Rui Jordão, a quem um dia Big Mal se referiu como não estando bem da cabeça. Como resultado deixou-o na bancada num importante jogo contra o Porto para estupefacção geral, lançando no seu lugar um miúdo açoriano formado no clube (Mario Jorge), um fantasioso canhoto que aliás viria a marcar o único golo desse Clássico. A verdade é que Jordão regressaria em grande, ganhando Allison de uma assentada dois jogadores na caminhada para a conquista do título de campeão nacional. Um caso paradigmático de como há males que vêm por bem. Porque no fim do dia o mais importante é a equipa. Dúvidas? Tivesse o Sporting ganhado o campeonato na época transacta e ninguém falaria no notório abaixamento de forma de Pedro Gonçalves. Não vencendo, foi mais evidente a ausência do Pote de Ouro no final do arco-íris. Sim, porque os grandes jogadores podem pontualmente ajudar uma equipa, mas as grandes equipas são aquelas que conseguem mascarar o pontual menor fulgor dos seus craques, levando-os muitas vezes a crescer com o grupo, o que tende a ocorrer mais rapidamente por a pressão não ser tão grande devido às vitórias continuarem a acontecer. 

03
Jul22

Os 4 Violinos


Pedro Azevedo

A ideia de que só a vitória interessa é um pensamento que se enraizou no futebol a partir do momento em que o romantismo do futebol espectáculo cedeu o lugar ao pragmatismo do futebol negócio. A história porém mostra-nos que há mais do que uma forma de vencer, e vencer o coração dos adeptos nem sempre passa obrigatoriamente pela vitória dentro do campo de jogo. Por isso incomparavelmente mais páginas foram escritas sobre a Hungria de Puskas, Kocsis e Hidegkuti do que acerca da Alemanha de Walter, Rahn e Morlock. O mesmo se passou com os teutónicos Meier, Beckenbauer e Müller, subjugados pela história e no coração dos adeptos pela sumarenta Laranja Mecânica de Cruijff, Rensenbrink e Neeskens, ou com a Itália de Conti, Tardelli e um inspirado Rossi, trucidada mediaticsmenre ao longo dos anos pelo perfume do futebol sambado de Zico, Falcão e Sócrates (ocorre-me que quem achar esta ideia metaforicamente platónica pode ligá-la literalmente a este jogador com o nome do antigo mestre de Platão). Vem este arrazoado a propósito do melhor meio campo que vi jogar no nosso Sporting, que apesar disso não foi campeão. Tomem lá nota, por favor: a titulares tínhamos o Paulo Sousa, o Euclides do futebol mundial, um homem com imensa noção do seno e do co-seno que chegou a Alvalade à tangente mas nunca foi secante; depois, havia o Balakov, o magneto, que em progressão colava a bola aos pés como se tivesse um íman nas botas; seguidamente, apresento-vos o Cherbakov, um tipo que invulgarmente conciliava uma força quase sobre-humana com uma técnica apuradíssima, um elefante com patas (pés) de bailarina, que um dia, qual Atlas, vi carregar o mundo de dois austríacos do Casino sobre os ombros e costas até desferir um imparável remate ainda de fora da área; e, claro, havia também o Figo, o mago do drible, mestre da arte do engodo, tango ou tanga da cabeça aos pés; sem esquecer o Peixe, eleito melhor jogador do Mundial junior de 91, o Capucho, também coroado em Lisboa, o Filipe, campeão do mundo em Riade, e o Pacheco, que com o Sousa roubámos ao Benfica. Bem, foi o mais perto que tivemos de ter opera em Alvalade, mas, como quem Scala consente, não tivemos alternativa que não fosse aceitar que o Robson fosse substituído pelo Queiroz e tudo terminou em opera-bufa. Mas que foi bom, lá isso foi, pelo menos enquanto durou (o Sousa saiu logo no ano seguinte para a Juventus, o Cherba perdeu-se na noite de Lisboa, o Figo assinou por 2 italianos e acabou em Espanha e o Bala foi fazer história no Estugarda). Por isso, com todo o respeito pelos Sporting de Fraguito, Dinis e Yazalde, do Manél, Jordão e Oliveira, ou do Mario Jardel, André Cruz e João Vieira Pinto, aqui fica a minha vénia a esses artistas. 

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