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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

30
Nov20

Ranking GAP


Pedro Azevedo

Nesta temporada de 2020/2021, o Sporting disputou até agora 11 jogos - 8 para o Campeonato Nacional, 2 para a Liga Europa e 1 para a Taça de Portugal -, obtendo 9 vitórias (81,8%), 1 empate (9,1%) e 1 derrota (9,1%), com 30 golos marcados (média de 2,73 golos/jogo) e 10 golos sofridos (0,91 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP (medalheiro): Pedro Gonçalves (9,1,3), Nuno Santos (4,7,0), Jovane (3,2,0);

2) MVP: Pedro Gonçalves (32 pontos), Nuno Santos (26), Sporar e Jovane (13); 

3) Influência: Pedro Gonçalves (13 contribuições), N. Santos (11), Sporar (8 contribuições);

4) Goleador: Pedro Gonçalves (9 golos), Nuno Santos (4), Jovane, TT e Coates (3);

5) Assistências: Nuno Santos (7), Porro, Vietto, Feddal, Matheus Nunes e Jovane (2).

 

Algumas notas complementares:

  • Pote e Nuno Santos juntos contribuíram para 80% dos golos do Sporting. Considerando apenas a acção directa (golos, assistências), o seu contributo conjunto é de 70% do total dos golos do Sporting;
  • Pote lidera todos os parâmetros de análise (GAP, MVP, Influência, Goleador), excepto o de assistências;
  • Já 17 jogadores contribuíram para os 30 golos obtidos esta época.
  • Nos 11 jogos da época passada, Ruben Amorim obteve 6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Somando esses números à substancial melhoria verificada esta temporada, o treinador leonino contabiliza 22 jogos, 15 vitórias, 4 empates e 3 derrotas, ou seja, um total de 68,2% de vitórias, aproximando-se assim do Top 5 dos treinadores do Sporting com melhor percentagem de vitórias pelo clube. Top 5: 1º Robert Kelly 79,2%, 2º Cândido de Oliveira 75.3%, 3º Alexander Peics 73,1%, 4º Joseph Szabo 72,2%, 5º Randolph Galloway 70,5%. Últimos treinadores do Sporting: Marcel Keizer (66,7%), Leonardo Jardim (65,7%), José Peseiro (64,3%, 18/19), Jorge Jesus (63,9%), Jorge Silas (60,7%) e Marco Silva (60,4%). Nota 1: antes desta última vitória, a percentagem de vitórias de Ruben Amorim era exactamente igual à de Marcel Keizer, pelo que assim ultrapassou o técnico holandês; Nota 2: na sua melhor época (15/16), Jorge Jesus obteve 70,6% de vitórias, ficando a um triz de vencer o campeonato (79,4% de vitórias); Nota 3: a Europa tem sido uma fonte de descida das % de vitórias de todos os treinadores (Leonardo não teve Europa e Amorim apenas teve 2 jogos).

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

RANKING GAP 8.png

30
Nov20

Dominici


Pedro Azevedo

Pequeno em estatura, mas um titã em campo - assim se referiram a ele os All Blacks. Cristophe Dominici, um dos mais lendários pontas do rugby mundial, faleceu a 24 de Novembro. Por entre a hecatombe que vitimou uma série de desportistas conhecidos que marcou a semana que passou, a notícia passou-me ao lado durante dias. Até hoje, mais concretamente. Todavia, a carreira de Dominici não passou ao lado de todos os amantes de rugby. De pequena estatura (1,72m), Dominici era um ponta rapidíssimo e com estonteantes trocas de pés, características que o tornaram um ídolo do desporto francês. O zénite da sua carreira foi atingido num malfadado França-Nova Zelândia - sim, no rugby sou um fã incondicional dos "All Blacks" e de Gales - , um dos jogos das semi-finais do Mundial de 99. Malfadado pelo resultado, por ingrato para o país do Hemisfério Sul, mas épico e eventualmente irrepetível para quem ama o desporto da bola oval. Nesse dia a França chocou o mundo, batendo os poderosos neozelandeses por 43-31 num dos melhores jogos de sempre da modalidade. Para tal muito contribuiu a exibição de Dominici, um pequeno duende francês que empalideceu a estrela de Jonah Lomu, o gigante e poderoso neozelandês entretanto também já falecido, que à época era o melhor jogador do mundo. Até sempre, Dominici.

dominici.jpg

29
Nov20

Tudo ao molho e fé em Deus

O presente de César


Pedro Azevedo

Como em termos de organização o futebol jogado em Portugal ainda está na Idade Média, disposto a tomar de assalto um grupo de irredutíveis com sede a noroeste de Lisboa, o Clero Regular uniu-se a um César para conquistar a Sportingália. Com esta associação, os cónegos julgaram assim poder ditar leis em terra conhecida por não se governar sozinha nem se deixar governar por outrém. O problema é que com o advento da Idade Média e as invasões bárbaras a influência dos César perdeu-se. E nem o Clero Secular, de estricta obediência aos bispos, ajudou às pretensões dos cónegos. 

 

Em Alvalade, 1 ano corresponde a 1 segundo em termos de tempo de Humanidade. Assim, se ontem estávamos entre o triássico e o paleolítico inferior - assistindo à dança do T-Rex Jesérássico e vendo uns cromagnons a desenhar pinturas rupestres com os pés - , amanhã poderemos chegar à Modernidade. Um dos responsáveis por esta metamorfose é Potix, assim designado por ter tomado um pote de poção mágica em pequenino. O outro é Amorinix, o chefe da Sportingália. Ao contrário do seu antepassado Abraracourcix que tinha medo que o céu lhe caísse em cima da cabeça, Amorinix só tem medo que a cabeça dos seus pupilos toque na lua. Por isso, insiste em que todos ponham os pés bem assentes na terra e não vão em cantos de sereia. O mínimo que se pode dizer é que o combate de ontem deu-lhe inteira razão.

 

Ainda não estavam decorridos 3 minutos e já Palhinix era abandonado por Analgésix no meio da batalha, ficando assim impotente para travar um cónego que de forma nada canónica revelava más intenções. Esquecendo-se de que junto ao seu aquartelamento a correlação de forças era-lhe favorável em 5 para 2, Feddalix não saiu a campo aberto para ajudar. Para piorar as coisas, o jovem Mendix adormeceu na formatura e permitiu que a cavalaria moreirense o flanqueasse. Nesse transe, Geriatrix (também conhecido como Agecanonix ou Decanonix), o ancião da aldeia, assustou-se e abriu as portas à invasão dos cónegos. Determinados a contra-atacar, os homens de Amorinix não desarmaram. Mendix avançou com Santix, e este deu a munição para que os poderes sobre-humanos de Potix restabelecessem a igualdade de forças. Dada a forma célere como as tropas de Amoranix haviam recuperado de um duro revés no dealbar da batalha, pensou-se que a derrota dos cónegos estaria iminente. Puro engano. É certo que Sporarix podia até ter sentenciado cedo a contenda, mas um intrépito cónego também teve tudo para causar dolo se bem municiado quando, após um risco mal calculado por Feddalix, ganhou 2 metros a um Geriatrix que na correria pareceu transportar um menir às costas.

 

Dada a dureza inaugural da refrega, ambos os exércitos optaram por se estudar. Nesse transe, acabou por ser decretado um intervalo na contenda. Não se sabe se tal foi acompanhado por um pequeno repasto, o provável é que ao bardo de serviço não tenha sido impedido que entoasse melodias para um campo de batalha vazio e uma arena envolvente sem assistência até que escrivães e narradores voltassem ao serviço. Reatada a contenda, cedo se notou que a infantaria de Amorinix enfrentava dificuldades tamanhas na nevrálgica zona central do terreno, optando sempre por circular em "U" e utilizar a cavalaria. O problema é que, mesmo desbravado o terreno pelos flancos, Sporarix (onde andava o Marquix?), o guerreiro encarregue de conquistar o estandarte moreirense, tardava em dar a estocada final. Como tal, a situação caiu num impasse. Para quem conheça bem a vida na Sportingália, quando as coisas se complicam a solução está no Potix. E este não desiludiu. Assim, se num primeiro momento fez abanar as fundações da fé moreirense, num segundo momento conseguiu ultrapassar o trôpego "passionato" guardião dos cónegos, um presente de César que antecipou o período natalício que vem aí. Consta que tudo acabou em bem e que, observado o devido distanciamento social, o bardo Assurancetourix lá acabou amarrado a um canto para não suscitar reacções enérgicas da parte dos restantes aldeões. Comme il faut! (O Linguistix da aldeia ao lado é que não deve ter ficado nada contente com o desfecho e em Janeiro lá estará a pedir a um Ordralfabétix de ocasião mais munições para arrasar a malta.)

 

Menir d'Ouro "Tudo ao molho...": Potix. Outra boa opção seria Palhinix.pote moreirense.jpg

28
Nov20

Morreu Vítor Oliveira


Pedro Azevedo

Culminando uma semana aziaga para o mundo da bola, o treinador Vítor Oliveira deixou-nos hoje aos 67 anos.

 

Vítor Manuel Oliveira nasceu em Matosinhos e nos "bebés" de Óscar Marques começou a jogar futebol. Depois do Leixões, representou ainda Paredes, Famalicão, Sporting de Espinho, Sporting de Braga e Portimonense. Em Espinho trabalhou com Manuel José, então jogador-treinador dos tigres da costa-verde, técnico que viria a substituir no Portimonense quando este rumou ao Sporting. Iniciava então (85-86) uma carreira regular como treinador principal (havia sido jogador-treinador no Famalicão) que o levou a percorrer o país do Minho ao Algarve. Estranhamente, nunca teve uma oportunidade num grande. Não esmoreceu e viria a destacar-se pelo brilhantismo com que subiria diversos clubes à primeira divisão nacional, especialidade que, ano após ano, lhe valeria os maiores encómios na nossa imprensa desportiva. Paços de Ferreira (duas vezes), Académica, União de Leiria, Belenenses, Leixões, Arouca, Moreirense, União da Madeira, Desporivo de Chaves e Portimonense foram os clubes que beneficiaram dos seus préstimos para atingirem o patamar máximo do futebol português, tendo 5 dessas subidas sido realizadas de forma consecutiva. Tal aliás valer-lhe-ia 6 títulos de campeão nacional da 2ª divisão. Na temporada passada, no Gil Vicente, com uma equipa toda renovada e um baixo orçamento, deu uma vez mais alarde da sua competência, terminando a Primeira Liga num honroso 10º lugar. Competência seria aliás um nexo comum a toda a sua carreira. O outro foi a forte personalidade com que sempre esteve no futebol e na vida. Morreu hoje na sequência de uma caminhada junto à Praia de Angeiras, ali bem perto de Leça da Palmeira (Matosinhos). Perdendo um decano que ainda sabia dar muitas lições aos mais jovens, o futebol português fica evidentemente mais pobre. Obrigado Vítor Oliveira. Paz à sua alma!

vitor oliveira.jpg

25
Nov20

Pedro, o perseverante


Pedro Azevedo

Pedro David Rosendo Marques é a nova coqueluche proveniente da Formação do Sporting. Uma colheita tardia, vintage, como tal delicada e de grande qualidade. Ouvi falar no Pedro pela primeira vez através de um primo "belém" (eu sei, acontece nas melhores famílias haver quem escape ao desígnio do leão) que, entusiasmado, me ia relatando o impacto tremendo que estava a ter nas camadas jovens do Belenenses. O Sporting contratou-o no seu primeiro ano de junior e logo se distinguiu pela profusão de golos que marcou. Recordo em especial um golo de belo efeito contra o Real Madrid na Youth League: servido por Abdu Conté, Pedro imitiu o movimento dos alcatruzes de um engenho hidráulico trazido para a península pelos muçulmanos para deixar o guardião madridista à nora, afagando primeiro a bola no ar com o seu pé esquerdo para depois rodar e chutar, sem deixar cair a bola, com o pé direito. Um golo de elevadíssima execução, porém não suficiente para chamar a atenção do juiz da nota artística que por essa altura embora já patinando ainda era rei em Alvalade. 

À míngua de oportunidades, o Pedro foi sendo condenado à irrelevancia. Ressurgiu por momentos numa outonal noite europeia quando as goleadas se sucediam, a esperança se vestia de verde e Keizer era ainda um encantador  de leões. Durou pouco, e a estrelinha do Pedro voltou a ofuscar-se. Na época passada foi para a Holanda onde jogou na Segunda Liga. Primeiro no Dordrecht, um clube que lutava para não descer de divisão. A equipa não era boa, levava grandes cabazadas, a bola não chegava lá à frente. Ainda assim, marcou 6 golos e fez 8 assistências, o suficiente para suscitar o interesse do Den Bosch, um clube do mesmo escalão mas com aspirações à subida. A sua estrela voltou a brilhar, terminando a época com 8 golos em 7 jogos realizados na sua nova equipa até à suspensão do campeonato devido à pandemia. Mais uma vez a conjuntura parecia estar contra o Pedro, e logo quando se estava de novo a afirmar. Regressou então ao Sporting e foi integrar a recém (re)criada equipa B. O cenário era o do Campeonato de Portugal. Em 4 jogos fez 4 golos, destacando-se não só como matador na área mas também nas transições. Nesse aspecto, o Pedro engana muito. Sempre composto, com o tronco muito direito, transmite a falsa ideia de ser lento. Mas só até começar a correr com a bola, momento em que a sua velocidade associada à boa articulação dos movimentos provoca imediatamente danos nos adversários que anteriormente o subestimaram. Dadas as suas boas prestações, o Pedro já "reclamava" uma oportunidade de jogar com gente grande. Foi convocado duas vezes, mas em ambas não saiu do banco. Até que, a pretexto da Taça de Portugal , finalmente teve a sua chance. Foram apenas 18 minutos, mas o seu impacto dificilmente poderia ter sido mais impressionante. Dois golos, a confirmação dos seus dotes de matador e uma sede de golo que não deixou nenhum Sportinguista indiferente foram a sua assinatura no jogo. E, do quase nada, em pouco tempo, tal como no anúncio publicitário todos ficámos cientes de que se calhar a solução (ponta de lança) estava no banco. Boa sorte, Pedro! E muito trabalho. 

(Golo ao Real Madrid aos 23 segundos do vídeo. Aos 46 segundos repete a dose.)

25
Nov20

Ranking GAP


Pedro Azevedo

Nesta temporada de 2020/2021, o Sporting disputou até agora 10 jogos - 7 para o Campeonato Nacional, 2 para a Liga Europa e 1 para a Taça de Portugal -, obtendo 8 vitórias (80%), 1 empate (10%) e 1 derrota (10%), com 28 golos marcados (média de 2,8 golos/jogo) e 9 golos sofridos (0,9 golo/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP (medalheiro): Pedro Gonçalves (7,1,3), Nuno Santos (4,6,0), Jovane (3,2,0);

2) MVP: Pedro Gonçalves (26 pontos), Nuno Santos (24), Sporar e Jovane (13); 

3) Influência: Pedro Gonçalves (11 contribuições), N. Santos (10), Sporar (8 contribuições);

4) Goleador: Pedro Gonçalves (7 golos), Nuno Santos (4), Jovane, TT e Coates (3);

5) Assistências: Nuno Santos (6), Porro, Vietto, Feddal, Matheus Nunes e Jovane (2).

 

Algumas notas complementares:

  • Pote e Nuno Santos juntos contribuíram para 75% dos golos do Sporting. Considerando apenas a acção directa (golos, assistências), o seu contributo conjunto é de 64,3% do total dos golos do Sporting;
  • Pote lidera todos os parâmetros de análise (GAP, MVP, Influência, Goleador), excepto o de assistências;
  • Já 17 jogadores contribuíram para os 28 golos obtidos esta época.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

ranking gap 251120.png

24
Nov20

Tudo ao molho e fé em Deus

ASAE leonina contra o Whisky a martelo


Pedro Azevedo

Caros Leitores de Castigo Máximo, há qualquer coisa de justiça divina quando um clube da outrora capital da contrafacção etílica lusa vem até ao Estádio Nacional jogar contra o Sporting e chega ao intervalo a provar do seu próprio veneno servido num copo de 3 (golos), ainda assim uma fraca compensação para quem ao longo dos anos tanto tem ressacado a cada nova martelada nas nossas aspirações que suspeitamos nos dão. Tal como na parábola da faca na liga (Liga?), não é que os sacavenenses tenham totalmente abandonado práticas antigas. Desse modo, provavelmente inspirados pelo mítico Manuel Serafim, foi possível observar que mantiveram o velho hábito de expôr rótulos bem conhecidos. Assim, não surpreendeu vermos um Iaquinta em tons de ébano ou um Job que mesmo que caia nas boas graças do Senhor dificilmente viverá 140 anos como o seu homónimo do livro bíblico. Ainda assim, a cópia não foi totalmente adulterada, tendo o Iaquinta dado um golo aos sacavenenses e o Job passado uma grande provação. (Houve até em tempos quem dissesse que o whisky de Sacavém não ficava a perder para o escocês, mas quem o disse não deve ter sobrevivido ao dia seguinte nem experimentado o que é uma cabeça num torno a comprimir-se.)

 

Manda contudo a prudência que não se ponha o carro à frente dos bois, que é como quem diz, em "sportinguês", a "roulotte" à frente do Mini. (O outro senhor é que tem um Ferrari d'arrasar.) Seja como for, o Sporting realizou ontem uma boa exibição e continua a demonstrar saúde. Prova disso, desde o início a nossa equipa cercou o último reduto sacavenense como se do quartel do RALIS se tratasse. E com bastante mais sucesso que os pára-quedistas de António de Spínola no 11 de Março, diga-se de passagem. Assim, logo a abrir, servido pelo Jovane, o Nuno Santos inaugurou o marcador. O mesmo jogador, pouco tempo depois, poderia ter ampliado a nossa vantagem, mas foi tanta a força e vitalidade que ficou logo a descoberto ter encontrado o ferro. Eis então que aparece o Joãozinho Caminhante ("Johnnie Walker", a.k.a. João Mário), que da sua cartola faz sair um (vidro de) tiro contendo um blend harmonioso com o requinte e estilo do seu Black Label. Só faltou a eficácia: a bola falhou o alvo por um grão. Grão a grão enche a galinha o papo, e o Nuno Santos que já andou pela capoeira do Seixal apanhou uma segunda bola e meteu-a no Coates para o segundo da noite. Logo a seguir, o Sporar embrulhou-se com a bola e as pernas de um jogador sacavenense. O árbitro se calhar também se embrulhou um bocado e mandou marcar um penálti. O Jovane não perdoou. Até ao intervalo não houve mais incidências de registo. 

 

No reatamento, o Sporting começou de forma igual ao primeiro tempo. Reatando a parceria luso-uruguaia que estabeleceu com o Coates, o Nuno Santos voltou a oferecer-lhe um golo. O coates mostrou cabeça fria e não desperdiçou. O Ruben Amorim entrou então em modo de experiências. Nesse sentido, deixou de trocar os pés ao Borja, o que também significou deixar de trocar os olhos aos espectadores. Infelizmente, os espectadores estavam todos à frente dos seus televisores, pelo que o Ruben não pôde ouvir "in-loco" a gratidão dos Sportinguistas. O Matheus foi então para a direita. Só para chatear, ele e o Coates ficaram ligados ao golo do Sacavenense. Simplesmente, se defensivamente a coisa não lhe correu lá muito bem - houve ainda uma tentativa sua de substituir o árbitro e assim entregar a bola ao Sacavenense à entrada da nossa área - , ofensivamente o brasileiro esforçou-se por procurar justificar a razão dos provérbios portugueses. Nessa forma de aculturização, começou por demonstrar que "não há duas sem três". A coisa teve a sua graça, na medida em que cada oportunidade que o Matheus criava era depois desperdiçada ao melhor estilo Benny Hill, a fazer também lembrar aqueles "bloopers" de futebol que as televisões portugueses nos servem para fazerem companhia ao bacalhau, perú e rabanadas no nosso Natal. Tudo se iniciou num passe do brasileiro que morreu quando Jovane foi impedido de chegar à bola por Sporar. De seguida, João Mário não teve cabeça para acertar na baliza vazia. Finalmente, Nuno Santos trocou os pés e a bola fez uma rosca e veio para trás. Desfeito o mito de que "à terceira é de vez", o brasileiro procurou estabelecer novos limites. E à quarta tentativa teve sucesso. Para o facto também ajudou já ter em campo um ponta de lança que pode ter "gap" mas não é um holograma: Pedro Marques. Com instinto matador na área (Sporar é essencialmente um jogador forte em transição, de apoios e desmarcações inteligentes nesse momento de jogo), o Pedro voltou a marcar. Aconteceu após uma incursão de Bruno Tabata pela meia esquerda ter apanhado o guarda-redes sacavenense desesperado para evitar o hara-kiri de um seu colega. No ressalto, o Pedro não perdoou. E já que falamos de Tabata, o jogo não terminaria sem que este colocasse a bola com precisão numa zona do terreno capaz de criar indefinição na defesa adversária, situação muito bem aproveitada por Gonçalo Inácio para se estrear a marcar oficialmente pelo Sporting.

 

E assim termina uma crónica que abordou whisky a granel e campeonatos a martelo. Ou vice-versa. É que pelo que se ouve e lê, se uns adicionavam alcool etílico, outros alegadamente juntam-lhe o alcool metílico (metanol). É que este arde e não se vê. Tal como o amor de Camões. Digam lá se não há como não amar o futebol em Portugal?...("To be, or not to be".)

 

P.S. Sete-a-um é um resultado que me faz lembrar o 14 de Dezembro de 1986. E mais não digo. "Time to sleep, perchance to dream". (Thanks Shakespeare, obrigado Manél de Sarilhos porque não se fazem Hamlets sem ovos.)

 

P.S.2 Um abraço aos briosos jogadores e staff do Sacavenense e às gentes de Sacavém, cidade presente em inúmeros momentos marcantes da nossa História de Portugal. 

 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Nuno Santos

pedromarques.jpg

22
Nov20

Bizarrices


Pedro Azevedo

Após uma paragem de duas semanas para as selecções, um pouco por toda a Europa os campeonatos retomaram o seu curso. Assim ocorreu na Alemanha, Espanha, Inglaterra, França e Itália, os Big 5. Não foi porém o caso em Portugal, país onde jogar-se-á muito pouco para a Primeira Liga durante o mês de Novembro. Ora, eu não tenho nada contra a Taça de Portugal, competição que nos traz a nostalgia de rever históricos como a antiga CUF (hoje Fabril), Barreirense, Montijo, Beira Mar ou Sporting de Espinho e leva a atenção dos amantes do futebol até ao Portugal profundo, onde há sempre um David preparado para derrotar um Golias e tornar-se o novo tomba-gigantes. O que me incomoda é a forma como é gerido o negócio do futebol profissional em Portugal. Sim, porque o campeonato e as provas internacionais são o negócio, para a Taça de Portugal está reservado o futebol no seu estado mais puro: uma festa. Mas haverá festa do futebol quando o público não pode estar presente nas bancadas?

a festa da taça.jpg

(Imagem: Sapo Desporto)

19
Nov20

Jogadores do Sporting e a Selecção Nacional

Os Doze Trabalhos de Pote


Pedro Azevedo

Estrangulou o Leão da Nemeia? Matou a Hidra de Lerna? Aprisionou a Corça de Cerineia? Capturou o Javali de Erimanto? Limpou os currais do Rei Aúgias? Matou monstros no Lago Estínfalo? Levou o Touro de Creta até Euristeu? Castigou Diómedes? Venceu as Amazonas? Matou o gigante Gerião? Colheu os pomos de ouro do Jardim das Hespérides? Trouxe do mundo dos mortos o cão Cérbero? Não? Só sete golitos em seis jogos de campeonato? Dois golos em 143 minutos pelos Sub-21? Bah!, então queixam-se do quê? Não sabem que juventude se abrevia com Jota? Quem? Aquele rapaz que foi a Valladolid comprar caramelos e nunca mais ninguém soube do seu paradeiro.

 

Não ver dar valor ao mérito é como um convite à perda da inocência.  

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18
Nov20

Tudo ao molho e fé em Deus

Retratos de Rubens


Pedro Azevedo

A conclusão que se poderá tirar deste jogo é que provavelmente a nossa selecção teria ficado melhor no retrato se Fernando Santos houvesse optado por separar ("split") os Rubens. É que se o estilo barroco de Dias se traduziu extravagantemente no marcador, o estilo bacoco de Semedo na abordagem aos lances, misto de excesso de confiança e de um sem medo a roçar a displicência, poderia ter deitado tudo a perder. E é pena, até porque a qualidade (abundante) está lá. Mas, o tempo passa, as falhas de concentração exasperam e deixam qualquer um de rastos (rastas?).

 

Ao contrário do jogo com a França, desta vez a nossa equipa manteve as linhas bem próximas. Num campo cheio de sulcos e muito esperançoso para o cultivo de tubérculos, coube a Moutinho a batata quente de assegurar a ligação do jogo, tarefa que cumpriu com aproveitamento. Todavia, com Ronaldo (ansioso sempre que se aproxima de um novo recorde) e Jota abaixo dos seus níveis habituais de eficácia e Felix e Bruno muito fora do jogo, Portugal, disposto em 4-4-2, sujeitou-se a que os croatas, com a sua qualidade técnica, numa transição rápida fizessem a diferença no marcador. Desse modo, fomos para o intervalo em desvantagem após uma má abordagem defensiva da nossa equipa ter sujeitado Rui Patrício a um pelotão de fuzilamento. 

 

No reatamento, após uma falta nas imediações da área croata, Portugal rapidamente ficou em vantagem numérica no batatal de Split. Na conversão do livre, Ronaldo mandou uma daquelas bolas curvas e cheias de efeito tão comuns no basebol e Livakovic sacudiu como pôde. Os Rubens combinaram e tiraram-lhe o retrato. Bradaric exclamou e Juranovic ajuramentou a igualdade no marcador. Pouco tempo depois, mãozinha marota de Jota sem VAR e Felix a marcar aos trambolhões. Pensava-se que o jogo tinha terminado aí, mas mais uma abordagem macia de Ruben Semedo a um lance e uma deficiente leitura de jogo de Danilo, atraído pela bola e esquecendo-se de cobrir a entrada de área, combinaram para permitir aos croatas restabelecerem a igualdade. O esgar contínuo de pescoço de Fernando Santos era o retrato fiél do que se passava em campo.

 

Fernando lançou Cancelo e conjuntamente com Nelson Semedo passámos a ter duas motas nas alas. Bernardo também entrou e logo falhou um golo digno dos "bloopers": com o guarda-redes no chão, a bola saiu caprichosamente por cima da baliza. Trincão agitava o jogo e justificava a chamada em cabines telefónicas. O jogo aproximava-se do fim e a igualdade teimosamente persistia no marcador. Lovren, após a expulsão de Rog o único não "ic" em campo do lado croata, insistia em orientar a equipa no sentido de virar a página do seu insucesso recente. Nada como fazer entrar Brekalo para assegurar o mesmo propósito, pensou o seleccionador croata. Até que o guarda-redes largou uma bola perfeitamente ao seu alcance e Ruben Dias pintou de novo a manta. Apesar disso, a imagem que ficou não foi a melhor, como aliás Fernando Santos deu conta no final do jogo. Bons tempos estes em que se lamenta uma exibição menos conseguida após uma vitória no relvado(?) do vice-campeão do mundo!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Ruben Dias

croácia portugal.jpg

15
Nov20

Tudo ao molho e fé em Deus

A razão de Kant(é)


Pedro Azevedo

Não sei o que terá passado pela cabeça de Fernando Gomes para autorizar que um jogo decisivo da nossa selecção fosse marcado para lá das treze horas de um Sábado. Desse modo, os nosso jogadores mantiveram-se durante a maior parte do jogo confinados, saindo apenas para o cumprimento de um passeio higiénico por volta das vinte e uma e quinze, hora a que os franceses ainda se recriavam a seu bel-prazer no relvado da Luz. Antes porém, Rui Patrício já havia negado veementemente por duas vezes que a declaração do Estado de Emergência se traduzisse numa lei Martial. Não obtante, não houve emoção do guarda-redes português que pudesse  calar a razão de Kant(é). É certo que o Bernardo tentou contrariá-la, mas como diz o ditado o cântaro foi a Fonte e partiu-se (contra um poste).

 

Sem cão para passearem no relvado, os portugueses lançaram nesses últimos quinze minutos um Moutinho, a coisa mais parecida em moço marafado que temos com um perdigueiro. Este logo começou a afiar os caninos para abocanhar, um a um, os calcanhares dos gauleses e sacar a bola. Desabituados de não a terem, os pupilos de Deschamps por um momento perderam a compostura. Entretanto, o Jota já estava em campo, ele que compreensivelmente havia sido preterido pelo génio por quem uns madrilenos haviam pago 120 milhões para descobrir a cura da Covid-19. Já se sabe que isto dos milhões tem a sua influência, caso contrário os adeptos do Sporting não ficariam com a pedra no sapato ao ver Pedro Gonçalves relegado para o banco de suplentes dos sub-21 no jogo contra a Bielorrússia. Mas, lá está, por seis milhões e meio de euros o Pote só pôde inventar um remédio santo (que não Santos) para os calos dos Sportinguistas, patente não suficiente para demover Rui Jorge de o preterir em função de um emprestado benfiquista com zero minutos de utilização em Valladolid ou aqui. 

 

Estava eu a falar do Moutinho abocanhar e, vai daí, o Fernando Santos reforçou a dose com o Trincão. Recreando-se finalmente com bola, os portugueses ainda assim iam observando as regras do SNS. Nesse transe, o Cancelo isolou-se pela direita. A bola viajou toda a área gaulesa, mas Ronaldo, Jota e Ruben Dias alinharam em não lhe acertar. Foi (jogo do) galo! E o canto (Kant?) de cisne. 

 

Desconstruir o caos organizado que Fernando Santos trouxe para a selecção nacional não tem sido tarefa fácil para ninguém (creio que nem mesmo para o Engenheiro), muito menos para este Vosso autor que não é nenhum Agostinho da Silva. Tanto assim é que ontem provou-se que a sua compreensão só estaria ao alcance de um filósofo como Kant(é). Este soube perceber a realidade subjectiva do tempo e do espaço, bem como a sua interacção com a intuição, traduzindo-se isso na sua sensibilidade ao objecto bola como condição de pensamento e, por conseguinte, entendimento de todo o jogo, pelo que daí a ter (N')Golo foi apenas um pequeno passo. Por esta não esperava o Fernando, que ainda assim não deve ser criticado. É que se não houvesse do outro lado um Kant(é), outro galo provavelmente (não) Kantaria cantaria. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": João Moutinho 

RonaldoFranca.jpg

14
Nov20

O triplo também no feminino...


Pedro Azevedo

Então não é que o Sporting deslocou-se à Tapadinha para bater a equipa do investimento milionário por três bolas a zero? Em mais uma reedição do derby imortal, Ana Capeta foi a figura em grande destaque. A ponta de lança leonina abriu o marcador com um remate colocado de fora da área (37 minutos) e alargou a nossa vantagem ao "peyrotear" a bola à entrada da área benfiquista, levando-a num misto de potência e colocação a entrar junto ao ângulo superior direito (53 minutos). A brasileira Raquel Fernandes encerrou a contagem aos 85 minutos com um toque subtil a desviar a bola da guarda-redes benfiquista após passe de ruptura de Tatiana Pinto. Resultado final: Benfica - Sporting 0-3. 

Em suma, Capeta a marcar à Peyroteo, Benfica a triplicar... em golos sofridos. Tudo certo, portanto, tudo de acordo com a tradição do velho Sporting e este novo Benfica.  

ana capeta.jpg

14
Nov20

Duelo de campeões


Pedro Azevedo

O Portugal-França de logo à noite (Estádio da Luz, 19h45) não será apenas mais um clássico latino. De facto, nas últimas décadas o futebol gaulês e o luso evoluiram tanto a nível de selecções que o jogo que se avizinha irá contrapor o actual campeão europeu ao campeão mundial em título. Sendo certo que o Mundo é maior que a Europa - algo que Joaquim Meirim um dia teve oportunidade de explicar enquanto procurava moralizar o guarda-redes suplente do Varzim ("és o maior da Europa") que almejava a titularidade no clube da Póvoa ("não jogas porque o Benje é o maior do Mundo) - , a verdade é que, para ser campeão europeu, Portugal teve de vencer a França, enquanto os franceses não precisaram de ganhar aos portugueses para se sagrarem campeões mundiais. Deste modo, o jogo de mais logo será como que um tira-teimas entre selecções que têm dominado o panorama futebolístico, pouco tempo depois de um primeiro diagnóstico realizado no Stade de France (Saint-Denis/Paris) se ter revelado inconclusivo. Não se pense porém que o único aliciante do jogo residirá aí, pois é bom não esquecer que estará em causa a qualificação para a final-four da Liga das Nações, competição que Portugal brilhantemente venceu em 2019 após derrotar na final a Holanda. Num jogo desta natureza é muito difícil atribuir favoritismo. Se é certo que Portugal venceu o Euro-2016 após bater os anfitriões gauleses na final com um golo de Éder no prolongamento, não é menos verdade que os lusos não ganham aos franceses em 90 minutos há 45 anos. É verdade!, a última vitória portuguesa conseguida no tempo regulamentar data de 1975. O jogo ocorreu em Colombes, os golos foram obtidos por Nené e Marinho. O treinador luso era José Maria Pedroto, e Samuel Fraguito destacou-se pela arte com que escondeu a bola dos gauleses. Doze jogos depois - oito derrotas e quatro empates - , Portugal irá entrar em campo para matar o borrego, que é como quem diz, depenar o galo. E se os gauleses têm razões para levantar a crista dada a presença de Griezmann, Pogba ou Martial, os portugueses não lhes ficarão atrás com o trio Bruno Fernandes, João Félix e Bernardo Silva. Para o póquer de ases ficar completo, nada como acrescentar-lhe as cartas principais de cada baralho futebolístico: Mbappé e Ronaldo. Em condições normais isto poderia ter a simbologia de um render de guarda, uma passagem de testemunho do veterano português para o jovem francês. Porém, Cristiano Ronaldo nada tem de normal no que de comum concerne. A sua ambição renova-se a cada instante e a sua sede de glória parece inesgotável. Assim sendo, acredito que Mbappé vai ter de continuar à espera da sua hora. Ah, e já agora, tenho o pressentimento que, cartas todas metidas em cima da mesa, um Joker (Jota) poderá fazer toda a diferença e em Dia dos Bandeirantes - também é Dia Mundial da Diabetes, o que, já se sabe, invoca a necessidade de  muito equilíbrio - abrir novos caminhos para Portugal. Em todo o caso, Senhoras e Senhores, Mesdames et Messieurs, façam as vossas apostas, faites vos jeux!

portugal frança.jpg

13
Nov20

No banco estão valores seguros


Pedro Azevedo

Dos 19 golos marcados pelo Sporting na Primeira Liga nesta época desportiva, 4 (21,1%) vieram directamente do banco de suplentes. O primeiro foi da autoria de Luciano Vietto (acção anterior de Sporar, também suplente utilizado) e valeu um empate contra o FC Porto. Os segundo e terceiro permitiram a reviravolta contra o Gil Vicente, tendo o de Sporar restabelecido a momentânea igualdade e o de Tiago Tomás permitido a ultrapassagem aos gilistas no marcador. Finalmente, o quarto golo a vir do banco teve a autoria de Jovane Cabral (assistência de Matheus, outro suplente) e encerrou a contagem em Guimarães. De referir que o golo de Tiago Tomás ao Gil Vicente teve a contribuição exclusiva de jogadores provenientes do banco: recuperação de bola e passe de Sporar, assistência de Daniel Bragança, conclusão à matador de TT. 

São bons sinais, transmitindo a ideia que, titulares ou suplentes, todos os jogadores entram com ganas de fazer a diferença. A prová-lo também o facto de já 14 jogadores terem contribuído (vidé Ranking GAP) de alguma forma para os 21 golos (Liga Europa incluída) do Sporting nesta época desportiva. 

11
Nov20

Ranking GAP (após 9 jogos)


Pedro Azevedo

Nesta temporada de 2020/2021, o Sporting disputou até agora 9 jogos - 7 para o Campeonato Nacional e 2 para a Liga Europa -, obtendo 7 vitórias (77,8%), 1 empate (11,1%) e 1 derrota (11,1%), com 21 golos marcados (média de 2,33 golos/jogo) e 8 golos sofridos (0,89 golo/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP (medalheiro): Pedro Gonçalves (7,1,3), Nuno Santos (3,4,0), TT (3,0,1);

2) MVP: Pedro Gonçalves (26 pontos), Nuno Santos (17), Sporar (12); 

3) Influência: Pedro Gonçalves (11 contribuições), N. Santos e Sporar (7 contribuições);

4) Goleador: Pedro Gonçalves (7 golos), TT e Nuno Santos (3);

5) Assistências: Nuno Santos (4), Porro, Vietto e Feddal (2).

 

Algumas notas complementares:

  • Nesta época, Pote foi até agora influente em 52,4% dos golos do Sporting;
  • Influência de Bruno Fernandes no total dos golos do Sporting - 2018/19: 59,3%; 2017/18: 49,1% (épocas completas);
  • Pote lidera todos os parâmetros de análise (GAP, MVP, Influência, Goleador), excepto o de assistências;
  • Já 14 jogadores contribuíram para os 21 golos obtidos esta época.
  • Indicadores de Porro: 6º Ranking GAP, 5º MVP, 4º Influência, 6º Goleador, 2º Assistências.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

ranking gap 7.png

10
Nov20

Subliminar


Pedro Azevedo

A propósito de um texto que escrevi há pouco tempo atrás sobre a bipolarização e sua ameaça para o Sporting, leio em um jornal on-line uma entrevista ao filho de Eddy Merckx na qual este afirma ter o hábito de perguntar aos ciclistas portugueses que recruta para a sua equipa se estes são do Benfica ou do Porto. Deste modo, a pretexto de uma notícia velocipédica, o Leitor é conduzido subliminarmente para uma percepção da realidade em que só dois clubes importam: o Benfica e o Porto, os nossos dois rivais. Ora, eu nestas coisas sou partidário de que, se não podes com eles, o melhor é unires-te a eles. Sendo assim aqui apresento algumas sugestões de futuras entrevistas ao cuidado do Tribuna Expresso:

 

  1. Entrevista a Charlie, filho do golfista Tiger Woods, com o propósito de saber o que pensa sobre o buraco (financeiro) de Benfica e Porto, e de que maneira tal poderá constituir um "handicap" no futuro às pretensões de ambos os clubes.
  2. Entrevista a Erik, filho do multicampeão mundial e olímpico Robert Scheidt (classe Laser), a fim de auscultar a sua opinião sobre quem primeiro irá de vela: Benfica ou Porto.
  3. Entrevista a Laila, filha de Muhammad Ali, acerca de quem primeiro irá ao tapete, se Benfica ou Porto (considerando o nível elevadíssimo de gastos face às receitas operacionais antes de venda de jogadores).
  4. Entrevista a Jeffrey, filho de Michael Jordan, sobre a baixa taxa de aproveitamento de Benfica e Porto da zona dos 3 pontos. 
  5. Entrevista a Tirullipa, filho de Tiririca: pior do que está, a imprensa desportiva não fica.

 

Fico a aguardar com redobrada curiosidade...

 

P.S. Que tal, a nossa Comunicação fazer chegar a Axel Merckx a História do Sporting, com um destaque especial para Joaquim Agostinho, um homem por quem o seu pai (Eddy) tinha um profundo respeito? Eu já fiz a minha parte, "retweetando" uma publicação do Axel Merckx e mostrando-lhe que a Agostinho ele não teria a ousadia de perguntar se seria do Benfica ou Porto. 

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