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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

06
Ago20

Polígrafo Sporting


Pedro Azevedo

Pós Editorial do Jornal Sporting ("Polígrafo Sporting CP") publicado por André Bernardo, cumpre dizer que a realidade financeira da SAD do Sporting é a seguinte: em 9 meses de actividade da época 19/20, a Março de 2020, a SAD obteve um resultado (sem venda de jogadores) negativo em €49,2 milhões. Tal compara com prejuízos (igualmente sem venda de jogadores) de €42,8 milhões em Março de 2019 e de €27,4 milhões em Março de 2018. Anualizando a perda anual e expurgando o efeito pandemia nos custos (corte nos salários nos últimos 3 meses de 40% com consequente reposição de 20% por via do recomeço do campeonato), o resultado anual sem venda de jogadores andaria à volta (para mais, devido á eliminação precoce das provas europeias) de €66 milhões. Acresce que a incerteza quanto à bilhética em 20/21 e a não qualificação directa para a fase de grupos da Liga Europa poderão elevar este valor deficitário para cima de €75 milhões.

 

Vejamos agora do ponto de vista do activo intangível, o valor do nosso plantel. Independentemente dos valores em queda apresentados no Balanço, e na medida em que os activos provenientes da nossa Formação têm um valor contabilístico próximo de zero, procurei a avaliação do Transfermarket como valor absoluto e comparativo mais fidedigno. Ora, o valor actual do nosso plantel para o Transfermarket é actualmente de €115,1 milhões de euros, uma descida acentuada face aos €211,1 milhões de euros verificados no início de 18/19 ou os €259 milhões observados no início de 17/18.

 

Conclusão: o nosso défice estrutural nos Resultados (sem venda de jogadores) aumentou 15% face a 18/19 e 79,6% quando comparado com 17/18. Paralelamente, os nossos activos depreciaram-se fortemente (45,5% face a 18/19, 55,6% perante 17/18). Ou seja, em 17/18 o nosso rácio de cobertura do défice de resultados por via da venda de jogadores era de 4,82 vezes, em 18/19 (consequência de Alcochete e opção de não aproveitamento de várias gerações da Academia e concomitante não diminuição dos Custos face à não-qualificação para a Champions) baixou para 3 vezes e no final de 19/20 (após 15 jogadores comprados!) é apenas de 1,71 vezes (57,3% do valor total do plantel, não esquecendo ainda que o Sporting não é detentor de 100% dos direitos económicos de diversos jogadores que compõem o seu plantel). É este o rastro de destruição de valor na SAD. E é muitíssimo preocupante, obviamente. 

 

Sem lendas e narrativas, com honestidade intelectual e apenas baseando-se em indicadores irrefutáveis extraídos dos Relatórios&Contas, este é o polígrafo de "Castigo Máximo" aplicado ao Sporting Clube de Portugal. Porque verdadeiramente assumir a responsabilidade das consequências das decisões tomadas no Sporting é aceitar os tremendos erros do passado e mudar de vida. Não é branquear o passado e com soberba imaginar os sócios do Sporting como menores do ponto de vista intelectual e como tal facilmente manipuláveis. Quem age assim não merece ter mais tempo à frente do clube para depois o desperdiçar ingloriamente.    

 

P.S.1. Em relação ao desempenho desportivo nem vale a pena falar...

P.S.2. O Sporting Clube de Portugal gasta de mais (€70M vs €18M em custos com pessoal, €105M vs €31M em gastos gerais) para andar a discutir taco-a-taco com o Sporting de Braga.

04
Ago20

Roger Over and Out


Pedro Azevedo

Roger Over: Uma nau à deriva

 

Roger Out: Carta aberta ao PMAG

 

P.S. A troca de palavras entre Rahim Ahamad, antigo vice-presidente do CD conhecido pela forma "carinhosa" como em editoriais do Jornal Sporting procurava "unir" os sócios do clube que criticavam o caminho seguido e apontavam em outras direcções, e Rui Morgado ilustra bem o jogo de espelhos que se vive em Alvalade. Rahim, que desafiava os ("sonsos") sócios a pensarem para lá do óbvio, não poderá demitir-se de considerar que hoje o óbvio é ululante e não deixa ver mais nada a não ser o fim de um ciclo. rogerioalves4.jpg

02
Ago20

Músculos, gorduras e o lado lunar


Pedro Azevedo

Após a não qualificação para a Champions de 18/19, a que se seguiu a invasão a Alcochete e suas consequências imediatas, o Sporting precisava de emagrecer. Acontece que esse emagrecimento não aconteceu, mantendo-se o peso. Mais, por via de uma vida sedentária e focada em actividades supérfluas como constantes idas às compras, o músculo foi perdendo fibras, diminuindo assim a sua elasticidade. Entretanto, a camada adiposa de gordura tomou-lhe o lugar.

 

Esta é a realidade recente do futebol do Sporting: enquanto o tecido muscular que gerava movimento e força se foi perdendo e com ele o potencial de acção, a gordura submetida a alta pressão originou malefícios para a saúde do paciente. Ou seja, traduzido para o futebolês, William, Patrício e Gelson primeiro, Nani, Raphinha, Dost, Bruno Fernandes e agora Mathieu depois, um a um os nossos melhores jogadores foram saindo. Para os substituir foram investidos 50 milhões de euros e gastos algumas dezenas de milhões em salários anuais inerentes sem sucesso desportivo relevante. Ao mesmo tempo, fibras jovens foram desaproveitadas durante praticamente 2 anos, acabando por ir reforçar com sucesso o tecido muscular de clubes de outras paragens. De recordar que em todo este processo os custos com pessoal não tiveram uma variação significativa, mantendo-se à volta dos 70 milhões de euros, e que os fornecimentos e serviços externos até subiram de forma acentuada, pelo que a estrutura de custos em nada se ajustou à nova realidade. 

 

O resultado prático disto tudo são os problemas financeiros que aparecem a jusante de um modelo económico de negócio que enferma de uma política desportiva desastrosa. É que não só não reagimos aos acontecimentos e emagrecemos como ainda substituímos músculo por gordura. E para quê? Em termos da Primeira Liga, a prova da verdade devido à regularidade que é necessário manter ao longo da época e competição que pode ou não apurar para a Champions, o Sporting alcançou neste biénio alguns dos piores resultados da década, distando 13 (18/19) e 22 pontos (19/20) do primeiro colocado - esta última temporada só foi ultrapassada de forma negativa em termos pontuais por 2010/11 (onde apesar de tudo garantimos o 3º lugar) e 2012/13 (7º lugar), épocas em que finalizámos com uma distância de 36 pontos para o vencedor - e alcançando um terceiro e quarto lugar que em qualquer circunstância não chegou para garantir o apuramento para a milionária Champions, acentuando também assim os problemas financeiros do clube. 

 

Dir-se-á que as consequências de Alcochete foram muito nefastas para nós. É verdade, na medida em que perdemos pelo menos 3 titulares absolutos, todos jogadores da selecção nacional, para além de também Podence e Leão, jovens de muito potencial, terem rescindido. Ainda assim, mesmo que bastante mais magra do que de outro modo muito provavelmente ocorreria, recebemos uma compensação pela saída destes atletas, valor esse ingloriamente desperdiçado em contratações cirúrgicas que não trouxeram músculo ao leão. Adicionalmente, continuámos a gastar acima das possibilidades oferecidas pela nova realidade europeia, investimos muito mal e desperdiçámos uma geração de jovens jogadores que não hesitámos em rotular de forma precipitada.

 

E por entre "gaps" da Formação, "contratações cirúrgicas" e outras lendas e narrativas criadas por amanuenses chegámos aqui. Como designar isto? Bom, o melhor será procurar um eufemismo. Recorramos assim ao Rui Veloso. Então aqui vai:

 

"Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser para ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar"

 

É por isso tempo de regressarmos da Lua e aterrarmos os pés na Terra, afirmando como David Bowie em Space Oddity: 

 

"This is Major Tom to Ground Control
I'm stepping through the door"

 

Viva o Sporting Clube de Portugal! Viva uma história riquíssima que urge saber respeitar. Que se inicie a recuperação deste clube tão importante para todos os Sportinguistas e para o desporto nacional e internacional.

01
Ago20

Serei candidato assim que haja eleições porque...


Pedro Azevedo


  1. Acredito no Ser Sporting como ser humano envolto de genuíno amor ao nosso clube;

  2. Acredito numa acção prática, quotidiana, que devolva a esperança a todos nós;

  3. Acredito vencer a inércia e o desânimo e mobilizar cada um dos Sportinguistas; 

  4. Acredito na excelência, tendo sempre presente o lema e desígnio do nosso fundador;

  5. Acredito numa doutrina que extraia o melhor e não o pior de cada Sportinguista;

  6. Acredito num clube aberto à participação dos sócios e que não tema as suas ideias;

  7. Acredito que se está presidente, não se é presidente;

  8. Acredito que cada presidente deve entregar o clube melhor do que o encontrou;

  9. Acredito que uma política desportiva adequada resolverá os problemas financeiros;

  10. Acredito nas boas práticas de gestão;

  11. Acredito no princípio do clube formador complementado com atletas de qualidade;

  12. Acredito que os meus interesses sempre se alinharão com os dos Sportinguistas;  

  13. Acredito em poder deixar um magistério de influência para quem venha a seguir;

  14. Acredito numa união que não se pede, antes se conquista a cada dia;

  15. Acredito numa comunicação clara e transparente a sócios, accionistas e mercado;

  16. Acredito em ser sempre pró-Sporting e não pensar na preservação pessoal no cargo;

  17. Acredito que nada disto faria sentido se não fosse pelo Sporting;

  18. Acredito no ecletismo e no legado de Moniz Pereira, Reis Pinto ou Salazar Carreira;

  19. Acredito na democraticidade interna e em abrir os nossos meios aos Sportinguistas;

  20. Acredito no Sporting.

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