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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

14
Jan20

O que Sporar deste avançado de quem se fala


Pedro Azevedo

Os jornais desportivos portugueses têm vindo a relatar a possibilidade do esloveno Andraz Sporar ingressar no Sporting. Actualmente na Eslováquia, onde representa o Slovan Bratislava, Sporar completará 26 anos em Fevereiro próximo. Destaca-se pela exploração inteligente (não é extremamente rápido) da profundidade nas costas das defesas adversárias e pela facilidade e colocação do remate. Estas características, sua fisionomia (alto, mas sem grande envergadura) e compostura com a bola lembram muito um antigo jogador do Sporting, o holandês Van Volfswinkel. Parece-me ser mais um jogador de transições do que de ataque continuado, mais forte no aproveitamento de espaços grandes do que na antecipação na área. A maioria dos seus golos são marcados com o seu pé preferencial, o direito, embora também use o esquerdo sem problemas quando a situação o recomenda. O jogo de cabeça não é de todo o seu forte e a sua condição física necessita de ser testada em campeonatos mais intensos que o esloveno ou eslovaco. Sporar teve passagens pouco significantes pela Suiça (Superliga) e Alemanha (2ª Bundesliga) e não tem um grande registo ao serviço da sua selecção. No entanto, tem-se destacado na Liga Europa deste ano, competição onde já facturou por 5 vezes (6 jogos), duas das quais contra o Sporting de Braga. 

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12
Jan20

Juventus powered by Alcochete


Pedro Azevedo

O turco Demiral abriu o marcador no Olímpico de Roma, Cristiano Ronaldo ampliou para o momentâneo 2-0. Com 2 golos de jogadores formados pelo Sporting, a Juventus venceu a Roma por 2-1. Um motivo de orgulho para quem diariamente trabalha na Academia e para a marca de clube formador que ostentamos, mas principalmente um alerta no sentido de que a equipa principal não continue a desperdiçar o talento que vai sendo produzido na nossa Formação e o utilize com rendimento desportivo que, mais tarde, se traduza também em rendimento económico/financeiro substancial para o clube. 

 

P.S. Suspeita-se que Demiral tenha contraído uma grave lesão no joelho. A confirmar-se, uma tremenda infelicidade para o turco que nos últimos 6 jogos "sentou" só um jogador que custou 70 milhões de euros (De Ligt) à Vecchia Signora.

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12
Jan20

Tudo ao molho e fé em Deus - Epidemias


Pedro Azevedo

Bruno Fernandes, Acuña e Mathieu são a equipa do Sporting, havendo ainda o Coates e o Vietto que funcionam como um placebo que nos faz sentir mais confortáveis. O Bruno, então, é meia-equipa. Saber que meia-equipa está a ser leiloada em Inglaterra é uma angústia que tira o sono até a um adepto com narcolepsia. Bem sei, os leiloeiros não são uma qualquer Christie's ou Sotheby's desta vida, mas sim uma Estrutura que nos dá boa-esperança com o seu trabalho invisível no futebol. Ainda assim a preocupação é legítima. O raciocínio é simples: se com a equipa completa estamos atrás de um clube recém-promovido à Primeira Liga, teme-se que sem meia-equipa o Famalicão se torne um gigante Adamastor. Neste transe, não tendo alternativa em termos de calendário e legitimamente defendendo os nossos interesses, enquanto não nos aventuramos na tentativa de dobrar esse cabo das tormentas, fomos treinar ali para os lados do Cabo Espichel.  

 

O treino foi uma boa mostra daquilo que nos espera no futuro próximo. Já sabíamos que tínhamos de fugir ao contágio da epidemia de gripe, mas nada nos preparara antecipadamente para gatos pretos agoirentos a passearem no relvado, adeptos desavindos nas bancadas ou apanha-bolas de máscara na pista, para não falar de presidentes desentendidos nos camarotes. No meio disto tudo, o jogo durante muitos minutos pareceu ser uma coisa acessória. Tão acessória que se não fosse o frio que se fez sentir no Bonfim este Vosso humilde escriba até teria entrado em REM, com pesadelos vividos de ver Bruno Fernandes a marcar os seus últimos golos pelo Sporting. Ainda assim, sonhando acordado, lá vi o Bruno a resolver um jogo que pareceu ganho mesmo antes de ser jogado e que esteve à beira de acabar empatado. É que se os de Setúbal, mesmo apenas com 4 titulares, tiveram de recorrer ao Brufen e Benuron, os nossos devem ter esgotado ao intervalo as doses de ansiolíticos. De tal modo que no segundo tempo não se percebeu se era o Sporting que estava em campo ou o Neuchatel "Xanax", o que se traduziu em algo como levarmos o nosso masoquismo ao sado. À conta disso sofremos um golo, estivemos à beira de levar outro e o Coates ainda teve de fazer uma falta que o impossibilita de jogar contra o Benfica e abre a torturante possibilidade de o Ilori o fazer. Como se não bastasse, o Vietto saiu a coxear. E assim, enquanto aguardamos a todo o momento notícias do Grande Prémio de Inglaterra em BF8 que sucede ao Grande Prémio do Mónaco da mesma modalidade disputado no Verão passado, excruciantemente esperamos pela próxima sexta-feira. Mas ainda há esperança: pode ser que o Benfica se compadeça com esta epidemia que desde o início da época grassa em Alvalade e aceite adiar o jogo... 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

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10
Jan20

Gripe das aves


Pedro Azevedo

Histórico da gripe em Setúbal na última década

08/12/2018 Vitória - Benfica 0-1

07/04/2018 Vitória - Benfica 1-2

30/01/2017 Vitória - Benfica 1-0 (vacinas em dia?)

12/12/2015 Vitória - Benfica 2-4

12/09/2014 Vitória - Benfica 0-5

20/12/2013 Vitória - Benfica 0-2

26/08/2012 Vitória - Benfica 0-5

12/05/2012 Vitória - Benfica 1-3

06/02/2011 Vitória - Benfica 0-2

 

Confrontos entre Vitória FC e Benfica (Bonfim) nesta década a contar para a Liga - Saldo (Vitória FC): 9J, 1V, 0E, 8D 5GM-24GS 

 

O Castigo Máximo, não sendo empresa de representação de futebolistas, recomenda o seguinte catálogo de reforços de Inverno para o clube do Sado: o anglo-americano Brufen e os alemães Benuron e Griponal. Vão ver que será remédio santo...

 

N.A.: Brincadeiras à parte (as minhas sinceras melhoras a todo o plantel do Vitória, clube por quem tenho simpatia), Castigo Máximo tem vindo a apontar as incongruências do calendário da Primeira Liga. Pouco se jogou em Outubro e Novembro, e em Dezembro o campeonato parou durante 3 semanas. O nosso campeonato é o que está mais atrasado em termos dos Big6, razão pela qual agora terá de acelerar na quantidade de jogos. A isto o Sporting é alheio, descontando os votos que tem na Liga, os quais aliás são perfeitamente iguais aos dos sadinos. O apuramento do Sporting para a Final Four da Taça da Liga e a participação nas competições uefeiras rouba ainda mais espaço no futuro para a eventualidade de adiamento do jogo, para lá do que isso poderia consubstanciar de possível subversão da verdade desportiva (imagine-se que o jogo aconteceria na recta final do campeonato). Assim, por muito boa vontade que pudesse haver, o Sporting não pôde aceder ao pedido do Vitória, clube que a ter razão de queixa de alguém deveria ser da Liga e da sua excêntrica (para não dizer absurda e lesiva em termos de tesouraria para os clubes) calendarização. 

10
Jan20

Falam, falam...


Pedro Azevedo

A vida de um sócio ou adepto do Sporting (e do próprio clube) é como aquele sketch do Gato Fedorento: está sempre a ser confrontado com certas e determinadas situações, enquanto ao mesmo tempo há gajos que andam por aí e fazem trinta por uma linha e passa tudo incólume. E quando vimos lá de baixo e dizem-nos não sei o quê, chegamos cá acima e parece que não. Logo nós que como clube nos damos bem com toda a gente. Se calhar, o melhor é irmos fazer a vida para outros sítios, sítios onde inclusivamente a malta nos diz: - "Eh Pá, e tal, sim senhor!"

Falam, falam, falam, falam e eu não os vejo a fazer nada...

09
Jan20

Golo Olímpico


Pedro Azevedo

Ontem, durante a primeira meia final da Supertaça espanhola, Real Madrid e Valência defrontaram-se no King Abdullah Sports City, na Arábia Saudita. O exotismo não se ficou só pelo local escolhido pelo encontro - obrigação decorrente do futebol ter deixado de ser um espectáculo para se tornar um negócio - , mas também pelo golo marcado de canto directo pelo alemão Toni Kroos. Essa forma de marcar um golo foi baptizada pelos sul-americanos como Golo Olímpico em homenagem (ou ironia) a um amistoso disputado em Buenos Aires no ano de 1924 onde a selecção argentina recebeu o Uruguai, esta última conhecida como Celeste Olímpica devido ao seu triunfo nos Jogos de Paris nesse mesmo ano. Nesse jogo, o extremo esquerdo argentino Cesáreo Onzari tornou-se o primeiro homem a marcar um golo directamente do quarto de círculo, algo que até ao fim da sua vida ele jurou não ter sido por acaso. É que os uruguaios haviam alegado que o vento tinha tido a sua influência.

 

P.S. Há um golo olímpico que por cá ficou conhecido como o "Cantinho de Morais' e que está associado a um dos grandes momentos da história do Sporting Clube de Portugal. 

(Fonte: YouTube)

(Fonte: YouTube)

09
Jan20

A estabilidade


Pedro Azevedo

Sendo a saúde um estado transitório que não augura nada de bom, a morte será uma forma definitiva de estabilidade. O problema é que temos de esperar por morrer para saber se essa estabilidade é boa ou má, algo que para efeito deste exercício eu e os Leitores não estaremos disposto a antecipar em nome do conhecimento de causa, pelo que tudo o que se possa dizer sobre o assunto agora é apenas uma expressão de fé (ou de ausência dela). O que se pode dizer com toda a certeza é que a Terra gira sobre si própria, a Lua roda sobre a Terra, a vida das pessoas e das instituições é feita de mudança. A ausência de mudança traz estagnação, e a estagnação conduz à extinção. Por isso, as empresas líderes a nível mundial mudam muito. Refiro-me às suas estratégias, não necessariamente às pessoas, embora os resultados (ou falta deles) impactem muito nas pessoas, líderes incluídos. Mais do que estabilidade, o equilíbrio na gestão é que cria harmonia e sustentabilidade. Já a prosperidade advém da qualidade do investimento efectuado e de não se gastar mais do que aquilo que se produz. 

 

Quem pede estabilidade, pede tempo. O tempo é uma "commodity" muito valiosa com um termo incerto. As únicas duas coisas que são certas é que um dia esse tempo esgotar-se-á e amanhã já terei menos tempo do que hoje. Daí o adágio popular de não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje. Assim, a estabilidade não pode ser vista como um fim em si. Ela é um meio. Para além disso, a estabilidade que peço para mim deve ter equidade com a estabilidade que preconizo para os outros. Deste modo, é complicado em nome da estabilidade eu pedir tempo para mim quando num ano tive 4 treinadores a quem não dei estabilidade e já vou no quinto, o que denota haver aqui uma ausência de convicção ou pensamento estratégico. A esses treinadores não foi dada estabilidade nem tempo. Mas a pelo menos um deles foi dada uma missão. Uma missão suicida, veio-se a perceber ao fim de duas semanas, que foi interrompida em nome do fim da estabilidade: no caso, dos péssimos resultados. 

 

O actual presidente do Sporting tem também uma missão. Desse modo, cumpre-lhe traduzir na prática as promessas que fez em sede de campanha eleitoral. Tal como acontece com qualquer gestor, será da percepção que se vai formando junto dos sócios em relação às suas reais condições de atingir o sucesso que dependerá a sua continuidade. E na ausência de resultados substanciais de curto-prazo tem de procurar comprar tempo. Daí o aparecimento da narrativa da estabilidade. Acontece que não basta pedir tempo, é preciso saber-se o que fazer com esse tempo e se esse tempo não servirá para perder mais tempo, tempo esse que se não tem. É que nós não vivemos numa dimensão diferente da dos nossos rivais e o nosso atraso para eles intensificou-se nesta última época. Assim, de futuro não bastará acompanhar a pedalada deles, pelo contrário teremos de dar ao pedal com uma rotação por minuto superior. E, nesse processo, não ter furos, quedas ou desfalecimentos, que no futebol estão associados, respectivamente, a tempo que se perde a enquadrar jogadores que deveriam pegar de estaca, investimentos ruinosos em atletas sem a qualidade necessária e suficiente para vestirem de verde-e-branco e falta de consistência exibicional. Ora, precisando de acelerar o tempo (ou, se quiserem, encurtar distâncias), o Sporting deve mitigar o mais possível o erro. Logo, mais do que pedir estabilidade, Frederico Varandas deve concentrar-se em convencer os sócios do Sporting de que não voltará a cometer erros como os do passado, o que se pode tornar mais difícil se um dia atribuir à falsa expectativa de saída de Bruno Fernandes o mau planeamento da época (imagine-se!!!) e noutro dia se orgulhar de tudo ter feito para manter o nosso brioso capitão. Não, o que Varandas deve garantir aos sportinguistas é que não voltará a investir 40 milhões de euros da forma que se viu nos dois últimos mercados. Para além disso é importante que tenha a coragem de admitir que é preciso fazer mais com menos e que o Sporting ainda gasta anualmente em salários bastante mais do que o que devia. Começando por cortar em "gorduras saturadas" desnecessárias quando em Alcochete se produz um azeite virgem da melhor qualidade que acompanha bem à mesa qualquer bom pescado. Mostrando assim estar no caminho da sustentabilidade. Esse sim é um valor importante, não a estabilidade nos moldes em que nos é servida. (E fico-me por aqui, pois se tivesse de falar da Cultura Sporting e dos princípios de governação teria aqui arenga para vários dias.)  

 

P.S. Defendo qualquer iniciativa estruturada e estruturante contra qualquer forma de violência no desporto. Um problema do futebol, mas essencialmente um transtorno da sociedade. Que urge atacar, e perante o qual o governo não pode lavar as mãos como Pilatos e deixar os clubes sozinhos. Mas a Cultura Sporting não se restaurará automaticamente assim que esse problema se resolva e Frederico sabe disso. Varandas está no clube há muitos anos e se calhar está a faltar-lhe o distanciamento suficiente para não cair no erro ou tentação de do seu discurso resultar uma imagem de miserabilismo à volta de um clube que "nenhum treinador quer treinar" (mas já teve 5) ou que é de "malucos". Não será com esse discurso defensivo que conquistará a maioria dos sportinguistas ou, pelo menos, lhes devolverá a esperança. Também não o será com promessas vãs como as feitas no último defeso, que se provaram irrealistas e revelaram imaturidade associada a uma exuberância proveniente das taças conquistadas na época transacta em circunstâncias difíceis e especiais. Tal como os bons exemplos, que devem sempre vir de cima, a gestão de expectativas é uma ferramenta essencial a um gestor e o "aggiornamento" que se pretende depende muito disso, o que só é possível com equilíbrio. Equilíbrio, algo que só na mecânica se pode confundir com estabilidade.  

08
Jan20

A peça que pode encaixar melhor no puzzle


Pedro Azevedo

Quando olho para Vietto vejo um jogador intermitente, de rotação média, com técnica apurada e boa visão de jogo mas sem pulmão para receber a bola muito atrás no campo. O argentino é muito mais um 9.5 que um 9, aquele tipo de jogador que ronda a área e precisa de uma referência de ponta de lança para sublimar o seu talento. O problema é que o Sporting não joga em 4-4-2 porque tem Bruno Fernandes e ele não pode ser o 2º avançado que certamente se ajustaria mais às suas características. Também, com ou sem Bruno Fernandes, nunca será verdadeiramente um 10, na medida em que lhe falta a intensidade de um médio, explosividade para chegar à área e potência de remate após deslocações longas. Assim, Silas vê-se obrigado a colocá-lo numa ala, de onde parte para descrever umas parábolas à volta da área. Nesse movimento serve muitas vezes de apoio frontal aos médios, o que retira protagonismo no jogo a Luiz Phellype, um jogador que não tem as características de finalizador de um Bas Dost mas cuja técnica razoável poderia ser útil à equipa no jogo interior. É curioso, pois quando espera por Luiz Phellype para fazer esse papel, e arranca então em diagonal, Vietto torna-se mais perigoso como o comprovam duas das três oportunidades que teve nos seus pés no pretérito Domingo. Simplesmente, a sua má definição à frente da baliza leva-o a perder muitos golos. 

 

Não podendo jogar no 4-4-2 que seria da sua predilecção, talvez Silas o pudesse encaixar num 3-5-2, em que Coates, Mathieu e Neto seriam os centrais, Camacho e Acuña fariam os corredores (o que compensaria a falta de qualidade-extra dos laterais de raiz do plantel), Battaglia, Wendel (Matheus Nunes) e Bruno o meio-campo e ele posicionar-se-ia por detrás do ponta de lança, assim a jeito de um Saviola. Dou o exemplo do "Conejo", ex-jogador do Benfica, porque não é fácil encontrar um antigo jogador do Sporting com características semelhantes a Vietto. Talvez João Pinto, apenas pelo ponto de partida, já que o "menino de ouro" era mais enérgico, driblador e não circunscrevia a sua acção a um T0 como o argentino.  

 

Deste modo, não está em causa a qualidade específica numa certa função de Vietto. O difícil é encaixá-lo num sistema de jogo no actual Sporting. A ala pode ser uma opção no campeonato português, mas duvido que pegue na Europa tendo em vista as tarefas defensivas que é imprescindível um ala cumprir a esse nível de competitividade. Mesmo sabendo-se que Acuña às vezes vale por dois (se o lateral for Borja a opção então é inimaginável), principalmente se o adversário privilegiar, como o Porto o fez, o ataque pelo flanco oposto (algo que duvido que o Benfica de Pizzi venha a fazer). A solução poderia ser o 3-5-2, a única forma possível de compatibilizar as melhores características dos mais importantes jogadores do Sporting (Mathieu, com a sua velocidade e leitura dos lances, no controlo da profundidade; Acuña, com a sua garra, no sobe-e-desce constante; Battaglia, se estiver apto, com 3 centrais nas costas, a potenciar a sua ambivalência entre "6" e "8"; Bruno, com a sua intensidade e explosividade, a criar jogo; Vietto, com o seu futebol de filigrana, a costurar em pequenos espaços frontais à área). Na minha opinião, claro, pois os sistemas devem adaptar-se no sentido de que os melhores possam ir a jogo e isso beneficie mais a equipa do que a prejudique. 

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07
Jan20

Rescaldo do Clássico


Pedro Azevedo

Em Portugal, o comentário futebolístico enferma muito de contaminação pelo resultado. A verdade é que foi o melhor jogo que a actual equipa do Sporting pode fazer. Num dia normal até teria dado para ganhar. Não deu porque no desporto, como na vida, a eficácia é determinante. Por muito que se valorize o trabalho, a transpiração necessita sempre do auxílio da inspiração para produzir resultados. Assim, apesar de ter querido mais ganhar que o seu adversário, o Sporting acabou por perder. E de forma justa, na medida em que no futebol ganha quem marca mais golos e o Porto fez mais um. 

 

No futebol, a eficácia está dependente da concentração e da qualidade dos jogadores. Duas distrações defensivas leoninas resultaram em dois golos portistas, má definição em frente da baliza impediu o Sporting de materializar no marcador a sua superioridade em campo (Marchesin nem sequer foi chamado a defender em qualquer uma das seis ocasiões flagrantes de golo desperdiçadas pelo Sporting, o que atesta o demérito leonino na hora da concretização). 

 

Ao contrário do que é habitual, não foi um jogo onde os médios tenham estado particularmente bem. Especialmente os volantes ("6") ou segundos volantes ("8"), que passaram um pouco ao lado do jogo. Doumbia e Danilo deram pouco ao jogo ofensivo das suas equipas e defensivamente foram apanhados demasiadas vezes desposicionados, Wendel e Uribe tiveram posse sem grande critério. Com Bruno Fernandes muito vigiado nas suas acções, encontrando apenas espaços por fora, acabaria por ser Nakajima a dar mais nas vistas, quebrando linhas com entradas em drible que desestabilizaram a linha média leonina.

 

Houve uma importante componente de estratégia por parte dos dois treinadores, a qual se materializou mais pelas movimentações na esquerda dos dois ataques: Sérgio procurando posicionar aí Marega para explorar as suas diagonais nas costas da defesa dos leões, Silas tentando aproveitar o balanço ofensivo de Acuña - o melhor jogador em campo - em contraponto com a menor propensão defensiva de Corona. No final, ambos os treinadores recolheram dividendos dessas apostas estratégicas. Adicionalmente, o Porto voltou a ser muito forte na bola parada, momento do jogo em que é a equipa mais forte do campeonato, tendo Soares resolvido na sequência de um pontapé de canto.

 

O Porto tinha 3 soluções atacantes no banco que o Sporting não possui. Aboubakar, Zé Luis ou Luis Diaz seriam titulares de caras no Sporting e nem sequer jogaram de início nos dragões. Tal possibilitou a Sérgio lançar o colombiano com acréscimo de rendimento global para toda a equipa, algo que Silas não conseguiu com a introdução de Jesé, Plata e Camacho.

 

Sendo certo que ambas as equipas precisavam de ganhar, Silas mostrou maior ambição do que Sérgio. No entanto, a vitória viria a cair no regaço do treinador portista sem que este tivesse feito muito para a merecer. Sérgio privilegiou sempre o controlo das operações à tentativa de desequílibrio e quando mexeu na sua equipa já o jogo poderia estar perdido se o Sporting tivesse minimamente aproveitado o ascendente que teve nos primeiros 25 minutos da segunda parte. Mas, em jogos deste tipo, quem tanto falha (ofensiva e defensivamente) fica sempre mais próximo de perder. Em resumo, mais do que o Porto ter ganho o jogo, o Sporting é que o perdeu. 

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06
Jan20

Tudo ao molho e fé em Deus - Dias inglórios


Pedro Azevedo

Consta numa certa mitologia encarnada que Prometeu roubou o fogo a Zeus para o entregar aos No Name Boys. Deste modo, o grupo desorganizado de adeptos benfiquistas deslocou-se a Guimarães para proceder à passagem de testemunho da tocha olímpica. O Barão de Coubertin deve ter ficado embevecido. Já Varandas, olimpicamente, ignorou o acontecimento, perdendo a oportunidade de alertar publicamente o governo que isto da necessária repressão às atitudes anti-desportivas e ao vandalismo associado ao futebol não é um assunto que diga só respeito ao seu clube. 

 

Enquanto uns veem glória em criar desumanidade, outros não verão glória nenhuma em viver o Sportinguismo com paixão. Não deverá ter sido com este sem-vontade que um dia José Alvalade fez nascer o Sporting Clube de Portugal, mas hoje o hino "O mundo sabe que..." voltou a ser entoado já com o jogo a decorrer, assim a modos como para cumprimento de uma mera formalidade protocolar e como tal destituído de alma ou identidade. 

 

Nunca é fácil ao Sporting deslocar-se ao Dragão e ter que levar com o vibrante apoio dos portistas à sua equipa. Tal reflectiu-se essencialmente nos primeiros 45 minutos, período em que o Porto dominou as operações a meio-campo. Não que os pupilos de Sérgio Conceição tenham criado grandes oportunidades de golo, pois apenas procuraram controlar os acontecimentos após o seu golo madrugador, mas com Doumbia e Wendel sempre atrasados a chegar à bola e as alas sem dinâmica pode considerar-se que o empate no marcador por via de um golo de Acuña em cima do intervalo era lisonjeiro para os leões. É verdade, o Acuña é que repôs a igualdade! O trauliteiro, irascível, louco mesmo, aquele que devíamos vender o quanto antes, o mal-amado em Alvalade que seria herói na Luz ou no Dragão. Aquele tipo de jogador com quem se ganha campeonatos, luxo a que devemos estar tão habituados que quaisquer 20 milhões no último Inverno (e menos actualmente, a fazer fé nos jornais) teriam sido suficientes para o levar com o consentimento e anuência de alguns dos nossos adeptos.  

 

No segundo tempo tudo mudou. O Sporting finalmente teve algum apoio proveniente das bancadas e Acuña, que já tinha marcado, desatou agora a assistir. Primeiro para Luíz Phellype, depois para Bruno Fernandes, finalmente para Vietto. Tudo desperdiçado ingloriamente. Pelo meio, assistido respectivamente por Bruno e Luíz Phellype, Vietto teve outras duas oportunidades igualmente não concretizadas, uma das quais com a bola a esbarrar no poste. Tanta falta de eficácia não augurava nada de bom e o Porto adiantar-se-ia de novo no marcador na sequência de um canto, com Soares a superiorizar-se nas alturas a Doumbia e a bater sem apelo nem agravo Max. Nada voltaria a ser igual. É certo que Coates ainda atiraria à barra, mas o Sporting já não mostraria mais a mesma clarividência e agressividade no desenvolvimento das jogadas, tendo até Max evitado o pior em duas ocasiões. Assim, o resultado já não seria alterado.

 

Silas fez o melhor que pôde com a matéria-prima que lhe ouseram à disposição. A equipa bateu-se com brio e foi abnegada, nunca se poupando a esforços. Mas é facilmente constatável que falta qualidade global. É certo que Mathieu, Bruno Fernandes e Acuña mostram ter muita qualidade, mas falta quem os acompanhe ao mesmo nível: Vietto é um jogador de espaços curtos, com boa técnica, mas mais uma vez mostrou não ter golo, Bolasie é tão esforçado como tosco, Doumbia não tem tempo adequado de entrada aos lances, Wendel é muitas vezes inconsequente, Luíz Phellype passa muito tempo sem bola porque a equipa não privilegia os seus apoios frontais (isolou Vietto numa das poucas ocasiões em que a equipa o serviu desse modo) e Ristovski e Coates têm uma atitude muito profissional, mas não são excelentes. Max, apesar dos muito bons sinais, ainda é só uma promessa. 

No entanto, faz sentido questionar a razão pela qual Pedro Mendes não foi convocado. Não havendo outro ponta de lança para além de Luíz Phellype, Silas preferiu incluir um "avançado centro" como Jesé em detrimento do jovem que viria na véspera a confirmar nos sub-23 os seus dotes de goleador. Evidentemente, o espanhol viria a ser a nulidade do costume, desta vez procurando mais o confronto com os adversários do que com a bola. Também não se compreendeu muito bem porque é que Plata se foi posicionar atrás do ponta de lança, permanecendo Vietto na ala, quando as características de ambos recomendariam o inverso. Até a obstinação em subvalorizar Matheus Nunes face a Wendel, Miguel Luis e até Eduardo pode e deve ser chamada à colação, pelo que Silas ainda tem muito a experimentar antes de dizer que precisa de mais gente para ajudar. O que não invalida que escasseiem opções de qualidade para fazer muito melhor com o plantel que tem. Como Keizer não tinha, aliás. E disso, um e outro não serão certamente os responsáveis, 40 milhões de investimento depois. 

 

Voltámos ao quarto lugar no campeonato e estamos a mais pontos do primeiro (16) do que da zona de despromoção (13). Em condições normais tal seria considerado alarmante. Mas nós estamos concentrados em limpezas. É o que nos dizem: é preciso limpar. Eu entendo. O problema é que, aparentemente, a limpeza está a tornar-se inconciliável com a boa gestão desportiva, o que é pena não ter sido compreendido pelos sócios aquando do acto eleitoral. É que bastaria terem escolhido a Servilimpa e a coisa naturalmente teria saído mais barata. E surgem receios de que a limpeza não fique pela curva sul, temendo-se que não mudando a gestão do futebol cada ocupante das restantes bancadas se comece a limpar a si próprio até ao ponto em que Varandas já não tenha ninguém para limpar. Nesse momento terá de chamar alguém de fora para o limpar a ele e a limpeza ficará concluída. A maçada é que o Sporting, como o conhecemos desde sempre, também. Entretanto, o Rabbani não ficou sequer para as rabanadas, o Raul José mandou uns avisos à navegação e o projecto desportivo dá efusivos sinais de não se estar a sentir nada bem, o que é uma prosopopeia que se calhar não tem o estilo suficiente num clube onde o projecto desportivo é uma figura da mitologia que geralmente precede uma tragédia grega com peripécias tão devastadoras que transformam aquelas que Eurípedes, Ésquilo ou Sófocles mostraram ao mundo em inócuos contos para meninos. Agora só falta vender o Acuña e o Bruno, reformar o Mathieu e investir num satélite do Manchester City. Aí, sim, estarão alinhados os planetas e o Sporting não voltará a macular ninguém.

 

Entrementes, algures no espaço:

"This is Major Tom to Ground Control, I'm feeling very still" - Space Oddity

 

Tenor "Tudo ao molho...": Marcos Acuña (enorme!!!)

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04
Jan20

"Seven" - 7 Desejos para o Clássico


Pedro Azevedo

Domingo teremos Clássico em Alvalade, com a visita do FC Porto. Eis os meus desejos para o jogo:

 

  1. Ambiente no estádio: que seja audível e visível para todos que o Sporting joga em casa e não no Dragão;
  2. Respeito pelos símbolos leoninos: tal como a "Marcha do Sporting", cantada pela Mª José Valério, espero ouvir entoar "O Mundo sabe que..." antes de a bola começar a rolar, à semelhança aliás do que acontece em Anfield com "You`ll never walk alone", ou em Camp Nou com "Cant del Barça". Os hinos são para serem sentidos, interiorizados no seu "tempo" perfeito, pelo que a sua exibição não deve corresponder ao cumprimento de uma mera formalidade burocrática desprovida de alma e identidade;
  3. Fair-play: no relvado, nas bancadas, à entrada e saída do estádio deve imperar o respeito entre os intervenientes, nunca se confundindo a sã rivalidade com a guerra;
  4. Comunhão dos Sportinguistas: por muito que existam diferenças entre todos (e as há), cada Sportinguista presente no estádio tem o dever de apoiar o Sporting. E o Sporting, no caso, será representado por aqueles 11 que irão a campo mais os 7 suplentes e equipa técnica, razão suficiente para não se esperar menos do que o apoio incondicional à nossa equipa durante os 90 minutos do jogo;
  5. Invencibilidade leonina em Alvalade: o Porto não vence em Alvalade desde Outubro de 2008. Que assim continue(!), mas com a vitória do Sporting no final;
  6. Ovo de Colombo: ovo de Colombo, ou de Fernandes, em Bruno depositamos a esperança de tornar possível aquilo que para muitos opinadores se afigura difícil e assim fazer a diferença final no marcador. De Silas não esperamos nenhuma invenção, apenas que coloque os melhores jogadores em campo e mantenha o 4-3-3 que melhores resultados vem apresentando;
  7. Trio Maravilha e fato-macaco: Que a qualidade de Jeremy Mathieu, Marcos Acuña e Bruno Fernandes e o compromisso de Ristovski, Coates e Bolasie contagiem positivamente os seus companheiros. Só assim será possível a tão desejada vitória.

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03
Jan20

Santos da casa não fazem milagres


Pedro Azevedo

Manuel Jesualdo Ferreira vai treinar o Santos. O de São Paulo, pois os santos cá de casa não estão autorizados a fazer milagres por aqui. Estava à mão de semear e penso que teria dado um óptimo Director Técnico de todo o futebol do Sporting, interligando como ninguém o futebol profissional com a Formação e dando coerência ao projecto desportivo, no fundo aquilo que vem faltando ao clube. O Professor tinha/tem as características certas para implementar transversalmente um futebol de autor no clube e para melhorar o trabalho na última estação da linha de montagem da fábrica de Alcochete, ajudando a integrar e valorizar o que produzimos. Não sei se voltará a haver uma oportunidade destas, provavelmente até Jesualdo ainda não considerará encerrado o seu ciclo de treinador que privilegiará a uma função de gabinete, em todo o caso continuarei a ser um admirador da forma como ele entende e explica o jogo e não tenho dúvidas sobre a importância histórica que poderia ter para nós no actual contexto económico e desportivo do clube, alavancando as qualidades dos jogadores e complementando a formação dos jovens treinadores da Academia. Caro Jesualdo, ficarei a torcer por si! Oxalá a sorte o acompanhe em terras do Brasil.

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02
Jan20

Dia da Suécia em Itália


Pedro Azevedo

Ibrahimovic aos 39 anos regressa ao Milan, o jovem Kulusevski (19 anos) ingressa na Juventus. Duas gerações de jogadores suecos de muita categoria, curiosamente ambos com ascendência na antiga Jugoslávia - a família de Zlatan proveniente da Bósnia, a de Dejan oriunda da Macedónia - , a marcarem o dia do campeonato europeu onde menos se olha ao bilhete de identidade. Dos 19 aos 39, todos têm lugar. Basta para isso mostrarem qualidade. E se a carreira de Zlatan Ibrahimovic dispensa apresentação, o brilharete que Dejan Kulusevski tem vindo a fazer pelo Parma merece o devido destaque que podem observar em anexo. Divirtam-se! 

suecos.jpg

 

(Fonte: YouTube)

01
Jan20

A Liga


Pedro Azevedo

Começa um novo ano, e com tal efeméride lembramo-nos que em Portugal há uma competição denominada de Primeira Liga, o nosso campeonato nacional. Uma prova de regularidade em que a frequência de jogos nada tem de regular. Por exemplo, em Outubro quase não se jogou, em Novembro o campeonato parou 3 semanas e desde o dia 16 de Dezembro que não se joga. Curiosamente, desde que em Portugal foi declarada a trégua de Natal, em Inglaterra disputaram-se 4 jornadas da Premiership, o que tudo somado faz com que em terra de sua majestade a Raínha Isabel a principal competição já vá na 21ª jornada. Nós, por cá, vamos na 14ª... "Devagar, devagarinho se vai à Ribeira Grande", e não pode haver muitos jogos de seguida porque os treinadores portugueses começam logo a queixar-se da intensidade do calendário e que não têm tempo para treinar. É que treinar obriga a muito estudo. Por exemplo, não é fácil passar noites em claro à frente de um terminal da Carris a ver como os funcionários da empresa arrumam os autocarros, algo que 70% dos treinadores da 1ª Liga dedica-se a replicar num campo de futebol. Claro está que quando um dia regressar o campeonato as equipas perdedoras nessa efeméride queixar-se-ão de falta de ritmo de competição, o que também está bem. Afinal, se dar desculpas é o passatempo favorito dos portugueses, por que razão os nossos treinadores haveriam de ser diferentes? 

 

Dizem que o futebol deixou de ser um espectáculo para ser um negócio? Só se for no estrangeiro, em Portugal um negócio é que não é. Até porque um negócio implica consumidores, e a vontade de dirigir o foco para estes não faria um campeonato nacional parar tantas vezes ao ponto de nos esquecermos que essa competição existe. Em países como a Alemanha existe a paragem de Inverno por as condições climatéricas serem muito adversas à prática do futebol; em Portugal, país abençoado com um clima temperado, fazemos a pausa de Inverno e a de Outono. E como no Verão o campeonato já acabou, basicamente só não se pára na Primavera. Na verdade, o nosso campeonato é como a Prima Vera, aquela prima distante que vemos poucas vezes ao longo do ano. E quando os nossos emigrantes nos visitam no Natal não há campeonato. Não, imediatamente antes da paragem, preferimos fazer uns joguitos a contar para a Faca na Liga, perdão, Taça da Liga, que é assim uma coisa capaz de criar um entusiasmo semelhante a observar o salto de uma pulga. 

 

Os clubes, que aprovam regulamentos e elegem direcções da Liga, são os grandes culpados. Habitualmente há jogos onde nem 1000 espectadores estão presentes, não existe centralização na Liga dos direitos de TV, as assimetrias entre grandes e pequenos/médios são bárbaras devido à diferença de orçamentos, a intensidade dos jogos ressente-se disso, existe uma dependência notória dos clubes inferiores com tudo o que isso pode significar em termos de se desvirtuar o espírito da competição e a solução para tudo isto é o campeonato parar e não haver receitas. Uma e outra e outra vez. Um campeonato que, nos moldes actuais, também ele pouco sentido faz, com meia-dúzia de equipas que efectivamente joga para ganhar e todas as outras à procura de não perder. 

 

Mas há quem defenda isto. Inclusivé, apontado ao bom desempenho luso este ano na UEFA. É como ver o topo de uma montanha e ignorar o resto, ou elogiar o fraque do cavalheiro sem cuidar que está de tanga e descalço. Aliás, se continuarmos neste ritmo super-intenso no campeonato nacional, estou convencido que um clube português vencerá a Liga Europa. Pudera, todos fresquinhos enquanto os outros se andam a desgastar por essa Europa fora... E com muito tempo para treinar... o encanar a perna à rã.

 

UM ÓPTIMO ANO DE 2020 A TODOS OS LEITORES DE CASTIGO MÁXIMO E, EM ESPECIAL, A TODOS OS SPORTINGUISTAS!!!

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